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Cartas
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"Parece que o PT conseguiu fazer
a tal revolução socialista. Um caseiro
derrubou o ministro da Fazenda e
o presidente de um banco!"
Paulo Cesar Silveira de Alcantara
Sertãozinho, SP |
A maior crise do governo Lula
A sinopse do fracassado esquema
montado para desacreditar as palavras do caseiro Francenildo poderia
muito bem ser adaptada para o cinema. Golpe Sujo seria um
sucesso de bilheteria e serviria para lembrarmos que chegamos ao
fundo do poço. Por favor, não me venham falar em ideologias
partidárias nas eleições. Elas não existem
("O riso virou choro", 5 de abril).
Getúlio Cajé dos Santos
Neópolis, SE
O imbróglio provocado por
Palocci está mais para a continuidade do filme Proposta
Indecente, tendo ele e Jorge Mattoso como protagonistas. Após
descobrirem as falcatruas do ex-ministro Palocci contra um pobre
e humilde caseiro, quanto tempo levará para revelarem o que
ele fez em três anos e três meses, na companhia de um
lastimável presidente da República?
Renato Felipazzi Moreno
São Bernardo do Campo, SP
O acidente de percurso sofrido
pelo ministro Antonio Palocci, atropelado pelo desmentido do caseiro
Francenildo Costa, acabou definitivamente com a máxima de
que a mentira muitas vezes repetida soa melhor que a verdade. Mentiras
e meias verdades se tornaram um mal sistêmico para enganar
a boa-fé dos brasileiros desavisados. Exemplos, como o caso
Palocci, não faltam para mostrar que se pode mentir por pouco
ou por muito tempo, mas não por todo o tempo.
Orlando Machado Sobrinho
Rio de Janeiro, RJ
Meses atrás, numa demonstração
de falsa modéstia e ignorância, Lula afirmou que não
havia um só brasileiro com mais moral e ética do que
ele. A cada novo capítulo da história, fico mais convencido
de que há cerca de 180 milhões de brasileiros com
mais moral que o governo Lula.
Geremias Estevão
Joinville, SC
Ele não vê, não
sabe de nada, não desconfia de nada, e seus ministros caem
um a um, como castelos de areia, desmoronando. Lula, assine VEJA
ou passe na banca mais próxima. Tenho absoluta certeza de
que estará sempre informado.
Cleverson de Almeida Rocha
São Paulo, SP
Esses enganadores do povo sempre
se apresentaram como íntegros e honestos antes de chegar
ao poder. Suas falcatruas estão deixando as pessoas de bem
estarrecidas e revoltadas. Parabenizo VEJA pelas reportagens que
estão levando ao conhecimento das pessoas a podridão
que existe nos bastidores deste governo.
Erich Orlando Hoeller
Joinville, SC
Em sua edição nº
1.950, VEJA publica na capa a manchete "Golpe sujo", destacando
entre as revelações que o leitor poderia encontrar
na revista: "O famoso advogado convocado para forjar uma versão
salvadora". Nas páginas internas, informa, em legenda de
foto, que fui um dos que "alertaram sobre as ilegalidades da operação".
Não entendo como o teor da matéria pode ter gerado
a chamada de capa. Salvo o alerta, limita-se a revista a dizer que,
em minha presença, "circulou a idéia" de comprar com
dinheiro a consciência de alguém. Mas que não
se sabe "se a proposta teve andamento prático". Para deixar
clara minha posição, solicito a publicação
desse esclarecimento, enfatizando que, embora o teor das reuniões
profissionais que mantenho seja coberto por sigilo, cabe-me reafirmar
jamais ter presenciado discussão, proposta ou referência
a nenhuma espécie de negócio para "compra de consciência"
ou falsa assunção de responsabilidade.
