Edição 1887 . 12 de janeiro de 2005

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Lya Luft
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Diogo Mainardi
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André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

IRB em ebulição 1
O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) andou agitado com certos negócios no ano passado. Tais transações chamaram atenção, e tanto a Casa Civil quanto o Ministério da Fazenda foram informados formalmente por gente da cúpula do órgão sobre o que estava ocorrendo. Isso resultou, por enquanto, num troca-troca de posições na diretoria.  

IRB em ebulição 2
Assim, desde a semana passada, ficou mais seca a tinta da caneta de Carlos Murilo Barbosa Lima, afilhado político do senador maranhense Edison Lobão. Ele deixou de ser diretor técnico e passou para a recém-criada diretoria de transportes. Com a mudança perdeu cerca de 60% das atribuições. Agora, por exemplo, a decisão sobre o pagamento de sinistros é compartilhada por toda a diretoria. Deixou de ser uma prerrogativa de Barbosa Lima.  

Em campanha
João Paulo Cunha continua querendo virar ministro. Não se conforma com o retorno à condição de simples deputado.

As peças da reforma
A propósito, o que há de certo na reforma ministerial até agora: as mudanças terão de acomodar Roseana Sarney e o líder do PP, Pedro Henry. O PP é o único partido aliado que não tem ministério.

 

• BRASIL

A Vale é uma mãe
A Vale do Rio Doce abriu o cofre como nenhuma outra empresa para a reforma do Palácio da Alvorada. Dos 16 milhões de reais totais, contribuirá com 3 milhões. Não faz isso diretamente. Preferiu a discrição e dividiu o dinheiro entre suas controladas. Assim, além da própria Vale, a Albras, a Caemi e a Samarco darão 750.000 reais cada uma para a restauração do palácio presidencial. Quem também preferiu a discrição foi o Unibanco: na lista oficial de doadores aparece uma desconhecida Marcep, que é controlada pelo banco.

 

• PETROBRAS

O poderoso Hernandes
Discretíssimo, o ex-sindicalista Diego Hernandes é hoje um dos homens mais poderosos da Petrobras. Apesar de reunir um poder inédito para um chefe de gabinete da presidência e de ser muito bem articulado com a Casa Civil, Hernandes é um ente quase invisível para fora da estatal. Hoje, entretanto, tudo passa por ele na Petrobras. Manda à beça.

 

Empresas bancam obra,
mas temem exploração

Pedro Rubens
Palácio da Alvorada: obras bancadas por 22 empresas precavidas

As obras de restauração do Palácio da Alvorada, orçadas em 16 milhões de reais, começaram sem alarde. E o motivo é um só: melou a idéia de fazer um grande carnaval com o assunto. Havia um planejamento para gastar 1,6 milhão de reais numa campanha publicitária e no lançamento de um livro de luxo contando o dia-a-dia da obra. Por precaução, as 22 empresas que bancam a restauração acabam de abortar o projeto – apenas um discreto site entrará no ar. Estimuladas pela Odebrecht, resolveram manter a doação dos 750.000 reais cada uma, mas preferem pouca exposição. Consideram que pode haver exploração política sobre o gasto e querem ficar longe de confusão.

 

• ECONOMIA

SS e Bradesco
O Bradesco está negociando com o Banco Panamericano uma parceria nos moldes das que fechou recentemente com outros dois pequenos bancos que trabalham com crédito popular. O Panamericano, que pertence a Silvio Santos, esteve perto de ser vendido para o Citibank no ano passado, mas o negócio gorou.  

Não são quinquilharias
A importação bateu recorde em 2004. Mas não é que esteja em curso, ao contrário do que o senso comum imagina, o desembarque de uma enxurrada de quinquilharias por causa do dólar baixo. A compra de bens de consumo do exterior representou apenas 11% dos 62,7 bilhões de dólares importados.  

Começou bem
Na primeira semana do ano, tradicionalmente um período meio morto, a BBDTVM – a maior administradora de recursos do país – captou 1 bilhão de reais para os seus fundos de investimento. É mais do que o dobro da média semanal de captação do ano passado.

Varig no ar
A proposta de salvação da Varig apresentada pelo presidente da empresa, Carlos Luiz Martins, e pelo consultor Antoninho Trevisan na quinta-feira passada ao vice José Alencar prevê a criação de uma "comissão reestruturadora". Sua composição: três membros do governo, dois indicados pela Fundação Ruben Berta (controladora da Varig) e um representante dos sindicalistas da empresa. O documento também pede 70 milhões de dólares ao governo para capital de giro.

 

• AUTOMOBILISMO

O boné do Rubinho
Otávio Mesquita está negociando o boné de Rubens Barrichello por uma grana alta. Explica-se: o piloto autorizou o apresentador a conseguir um patrocinador para o boné que usa quando está no Brasil. O contrato de um ano – que já foi oferecido a duas grandes empresas – prevê que Barrichello faça dois comerciais de televisão e que compareça a dois eventos. O preço da brincadeira: entre 700.000 e 1 milhão de dólares.

 

• MÚSICA

A número 1
A Universal fechou 2004 como a líder da indústria fonográfica no país, com 21% do total do mercado. É a décima vez consecutiva que a gravadora de Caetano Veloso alcança a posição. Mas a festa acabou: com a fusão da Sony e da BMG, deve passar para a segunda colocação no ranking deste ano.

 

Globo amplia diferença sobre as concorrentes

 
Divulgação
Senhora do Destino: ibope recorde

Mesmo com uma audiência capenga durante as manhãs, a Globo fechou o ano com seu melhor desempenho no Ibope desde 1997. Entre 7 da manhã e meia-noite, seu porcentual de audiência entre os aparelhos ligados bateu 56% – dois pontos a mais que em 2003. O SBT e a Band ficaram com um ponto a menos que no ano anterior: 19% e 5%, respectivamente. A Record, apesar do êxito de alguns programas, manteve seus 8%. O desempenho da Globo no horário nobre explica o resultado. Senhora do Destino, por exemplo, vem batendo recorde em cima de recorde.

 

Colaborou Thaís Oyama

 

 

Paulo Jares

 

 
 
 
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