Edição 1887 . 12 de janeiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Lendo a primorosa matéria de capa, concluímos que estamos aqui por um privilégio; nada somos diante das indomáveis forças naturais."
Rose Dutra
Uberaba, MG


Tsunami

Depois de ver as fotos e as imagens do tsunami no Oceano Índico, pude constatar a força que a natureza tem, pois ao mesmo tempo que nos presenteia com sua diversidade de beleza pode causar uma catástrofe que mata mais de 150.000 pessoas em poucos dias. Desse ponto de vista, os desastres nos fazem ver que somos humildes criaturas morando num planeta que pode apresentar surpresas a qualquer momento.
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC

A foto da capa, tristemente eloqüente, traz à lembrança os versos de Camões: "No mar tanta tormenta e tanto dano / Tantas vezes a morte apercebida! / Na terra tanta guerra e tanto engano / Tanta necessidade aborrecida! / Onde poderá acolher-se um fraco humano? / Onde terá segura a curta vida / Que não se arme e se indigne o Céu sereno / Contra um bicho da terra tão pequeno?" (Os Lusíadas, Canto I, CVI)
Antonio Carlos B.M.S. Pacheco
Itatiba, SP  

A reportagem objetiva, concisa e completa, sem apelações, informou o leitor sobre o evento geológico, as sucessões de eventos, as causas da grande quantidade de vítimas, e uma célebre opinião sobre a solidariedade. Fiquei extremamente satisfeito.
Miguel Gustavo Setúbal Andrade
Salvador, BA

 

Roberto Civita

Os votos do senhor Roberto Civita para 2005 foram sucintos, reais e, acima de tudo, práticos (Carta do Editor, 5 de janeiro). Realmente, se caminharmos pelas suas palavras, teremos um excelente ano.
Cláudio Aparecido Volpe
Mandaguari, PR  

Prezado presidente, cumprimento toda a equipe da revista VEJA pela qualidade dos artigos publicados e pelos vastos conteúdos que abrilhantam cada edição deste instrumento de reflexão e de conscientização dos profissionais da administração. Como destaques menciono sua Carta do Editor e o artigo de Stephen Kanitz ("A era do administrador"), que se complementam, levando o leitor a fazer uma análise cuidadosa da realidade brasileira.
Samuel Albernaz
Presidente do Conselho Regional de Administração GO/TO
Goiânia, GO  

O Brasil já teve diversas marés boas, como agora, em decorrência de alguns acertos dos quais não negamos nem diminuímos a importância. No entanto, não podemos nos contentar com crescimento e bons resultados passageiros. Precisamos de crescimento e boas notícias produzidas com base na estabilidade econômica do país, que, como diz Civita, só se alcança com competência, disciplina e persistência na configuração de uma máquina pública eficiente.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG  

Uma visão futurista de um país que caminha a passos lentos, mas no rumo certo. Como foi mencionado por Roberto Civita tempos atrás, o Brasil agora tem rumo. Parabéns por dividir um pouco de sua sabedoria com o país!
Silvio Sales Botelho
Goiânia, GO

 

O que não fazer em 2005

Excelente a idéia do que não fazer em 2005 ("Os pensadores dizem o que não devemos fazer em 2005", 5 de janeiro). Com certeza nossos políticos não deveriam tratar das eleições do ano que vem. Seria muito bom para o país. O poder inebria, distorce, é pior do que o devastador tsunami.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

Excelente o especial. Gostaria de cumprimentar o psicanalista Renato Mezan pelo seu artigo. Comunicador nato, ele abordou o assunto de maneira clara e acessível a todos. Quiçá nossos jovens leiam e entendam o recado.
Marly de A. Motta Bernardi
Taubaté, SP

 

Daniel Vasella

A entrevista com o doutor Daniel Vasella (Amarelas, 5 de janeiro) é uma defesa intransigente de interesses dos grandes laboratórios. Que nosso presidente se arme até os dentes para nos defender contra esses exploradores da humanidade.
Flávio Araujo
Presidente Prudente, SP