Arnaldo Malheiros Filho
Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal Advogados
São Paulo, SP
A solidão do presidente
A edição de VEJA
de 5 de abril faz referências incorretas sobre minha pessoa:
não fui sócio da Globalprev. A Globalprev é
uma pequena consultoria de cálculos atuariais e pertence
a antigos colaboradores que trabalharam na Gushiken Associados.
Sobre o absurdo faturamento de 600% da referida empresa, trata-se
de um grosseiro erro de informação, já corrigido
pela própria Prefeitura Municipal de Indaiatuba e cuja retificação
foi feita por vários meios de comunicação.
Luiz Gushiken
Núcleo de Assuntos Estratégicos
Brasília, DF
Mansão do Lobby
A Associação Brasileira
dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus) e seu presidente
expressam repúdio à nota "Quem bancava", publicada
na seção Radar (5 de abril), que cita essa entidade
como tendo intermediado contatos entre empresa associada e a chamada
Mansão do Lobby. Essa entidade desconhece qualquer fato dessa
natureza, jamais foi solicitada para alguma coisa semelhante e não
teve contato com nenhuma das pessoas mencionadas pela imprensa como
fazendo parte da citada Mansão do Lobby. A entidade e suas
associadas sempre se pautaram pela ética e pela transparência.
Ademerval Garcia
Presidente da Abecitrus
Ribeirão Preto, SP
Eleições 2006
Desminto o conteúdo da
nota na coluna Radar (5 de abril) segundo a qual eu teria comentado
que "FHC é mesmo um craque na arte da dissimulação",
por ter feito acreditar que apoiava José Serra quando desde
o início apoiava Geraldo Alckmin.
Edmar Lisboa Bacha
Rio de Janeiro, RJ
Luca Cordero di Montezemolo
Parabéns a VEJA pela entrevista
com Luca Cordero di Montezemolo (Amarelas, 5 de abril), um líder
empresarial de expressão mundial cuja opinião é
sempre digna de ser atentamente acompanhada. O impressionante, caso
fossem suprimidos da matéria o nome do entrevistado e o do
país, é que o diagnóstico e a receita, clarificados
nas respostas às seis primeiras perguntas, poderiam ser aplicados
perfeitamente ao Brasil.
Etienne Douat
Joinville, SC
André Petry
Com relação ao
noticiário sobre a publicidade da Nossa Caixa (coluna de
André Petry "Lula, Lulinha e Lu" e reportagem
"Dois tucanos versus Lula", 5 de abril), gostaria de reafirmar os
critérios técnicos que norteiam a ação
de marketing dessa instituição. Não existe
interferência externa nas decisões sobre a aplicação
dos recursos de publicidade, aliás, muito menores do que
aqueles gastos por outros bancos com os quais a Nossa Caixa disputa
mercado. No caso específico da coluna de André Petry,
discordamos frontalmente da afirmação de que o governador
Geraldo Alckmin "despachava" verbas publicitárias desse banco.
Lamentável e sem cabimento também é o termo
"mensalão" usado no mesmo texto. Além de ter conferido
ao banco o maior crescimento no setor em 2005, a administração
técnica da Nossa Caixa é exigência básica
para uma instituição que é a única de
seu segmento a fazer parte do Novo Mercado da Bovespa.
Carlos Eduardo Monteiro
Diretor-presidente Banco Nossa Caixa
São Paulo, SP
Em geral, agradam-me as idéias
e o estilo de André Petry. Entendo, porém, que em
sua última coluna tenham lhe faltado os devidos pesos e medidas,
a devida ponderação, ao tentar estabelecer termo de
comparação entre a conduta de Geraldo Alckmin e a
de Lula e seus asseclas a partir do episódio das roupas recebidas
por Lu Alckmin. O governo Lula é uma tragédia política
já exaustivamente comprovada. Definitivamente, Geraldo Alckmin
e seu governo não são páreo para tamanha boçalidade.
Giovanni Palumbo
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Sobre o artigo "Heloísa
Helena responde" (5 de abril), de Diogo Mainardi, esclareço,
para evitar interpretações futuras equivocadas ou
infames, que toda a correspondência entre mim e o senhor Mainardi
está disponibilizada na minha página do Senado (www.senado.gov.br).
