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Cartas
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"Ainda
bem que VEJA tem a mania de nos informar sobre assuntos que
dizem respeito a nossa saúde!"
Willian Luis Domingues
Por e-mail
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Transtorno
obsessivo-compulsivo
Senti-me de certa forma aliviada por saber que não sou a
única nessa prisão absurda criada por nós mesmos.
Hoje, graças à terapia medicamentosa, comportamental
e sobretudo à busca espiritual, encontro-me livre desse martírio
que me escravizou por um bom tempo. Acrescento também que
ter a mente e o corpo sempre produzindo de maneira útil e
positiva, mesmo que no começo pareça impossível,
é muito importante para sair desse ciclo patológico
que às vezes parece não ter fim ("Mentes que aprisionam",
5 de maio).
Fernanda G. Mattosinho
Maringá, PR
Desde os 6 anos de idade tenho certas compulsões, como não
pisar em linhas no chão e alinhar todos os sapatos da casa.
Aos poucos vou me controlando e eliminando certos pensamentos nos
quais me baseio todos os dias, atribuindo às manias o fato
de certas coisas não darem certo no meu cotidiano. VEJA mais
uma vez empenhou-se em nos esclarecer sobre um problema que já
atinge uma parcela acentuada da população e aumentou
a minha motivação de ler todos os exemplares a cada
semana que passa.
Nádia Leão Ferreira Dias
Santa Helena de Goiás, GO
O que percebi de mais importante foi a colocação de
que o TOC, apesar de não ter cura, apresenta excelente controle
quando se associa o tratamento medicamentoso adequado ao acompanhamento
psicoterápico, enfatizando que "a boa notícia é
que a ciência hoje consegue manter o TOC sob controle".
Doutor Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP
Quem não tem alguma mania das citadas que jogue a primeira
pedra. Eu mesma já me "peguei" várias vezes esperando
algum fato ocorrer para que eu prosseguisse em minhas atitudes.
Como, por exemplo, concluir uma ação somente se o
celular tocar ou se eu ouvir uma música específica
ou, até mesmo, se um pensamento positivo vier à tona.
Essas situações podem não ser saudáveis,
por isso as informações contidas na reportagem são
de extrema importância.
Carolina Mendes
Americana, SP
Ao ler a excelente reportagem sobre as manias descobri que sofro
de colecionismo. Coleciono VEJA, que me é útil no
presente, útil para pesquisar o passado e certamente será
útil no futuro. Não consigo jogá-la fora.
Paulo Roberto Santos
Joá, RJ
Andréa
Salgado
Ao ler a entrevista com a professora Andréa (Amarelas, 5
de maio), saltaram-me aos olhos algumas opiniões com as quais
não concordo: "Poder ter metade da minha vida de volta. Porque
inteira eu sei que não vou ter nunca mais". Tenho, há
três anos, uma lesão medular e, nessa condição,
uso cadeira de rodas e afirmo, com convicção, que
tenho uma vida inteira! Está certo que, diferentemente da
professora, eu tenho as minhas pernas, mas não as sinto,
não as movo. E minha vida, ao estudar, trabalhar, me relacionar
com as pessoas, sair, me divertir, é completa, inteira, plena,
dentro dos meus limites.
Pablo André Flôres
Sapiranga, RS
A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes
adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O ser
resiliente não foge das opressões e consegue neutralizar
seus efeitos sem que necessariamente as mesmas sejam afastadas ou
diminuídas. A professora Andréa Salgado demonstra
quanto é resiliente ao dar a volta por cima na situação
traumatizante que está vivendo e se transformar, crescendo
com a experiência.
Fátima Araújo de Carvalho
São José dos Campos, SP
Em 1972, perdi minha irmã, então com 11 anos, atingida
por uma lancha pilotada por um sujeito alcoolizado. Como havia laços
distantes de parentesco com o autor, valeu a velha hipocrisia e
o assassino não foi punido, além de ter tido o acinte
de afirmar na minha cara que "fora mais uma emoção
em sua vida". Quando do acidente com Lars Grael chorei muito, por
ele e por mim, já que não me considero suficientemente
confortada, mesmo quase 32 anos depois da perda de minha irmã.
Mais recentemente chorei muito pela Andréa e por mim. Quando
haverá punição para assassinos neste país?