 

Estradas fantasmas

Embora condene as distorções contidas na reportagem "Fantasmas maranhenses" (5 de janeiro), parabenizo esse periódico pela iniciativa de trazer a público os fatos apontados e que já eram objeto de investigação por este governo. Entretanto, é imperioso que o prestigioso semanário aprofunde a questão, com imparcialidade e justiça, mostrando aos seus inúmeros leitores os verdadeiros escândalos sobre obras fantasmas no Maranhão. Tão logo tomei conhecimento das denúncias formuladas por VEJA, encaminhei correspondência ao Ministério Público, solicitando o aprofundamento das investigações para a completa elucidação dos fatos. Para contribuir, anexamos uma relação de obras contratadas pelo governo do estado nos últimos dez anos, para que o Ministério Público possa examinar a regularidade de todas elas. Informo, ainda, que, primando pela seriedade e transparência, imprescindíveis no trato da coisa pública, desde o dia 15 de dezembro do ano passado, criei uma comissão de sindicância para apurar, no âmbito da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura, a regularidade das obras por ela contratadas, desde 1992 – o que inclui o meu governo –, com o compromisso de divulgar o resultado das investigações.
José Reinaldo Carneiro Tavares
Governador do Maranhão
São Luís, MA

 

Stephen Kanitz

Entendemos a grande necessidade de uma boa administração em nosso país. Com certeza, se fôssemos governados por um administrador, muitos recursos seriam economizados, e não perderíamos tempo com detalhes fúteis. Num país de misérias e descalabros como o nosso, uma gestão profissional adequada, competente e com o foco em resultados de médio e longo prazo é a única saída.
José Ataide Miranda Barretto
Presidente do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal
Brasília, DF

A coluna Ponto de vista diz que em 2010 haverá o fim da exclusão social se cada um dos 2 milhões de administradores formados empregar vinte pessoas. Mas me questiono sobre quantos desses administradores formados abrirão a própria empresa ou investirão num negócio próprio.
Vanderlei Fantin
Flores da Cunha, RS

 

Diogo Mainardi

Li com avidez a reflexão de Mainardi imaginando-se a versão piorada de Paulo Francis. Muitos brasileiros como eu o elegemos instintivamente o substituto de Francis. É claro que existem diferenças de estilos e pontos de vista. No entanto, há que lembrar que Francis morreu oito anos atrás, e as pessoas com um mínimo de bom senso deste país jamais imaginaram que a turba de energúmenos que hoje aí está chegaria tão alto pela nossa própria incompetência. Então, meu caro, não se subestime. Francis tinha um material um pouquinho menos deplorável para trabalhar. Com o que sobrou a você, não há mesmo como desenvolver algo muito melhor. Para gáudio dos atuais regentes do samba do crioulo doido, e para a tristeza da platéia massacrada.
Márcio P. Ferrari
São Paulo, SP

 

 

U2 NO BRASIL

Muitos leitores que comentaram a reportagem "Um pregador chamado Bono" (15 de dezembro) perguntaram se o grupo U2 pretende incluir o Brasil em sua próxima turnê pela América Latina, em 2005. "Os fãs brasileiros estão sedentos por um show do U2 desde 1998", escreveu a leitora Tatiane Battistuz, de Chopinzinho, no Paraná. Alex Cardoso Menezes torce para que a próxima temporada da banda passe por Porto Alegre. "O U2 é campeão de vendas no Brasil, e isso justificaria a vinda dele ao país", escreveu o paulistano Valdenir Vanalli Filho. Em março próximo, a banda deve iniciar uma nova temporada de shows pelo mundo, e a América Latina está nos planos, mas, segundo Bono Vox, só em 2006 o U2 poderá passar pelo Brasil. Bono, no entanto, lamenta que a organização dos últimos shows no Brasil, há quase sete anos, tenha sido desastrosa. Ele afirmou que na última apresentação no Rio de Janeiro alguns fãs simplesmente não viram o show devido a falhas na organização do evento.

 
 
 
 
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