Senadora Heloísa Helena
Brasília, DF
Muito bom o artigo de Diogo Mainardi.
Vê-se logo que nenhuma esquerda é confiável.
Se a senadora possui informações que poderiam vir
a comprometer ainda mais a débil situação em
que os petistas se encontram, ela deveria falar logo de uma vez
e não ficar mandando respostas prolixas e desconexas para
Mainardi. Mais intrigante ainda foi o pedido da senadora para que
o colunista mentisse quanto à origem de suas frases.
Natan Cerqueira
Por e-mail
Dificuldades na sala de aula
Parabenizo VEJA pela excelente
reportagem "Com a palavra, o professor" (5 de abril). Finalmente
o professor é ouvido e valorizado! A Associação
Educacional Labor, que se empenha desde 1991 na capacitação
de professores da rede pública, constata a realidade dos
dados trazidos pela pesquisa da educadora Tania Zagury, como o levantamento
das principais dificuldades em sala de aula. Concorda também
com a observação da professora Inês Fini: o
problema não está na família, e sim no sistema
de ensino.
Karin Essle
Vice-presidente da Associação Educacional Labor
São Paulo, SP
Fiquei extremamente satisfeita
ao ler a matéria. Sou pedagoga e, há muito, incomoda-me
o fato de mitos que envolvem a educação brasileira
serem considerados grandes verdades, como mostra a referida reportagem
de forma bastante competente. Esses mitos acabam quase sempre desembocando
na responsabilização do professor pelo fracasso escolar.
Creio que, se quisermos de fato resolver as questões dos
problemas educacionais do Brasil, temos de parar de buscar um bode
expiatório, posição na qual vem sendo colocado
o professor atualmente.
Ana Célia Ellero
Professora, pedagoga e mestre em educação
Amparo, SP
Vivencio diariamente indisciplina,
falta de educação e interesse, enfim, tudo o que foi
citado. Finalmente, nós, professores, fomos ouvidos, esclarecendo
a todos a realidade em que se encontra a educação
brasileira. Obrigada, Tania Zagury!
Célia Regina Sanches Conte
Professora
Bauru, SP
Índios
Os índios waimiris-atroaris
não recebem pagamento mensal da Eletronorte. O que existe
é um convênio firmado entre a Eletronorte e a Funai,
em 1988, para a implantação do Programa Waimiri-Atroari,
como compensação financeira pelos impactos socioambientais
provocados pela inundação de 30.000 hectares de terras
indígenas para a formação do reservatório
da Usina Hidrelétrica Balbina, no Amazonas ("As falsas vítimas",
29 de março).
César Brito Fechine
Gerente de imprensa
Superintendência de comunicação empresarial
da Eletronorte S/A
Brasília, DF
Até que enfim uma revista
séria de alcance nacional resolveu colocar abertamente a
questão indígena. De inocentes os índios não
têm nada. O que o presidente da Funai chama de "senso de oportunidade"
eu chamaria de senso de oportunismo. Está na hora de os índios
serem chamados à responsabilidade. Sou a favor de reserva
indígena, mas só se for para os índios viverem
lá da caça e da pesca, como há 500 anos. Quem
não gostaria de ter somente direitos e nenhum dever?
Fabiola Bolsanelo
Vila Velha, ES
Lya Luft
Parabéns, Lya Luft, pela
sensibilidade com que tratou um tema tão delicado como a
questão dos meninos ligados ao tráfico de entorpecentes
("Os meninos do tráfico", Ponto de vista, 5 de abril). Minha
ferida também continua aberta e doendo muito.
Madalena Duarte
São Paulo, SP
O artigo mais profundo, corajoso,
contundente e humano que li em meus vinte anos de VEJA. Obrigada,
Lya, pelo seu discernimento e, como você disse, que
essa ferida nos machuque até o fim.