Monique Rouquet
São Paulo, SP
Cartas
Voltando à discussão sobre os processadores velozes
(Cartas, 28 de abril), os testes do site Tom's Hardware (http://www.
tomshardware.com), um dos mais bem conceituados e imparciais
do mundo, comprovam que o processador da AMD, Athlon 64 FX, é
superior ao Pentium 4 Extreme Edition, da Intel. Mesmo os processadores
da AMD tendo um clock muito menor que os de seu concorrente. Isso
acontece devido à pesquisa e à alta tecnologia utilizada
pela AMD. Foram feitos diversos testes, entre eles os que avaliam
apenas a velocidade do processador e não de outros "itens",
como os softwares e jogos usados atualmente que necessitam de grande
capacidade de processamento. Mesmo com o sistema operacional utilizado
sendo de 32 bits, o processador AMD Athlon 64 FX saiu-se melhor
nos referidos testes.
Grégori Fonseca
Por e-mail
Claudio
de Moura Castro
O senhor Claudio Moura Castro, em "Cadê a velhinha da licitação?"
(Ponto de vista, 5 de maio), conseguiu reunir clareza e concisão
para tratar de um tema importante para a vida do país: "a
arte de fazer a burocracia produzir resultados". Possivelmente devido
à juventude da nossa democracia há sempre uma vontade
de trocar chefias, subchefias, coordenadorias, por se julgar que
o governo anterior não fez bem seu trabalho e que a nova
equipe é melhor. Ou por simples razões ideológicas
ou mesmo fisiológicas. O fato é que, quando isso ocorre
em uma escala além do razoável, compromete-se o resultado
e jogam-se fora o conhecimento acumulado em determinado processo
de trabalho e a conceituação que ele traz consigo,
de maneira irrecuperável.
Moacir de Oliveira
Brasília, DF
Medicina
Com sentimento de orgulho e satisfação, li a matéria
"Doutor, me ouça!" (5 de maio), de Anna Paula Buchalla. A
novidade da doutora Rita Charon, da Universidade Columbia, é
uma realidade vivenciada há mais de duas décadas pela
equipe multidisciplinar do Centro de Referência, Pesquisa,
Capacitação e Atenção Integral à
Adolescência e Família (Adolescentro). Fazemos parte
de um serviço público da Secretaria de Estado de Saúde
do Distrito Federal. Constatamos na prática que a atitude
de saber ouvir e de confirmar o outro como sujeito competente e
ator de suas ações tem trazido soluções
criativas e efetivas para o cliente e sua família e mantém
o entusiasmo e a constante busca de aprimoramento de toda equipe.
Regina Borges
Médica pediatra e hebiatra
adolescentro@ambr.com.br
Brasília, DF
Violência
contra a criança
Senti-me realmente enojado, angustiado e horrorizado ao ler a reportagem
"Quando a infância é um inferno" (5 de maio). Sou pai
de duas crianças: uma menina de 4 anos e um garotinho de
1 ano e 1 mês, a quem amo e respeito acima de qualquer coisa
neste mundo. Não consigo de maneira alguma sequer tentar
compreender o que vai pela mente deturpada de um ser abjeto que
faz essas atrocidades com uma criança indefesa e inocente.
Devemos repensar nossos valores e nossas leis.
Carlos Eduardo Barretti
Por e-mail
Estou chocada em saber pela primeira vez na vida pelas palavras
de uma criança a violência brutal e traumática
que um pai é capaz de cometer contra seu próprio filho.
Atos dessa natureza, cometidos contra crianças, são
imperdoáveis; são crianças indefesas e inocentes.
Marcelle F. Machado
Campos dos Goytacazes, RJ
Especial
Mulher
Adorei a edição Especial Mulher de VEJA (maio
de 2004). Os tópicos são bastante abrangentes, não
só pela abordagem histórica como pelas entrevistas
e dicas.
Marisa A. Silva
Por e-mail
As edições especiais de VEJA são sempre um
presente precioso, mas essa particularmente nos brindou com o conteúdo
da entrevista de Costanza Pascolato. Basta um olhar direcionado
a essa grande mulher para traduzir sem dificuldade alguma o significado
de "chic".
