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Brasil Tem
até antimíssil Pousa em Brasília
nesta semana o moderníssimo avião presidencial que custou
154 milhões de reais  Alexandre
Oltramari
 | Moreira
Mariz
 | O
Santos Dumont, que aparece aqui em sua primeira foto pública, vai
aposentar o heróico Sucatão |
A fotografia que ilustra esta reportagem foi feita em Dallas, no Texas, no mês
passado. É a primeira imagem do novo avião do presidente Lula a
ser divulgada desde que ele ficou pronto. O jato, salvo algum imprevisto técnico,
aterrissa no Brasil nesta semana. A aeronave, fabricada pela Airbus na Alemanha,
vai substituir o Boeing 707, conhecido como Sucatão, que hoje é
usado pelo presidente em suas viagens internacionais. O Sucatão tem mais
de três décadas de uso, já deu sustos monumentais em autoridades
e não opera em vôos comerciais nos Estados Unidos desde 1983. É
tão barulhento que está proibido de pousar em muitos aeroportos
americanos e europeus. O novo Airbus presidencial é um dos aviões
mais modernos que existem. Comprado por 57 milhões de dólares, o
equivalente a 154 milhões de reais, o Airbus terá estréia
internacional em grande estilo. É nele que Lula vai viajar a Davos, na
Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial,
o encontro anual que reúne governantes dos países ricos e líderes
das grandes empresas multinacionais. O jato Airbus
Corporate Jetliner, batizado por Lula de Santos Dumont, será apresentado
aos brasileiros pela Força Aérea Brasileira (FAB) assim que aterrissar
no país. O avião permite ao presidente viajar sem escalas de Brasília
a Paris, Washington ou Nova York. A semelhança com os jatos comuns pára
aí. O Santos Dumont tem capacidade para transportar até 32
passageiros, mas pode ter sua cabine modificada para levar apenas dezesseis pessoas
fora da suíte presidencial. Nessa configuração, o conforto
e a privacidade dos demais passageiros equivalem aos da primeira classe das companhias
aéreas comerciais. Além da suíte e da cabine principal, há
ainda um gabinete para despachos com assessores, com acomodação
para cerca de dez pessoas e equipado com monitores capazes de receber sons e imagens
transmitidos por satélite. Isso permite a Lula conectar-se com qualquer
ponto do planeta durante uma viagem. Outra novidade
do Santos Dumont é seu sistema de defesa. Mesmo distante de conflitos,
o governo brasileiro entendeu que precisava dotar o avião de um sistema
antimíssil. Inspirado no Air Force One, avião da Presidência
da República dos Estados Unidos que pode resistir aos transtornos elétricos
ocasionados na atmosfera por explosões atômicas, o Santos Dumont
possui um mecanismo capaz de defender o presidente brasileiro de um ato hostil.
Os radares do avião são capazes de detectar a existência de
um míssil a cerca de 100 quilômetros de distância. O piloto
pode acionar um equipamento, instalado sob as asas, que dispara um míssil
incandescente e faz com que o petardo inimigo desvie sua rota inicial, protegendo
o avião. Também por medida de segurança todo o sistema de
comunicação do Santos Dumont é criptografado. A FAB
não revela detalhes sobre o sistema defensivo por medidas de segurança.
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