Edição 1 644 -12/4/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Quando o cônjuge é o maior obstáculo ao sucesso
Passos dados por um empresário até se tornar milionário
O que estou lendo
Artes e Espetáculos
Colunas
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Lista de mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Carreira

300 milhões

Como o senhor da foto virou um milionário

Nelio Rodrigues
Menin, da MRV: construção de
8 000 imóveis só neste ano


Se você é estudante ou pretende aventurar-se como empresário, preste atenção aos passos do mineiro Rubens Menin, 44 anos. A trajetória profissional de Menin serve de estímulo a quem planeja construir carreira de empreendedor. Em meados da década de 70, ele era um universitário sonhador em Belo Horizonte, às voltas com cálculos na faculdade de engenharia. Hoje, é dono de uma das maiores construtoras de imóveis residenciais do país, a MRV. Para se ter uma idéia do crescimento do empresário, Menin vai construir 8.000 apartamentos e, estima, faturar em torno de 300 milhões de reais neste ano. Em vinte anos, já vendeu 30.000 apartamentos, uma incrível média de quatro por dia.

O mérito de Menin foi ter vislumbrado uma oportunidade e apostado suas fichas nela. Tudo começou quando, no 3º ano da faculdade, ele fazia estágio numa construtora. Lá, era responsável por uma área considerada marginal dentro da firma: o atendimento a clientes de classes mais baixas. Percebendo que ali podia estar sua galinha-dos-ovos-de-ouro, Menin resolveu projetar um negócio para atender aquela clientela. Primeiro, construiu pequenas casas em bairros populares de Belo Horizonte. Depois, passou a vender apartamentos semipadronizados com preços até 25% mais baixos.

Após definir seu nicho de mercado, Menin elaborou uma cartilha que a empresa segue à risca até hoje. A construtora, por exemplo, só trabalha com recursos próprios. Por isso, é uma das poucas empresas do setor que não estão penduradas em dívidas. Outra máxima seguida à risca por Menin é que o capital de giro da companhia é sagrado. "No Brasil, é muito comum os empresários dilapidarem o patrimônio de suas empresas para custear gastos pessoais", diz. Menin garante lutar bravamente para separar o que é dele e o que é da empresa. Tudo o que tem hoje como pessoa física uma mansão, carro importado, sítio e casa de veraneio adquiriu unicamente com a remuneração que a MRV lhe paga mensalmente. "Às vezes, levo a pecha de pão-duro", diz. Um pão-duro que deu certo.