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Gente A
dama da agitação
Bob
Wolfenson
 | Luma
2005: de volta à Playboy e à Sapucaí |
Aos
40 anos e solteira, Luma de Oliveira inaugura 2005 do jeito que gosta:
requebrando nos ensaios de sua nova escola, a Caprichosos de Pilares, e exibindo
o inderrubável patrimônio na Playboy. Nesta sua quinta encarnação
na revista a primeira foi em 1987, quando tinha 22 aninhos , Luma
pediu e ganhou como cenário o The Palace, resort gigantesco na África
do Sul. Lá, durante uma semana em novembro, foi fotografada entre animais
selvagens (empalhados, por motivos óbvios) e, como é praxe, agitou
as massas: mesmo posando de madrugada, turistas japoneses faziam fila para tirar
uma lasquinha. "Eles fingiam que estavam fotografando o hotel ou os bichos", conta.
Depois da festa de lançamento da revista, ela vai decidir se aceita ou
não o convite do cineasta Neville de Almeida para protagonizar a refilmagem
de A Dama do Lotação.
Com vocês, o enopresidente Reuters
 | | Lula
brinda com Markelen: vinho tirado do bolso da imperatriz |
O que faz uma imperatriz do vinho quando vai visitar um presidente que não
bebe em público? Simples: leva uma garrafinha aberta escondida no bolso
e serve ali, na hora, sem chance de recusa. Pego assim de jeito pela loirinha
gaúcha Markelen Calza, 17 anos, imperatriz da Fenavinho de recursos
tão inventivos quanto seu nome, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva aceitou, claro e segurou com pose de lorde , a taça
oferecida. "A gente não queria sair de lá sem brindar com ele",
justifica Markelen. Entre golinhos do tinto de Bento Gonçalves, Lula recitou
(em tom de brincadeira, esclareça-se) três contas preciosas do rosário
dos enólogos: "Buquê, intenso, retrogosto". Impressionou bem Markelen:
"Ele entende de vinho". Todas as tribos se encontram
no Brasil M.
Bruno
 | Parracho
 | Dillon:
companhia em todos os momentos | Bardem: programa intenso
e saudação em "baianês" |
De tão estrelado, o réveillon que passou até parecia Carnaval.
Três tribos de celebridades estrangeiras a dos muito zen, a dos gays
elétricos e a dos héteros cheios de amor para dar viram 2005
raiar em pontos variados do Brasil. Na turma do quero-me-acabar-num-país-tropical
destacou-se, disparado, o bonitão Matt Dillon: no Rio de Janeiro,
o ator americano ora aparecia se esbaldando, ora sumia em cada um desses
momentos, acompanhado de uma (ou mais) loira ou morena. Também farreou
sem parar Carson Kressley, estilista da série Queer Eye for the Straight
Guy, muito embora, no meio dos outros 34 integrantes de uma animada excursão
gay, tivesse pouco espaço para aparecer. "No começo, nem sabia quem
ele era", diz Rostand Machado, o dono da agência que trouxe o grupo. E o
Calvin Klein? Esse ninguém nem repara mais de tão freqüente
no circuito gay. Naomi Campbell? Estava em Angra dos Reis, mas e daí? Ela
vive lá. Já outro gatão das telas, o espanhol Javier Bardem,
viveu a experiência baiana em sua totalidade: hospedou-se na casa de Caetano
Veloso, visitou o Pelourinho, se acabou de dançar no ensaio de um bloco
afro, conheceu um terreiro, enfiou o pé na caipirinha e sofreu um assalto
light. Até "baianês" aprendeu: cumprimentava com um "Diga aí,
meu irmão". Longe do agito, numa praia pouco freqüentada de Itacaré,
os casais de atores Charlize Theron-Stuart Townsend e Orlando Bloom-Kate
Bosworth, com mais quarenta amigos e parentes, passaram o fim de ano na maior
rusticidade. Na pousada que eles fecharam, o dia começava com aulas de
ioga, não havia televisão nem ar-condicionado e não se servia
bebida alcoólica (que o grupo providenciou). Que artista contemplativo-intuitivo
resiste? Fotos
Reginaldo Teixeira/Contigo
 |  | Townsend
e Charlize: pousada sem televisão nem ar-condicionado | Bloom
e Kate: virada do ano em clima zen |
Editado
por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui, Roberta Salomone e Sandra
Brasil
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