Edição 1887 . 12 de janeiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

A dama da agitação

Bob Wolfenson

Luma 2005: de volta à Playboy e à Sapucaí


Aos 40 anos e solteira, Luma de Oliveira inaugura 2005 do jeito que gosta: requebrando nos ensaios de sua nova escola, a Caprichosos de Pilares, e exibindo o inderrubável patrimônio na Playboy. Nesta sua quinta encarnação na revista – a primeira foi em 1987, quando tinha 22 aninhos –, Luma pediu e ganhou como cenário o The Palace, resort gigantesco na África do Sul. Lá, durante uma semana em novembro, foi fotografada entre animais selvagens (empalhados, por motivos óbvios) e, como é praxe, agitou as massas: mesmo posando de madrugada, turistas japoneses faziam fila para tirar uma lasquinha. "Eles fingiam que estavam fotografando o hotel ou os bichos", conta. Depois da festa de lançamento da revista, ela vai decidir se aceita ou não o convite do cineasta Neville de Almeida para protagonizar a refilmagem de A Dama do Lotação.

 

Com vocês, o enopresidente

 
Reuters
Lula brinda com Markelen: vinho tirado do bolso da imperatriz

O que faz uma imperatriz do vinho quando vai visitar um presidente que não bebe em público? Simples: leva uma garrafinha aberta escondida no bolso e serve ali, na hora, sem chance de recusa. Pego assim de jeito pela loirinha gaúcha Markelen Calza, 17 anos, imperatriz da Fenavinho de recursos tão inventivos quanto seu nome, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou, claro – e segurou com pose de lorde –, a taça oferecida. "A gente não queria sair de lá sem brindar com ele", justifica Markelen. Entre golinhos do tinto de Bento Gonçalves, Lula recitou (em tom de brincadeira, esclareça-se) três contas preciosas do rosário dos enólogos: "Buquê, intenso, retrogosto". Impressionou bem Markelen: "Ele entende de vinho".

 

Todas as tribos se encontram no Brasil

 
M. Bruno
Parracho

Dillon: companhia em todos os momentos

Bardem: programa intenso e saudação em "baianês"

De tão estrelado, o réveillon que passou até parecia Carnaval. Três tribos de celebridades estrangeiras – a dos muito zen, a dos gays elétricos e a dos héteros cheios de amor para dar – viram 2005 raiar em pontos variados do Brasil. Na turma do quero-me-acabar-num-país-tropical destacou-se, disparado, o bonitão Matt Dillon: no Rio de Janeiro, o ator americano ora aparecia se esbaldando, ora sumia – em cada um desses momentos, acompanhado de uma (ou mais) loira ou morena. Também farreou sem parar Carson Kressley, estilista da série Queer Eye for the Straight Guy, muito embora, no meio dos outros 34 integrantes de uma animada excursão gay, tivesse pouco espaço para aparecer. "No começo, nem sabia quem ele era", diz Rostand Machado, o dono da agência que trouxe o grupo. E o Calvin Klein? Esse ninguém nem repara mais de tão freqüente no circuito gay. Naomi Campbell? Estava em Angra dos Reis, mas e daí? Ela vive lá. Já outro gatão das telas, o espanhol Javier Bardem, viveu a experiência baiana em sua totalidade: hospedou-se na casa de Caetano Veloso, visitou o Pelourinho, se acabou de dançar no ensaio de um bloco afro, conheceu um terreiro, enfiou o pé na caipirinha e sofreu um assalto light. Até "baianês" aprendeu: cumprimentava com um "Diga aí, meu irmão". Longe do agito, numa praia pouco freqüentada de Itacaré, os casais de atores Charlize Theron-Stuart Townsend e Orlando Bloom-Kate Bosworth, com mais quarenta amigos e parentes, passaram o fim de ano na maior rusticidade. Na pousada que eles fecharam, o dia começava com aulas de ioga, não havia televisão nem ar-condicionado e não se servia bebida alcoólica (que o grupo providenciou). Que artista contemplativo-intuitivo resiste?

 
Fotos Reginaldo Teixeira/Contigo

Townsend e Charlize: pousada sem televisão nem ar-condicionado

Bloom e Kate: virada do ano em clima zen


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui,
Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
topovoltar