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VEJA
Edição 2051

12 de março de 2008
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NESTA EDIÇÃO
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Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

"Ao lermos a reportagem, percebemos como
é importante ter consciência dos riscos que
corremos. Para termos uma vida mais saudável, devemos mudar hábitos."

Guilherme Karaoglan e Stephanie Bulhões Rodrigues
Santos, SP

A saúde do brasileiro

Excepcional a reportagem "Um raio X da saúde dos brasileiros" (5 de março) e oportuna a divulgação dos dados mais recentes colhidos pelo sistema Vigitel. Mais do que uma simples pesquisa, o Vigitel é um sistema de monitoramento que permite a atualização contínua de informações essenciais para a promoção da saúde e a prevenção das principais doenças crônicas que afetam a população brasileira. Embora baseadas em uma amostra da população adulta servida por telefone, as estimativas do Vigitel são ajustadas estatisticamente para representar a estrutura sociodemográfica de toda a população adulta que reside nas 27 cidades monitoradas. O sistema é fruto de uma parceria de muitos anos do Ministério da Saúde com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.
Carlos Augusto Monteiro
Professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP
São Paulo, SP

O Serviço de Orientação ao Exercício (SOE), foi inaugurado exatamente no dia 20 de janeiro de 1990 e já chegou a atender 9 000 pessoas por mês, ação permanente de impacto considerável numa população total de 300 000 habitantes. Ao longo desses dezoito anos, o SOE, que integra o SUS municipal, recebeu várias menções, condecorações e foi considerado modelo pela Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME) e pela Federação Internacional de Medicina Esportiva (Fims).
Luciano Rezende
Médico e ex-secretário de Saúde de Vitória
Vitória, ES

VEJA chamou a atenção do país para os ditos fatores de risco, para doenças crônicas, causas de morte, invalidez, redução de qualidade de vida e custos altos. As crianças e os adolescentes devem ser o foco principal das medidas preventivas dos bons hábitos de vida, pois é nessas faixas etárias que vêm crescendo drasticamente as taxas de obesidade, o tabagismo, o sedentarismo, o uso excessivo de álcool e as dislipidemias (alterações nos níveis de colesterol e triglicérides).
Rogerio Krakauer
Cardiologista e primeiro-secretário da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo
Santo André, SP

Gostaríamos de cumprimentar o Ministério da Saúde pela pesquisa e VEJA pela precisa reportagem que desvenda os hábitos de saúde em nosso país. Acompanhamos mais de 10 000 portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, problemas respiratórios e cardíacos, e sabemos da importância da educação e do conhecimento na melhora das condições de saúde e da qualidade de vida dessas pessoas. Quando nossos pacientes aceitam a patologia e nosso acompanhamento, em grande parte baseado em educação, a melhora é sensível. Nesse sentido, a publicação da reportagem foi importantíssima para mostrar àqueles que ainda não desenvolveram condições crônicas onde está a origem da maioria dos problemas: o descuido com a própria saúde.
Ana Paula O. Zurita
Diretora-médica da AxisMed – Gestão Preventiva da Saúde
São Paulo, SP

Muito oportuna a reportagem, principalmente na vertente sobre tabagismo ("Vício em queda") e com relação ao uso abusivo do álcool ("Bebida em alta"). Valeu muito o alerta para a necessidade urgente de implantação de políticas públicas do controle do álcool que possam evitar o caos, políticas essas que incluam preço mais elevado, sobretaxas destinadas à sobrecarga dos serviços de saúde, projetos de prevenção para crianças e jovens e maior fiscalização. Toda essa importantíssima questão de grande interesse social exige que o governo Lula não seja omisso e enfrente todo tipo de lobby. É difícil, mas já funcionou com o tabaco. Implica, entretanto, integridade, coragem, competência e, acima de tudo, demonstração do compromisso para fazer prevalecer o real interesse público.
Eustázio Alves Pereira Filho
Presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Santos
Santos, SP

Como médico oftalmologista, diagnostico em muitos pacientes o diabetes melito e a hipertensão arterial com um simples exame de fundo de olho. Muitos desses pacientes ficam surpresos com o diagnóstico, já que a maioria procura o oftalmologista pela primeira vez entre os 40 e os 50 anos de idade, quando deveria fazê-lo anualmente a partir dos 2 anos, portanto na primeira infância. A consulta anual ao oftalmologista é capaz de diagnosticar também o glaucoma, insidiosa patologia crônica que pode levar à cegueira total.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ

