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Vídeo
Madonna,
the Video Collection 93-99 Música,
escândalo e videoclipe. Foi sobre esse tripé
que a cantora Madonna assentou sua carreira. Boa música
ela não faz desde Like a Prayer, nos
anos 80. Os escândalos também começaram
a rarear desde que ela se tornou mãe de Lourdes
Maria. Restam os videoclipes, cada vez melhores, como
mostra essa coletânea. Neles, a cantora aparece
flertando com toureiros, pintando o corpo de dourado
e fazendo caras e bocas insinuantes, sob a batuta
de alguns dos melhores diretores da atualidade, como
David Fincher, criador do filme Clube da Luta.
A coletânea abarca a carreira da cantora de
1993 para cá, época em que seu declínio
musical se acentuou exceto por algumas pérolas
como Beautiful Stranger, da trilha de Austin
Powers. Mas, se suas canções andam
chatas, no apelo visual ela continua a número
1.
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Disco
Como
tem Passado!!, Maricenne Costa (CPC Umes/Eldorado)
Este é um raro disco baseado numa idéia.
Melhor dizendo, numa curiosidade. Qual a primeira
gravação de cada um dos vários
gêneros musicais que compõem a MPB? O
crítico musical José Ramos Tinhorão,
dono de uma insuperável coleção
de discos, buscou as respostas e fez a seleção.
Todo mundo sabe que o primeiro samba gravado no Brasil
foi Pelo Telefone, de Donga, mas quantos tiveram
a oportunidade de ouvir a música? E as primeiras
marcha, modinha e maxixe, quais foram? Todas essas
raridades estão no disco, interpretadas por
Maricenne Costa, cantora versátil que soa apaixonada
nas modinhas e gaiata nos sambas, tangos e lundus.
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Filme
Anna e o Rei (Anna and the King,
Estados Unidos, 1999, estréia nesta sexta-feira
em circuito nacional) O filme é baseado
na autobiografia da inglesa Anna Leonowens, que no
século XIX se mudou para o Sião (hoje
Tailândia) para ser a professora das quase seis
dezenas de filhos do rei Mongkut. É o mesmo
enredo que inspirou o clássico O Rei e Eu,
de 1956, estrelado por Yul Brynner e Deborah Kerr.
Anna e o Rei não é uma fita de
visual grandioso e inspiração dramática.
Vale sobretudo pelos atores. Chow Yun-Fat, revelado
nos filmes de pancadaria de John Woo, está
ainda melhor do que a ótima Jodie Foster.
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Livros
Madame
Hermet, de Guy de Maupassant (tradução
de Carmen Lúcia Cruz Lima Gerlach e Maria José
Werner Salles; Editora da UFSC; 229 páginas;
25 reais) Considerado um dos maiores escritores
franceses do século XIX, Maupassant fez seu
aprendizado literário com um dos mestres do
realismo, Gustave Flaubert. Mais tarde, viu-se ligado
ao grupo dos naturalistas, liderado por Émile
Zola. Paradoxalmente, no entanto, não foi no
real que ele encontrou a matéria-prima para
seus melhores contos, e sim no fantástico,
muitas vezes associado ao tema da loucura na
vida real, o escritor acabou num sanatório.
É essa vertente de sua obra que esta coletânea
privilegia. Nela estão presentes textos fundamentais,
como o macabro O Horla e A Cabeleira,
cheio de perversas conotações sexuais.
A edição é bilíngüe.
O
Silmarillion, de J.R.R. Tolkien (tradução
de Waldéa Barcellos; Martins Fontes; 467 páginas;
37,50 reais) Imaginação nunca
faltou ao inglês J.R.R. Tolkien. Ele criou um
universo com leis próprias, no qual humanos
se misturam a entidades fantásticas. Sua obra
mais conhecida é O Senhor dos Anéis.
Os contos de O Silmarillion estão relacionados
a essa famosa saga, mas dizem respeito a um período
anterior na cronologia inventada por Tolkien. O escritor
trabalhou por décadas nesses textos, que ficaram
inéditos quando de sua morte, em 1973. Seu
filho organizou o volume, interessante para quem deseja
ter um primeiro contato com o autor.
Sobre
a Fazenda, de John Updike (tradução
de André Cardoso; Imago; 171 páginas;
20 reais) John Updike é atualmente o
mais completo homem de letras americano. Romancista,
contista, ensaísta, poeta, crítico literário,
crítico de artes plásticas. É
sempre um prazer lê-lo. Publicado em 1965, este
pequeno livro pertence à fase inicial do escritor.
Antes dele, no entanto, Updike já escrevera
outros três romances ou seja, já
tinha pleno domínio de suas técnicas
e temas. A história é a do publicitário
Joey Robinson, que leva sua segunda mulher e seu enteado
de 11 anos para uma visita à fazenda onde ele
passou a infância. Lá, eles se encontram
com a mãe de Robinson, mulher orgulhosa e severa.
Com agudeza, Updike fala de amor, sexo e vida familiar,
alguns de seus assuntos preferidos.
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