Carreira
300 milhões
Como o senhor da foto virou um milionário
Nelio Rodrigues
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Menin, da MRV: construção
de
8 000 imóveis só neste ano |
Se você é estudante ou pretende aventurar-se
como empresário, preste atenção aos
passos do mineiro Rubens Menin, 44 anos. A trajetória
profissional de Menin serve de estímulo a quem planeja
construir carreira de empreendedor. Em meados da década
de 70, ele era um universitário sonhador em Belo
Horizonte, às voltas com cálculos na faculdade
de engenharia. Hoje, é dono de uma das maiores construtoras
de imóveis residenciais do país, a MRV. Para
se ter uma idéia do crescimento do empresário,
Menin vai construir 8.000 apartamentos
e, estima, faturar em torno de 300 milhões de reais
neste ano. Em vinte anos, já vendeu 30.000
apartamentos, uma incrível média de quatro
por dia.
O mérito de Menin foi ter vislumbrado uma oportunidade
e apostado suas fichas nela. Tudo começou quando,
no 3º ano da faculdade, ele fazia estágio numa
construtora. Lá, era responsável por uma área
considerada marginal dentro da firma: o atendimento a clientes
de classes mais baixas. Percebendo que ali podia estar sua
galinha-dos-ovos-de-ouro, Menin resolveu projetar um negócio
para atender aquela clientela. Primeiro, construiu pequenas
casas em bairros populares de Belo Horizonte. Depois, passou
a vender apartamentos semipadronizados com preços
até 25% mais baixos.
Após definir seu nicho de mercado, Menin elaborou
uma cartilha que a empresa segue à risca até
hoje. A construtora, por exemplo, só trabalha com
recursos próprios. Por isso, é uma das poucas
empresas do setor que não estão penduradas
em dívidas. Outra máxima seguida à
risca por Menin é que o capital de giro da companhia
é sagrado. "No Brasil, é muito comum os empresários
dilapidarem o patrimônio de suas empresas para custear
gastos pessoais", diz. Menin garante lutar bravamente para
separar o que é dele e o que é da empresa.
Tudo o que tem hoje como pessoa física –
uma mansão, carro importado, sítio e casa
de veraneio – adquiriu unicamente
com a remuneração que a MRV lhe paga mensalmente.
"Às vezes, levo a pecha de pão-duro", diz.
Um pão-duro que deu certo.