Edição 1951 . 12 de abril de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Parece que o PT conseguiu fazer
a tal revolução socialista. Um caseiro
derrubou o ministro da Fazenda e
o presidente de um banco!"

Paulo Cesar Silveira de Alcantara
Sertãozinho, SP


A maior crise do governo Lula

A sinopse do fracassado esquema montado para desacreditar as palavras do caseiro Francenildo poderia muito bem ser adaptada para o cinema. Golpe Sujo seria um sucesso de bilheteria e serviria para lembrarmos que chegamos ao fundo do poço. Por favor, não me venham falar em ideologias partidárias nas eleições. Elas não existem ("O riso virou choro", 5 de abril).
Getúlio Cajé dos Santos
Neópolis, SE

O imbróglio provocado por Palocci está mais para a continuidade do filme Proposta Indecente, tendo ele e Jorge Mattoso como protagonistas. Após descobrirem as falcatruas do ex-ministro Palocci contra um pobre e humilde caseiro, quanto tempo levará para revelarem o que ele fez em três anos e três meses, na companhia de um lastimável presidente da República?
Renato Felipazzi Moreno
São Bernardo do Campo, SP

O acidente de percurso sofrido pelo ministro Antonio Palocci, atropelado pelo desmentido do caseiro Francenildo Costa, acabou definitivamente com a máxima de que a mentira muitas vezes repetida soa melhor que a verdade. Mentiras e meias verdades se tornaram um mal sistêmico para enganar a boa-fé dos brasileiros desavisados. Exemplos, como o caso Palocci, não faltam para mostrar que se pode mentir por pouco ou por muito tempo, mas não por todo o tempo.
Orlando Machado Sobrinho
Rio de Janeiro, RJ

Meses atrás, numa demonstração de falsa modéstia e ignorância, Lula afirmou que não havia um só brasileiro com mais moral e ética do que ele. A cada novo capítulo da história, fico mais convencido de que há cerca de 180 milhões de brasileiros com mais moral que o governo Lula.
Geremias Estevão
Joinville, SC

Ele não vê, não sabe de nada, não desconfia de nada, e seus ministros caem um a um, como castelos de areia, desmoronando. Lula, assine VEJA ou passe na banca mais próxima. Tenho absoluta certeza de que estará sempre informado.
Cleverson de Almeida Rocha
São Paulo, SP

Esses enganadores do povo sempre se apresentaram como íntegros e honestos antes de chegar ao poder. Suas falcatruas estão deixando as pessoas de bem estarrecidas e revoltadas. Parabenizo VEJA pelas reportagens que estão levando ao conhecimento das pessoas a podridão que existe nos bastidores deste governo.
Erich Orlando Hoeller
Joinville, SC

Em sua edição nº 1.950, VEJA publica na capa a manchete "Golpe sujo", destacando entre as revelações que o leitor poderia encontrar na revista: "O famoso advogado convocado para forjar uma versão salvadora". Nas páginas internas, informa, em legenda de foto, que fui um dos que "alertaram sobre as ilegalidades da operação". Não entendo como o teor da matéria pode ter gerado a chamada de capa. Salvo o alerta, limita-se a revista a dizer que, em minha presença, "circulou a idéia" de comprar com dinheiro a consciência de alguém. Mas que não se sabe "se a proposta teve andamento prático". Para deixar clara minha posição, solicito a publicação desse esclarecimento, enfatizando que, embora o teor das reuniões profissionais que mantenho seja coberto por sigilo, cabe-me reafirmar jamais ter presenciado discussão, proposta ou referência a nenhuma espécie de negócio para "compra de consciência" ou falsa assunção de responsabilidade.
Arnaldo Malheiros Filho
Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal – Advogados
São Paulo, SP

 

A solidão do presidente

A edição de VEJA de 5 de abril faz referências incorretas sobre minha pessoa: não fui sócio da Globalprev. A Globalprev é uma pequena consultoria de cálculos atuariais e pertence a antigos colaboradores que trabalharam na Gushiken Associados. Sobre o absurdo faturamento de 600% da referida empresa, trata-se de um grosseiro erro de informação, já corrigido pela própria Prefeitura Municipal de Indaiatuba e cuja retificação foi feita por vários meios de comunicação.
Luiz Gushiken
Núcleo de Assuntos Estratégicos
Brasília, DF

 

Mansão do Lobby

A Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus) e seu presidente expressam repúdio à nota "Quem bancava", publicada na seção Radar (5 de abril), que cita essa entidade como tendo intermediado contatos entre empresa associada e a chamada Mansão do Lobby. Essa entidade desconhece qualquer fato dessa natureza, jamais foi solicitada para alguma coisa semelhante e não teve contato com nenhuma das pessoas mencionadas pela imprensa como fazendo parte da citada Mansão do Lobby. A entidade e suas associadas sempre se pautaram pela ética e pela transparência.
Ademerval Garcia
Presidente da Abecitrus
Ribeirão Preto, SP

 

