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Estilo
Eu
uso, sim.
E daí?
A
saia tipo kilt vira expressão
de criatividade deles
Claudio Rossi
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| Gomes
e Vidal de "kilt brasileiro", em São Paulo:
a pergunta mais freqüente é o que vestem por baixo
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Quem andou passeando por festas, shows e outros ambientes da vida
noturna de algumas capitais brasileiras percebeu que há meninos
circulando sem calça. Calma, que nada mais comprometedor
fica à mostra. Esses grupos de rapazes moderninhos aderiram
à saia, o traje masculino por excelência durante a
maior parte da história da humanidade, mas aparentemente
relegado ao cemitério da moda alguns séculos atrás.
Por que usar saia em vez de calça justo agora? Ora, que pergunta:
trata-se de uma legítima expressão de liberdade e,
principalmente, de estilo, defendem os usuários. Especialmente
o kilt, o saiote de pregas xadrez típico da Escócia
que astros como Sean Connery e Ewan McGregor gostam de exibir em
ocasiões especiais, parece ter caído no gosto da turma
só que em uma versão mais tropical, que substitui
a lã por tecidos leves, como algodão e viscose. "Homens
dos mais variados estilos e gostos têm procurado os kilts,
desde roqueiros e clubbers até aqueles que só querem
se vestir de forma original e diferente", explica Emerson Gomes,
28 anos, que trabalha com atendimento a clientes corporativos em
uma empresa de telecomunicações e, nas horas vagas,
costura em casa, e vende, o "kilt brasileiro", para ser usado com
camiseta (por dentro ou por fora) e sapato e meia tênis,
nunca. Gomes diz que vende de cinco a seis kilts por mês ("Já
atendi encomenda de Porto Alegre, Salvador, Cuiabá"), a preços
que vão de 90 a 170 reais, dependendo do tecido. Ele mesmo
veste kilt quase o tempo todo (menos no trabalho), inclusive para
ir ao supermercado e ao cinema. "As pessoas olham com curiosidade.
Sempre perguntam o que eu uso por baixo", conta (resposta: cueca
normal). Sua mulher, Maria Helena Fernandes, aprova: "É uma
prova de personalidade e estilo". Muita gente nem percebe do que
se trata. "O kilt é tão discreto que chega a parecer
uma bermuda grande", diz Denis Vidal, 29 anos, colega de trabalho
de Gomes que aderiu à moda recentemente. Já na família,
o hábito rende problemas. "Minha mãe fala que eu fico
parecendo menina. Minha irmã faz pior: tenta esconder", reclama
o estudante Alexandre Meloni, 21 anos, que usa kilt de vez em quando.
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