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Edição 1 793 - 12 de março de 2003
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"Com esforço, determinação, saúde equilibrada e VEJA, não existem limites para o corpo."
Eliana Correa
Ribeirão Preto, SP

 

Limites do corpo

Gostei demais da reportagem especial que fala sobre a malhação e a genética ("Os limites do corpo", 5 de março). Sou personal trainer e sentia muita falta de matérias como essa, simples porém informativas, com uma linguagem clara para o público e que estimulem a prática de atividade física. Há muito tempo, nós, da área de educação física, vimos tentando fazer com que as pessoas se conscientizem e modifiquem seus hábitos e estilo de vida.
Mayra Fenner Oliveira
Campo Grande, MS

VEJA nos premia novamente com uma reportagem interessante que esclarece os mitos que cercam a malhação.
Miguel Victor Lima Lúcio
Teresina, PI

VEJA marcou mais um gol de placa com a reportagem "Os limites do corpo". Nascido na fronteira da selva amazônica, só aos 20 anos tomei contato com a civilização e, em particular, com a educação física e o esporte, começando pela natação. Embora tenha conquistado mais de dez troféus e mais de uma centena de medalhas, inclusive no triatlo, minha maior vitória é a boa qualidade de vida que desfruto. Sigam-nos aqueles que ainda não começaram. Comer e dormir tem efeitos colaterais nocivos. Mexamo-nos!
Rufino Almeida, 67 anos, triatleta
Belém, PA

Não podemos nos esquecer de que cada pessoa é única, por isso seu programa de exercícios deve ser individual. Somente um professor de educação física está capacitado para elaborar um programa e adaptar, se necessário, os treinamentos ao praticante.
Priscilla de Melo Giglio
Recife, PE

 

Caleb Carr

O ensaísta americano Caleb Carr foi brilhante ao esclarecer por que o pacifismo é um ato de ingenuidade. Por mais que as investidas americanas tenham sido aterrorizantes, deveríamos nos chocar ainda mais com a forma desumana com que Saddam dirige o Iraque (Amarelas, 5 de março).
Bruno Tillmann Camara Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Se Saddam é um "fora-da-lei" por ignorar normas internacionais de desarmamento, Bush já é infrator contumaz pela inobservância de tratados ambientais e por outros crimes. A ONU deveria punir os dois, em vez de se curvar ao "Império". Pobre planeta!
Sonia Maria P. Wiedmann
Brasília, DF

VEJA sempre nos brinda com matérias esplêndidas, bem redigidas, bem orientadas e, sobretudo, esclarecedoras. É o que ocorreu com as Páginas Amarelas da edição 1 792. Entrevista de altíssimo conteúdo e clareza em todos os seus aspectos mostra como podemos ser cegos diante da realidade sanguinária desse ditador louco chamado Saddam Hussein.
Antonio Amado de Paula Moreira
Por e-mail

Não existe outro caminho para a humanidade a não ser o da compaixão e da paz. O terrorismo contra os americanos comprova a antipatia mundial pela terra do Tio Sam. Os Estados Unidos são responsáveis pela morte e pelo desaparecimento de milhares de pessoas no mundo todo, inclusive apoiando e financiando ditadores tão sanguinários como Saddam. O pacifismo não é ingênuo. Dissimulada é a tentativa de dar legitimidade a um ataque a um país de cultura completamente diversa da do Ocidente, com população faminta e carente de água e saúde, em parte devido ao embargo dos EUA.
Edilamar Delfina
Ituiutaba, MG

Brilhante a entrevista com Caleb Carr. Desde o início da ameaça de guerra pelos EUA, é a primeira mente sensata que faz uma análise fria e verdadeira sobre Saddam Hussein. Não vamos nos iludir. A guerra é necessária no sentido de minar por completo qualquer ação de Saddam. Até agora, ele vem conseguindo a atenção internacional que o mostra como vítima de um império em busca do petróleo. É o tempo necessário de que precisa para se armar completamente e destruir o Oriente Médio sob os aplausos dos milhares de defensores da paz.
Denia de Moura
Rio de Janeiro, RJ

Não é possível que depois dessa entrevista o escritor Caleb Carr não arranje uma boquinha na Casa Branca. Nunca, em todos os meus anos de leitura, li sobre alguém que advogasse uma causa tão repugnante de forma tão visceral. A entrevista tem conteúdo deletério e presta um desserviço à harmonia dos povos.
Carlos Roberto Cardoso

Campina Grande, PB

Preocupante a entrevista de Caleb Carr, em que exorta o belicismo e demonstra ser um "intelectual" americano típico: ignorante, desinformado sobre os assuntos externos e extremamente bairrista. Isso se pode notar em sua afirmativa de que a tríplice fronteira, local exemplar de convivência pacífica, é um reduto terrorista perigosíssimo.
Márcio Ferreira
Foz do Iguaçu, PR

 

Claudio de Moura Castro

Como professor de uma escola privada de segundo grau, de curso pré-vestibular e de uma universidade pública, quero cumprimentar o articulista Claudio de Moura Castro pelo artigo "Vestibulares indigestos" (Ponto de vista, 5 de março). Ele conseguiu retratar a realidade imposta ao vestibulando por algumas universidades na elaboração de suas provas totalmente fora de critério.
José Antonio Wengerkiewicz
Porto União, SC

O vestibular, além de ser muito lucrativo, haja vista os valores astronômicos cobrados apenas para a realização da prova, seleciona pessoas que, na maior parte das vezes, não condizem com a realidade das escolas mantidas pelo próprio governo. Tem-se a impressão de que nas universidades públicas os dirigentes não querem os alunos provenientes das escolas estaduais. É algo que precisa ser revisto, pois quem realmente necessita de estudo gratuito é simplesmente excluído num vestibular injusto que leva em conta somente informações que jamais usaremos em nosso dia-a-dia.
Cléverson Expósito Alves
Limeira, SP

