Beba Jota Quest
Banda de rock engata parceria
com marca de refrigerantes
Sérgio Martins
Eugênio Sávio
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| Jota Quest: bons de jingle |
Nos tempos em que roqueiro gostava de posar de rebelde,
o grupo Engenheiros do Hawaii escreveu o refrão "a
juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes"
para denunciar a exploração comercial do gênero. O que era
bravata virou profecia. O Jota Quest, grupo da moda entre
a garotada do Brasil, acabou de assinar um contrato com
a Coca-Cola. Pelo contrato, a banda deverá participar de
campanhas publicitárias da Fanta, terá seu logotipo impresso
em latinhas do refrigerante e está proibida de participar
de eventos de marcas concorrentes. Em troca, a Coca-Cola,
dona da marca Fanta, irá subsidiar uma megaturnê nacional
do Jota Quest e os músicos da banda receberão, em dinheiro
vivo, uma quantia em torno de 1,5 milhão de reais.
Uma empresa contratar um artista de sucesso como garoto-propaganda
não é novidade no Brasil. Nos anos 90, Jorge Ben Jor, Daniela
Mercury e várias duplas sertanejas receberam fortunas para
vender cerveja. É a primeira vez, no entanto, que uma empresa
assume o patrocínio de uma turnê de um grupo no Brasil,
da mesma forma que a Pepsi fez na década de 80, em escala
internacional, com Madonna e Michael Jackson e, mais recentemente,
com o cantor Ricky Martin. "Para a gente foi ótimo,
até porque gostamos desse refrigerante", diz Ricardo
Chantilly, empresário do Jota Quest. É a segunda vez que
o grupo tem seu nome vinculado a um produto. O maior sucesso
da banda até agora, Fácil, foi usado como jingle
por um grande banco.