Lembramos que os maus hábitos também se relacionam com o aumento da incidência da doença renal crônica, atualmente vista como um problema de saúde pública mundial, uma vez que não representa apenas uma ameaça à função dos rins em si, mas é um determinante importante do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de morte. Em consonância com a matéria de capa de VEJA, sobre diabetes e hipertensão arterial, reforçamos que essas condições são as duas principais causas de doença renal crônica em quase todo o mundo.
Gianna Mastroianni Kirsztajn,
médica nefrologista,
professora da Universidade Federal de São Paulo e coordenadora da Campanha Previna-se e do Comitê de Prevenção de Doenças Renais da Sociedade Brasileira de Nefrologia
São Paulo, SP

Pode-se ficar com a impressão de que se trata apenas de uma deficiência de educação – somos mal informados e temos péssimos hábitos. Não é tão simples. Povos mais "educados", "cultos" e "informados" também têm maus hábitos: os americanos estão mais gordos do que nós, os europeus do Oeste fumam mais, os europeus do Leste bebem mais etc. O que transparece é que estamos falando da cultura de um povo – cultura essa que pode mudar rapidamente, como acontece em relação à obesidade, por exemplo, e nos torna otimistas quanto a soluções simples e eficazes contra esses problemas: políticas de educação na saúde realizadas por amplas camadas da sociedade organizada. Nós diminuímos o vício do fumo e aumentamos excessivamente o alcoolismo: não é preciso acrescentar nada para saber exatamente o que fazer. De modo simples, rápido e eficaz, em menos de dez anos os resultados surgirão, como ocorreu com o vício de fumar.
Carlos Eduardo Domene
Médico e professor livre-docente de cirurgia da Faculdade de Medicina
da USP
São Paulo, SP

 

Mayana Zatz

A bióloga Mayana Zatz (Amarelas, 5 de março), uma das maiores especialistas em células-tronco do país, repete a saga dos grandes cientistas, como Copérnico, Galileu, Sócrates e uma infinidade de gênios que tiveram de lutar contra a ignorância imposta pelos dogmas da Igreja aos seus estudos e idéias. A ciência não deve mais se curvar a esses obscuros pensamentos medievais. Quanto a questões constitucionais, de que a vida é inviolável, vê-se claramente que a Igreja (sempre a Igreja) ainda influencia na criação das leis. 
Hélio Perazzolo
São Paulo, SP

Mayana Zatz utiliza um discurso que não convence. Desde que os 23 cromossomos do pai se juntam aos 23 cromossomos da mãe, está coletada toda a informação genética necessária e suficiente para exprimir todas as características inatas de um novo indivíduo. Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir já não é questão de gosto ou de opinião. E isso é até mesmo científico – a própria embriologia entende dessa forma. Evidentemente, o zigoto é o primeiro momento de vida, mas não é a vida toda. Com ele se inicia o processo de desenvolvimento contínuo, com as etapas que se sucederão, num processo durante o qual emergirão suas potencialidades. Mas o zigoto já é pessoa, homem ou mulher, num avanço contínuo para uma progressiva complexidade, e o ser humano não se reduz às suas características exclusivamente biológicas.
Fabiana Borgia Barbosa
Advogada, especialista em direito público e bioética
Rio de Janeiro, RJ

A argumentação clara e serena de Mayana Zatz não deixa margem a dúvidas. As pesquisas com células-tronco a partir de embriões inviáveis não infringem nenhuma lei. Ao contrário de sua proibição, que atentaria contra vidas que já existem. Quanto às restrições religiosas, é bom lembrar que algumas religiões não aceitam nem mesmo as transfusões de sangue, que nem por isso são proibidas por lei.
Rosana Puga de Moraes Martinez
Presidente da Associação de Doenças Neuromusculares de Mato Grosso do Sul
Campo Grande, MS

Estruturar a argumentação de qualquer pesquisa sobre um sofisma ("enquanto os embriões não têm células nervosas nem estão num útero, não são seres vivos", afirmação da doutora Zatz que atropela noções elementares de biologia) não contribui em nada para o desenvolvimento da ciência nem para a credibilidade do cientista, por melhores que sejam as intenções. A necessidade de pesquisas para buscar a cura de doenças de pessoas (crianças, adultos ou idosos) não justifica o sacrifício da vida de outras pessoas, ainda que estejam nas primeiras fases de sua existência. Por fim, a mesma ciência que se responsabiliza por manipular a vida humana in vitro não pode se eximir do dever de buscar destinos à altura da dignidade humana para os embriões congelados, e esses destinos nunca podem ser a destruição.
Vitor Last Pintarelli
Médico
São Paulo, SP