É imprescindível lembrar nas provas de vestibular o conhecimento exigido como ferramenta primordial em qualquer carreira: a informática. Infelizmente, ainda temos um grande número de analfabetos digitais, e não são tomadas medidas que invertam esse quadro a favor do crescimento econômico de nosso país.
Simone Barros do Amaral
Goiânia, GO

Claudio de Moura Castro foi mais uma vez brilhante, em seu artigo "Vestibulares indigestos", furtando-se apenas à percepção de que nas universidades públicas o cargo de reitor é ocupado por processo eletivo, permitindo o título a pessoas que nem sempre se mostraram à altura da responsabilidade e nem mesmo tiveram desempenho acadêmico destacável. Bom seria se os criadores de vestibulares experimentassem também as agruras de testes de seleção para a ocupação de cargos tão importantes.
Jair Tomaz e Silva
Maringá, PR

 

Encol

Como engenheiro responsável pelas obras da Encol na cidade de Maringá, entre abril de 1993 e agosto de 1997, confirmo tudo que a reportagem apresentou no que diz respeito a "maliciar" as obras, dando-lhes aparência de velocidade de execução, mas com os orçamentos trimestrais cada vez menores do que no trimestre anterior. O termo "maliciar" era usado no sentido positivo, ou seja, de gastar de forma que o produzido em obra fosse atraente aos olhos do cliente. Em meados de 1995, apesar de ocupar cargo de pouca importância no organograma da empresa, já podia perceber que a mesma caminhava para a insolvência, mas a imagem interna de Pedro Paulo de Souza era a de um empresário sério que lutava para reerguer a companhia que ele fundara com o "capital de meio Fusca" em 1965 ("As provas do crime", 26 de fevereiro).
Paulo Cordeiro Jr.
Maringá, PR

 

Cotas nas universidades

A solução adotada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro é, além de segmentação racial, uma tentativa superficial e ineficiente de solucionar um dos maiores problemas brasileiros: a falta de educação para as famílias de baixa renda. A saída não é forçar a entrada de candidatos com notas inferiores, mas, sim, proporcionar condições para que eles possam competir de igual para igual com os demais concorrentes ("Não deu certo", 26 de fevereiro).
Felipe Schroeder Franke
Porto Alegre, RS

Penso que a questão de cotas é um alerta para a necessidade de um ensino público de qualidade. Em Apucarana, no Estado do Paraná, os alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental ficam na escola o dia inteiro. As escolas públicas da rede municipal de Apucarana não perdem em nada para as particulares. Se todos os municípios adotarem o ensino em tempo integral, certamente o futuro será melhor em todos os sentidos.
Valter Pegorer
Apucarana, PR

 

Pré-adolescentes

Após ler a reportagem "Eles têm a força" (26 de fevereiro), consegui achar uma "classificação" para a minha filha de 10 anos. Ela possui todas as características listadas na matéria: adora internet, sabe muito bem o que quer, faz os próprios penteados e se acha adulta o suficiente para retrucar aos pais quando alguma idéia sua não se faz valer. Senti um misto de orgulho e preocupação ao saber que não estou sozinha ao lidar com esses novos "tiranos".
Andréia Nery
Guarujá, SP

Muitos tweens pensam que ser adulto é ter uma vida independente, ter tudo o que se quer, mas não pensam no outro lado: ter de trabalhar para conseguir dinheiro. Por exemplo: eu estudo bastante para, quando crescer, ter dinheiro para comprar o necessário e guardar para quando precisar ajudar meus pais.
Bruna Emanoela, 12 anos
Por e-mail

 

PROMESSA É DIVIDA


Na seção de Cartas da edição 1 788 (5 de fevereiro), a leitora Júlia Bortoluzzi Heemann, de Porto Alegre, comentando a reportagem "A revolução do conforto" (29 de janeiro), reclamou que seu irmão de 13 anos, portador de uma deficiência física, embora goste muito de cinema, não pode usufruir essa diversão, devido à falta de estrutura das salas de exibição. Na semana passada, Alex Barros, do departamento de marketing da Cinesystem Cinematográfica, escreveu mensagem à redação em que promete: "A partir de maio estaremos prontos para recebê-lo, com todas as instalações para deficientes, em nossas salas de Porto Alegre". VEJA ficará de olho e cobrará o cumprimento da promessa.

 

OS PALÁCIOS DE PETRÓPOLIS



Carol do Valle


O leitor Marcelus Moresche escreveu à redação para dizer que a foto que ilustrou a cidade de Petrópolis, no quadro "Além de Minas e do Pelô" (26 de fevereiro), é do Palácio Rio Negro, e não do Museu Imperial. O leitor está certo. A reportagem trazia alguns roteiros de viagem que misturam cultura e lazer. Cada um dos recantos citados no texto era acompanhado de uma foto do lugar. A nota sobre Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio, foi ilustrada com uma foto do palácio construído em 1889 por Manoel Gomes de Carvalho, o barão do Rio Negro. Como o texto convidava os leitores a visitar o Museu Imperial, ficou a impressão de que o prédio mostrado era a sede do museu (foto acima). Conheça um pouco mais sobre o Museu Imperial de Petrópolis e o Palácio Rio Negro, prédio que funcionou de 1903 até o governo Geisel como residência de verão do presidente da República.

 
Veja também
Da internet
Museu Imperial de Petrópolis
Palácio Rio Negro

 



 
 
   
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