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Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
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O
poder do tráfico
barra o poder público
José Paulo Lacerda/AE
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| Teixeira:
enfrentamento a caminho |
O governo vem, há tempos, instalando computadores em áreas
carentes, em todo o país. Houve apenas um Estado em que a
instalação não andou, porque os traficantes
de drogas impediram a entrada dos equipamentos. Foi, claro, no Rio
de Janeiro. Em 35% das favelas cariocas, os técnicos contratados
pelo Ministério das Comunicações tiveram de
dar meia-volta. Neste mês, o projeto será retomado.
E a decisão do ministro Miro Teixeira, apoiada por Márcio
Thomaz Bastos, é começar justamente pelas comunidades
em que o tráfico não permitiu. Resta saber quantas
balas haverá no meio do caminho.
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GOVERNO
Palocci, a âncora
Apesar
dos esperneios da esquerda do PT, cada vez mais Antônio Palocci
é neste governo o que Armínio Fraga representou em alguns
momentos do governo FHC uma espécie de fiador da estabilidade
para os agentes econômicos e para o mercado.
CONGRESSO
Farra de celulares
Uma
conta estranha: a Câmara dos Deputados dá telefones celulares
aos sete integrantes da mesa diretora, aos treze líderes da Casa
e a seus chefes de gabinete. Ao todo, portanto, deveriam ser quarenta
aparelhos. Pois é, uma investigação recém-terminada
mostrou que são 150 os agraciados com celulares. Mais da metade
deles terão de ser devolvidos. É um bom começo
deve diminuir a conversa fiada na Câmara. Mas ainda há gordura
para cortar.
TUCANOS
Serra on-line
José
Serra era um zero à esquerda diante de um computador. Agora, em
sua temporada americana, aprendeu a usar o e-mail e a internet. Está
maravilhado. Seus interlocutores também. Notívago, Serra
sempre gostou de conversar ao telefone madrugada adentro, para desespero
dos interlocutores. Pelo e-mail, os amigos podem responder a Serra em
horários mais civilizados.
Ricardo Sérgio
ataca o Leão
Ricardo
Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil e ex-arrecadador de campanhas
tucanas, quem diria, partiu para a briga contra o Leão. Entrou
com uma representação na Receita Federal acusando-a de ter
aberto seu sigilo bancário.
Reunião
de ex
No
fim do mês, depois de dar uma passadinha pelo Brasil, o globe-trotter
FHC se encontra com Bill Clinton em Nova York. Vão falar da
guerra e, com certeza, mal de George W. Bush, não necessariamente
nessa ordem.
ECONOMIA
O gigante se
move
Mais
uma da série "nem tudo vai mal": no mês passado, a Usiminas
produziu 435.000 toneladas de aço, um aumento de 10% em relação
ao mesmo período de 2002. Mais: desde 1997, nunca a siderúrgica
produzira tanto num mês de fevereiro. Desse total, 73% foram vendidos
no mercado interno.
ESPORTE
Correndo por
dinheiro
A
Coca-Cola está prestes a anunciar um superpatrocínio aos
atletas brasileiros que forem às Olimpíadas de Atenas, no
ano que vem. É um patrocínio nos moldes americanos, premiando
em dinheiro o desempenho. Ou seja, só fatura quem ganhar medalha
ou obtiver sua melhor performance durante o evento. Uma medalha de ouro
nos 100 metros rasos, por exemplo, renderá 90.000 reais. Um recorde
mundial, mais 72.000 reais, e assim por diante. Atualizando a velha máxima
olímpica, o importante é competir... por dinheiro.
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Ela
é o terror das seguradoras
Ricardo Rollo
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| Kombi:
o seguro custa até quatro vezes mais |
A boa e velha Kombi, quem diria, virou o terror das seguradoras.
Elas querem distância do veículo, que está há
45 anos firme no mercado firme mesmo, já que a Volkswagen
ainda prevê vida longa ao utilitário. As seguradoras
consideram alto demais o risco. A prova disso é que normalmente
um seguro custa entre 8% e 10%, em média, sobre o valor do
carro. Já o proprietário de uma Kombi paga entre 30%
e 35%. O presidente de uma grande seguradora diz que o problema
é o grande número de roubos de Kombi, o que encarece
o seguro.
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CORRUPÇÃO
Estamos melhorando?
As
fraudes diminuíram no país. A afirmação pode
parecer meio duvidosa no país do Silveirinha, mas é o resultado
de um extenso estudo feito pela KPMG sobre a corrupção.
Produzido a partir de entrevistas com executivos das 1.000 maiores empresas
públicas e privadas, o levantamento revela que 76% dos entrevistados
declaram ter sofrido algum tipo de fraude no ano passado. Parece muito
e é. Mas na pesquisa anterior, feita em 2000, esse porcentual
era de 81%.
LIVROS
A volta do INL
Gilberto
Gil vai recriar o Instituto Nacional do Livro (INL), extinto no governo
Collor.
CRIMINALIDADE
Superescolta aérea
O
tempo anda tão quente nas estradas brasileiras que o transporte
de telefones celulares está sendo feito com escoltas fortemente
armadas na frente e atrás dos caminhões. Como se não
bastasse, surge agora uma novidade: um helicóptero monitora todo
o percurso. Pode parecer, mas os fabricantes não estão exagerando.
Afinal, cada um desses caminhões transporta um pote de ouro em
cada carregamento: cerca de 1 milhão de reais em celulares.
O
abacaxi
Beira-Mar
O
governo vai insistir com Geraldo Alckmin para que Fernandinho Beira-Mar
fique mais um tempinho em São Paulo, além dos trinta dias
combinados. Se não der, o ministro Márcio Thomaz Bastos
já tem duas outras opções.
CINEMA
Olhos grudados
nas telas
Uma
extensa (e inédita) pesquisa feita pelo Datafolha investigando
os hábitos dos espectadores de cinema no país revela que
o carioca é mais assíduo que o paulista diante das telas:
18% dos entrevistados do Rio de Janeiro disseram que vão ao cinema
pelo menos uma vez a cada quinze dias. Em São Paulo, apenas 10%
dos entrevistados fazem o mesmo.
Colaboraram
Felipe Patury e Ronaldo França
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