Eleições 2006

Desminto o conteúdo da nota na coluna Radar (5 de abril) segundo a qual eu teria comentado que "FHC é mesmo um craque na arte da dissimulação", por ter feito acreditar que apoiava José Serra quando desde o início apoiava Geraldo Alckmin.
Edmar Lisboa Bacha
Rio de Janeiro, RJ

 

Luca Cordero di Montezemolo

Parabéns a VEJA pela entrevista com Luca Cordero di Montezemolo (Amarelas, 5 de abril), um líder empresarial de expressão mundial cuja opinião é sempre digna de ser atentamente acompanhada. O impressionante, caso fossem suprimidos da matéria o nome do entrevistado e o do país, é que o diagnóstico e a receita, clarificados nas respostas às seis primeiras perguntas, poderiam ser aplicados perfeitamente ao Brasil.
Etienne Douat
Joinville, SC

 

André Petry

Com relação ao noticiário sobre a publicidade da Nossa Caixa (coluna de André Petry – "Lula, Lulinha e Lu" – e reportagem "Dois tucanos versus Lula", 5 de abril), gostaria de reafirmar os critérios técnicos que norteiam a ação de marketing dessa instituição. Não existe interferência externa nas decisões sobre a aplicação dos recursos de publicidade, aliás, muito menores do que aqueles gastos por outros bancos com os quais a Nossa Caixa disputa mercado. No caso específico da coluna de André Petry, discordamos frontalmente da afirmação de que o governador Geraldo Alckmin "despachava" verbas publicitárias desse banco. Lamentável e sem cabimento também é o termo "mensalão" usado no mesmo texto. Além de ter conferido ao banco o maior crescimento no setor em 2005, a administração técnica da Nossa Caixa é exigência básica para uma instituição que é a única de seu segmento a fazer parte do Novo Mercado da Bovespa.
Carlos Eduardo Monteiro
Diretor-presidente Banco Nossa Caixa
São Paulo, SP

Em geral, agradam-me as idéias e o estilo de André Petry. Entendo, porém, que em sua última coluna tenham lhe faltado os devidos pesos e medidas, a devida ponderação, ao tentar estabelecer termo de comparação entre a conduta de Geraldo Alckmin e a de Lula e seus asseclas a partir do episódio das roupas recebidas por Lu Alckmin. O governo Lula é uma tragédia política já exaustivamente comprovada. Definitivamente, Geraldo Alckmin e seu governo não são páreo para tamanha boçalidade.
Giovanni Palumbo
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Sobre o artigo "Heloísa Helena responde" (5 de abril), de Diogo Mainardi, esclareço, para evitar interpretações futuras equivocadas ou infames, que toda a correspondência entre mim e o senhor Mainardi está disponibilizada na minha página do Senado (www.senado.gov.br).
Senadora Heloísa Helena
Brasília, DF

Muito bom o artigo de Diogo Mainardi. Vê-se logo que nenhuma esquerda é confiável. Se a senadora possui informações que poderiam vir a comprometer ainda mais a débil situação em que os petistas se encontram, ela deveria falar logo de uma vez e não ficar mandando respostas prolixas e desconexas para Mainardi. Mais intrigante ainda foi o pedido da senadora para que o colunista mentisse quanto à origem de suas frases.
Natan Cerqueira
Por e-mail

 

Dificuldades na sala de aula

Parabenizo VEJA pela excelente reportagem "Com a palavra, o professor" (5 de abril). Finalmente o professor é ouvido e valorizado! A Associação Educacional Labor, que se empenha desde 1991 na capacitação de professores da rede pública, constata a realidade dos dados trazidos pela pesquisa da educadora Tania Zagury, como o levantamento das principais dificuldades em sala de aula. Concorda também com a observação da professora Inês Fini: o problema não está na família, e sim no sistema de ensino.
Karin Essle
Vice-presidente da Associação Educacional Labor
São Paulo, SP

Fiquei extremamente satisfeita ao ler a matéria. Sou pedagoga e, há muito, incomoda-me o fato de mitos que envolvem a educação brasileira serem considerados grandes verdades, como mostra a referida reportagem de forma bastante competente. Esses mitos acabam quase sempre desembocando na responsabilização do professor pelo fracasso escolar. Creio que, se quisermos de fato resolver as questões dos problemas educacionais do Brasil, temos de parar de buscar um bode expiatório, posição na qual vem sendo colocado o professor atualmente.
Ana Célia Ellero
Professora, pedagoga e mestre em educação
Amparo, SP

Vivencio diariamente indisciplina, falta de educação e interesse, enfim, tudo o que foi citado. Finalmente, nós, professores, fomos ouvidos, esclarecendo a todos a realidade em que se encontra a educação brasileira. Obrigada, Tania Zagury!
Célia Regina Sanches Conte
Professora
Bauru, SP

 

Índios

Os índios waimiris-atroaris não recebem pagamento mensal da Eletronorte. O que existe é um convênio firmado entre a Eletronorte e a Funai, em 1988, para a implantação do Programa Waimiri-Atroari, como compensação financeira pelos impactos socioambientais provocados pela inundação de 30.000 hectares de terras indígenas para a formação do reservatório da Usina Hidrelétrica Balbina, no Amazonas ("As falsas vítimas", 29 de março).
César Brito Fechine
Gerente de imprensa
Superintendência de comunicação empresarial da Eletronorte S/A
Brasília, DF

