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Cartas
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"Lendo
a primorosa matéria de capa, concluímos que estamos
aqui por um privilégio; nada somos diante das indomáveis
forças naturais."
Rose Dutra
Uberaba,
MG |
Tsunami
Depois de ver as fotos e as imagens
do tsunami no Oceano Índico, pude constatar a força
que a natureza tem, pois ao mesmo tempo que nos presenteia com sua
diversidade de beleza pode causar uma catástrofe que mata
mais de 150.000 pessoas em poucos dias. Desse ponto de vista, os
desastres nos fazem ver que somos humildes criaturas morando num
planeta que pode apresentar surpresas a qualquer momento.
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC
A foto da capa, tristemente eloqüente,
traz à lembrança os versos de Camões: "No mar
tanta tormenta e tanto dano / Tantas vezes a morte apercebida! /
Na terra tanta guerra e tanto engano / Tanta necessidade aborrecida!
/ Onde poderá acolher-se um fraco humano? / Onde terá
segura a curta vida / Que não se arme e se indigne o Céu
sereno / Contra um bicho da terra tão pequeno?" (Os Lusíadas,
Canto I, CVI)
Antonio Carlos B.M.S. Pacheco
Itatiba, SP
A reportagem objetiva, concisa
e completa, sem apelações, informou o leitor sobre
o evento geológico, as sucessões de eventos, as causas
da grande quantidade de vítimas, e uma célebre opinião
sobre a solidariedade. Fiquei extremamente satisfeito.
Miguel Gustavo Setúbal Andrade
Salvador, BA
Roberto Civita
Os votos do senhor Roberto Civita
para 2005 foram sucintos, reais e, acima de tudo, práticos
(Carta do Editor, 5 de janeiro). Realmente, se caminharmos pelas
suas palavras, teremos um excelente ano.
Cláudio Aparecido Volpe
Mandaguari, PR
Prezado presidente, cumprimento
toda a equipe da revista VEJA pela qualidade dos artigos publicados
e pelos vastos conteúdos que abrilhantam cada edição
deste instrumento de reflexão e de conscientização
dos profissionais da administração. Como destaques
menciono sua Carta do Editor e o artigo de Stephen Kanitz ("A era
do administrador"), que se complementam, levando o leitor a fazer
uma análise cuidadosa da realidade brasileira.
Samuel Albernaz
Presidente do Conselho Regional
de Administração GO/TO
Goiânia, GO
O Brasil já teve diversas
marés boas, como agora, em decorrência de alguns acertos
dos quais não negamos nem diminuímos a importância.
No entanto, não podemos nos contentar com crescimento e bons
resultados passageiros. Precisamos de crescimento e boas notícias
produzidas com base na estabilidade econômica do país,
que, como diz Civita, só se alcança com competência,
disciplina e persistência na configuração de
uma máquina pública eficiente.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG
Uma visão futurista de
um país que caminha a passos lentos, mas no rumo certo. Como
foi mencionado por Roberto Civita tempos atrás, o Brasil
agora tem rumo. Parabéns por dividir um pouco de sua sabedoria
com o país!
Silvio Sales Botelho
Goiânia, GO
O que não fazer em
2005
Excelente a idéia do que
não fazer em 2005 ("Os pensadores dizem o que não
devemos fazer em 2005", 5 de janeiro). Com certeza nossos políticos
não deveriam tratar das eleições do ano que
vem. Seria muito bom para o país. O poder inebria, distorce,
é pior do que o devastador tsunami.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL
Excelente o especial. Gostaria
de cumprimentar o psicanalista Renato Mezan pelo seu artigo. Comunicador
nato, ele abordou o assunto de maneira clara e acessível
a todos. Quiçá nossos jovens leiam e entendam o recado.
Marly de A. Motta Bernardi
Taubaté, SP
Daniel Vasella
A entrevista com o doutor Daniel
Vasella (Amarelas, 5 de janeiro) é uma defesa intransigente
de interesses dos grandes laboratórios. Que nosso presidente
se arme até os dentes para nos defender contra esses exploradores
da humanidade.