Com todas as dificuldades típicas do Brasil quanto à realização de pesquisas de maneira geral, devemos lembrar que nosso país é o pioneiro e tem a maior experiência mundial nas pesquisas clínicas com células-tronco adultas para o tratamento de diabetes melito tipo 1. De 21 pacientes que já se submeteram ao tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto – USP, dezoito permaneceram sem utilizar insulina por algum tempo. Há pacientes que estão há quase quatro anos sem insulina e com uma qualidade de vida excelente.
Carlos Eduardo Barra Couri
endocrinologista
Pesquisador da equipe de transplante de células-tronco do HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
Ribeirão Preto, SP

A doutora Mayana, apesar de ser uma grande pesquisadora, precisa rever conceitos simples e fundamentais, tais como: o que é óvulo, espermatozóide, fecundação, ovo e embrião. Utilizar embrião para pesquisa é idêntico a usar, para experiências científicas, seu filho de 12 anos, ou seu pai de 40, ou sua avó de 80 e, como ela mesma diz, depois descartá-los. Vida nunca se descarta. Embrião é um ser vivo, sim.
Rubens Amaral
Médico
Santos, SP

Concordo que a lei brasileira de biossegurança necessita ser debatida, principalmente sob o ponto de vista da ética. Ética essa que deve englobar também os sentimentos dos pacientes acometidos por alguns dos males que as pesquisas com células-tronco poderiam beneficiar.
Christine Liz Moeller Gabel
Psicóloga
Blumenau, SC

 

André Petry

André Petry se supera a cada semana. A forma como ele desnuda o que move nosso nobre procurador-geral Cláudio Fonteles, o que real-mente está por trás de sua retórica com relação às pesquisas, é um presente ao leitor para que este possa formar sua opinião de maneira imparcial e equilibrada. Obrigado ("É pesquisa (ou lixo)", 5 de março).
Jason de Sousa
Brasília, DF

Concordo, admiro e aplaudo o ponto de vista de André Petry a respeito da Lei da Biossegurança. Realmente, o nosso procurador está a serviço de um determinado grupo, enquanto o assunto é de interesse humano.
Mounjed Jamaleddine
Anápolis, GO

Para o diabo o catolicismo medíocre do procurador Cláudio Fonteles. Tenho um sobrinho de 23 anos, lindo, inteligente e portador de distrofia muscular progressiva. Sua única esperança de concluir a universidade ainda andando é ter um tratamento com células-tronco embrionárias, capazes de produzir células musculares. É incrível que haja quem prefira jogar tais células no lixo. Que o STF seja mais sensato.
Cacilda Maria da Costa
Por e-mail

Se Lula é a anta do Diogo, Petry é a minha lula. De fato, a democracia de Lula não admite que o Judiciário "meta o nariz" nas coisas dele, e a de Petry não admite que o católico exerça a cidadania. Pobre democracia, a da anta do Diogo e a da minha lula. Quanto ao lixo, espero um sepultamento digno ao fim da vida, não só para mim, mas também para a anta, a lula e os embriões.
Marcos Pinto Lima
São Paulo, SP

 

Evanildo Bechara

Por sua bondade, dedicação, inteligência, cultura e amor ao trabalho de professor, categoria que honra e à qual continua a servir por tão profícuas décadas, o professor Evanildo Bechara extrapola a condição de especialista em gramática e assume a estatura de um admirável sábio, um verdadeiro gênio brasileiro dos estudos lingüísticos ("O decano do português", 5 de março). Como responsável pela promoção do Ciclo de Estudos Contemporâneos em Língua Portuguesa, durante o qual ele ministrou magníficos cursos, todos disponíveis em DVD (www.letrinhas.com.br), compreendi que suas lições não se resumem a questões gramaticais. Conviver com o mestre possibilita entender a linguagem como o principal atributo humano para uma vida melhor.
Ivan Capdeville Junior
Diretor-presidente
Academia Livros & Letras
Belo Horizonte, MG

Excelente a matéria sobre os 80 anos do professor Evanildo Bechara. O mestre é hoje, no Brasil, a maior referência viva em gramática da língua portuguesa, e toda homenagem é mais do que merecida.
Lourdes Nascimento
Professora de língua portuguesa e revisora de textos
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