Até que enfim uma revista séria de alcance nacional resolveu colocar abertamente a questão indígena. De inocentes os índios não têm nada. O que o presidente da Funai chama de "senso de oportunidade" eu chamaria de senso de oportunismo. Está na hora de os índios serem chamados à responsabilidade. Sou a favor de reserva indígena, mas só se for para os índios viverem lá da caça e da pesca, como há 500 anos. Quem não gostaria de ter somente direitos e nenhum dever?
Fabiola Bolsanelo
Vila Velha, ES

 

Lya Luft

Parabéns, Lya Luft, pela sensibilidade com que tratou um tema tão delicado como a questão dos meninos ligados ao tráfico de entorpecentes ("Os meninos do tráfico", Ponto de vista, 5 de abril). Minha ferida também continua aberta e doendo muito.
Madalena Duarte
São Paulo, SP

O artigo mais profundo, corajoso, contundente e humano que li em meus vinte anos de VEJA. Obrigada, Lya, pelo seu discernimento – e, como você disse, que essa ferida nos machuque até o fim.
Regia Glaura de Melo França
Nova Lima, MG

Eu gostaria de registrar que, a exemplo de outros milhões de brasileiros, não sou culpado e não pretendo carregar nas costas nenhuma responsabilidade pela tragédia que a senhora Luft quer nos imputar. Tenho 47 anos, trabalho desde os 17 e sempre paguei meus impostos. Sustento mulher e filhos e nunca me droguei. Com que autoridade essa senhora vem dizer que "nós os matamos"? "Nós" quem, cara pálida? A senhora e sua família até podem ter alguma culpa no cartório, eu não tenho nenhuma.
Alberto Jorge Grunewald da Cunha
Rio de Janeiro, RJ

CORREÇÕES: A Faculdade de Educação da Unicamp teve como fundador e primeiro diretor o professor Marconi Freire Montezuma, e não a professora Maria Inês Fini, como informou a reportagem "Com a palavra, o professor" (5 de abril). Não foram quebrados os sigilos bancário e fiscal de "diversas pessoas", como afirma o texto de abertura da matéria "O riso virou choro" (5 de abril). Os sigilos quebrados foram o do caseiro Francenildo Costa e o de seu suposto pai, Eurípedes Soares da Silva.

 

QUADRA NAS ALTURAS É SÓ DIVULGAÇÃO


A carioca Vanessa Dreyer ficou intrigada ao ver a foto publicada nas págs. 102 e 103 da edição 1 950 ("Os segredos de Dubai", 5 de abril). "Deparei com a foto da quadra de tênis do hotel Burj Al Arab e não notei nenhuma rede de proteção a seu redor. O que acontece com as bolas de tênis que, rebatidas com muita força, passam dos limites da quadra? Vão parar onde? No mar? Se sim, o hotel tem algum sistema de coleta que impeça que as bolas se espalhem? Existe o risco de, daquela altura, elas acertarem alguém que esteja na praia?", perguntou a leitora. Dez leitores observaram que a quadra que aparece na foto é provisória e não tem condições de abrigar um jogo oficial. Segundo Alexandre M. Menezes, de Belo Horizonte, "para jogar em uma quadra como aquela, seriam necessários uma bola por ponto e um pára-quedas para cada jogador". "A quadra não tem as medidas oficiais. Basta verificar a parte mais próxima à rede. Veja como a área de saque é pequena. Nem sequer tem grades de segurança, absolutamente imprescindíveis para um jogo a mais de 200 metros de altura", escreveu o paulistano Ricardo Silveira. O leitor David Yokana Saraiva, também da capital paulista, informou: "O torneio internacional de tênis é realizado no complexo tenístico chamado Dubai Tennis Stadium, localizado na cidade, e não na cobertura do hotel Burj Al Arab (como afirmou a reportagem). O heliponto do hotel transforma-se em uma quadra de tênis durante a semana do torneio, apenas para divulgação do evento".

 

DANUZA E AS CRIANCINHAS

A frase da escritora Danuza Leão ("Eu tenho pavor de criança pequena. Criança, só quando consegue dialogar. Antes disso, um bom colégio interno na Suíça"), em destaque na seção Veja essa (29 de março), incomodou alguns leitores. Edivaldo de Araújo Pereira, pai de dois filhos em Curitiba, disse que aproveita e aprende mais "dialogando com crianças pré-escolares do que lendo tais absurdos. Mais do que palavras, diálogo requer sintonia". Walkiria Rabello, de São Paulo, acredita que Danuza deveria ter "um pouco de sensibilidade e carinho para interpretar o balbuciar dos pequenos". A pedagoga Maria Gertudes, em e-mail à redação, sugeriu à escritora que lesse a obra do psicólogo suíço Jean Piaget, um dos pais da pedagogia construtivista, para entender melhor as crianças.

 
 
 
 
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