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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO IRB em ebulição
1 O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) andou
agitado com certos negócios no ano passado. Tais transações
chamaram atenção, e tanto a Casa Civil quanto o Ministério
da Fazenda foram informados formalmente por gente da cúpula do órgão
sobre o que estava ocorrendo. Isso resultou, por enquanto, num troca-troca de
posições na diretoria. IRB
em ebulição 2 Assim, desde a semana
passada, ficou mais seca a tinta da caneta de Carlos Murilo Barbosa Lima, afilhado
político do senador maranhense Edison Lobão. Ele deixou de ser diretor
técnico e passou para a recém-criada diretoria de transportes. Com
a mudança perdeu cerca de 60% das atribuições. Agora, por
exemplo, a decisão sobre o pagamento de sinistros é compartilhada
por toda a diretoria. Deixou de ser uma prerrogativa de Barbosa Lima.
Em campanha João
Paulo Cunha continua querendo virar ministro. Não se conforma com o retorno
à condição de simples deputado. As
peças da reforma A propósito, o que
há de certo na reforma ministerial até agora: as mudanças
terão de acomodar Roseana Sarney e o líder do PP, Pedro Henry. O
PP é o único partido aliado que não tem ministério.
BRASIL A
Vale é uma mãe A Vale do Rio Doce
abriu o cofre como nenhuma outra empresa para a reforma do Palácio da Alvorada.
Dos 16 milhões de reais totais, contribuirá com 3 milhões.
Não faz isso diretamente. Preferiu a discrição e dividiu
o dinheiro entre suas controladas. Assim, além da própria Vale,
a Albras, a Caemi e a Samarco darão 750.000 reais cada uma para a restauração
do palácio presidencial. Quem também preferiu a discrição
foi o Unibanco: na lista oficial de doadores aparece uma desconhecida Marcep,
que é controlada pelo banco.
PETROBRAS O poderoso Hernandes Discretíssimo,
o ex-sindicalista Diego Hernandes é hoje um dos homens mais poderosos da
Petrobras. Apesar de reunir um poder inédito para um chefe de gabinete
da presidência e de ser muito bem articulado com a Casa Civil, Hernandes
é um ente quase invisível para fora da estatal. Hoje, entretanto,
tudo passa por ele na Petrobras. Manda à beça.
Empresas bancam obra, mas temem exploração
Pedro
Rubens
 | | Palácio
da Alvorada: obras bancadas por 22 empresas precavidas |
As
obras de restauração do Palácio da Alvorada, orçadas
em 16 milhões de reais, começaram sem alarde. E o motivo é
um só: melou a idéia de fazer um grande carnaval com o assunto.
Havia um planejamento para gastar 1,6 milhão de reais numa campanha publicitária
e no lançamento de um livro de luxo contando o dia-a-dia da obra. Por precaução,
as 22 empresas que bancam a restauração acabam de abortar o projeto
apenas um discreto site entrará no ar. Estimuladas pela Odebrecht,
resolveram manter a doação dos 750.000 reais cada uma, mas preferem
pouca exposição. Consideram que pode haver exploração
política sobre o gasto e querem ficar longe de confusão. |
| ECONOMIA SS
e Bradesco O Bradesco está negociando com
o Banco Panamericano uma parceria nos moldes das que fechou recentemente com outros
dois pequenos bancos que trabalham com crédito popular. O Panamericano,
que pertence a Silvio Santos, esteve perto de ser vendido para o Citibank no ano
passado, mas o negócio gorou. Não
são quinquilharias A importação
bateu recorde em 2004. Mas não é que esteja em curso, ao contrário
do que o senso comum imagina, o desembarque de uma enxurrada de quinquilharias
por causa do dólar baixo. A compra de bens de consumo do exterior representou
apenas 11% dos 62,7 bilhões de dólares importados.
Começou bem Na primeira
semana do ano, tradicionalmente um período meio morto, a BBDTVM
a maior administradora de recursos do país captou 1 bilhão
de reais para os seus fundos de investimento. É mais do que o dobro da
média semanal de captação do ano passado. Varig
no ar A proposta de salvação da Varig
apresentada pelo presidente da empresa, Carlos Luiz Martins, e pelo consultor
Antoninho Trevisan na quinta-feira passada ao vice José Alencar prevê
a criação de uma "comissão reestruturadora". Sua composição:
três membros do governo, dois indicados pela Fundação Ruben
Berta (controladora da Varig) e um representante dos sindicalistas da empresa.
O documento também pede 70 milhões de dólares ao governo
para capital de giro. AUTOMOBILISMO
O boné do Rubinho Otávio
Mesquita está negociando o boné de Rubens Barrichello por uma grana
alta. Explica-se: o piloto autorizou o apresentador a conseguir um patrocinador
para o boné que usa quando está no Brasil. O contrato de um ano
que já foi oferecido a duas grandes empresas prevê
que Barrichello faça dois comerciais de televisão e que compareça
a dois eventos. O preço da brincadeira: entre 700.000 e 1 milhão
de dólares. MÚSICA
A número 1 A Universal
fechou 2004 como a líder da indústria fonográfica no país,
com 21% do total do mercado. É a décima vez consecutiva que a gravadora
de Caetano Veloso alcança a posição. Mas a festa acabou:
com a fusão da Sony e da BMG, deve passar para a segunda colocação
no ranking deste ano.
Globo amplia diferença sobre as concorrentes
Divulgação
 | | Senhora
do Destino: ibope recorde |
Mesmo com uma
audiência capenga durante as manhãs, a Globo fechou o ano com seu
melhor desempenho no Ibope desde 1997. Entre 7 da manhã e meia-noite, seu
porcentual de audiência entre os aparelhos ligados bateu 56% dois
pontos a mais que em 2003. O SBT e a Band ficaram com um ponto a menos que no
ano anterior: 19% e 5%, respectivamente. A Record, apesar do êxito de alguns
programas, manteve seus 8%. O desempenho da Globo no horário nobre explica
o resultado. Senhora do Destino, por exemplo, vem batendo recorde em cima
de recorde. | |
Colaborou Thaís Oyama |