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Televisão
Os tapa-buracos
Essa é a sina dos
seriados americanos
exibidos nas redes de TV brasileiras
Fotos divulgação
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| O elenco de C.S.I.: apesar da boa audiência,
séries são usadas para cobrir lacunas |
Ultimamente, os seriados americanos
andam fazendo sucesso nas redes de televisão nacionais. A
Globo usa 24 Horas como trunfo em seus fins de noite, a Record
exibe C.S.I. em seu horário nobre e o SBT investe
bastante em programas do gênero, como Smallville e
Friends. Os fãs de seriados, que costumam ser maltratados
pela TV aberta com dublagens horrendas e mudanças de horário
constantes (para não falar nas interrupções
abruptas de exibição), até imaginam que sua
hora, enfim, chegou. Mas eles não devem ser tão otimistas.
Houve um tempo em que esse tipo de atração tinha lugar
cativo nas grandes emissoras. Hoje, por questões de mercado,
eles desempenham um papel menos nobre: são tapa-buracos na
programação.
A Globo saca 24 Horas apenas
para preencher lacunas como as férias do apresentador Jô
Soares. Nem o fato de as aventuras do agente Jack Bauer chegarem
à terceira temporada com índices de audiência
invejáveis foram 13 pontos na semana passada, mais
que Jô obtém no horário muda essa realidade.
Embora tenha garantido o segundo lugar no ibope para a Record em
sua estréia, na terça-feira passada, o lúgubre
C.S.I. desempenha função semelhante. O programa,
que acompanha as investigações de um grupo de legistas
de Las Vegas, veio para ocupar por uns tempos o espaço vago
do reality show O Aprendiz. O SBT não foge à
regra. Drama sobre a juventude do Super-Homem, Smallville atualmente
está em exibição no horário do Programa
do Ratinho enquanto o apresentador também goza de suas
férias.
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| O agente Jack Bauer, de 24 Horas: mais
ibope que Jô Soares |
O tratamento dispensado aos seriados
americanos decorre do próprio perfil que a televisão
brasileira assumiu. Na década de 70, a Globo tinha obrigatoriamente
de se valer dos seriados para completar sua grade. Hoje ela ainda
os compra, até para impedir que caiam nas mãos da
concorrência. Mas mantém a maioria engavetada, pois
produz 2.500 horas mensais de programação mais
do que necessita. Os seriados tampouco são um bom negócio
do ponto de vista da publicidade. Eles dão boa audiência,
mas seu retorno é pequeno se comparado ao dos filmes e novelas.
A sina desses programas nas redes brasileiras de televisão
aberta parece ser o ocaso. Seu espaço por excelência
tornou-se a TV paga, na qual eles figuram entre os mais populares.
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