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Edição 2051

12 de mar็o de 2008
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Tecnologia
De terno e gravata

O iPhone se rende ao mundo dos executivos

O fundador da Apple, Steve Jobs, sempre cativou os consumidores de carne e osso. Foi exclusivamente para eles, e não para empresas, que Jobs criou produtos revolucionários que se transformaram em objetos de desejo, como o iPod e o iPhone. Mas isso pode mudar. Na semana passada, a Apple anunciou que também venderá modelos de iPhone mais atraentes a companhias. O objetivo é catapultar as vendas do aparelho que revolucionou o conceito de celular, contendo a queda em suas vendas, depois de um início auspicioso. A primeira versão do novo iPhone "de terno e gravata" poderá ser sincronizada com o popular programa de troca de e-mails Outlook Express. Será uma maneira de a Apple avançar no mercado de clientes corporativos hoje dominado pelo BlackBerry, aparelho inventado pela Research in Motion.

O iPhone tradicional foi lançado nos Estados Unidos no ano passado. Há duas versões, uma de 399 dólares (com 8 gigabytes de memória) e outra de 499 dólares (16 gigas). Já foram vendidos cerca de 5 milhões de aparelhos. O preço do iPhone corporativo, que chegará ao mercado em junho, ainda não foi divulgado. Além de lançar esse novo modelo, Jobs revelou que vai abrir o código do sistema operacional do iPhone. A idéia é fazer com que programadores independentes criem softwares para o aparelho, dando a ele novas utilidades. Jobs contará com um fundo (já apelidado de iFund) para financiar a pesquisa dos novos programas. Os softwares serão revendidos pela Apple, que ficará com 30% da receita das vendas – os outros 70% ficarão com os programadores independentes.



 

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