Beth Seixas
São Paulo, SP
Radar
Em
sua edição desta semana, a revista VEJA publica a
nota "O mesmo de Maluf" (Radar, 5 de maio), assinada pelo jornalista
Felipe Patury, resumindo meu perfil profissional à condição
de advogado do ex-prefeito Paulo Maluf. O tom do texto parece forçar
o sentido de que, por ser advogado de Maluf, haveria algo de errado
em representar personalidades que não sejam do mesmo arco
político. Cabe esclarecer que representamos também
personalidades ligadas ao PSDB, ao PDT, ao PFL e a outras legendas.
Representamos a Editora Abril esta, há muito mais
tempo que ao ex-prefeito Paulo Maluf. Igual e ocasionalmente, prestamos
consultoria a jornalistas de VEJA. O Escritório Leite, Tosto
e Barros, onde atuam mais de 100 advogados da mais alta especialização
no campo do direito empresarial, tem em seu departamento eleitoral
apenas uma parte de seu acervo judicial.
Ricardo Tosto
Sócio do Escritório Leite, Tosto e Barros
São Paulo, SP
Educação
Foi
com grande satisfação que tomamos conhecimento da
matéria "As melhores da turma" (5 de maio), em que São
Caetano do Sul foi classificada em primeiro lugar no país
na porcentagem de universitários na faixa etária de
18 a 24 anos. O Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) muito
se orgulha de contribuir para esse feito. A Escola de Engenharia
Mauá tem entre seus alunos mais de 500 residentes em São
Caetano do Sul, muitos com bolsas de estudo concedidas pelo IMT
por indicação da prefeitura. O IMT também contribui
para a erradicação do analfabetismo no município,
patrocinando o programa Proalfa, em convênio com a prefeitura.
Os monitores que lecionam nesse programa são alunos do Centro
Universitário do IMT.
Professor Helio Nanni
Superintendente de planejamento e desenvolvimento
Instituto Mauá de Tecnologia
São Caetano do Sul, SP
Homofobia
Somos
os organizadores da Parada do Orgulho GLBT da cidade de São
Paulo, citada na matéria "País com parada gay não
é homofóbico" (5 de maio). A parada existe justamente
porque precisamos de visibilidade e pleiteamos leis que nos reconheçam
como cidadãos plenos em direitos, já que o somos em
nossos deveres. As leis de que dispomos não protegem a grande
maioria da população homossexual brasileira, sobretudo
a das áreas distantes dos grandes centros. A homofobia no
Brasil existe, sim. É grave, preocupante e precisa ser firmemente
denunciada e combatida, e não abafada.
Reinaldo Pereira Damião
Presidente da Associação do Orgulho de Gays, Lésbicas,
Bissexuais e Transgêneros de São Paulo
www.paradasp.org.br
São Paulo, SP
Na
qualidade de decano do Movimento Homossexual Brasileiro, protesto
contra a matéria "País com parada gay não é
homofóbico". O fato de termos um rei Pelé e um Carnaval
afro-baiano não significa que não exista racismo no
Brasil. Há, sim, uma guerra contra os homossexuais no país,
e a homofobia começa dentro de casa, quando pais repetem
de norte a sul: "Prefiro um filho morto a homossexual!" E a cidade
de Bocaiúva do Sul, cujo prefeito baixou decreto proibindo
a entrada de homossexuais? E o deputado do Espírito Santo
que propôs clínicas de cura para gays e lésbicas?
Luiz Mott
Secretário de Direitos Humanos do Grupo Gay da Bahia, professor
titular de antropologia, Universidade Federal da Bahia
Salvador, BA
Diogo
Mainardi
Tenho
de reconhecer: a acidez realística do senhor Diogo Mainardi
(essencial, para quem pensa o Brasil), no texto "Os revoltados a
favor" (5 de maio), refresca e dá ânimo a nossa inteligência,
tão menosprezada pela mídia em geral.
Nazareno Damião da Silva
Natal, RN
Parabéns,
Mainardi. Continue a espetar nossa calma e a agredir nossa imensa
hipocrisia. Que cada um saiba buscar outros articulistas com visão
mais ponderada e menos amarga, mais à direita, mais à
esquerda, mais acima ou mais abaixo e, ao final, formar a própria
opinião. Enfim, obrigado, senhor Mainardi, por acreditar
no Brasil.