Regia Glaura de Melo França
Nova Lima, MG
Eu gostaria de registrar que,
a exemplo de outros milhões de brasileiros, não sou
culpado e não pretendo carregar nas costas nenhuma responsabilidade
pela tragédia que a senhora Luft quer nos imputar. Tenho
47 anos, trabalho desde os 17 e sempre paguei meus impostos. Sustento
mulher e filhos e nunca me droguei. Com que autoridade essa senhora
vem dizer que "nós os matamos"? "Nós" quem, cara pálida?
A senhora e sua família até podem ter alguma culpa
no cartório, eu não tenho nenhuma.
Alberto Jorge Grunewald da Cunha
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
A Faculdade de Educação da Unicamp teve como fundador
e primeiro diretor o professor Marconi Freire Montezuma, e não
a professora Maria Inês Fini, como informou a reportagem "Com
a palavra, o professor" (5 de abril).
Não foram quebrados os sigilos bancário e fiscal
de "diversas pessoas", como afirma o texto de abertura da matéria
"O riso virou choro" (5 de abril). Os sigilos quebrados foram o
do caseiro Francenildo Costa e o de seu suposto pai, Eurípedes
Soares da Silva.
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QUADRA NAS ALTURAS
É SÓ DIVULGAÇÃO
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A carioca Vanessa Dreyer
ficou intrigada ao ver a foto publicada nas págs.
102 e 103 da edição 1 950 ("Os segredos
de Dubai", 5 de abril). "Deparei com a foto da quadra
de tênis do hotel Burj Al Arab e não notei
nenhuma rede de proteção a seu redor.
O que acontece com as bolas de tênis que, rebatidas
com muita força, passam dos limites da quadra?
Vão parar onde? No mar? Se sim, o hotel tem algum
sistema de coleta que impeça que as bolas se
espalhem? Existe o risco de, daquela altura, elas acertarem
alguém que esteja na praia?", perguntou a leitora.
Dez leitores observaram que a quadra que aparece na
foto é provisória e não tem condições
de abrigar um jogo oficial. Segundo Alexandre M. Menezes,
de Belo Horizonte, "para jogar em uma quadra como aquela,
seriam necessários uma bola por ponto e um pára-quedas
para cada jogador". "A quadra não tem as medidas
oficiais. Basta verificar a parte mais próxima
à rede. Veja como a área de saque é
pequena. Nem sequer tem grades de segurança,
absolutamente imprescindíveis para um jogo a
mais de 200 metros de altura", escreveu o paulistano
Ricardo Silveira. O leitor David Yokana Saraiva, também
da capital paulista, informou: "O torneio internacional
de tênis é realizado no complexo tenístico
chamado Dubai Tennis Stadium, localizado na cidade,
e não na cobertura do hotel Burj Al Arab (como
afirmou a reportagem). O heliponto do hotel transforma-se
em uma quadra de tênis durante a semana do torneio,
apenas para divulgação do evento".
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DANUZA E AS
CRIANCINHAS
A frase da escritora
Danuza Leão ("Eu tenho pavor de criança
pequena. Criança, só quando consegue dialogar.
Antes disso, um bom colégio interno na Suíça"),
em destaque na seção Veja essa (29 de
março), incomodou alguns leitores. Edivaldo de
Araújo Pereira, pai de dois filhos em Curitiba,
disse que aproveita e aprende mais "dialogando com crianças
pré-escolares do que lendo tais absurdos. Mais
do que palavras, diálogo requer sintonia". Walkiria
Rabello, de São Paulo, acredita que Danuza deveria
ter "um pouco de sensibilidade e carinho para interpretar
o balbuciar dos pequenos". A pedagoga Maria Gertudes,
em e-mail à redação, sugeriu à
escritora que lesse a obra do psicólogo suíço
Jean Piaget, um dos pais da pedagogia construtivista,
para entender melhor as crianças.
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