O ensaio "Brasília, essa desgraceira" (5 de março), assinado por Roberto Pompeu de Toledo, revela o desafio que temos pela frente: fazer Brasília perder os vícios que a tornam alvo de preconceitos. Decisiva no processo de interiorização do desenvolvimento, a nova capital fez o país olhar para seu próprio interior e conquistá-lo. Hoje a utopia compete com a realidade. Brasília é, ainda, a cidade planejada, bela e monumental. E é também um retrato 3 por 4 das imensas desigualdades no Brasil. Mas, aqui, ainda há tempo para impedir que se repitam os equívocos que degradaram as grandes metrópoles brasileiras. Cabe à nossa geração evitar que o sonho dos construtores de Brasília se transforme em pesadelo.
José Roberto Arruda
Governador do Distrito Federal
Brasília, DF

Parabéns a Roberto Pompeu de Toledo por tocar num tabu: criticar a criação de Brasília. Infelizmente, vivi anos naquela cidade sem alma e percebi claramente como campeia a corrupção e a facilidade de atuação dos lobistas, empresários e políticos desonestos que lá, encapsulados e isolados, encontraram campo fértil para se enriquecer ilicitamente.
Guilherme Leite Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Magnífico o Ponto de vista "Por que nos mutilamos?" (5 de março), da brilhante Lya Luft, sobre a constante busca pela juventude e beleza eternas. É um absurdo ver a que as pessoas são capazes de se submeter para buscar padrões de beleza impostos pela ditadura do mundo fashion. Ser bonita é estar alegre, saudável, com cabeça boa para aceitar a maturidade, de bem com a vida e com os outros, pois só assim podemos ser realmente felizes!
Ana Marcia Oliveira de Gusman
endocrinologista
Vitória, ES

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi, eu sei a causa da cefaléia que o atormenta ("A minha enxaqueca", 5 de março). Sou médico e tenho sintomas parecidos. Provavelmente, é por causa de um certo molusco.
Marcospaulo Viana Milagres
Barbacena, MG

 

Colômbia

Como residente na Colômbia há treze anos, só posso testemunhar que o povo colombiano odeia as Farc e, conseqüentemente, seus líderes, que tanta dor vêm causando há mais de quarenta anos a este país. Seria muito bom o apoio internacional, principalmente dos países sul-americanos, na luta contra a guerrilha colombiana. Sem desmerecer a violação da fronteira do Equador pelo Exército da Colômbia, por que ninguém pergunta (ou responde) como é que as Farc tinham um acampamento de retaguarda naquele país ("Notícias do terror", 5 de março)?
Marta Senise Ferreira
Medellín, Colômbia

 

Ministro Carlos Lupi

Sou filiado ao PDT desde 1989. Infelizmente, o presidente do partido está transformando o espólio político de Leonel Brizola num balcão de negócios, inclusive escusos. Entre a maioria dos pedetistas, o constrangimento é geral, pois é difícil respaldar um governo repleto de escândalos corporativos e ainda tolerar um ministro individualista, carreirista e comprovadamente sem votos ("Não foi falta de aviso", 5 de março)!
Luís Santos
Curitiba, PR

 

Ministério dos Esportes

Agora começo a compreender por que esses comunistas gostam tanto de um regime ditatorial, sem sociedade livre, sem imprensa livre e com um aparato estatal que imponha o silêncio aos seus cidadãos (como sempre fez o ditador cubano Fidel Castro). É para que eles possam praticar corrupção em todos os níveis de poder sem que sejam incomodados ("A caixa-preta dos comunistas", 5 de março).
Zulma Jacinto Garcia
Curitiba, PR

 

A edição especial de VEJA: 100 anos da imigração japonesa

Brasil-Japão

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues, escreveu à redação para comunicar a transcrição nos anais da Casa de voto de júbilo e congratulações a VEJA pela edição especial sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil ("O Brasil do sol nascente", 12 de dezembro de 2007). A reportagem, "além de divulgar a cultura japonesa, promove a integração entre os povos, resgatando a trajetória desse povo em terras brasileiras", diz o texto.



Millôr já sabia


Millôr: frase atual três décadas depois

Ambrósio da Cruz Viana, antigo assinante de VEJA em Goiânia, pescou num exemplar da revista de trinta anos atrás uma tirada de Millôr que considera muito atual. Dizia Millôr, num quadro que chamou de Resumo: "‘É uma vergonha!’, frase feita de uso comum em todos os tempos e em todas as línguas, foi pronunciada 345 700 734 553 971 vezes por elementos da classe média ofendidos com a situação ético-econômica (corrupção) do país". "Millôr antecipou o mau uso do cartão corporativo trinta anos antes de o escândalo acontecer. É ou não é profecia?", pergunta Viana.

 


 

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