Thogo Lemos dos Santos
Uberlândia, MG
Prefeituras
VEJA
mais uma vez merece nossos cumprimentos pelo senso de oportunidade
na veiculação de matéria em que, ao mesmo tempo
que noticia a ocorrência de práticas político-administrativas
danosas à população, dá conta das punições
rigorosas a que estão sendo submetidos os agentes políticos
menos sérios. Gostaria, no entanto, de destacar dois aspectos
que lá não restaram explicitados. Primeiramente, cabe
destacar a atuação firme e independente do Ministério
Público de Contas, na condição de "fiscal da
lei". Igualmente, não se pode deixar de assinalar que os
melhores desempenhos da administração pública
no Brasil se situam na esfera municipal. O fato de restarem condenados
diversos prefeitos e presidentes de Legislativos municipais indica,
sobretudo, que esses agentes estão mais visíveis,
ao alcance e sujeitos ao controle epidérmico de sua própria
comunidade, fator que recomenda que se busque com maior ênfase
a descentralização do poder e dos recursos nacionais,
naturalmente com o necessário fortalecimento das instituições
de controle ("Pragas urbanas desperdício, desvio e
corrupção", 28 de abril).
Cezar Miola
Procurador-geral do Ministério Público junto ao TCE/RS
e presidente da Associação Nacional dos Ministérios
Públicos de Contas
Por
e-mail
CORREÇÕES:
O senhor Nelson Nolé é técnico em próteses,
e não médico (Amarelas,
5 de maio). Na seção Datas
(5 de maio), o vídeo em que o jogador David Beckham aparece
dormindo é da fotógrafa e artista plástica
Sam Taylor-Wood. O casamento do príncipe Johan
Friso com a plebéia Mabel Wisse Smit foi desaprovado pelo
governo holandês, e não pela família real (Datas,
5 de maio). A designação correta do
automóvel BMW citado na nota "Como se compõe o preço
do carro importado" (Guia,
5 de maio) é 530i, e não 350i.
| POLÊMICA
CATÓLICA |
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A
reportagem "A
TFP do B" (28 de abril), que falou dos Arautos
do Evangelho, uma dissidência na Sociedade Brasileira
de Defesa da Tradição, Família
e Propriedade (TFP), mexeu bastante com os leitores
de VEJA. Duzentos e cinqüenta e três deles
escreveram para a redação comentando a
reportagem. "Li e reli o artigo umas três vezes.
Achei uma delícia", escreveu o paulistano João
Luís Fisherman. O que prevaleceu, no entanto,
foi a polêmica entre simpatizantes dos dois grupos.
"É profundamente lamentável que a TFP
caia assim nas mãos de quem vive na maior harmonia
com os representantes do 'progressismo' católico,
o qual não esconde seu desejo de incendiar o
país", escreveu o padre Davi Francisquini, de
São Paulo. "Fiquei muito contente pelo esclarecimento
a respeito dos Arautos do Evangelho, que tive a honra
e o prazer de conhecer na minha paróquia, com
seu modo simples e desinteressado de atuar", escreveu
de Bragança, Portugal, o leitor Elcio Antonio
dos Santos.
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| TRANSTORNO
OBSESSIVO E GRAVIDEZ |
|
O
doutor Joel Rennó Jr., coordenador-geral do Pró-Mulher
Projeto de Atenção à Saúde
Mental da Mulher, do Instituto de Psiquiatria do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo, escreveu à redação
cumprimentando-a pela publicação da reportagem
"Mentes que aprisionam" (5 de maio), sobre o transtorno
obsessivo-compulsivo, ou TOC. O doutor Rennó
aproveitou para enviar uma contribuição
relacionada ao transtorno na gravidez. "Como observei
que a pesquisa foi profunda, resolvi fazer algumas considerações
em relação à questão do
gênero feminino", diz o professor. Eis algumas
de suas observações:
O início do TOC, quando ocorre durante
a gravidez, é freqüentemente associado com
obsessões agressivas, como, por exemplo, em relação
a uma provável agressão ao bebê.
O risco de TOC é oito vezes maior após
abortamento.
Sessenta e nove por cento das mulheres com TOC
anterior à gestação não
apresentam sintomas substanciais durante a gravidez.
O período do pós-parto é
mais consistentemente implicado na piora do TOC.
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