Flávio Araujo
Presidente
Prudente, SP
Estradas fantasmas
Embora condene as distorções
contidas na reportagem "Fantasmas maranhenses" (5 de janeiro), parabenizo
esse periódico pela iniciativa de trazer a público
os fatos apontados e que já eram objeto de investigação
por este governo. Entretanto, é imperioso que o prestigioso
semanário aprofunde a questão, com imparcialidade
e justiça, mostrando aos seus inúmeros leitores os
verdadeiros escândalos sobre obras fantasmas no Maranhão.
Tão logo tomei conhecimento das denúncias formuladas
por VEJA, encaminhei correspondência ao Ministério
Público, solicitando o aprofundamento das investigações
para a completa elucidação dos fatos. Para contribuir,
anexamos uma relação de obras contratadas pelo governo
do estado nos últimos dez anos, para que o Ministério
Público possa examinar a regularidade de todas elas. Informo,
ainda, que, primando pela seriedade e transparência, imprescindíveis
no trato da coisa pública, desde o dia 15 de dezembro do
ano passado, criei uma comissão de sindicância para
apurar, no âmbito da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura,
a regularidade das obras por ela contratadas, desde 1992
o que inclui o meu governo , com o compromisso de divulgar
o resultado das investigações.
José
Reinaldo Carneiro Tavares
Governador
do Maranhão
São
Luís, MA
Stephen Kanitz
Entendemos a grande necessidade
de uma boa administração em nosso país. Com
certeza, se fôssemos governados por um administrador, muitos
recursos seriam economizados, e não perderíamos tempo
com detalhes fúteis. Num país de misérias e
descalabros como o nosso, uma gestão profissional adequada,
competente e com o foco em resultados de médio e longo prazo
é a única saída.
José Ataide Miranda Barretto
Presidente
do Conselho Regional de Administração do Distrito
Federal
Brasília,
DF
A coluna Ponto de vista diz que
em 2010 haverá o fim da exclusão social se cada um
dos 2 milhões de administradores formados empregar vinte
pessoas. Mas me questiono sobre quantos desses administradores formados
abrirão a própria empresa ou investirão num
negócio próprio.
Vanderlei Fantin
Flores
da Cunha, RS
Diogo Mainardi
Li com avidez a reflexão
de Mainardi imaginando-se a versão piorada de Paulo Francis.
Muitos brasileiros como eu o elegemos instintivamente o substituto
de Francis. É claro que existem diferenças de estilos
e pontos de vista. No entanto, há que lembrar que Francis
morreu oito anos atrás, e as pessoas com um mínimo
de bom senso deste país jamais imaginaram que a turba de
energúmenos que hoje aí está chegaria tão
alto pela nossa própria incompetência. Então,
meu caro, não se subestime. Francis tinha um material um
pouquinho menos deplorável para trabalhar. Com o que sobrou
a você, não há mesmo como desenvolver algo muito
melhor. Para gáudio dos atuais regentes do samba do crioulo
doido, e para a tristeza da platéia massacrada.
Márcio P. Ferrari
São
Paulo, SP
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U2 NO BRASIL
Muitos
leitores que comentaram a reportagem "Um pregador chamado
Bono" (15 de dezembro) perguntaram se o grupo U2 pretende
incluir o Brasil em sua próxima turnê pela
América Latina, em 2005. "Os fãs brasileiros
estão sedentos por um show do U2 desde 1998",
escreveu a leitora Tatiane Battistuz, de Chopinzinho,
no Paraná. Alex Cardoso Menezes torce para que
a próxima temporada da banda passe por Porto
Alegre. "O U2 é campeão de vendas no Brasil,
e isso justificaria a vinda dele ao país", escreveu
o paulistano Valdenir Vanalli Filho. Em março
próximo, a banda deve iniciar uma nova temporada
de shows pelo mundo, e a América Latina está
nos planos, mas, segundo Bono Vox, só em 2006
o U2 poderá passar pelo Brasil. Bono, no entanto,
lamenta que a organização dos últimos
shows no Brasil, há quase sete anos, tenha sido
desastrosa. Ele afirmou que na última apresentação
no Rio de Janeiro alguns fãs simplesmente não
viram o show devido a falhas na organização
do evento.
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