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Edição 1 781 - 11 de dezembro de 2002
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Verão: como fugir
dos preços altos

Alta nas diárias e nas passagens torna
a temporada muito cara. Mas há bons
lugares mais em conta e truques que
barateiam as férias

Gabriela Carelli e Rosana Zakabi


Titular

PERNAMBUCO
Porto de Galinhas

Por que vale a pena
As muitas piscinas naturais, a vida noturna agitada e, principalmente, a grande oferta de hospedagem fazem de Porto de Galinhas um dos principais pontos turísticos com preços razoáveis. As acomodações variam de resorts a pousadinhas bem estruturadas e charmosas.

Serviços
As operadoras de turismo oferecem pacotes que incluem hospedagem e café-da-manhã. Os preços para quem parte do Sudeste variam entre 1 500 e 4 000 reais. Mais detalhes no Centro de Informações Turísticas: (81) 3552-1480.

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Adeus Miami e Cancún. Com o dólar acima de 3,70 reais, os turistas brasileiros que ainda se davam ao luxo de tirar férias fora do Brasil estão deixando o passaporte na gaveta. O Brasil, sobretudo seu litoral, está muito mais convidativo neste verão de altas temperaturas e dólar também aquecido. A troca não vai estragar as férias de ninguém, pois a costa brasileira é uma festa por seus próprios méritos. São 8.000 quilômetros com mais de 2.000 praias, a maioria belíssima e uma quantidade delas quase intocada. Há garantia de muito sol, comida boa, agito ou sossego, ao gosto do freguês. O único senão são os preços, que estão de assustar, mesmo em reais. O aumento médio no valor da hospedagem, do transporte e das refeições em relação ao último verão foi quase três vezes o da inflação no período. Um estudo feito pelo Núcleo de Turismo da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, a pedido de VEJA, revela que os pacotes turísticos para janeiro de 2003 estão 25% mais caros que no mesmo mês de 2002. Entraram no cálculo os doze destinos mais procurados, a maioria deles em Pernambuco, Bahia e Ceará, e hotéis de três estrelas a luxuosos resorts.

Neste Ano-Novo, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Agências de Viagens, um casal com dois filhos que compre seu pacote em São Paulo para ir ao Nordeste vai gastar em média 15.000 reais por sete noites num hotel de padrão quatro estrelas. Num resort de luxo, o desembolso sobe facilmente para 24.000 reais. É o preço de um carro. O pacote turístico é o termômetro do turismo doméstico. Quatro de cada dez brasileiros utilizam essa modalidade para viajar, e 49% dos pacotes são para o Nordeste. Ainda não está claro se os turistas estão dispostos a pagar tão caro. Até agora, o único indicativo é o ritmo um tanto lento na venda de pacotes. Três anos atrás, a crise cambial também frustrou as viagens internacionais. Como havia igualmente a expectativa de grande demanda no réveillon do milênio, os hotéis elevaram escandalosamente os preços. Foi um desastre para os gananciosos: a ocupação dos hotéis no Ano-Novo de 2000 caiu para 75%, contra a média histórica de 90%. A explicação para a atual explosão dos preços é um pouco mais técnica. As operadoras de turismo pegam dinheiro emprestado nos bancos para reservar lugares nos hotéis e aviões com antecedência. Como os juros subiram, o custo maior foi repassado ao consumidor. Os hotéis, sobretudo os das redes internacionais, que orientam as diárias pelo dólar, também apimentaram o valor das diárias. Para piorar, as tarifas aéreas encareceram, ajudando a salgar o custo final. "É uma das temporadas mais caras dos últimos anos", diz Luiz Gustavo Barbosa, coordenador e professor de MBA em turismo, hotelaria e entretenimento da FGV-Rio.


Eduardo Marques/Tempo Editorial

SANTA CATARINA
Florianópolis/
Praia do Rosa

Por que vale a pena
Florianópolis e a Praia do Rosa, a 70 quilômetros de distância, são as melhores opções. Floripa tem 42 praias ótimas e infra-estrutura de primeira linha, com uma centena de hotéis e pousadas. O Rosa tem pousadas charmosas e tarifas justas. Gasta-se menos por lá por duas razões. Uma delas é a capacidade ociosa dos hotéis, gerada pelo sumiço dos turistas argentinos. A outra é a proximidade de capitais do Sul e do Sudeste, que barateia as passagens aéreas e torna os pacotes 30% mais em conta que os similares para o Nordeste.

Serviços
A viagem de carro para Florianópolis a partir de São Paulo dura aproximadamente dez horas. De Curitiba, três horas, e de Porto Alegre, quatro horas.
As passagens aéreas São Paulo–Florianópolis, ida e volta, custam em média 600 reais. A tarifa mais barata, pela Gol, é de 418 reais.
Pacotes de uma semana para Florianópolis, com aéreo e hotel quatro-estrelas, custam em média 1 500 reais por pessoa.

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É bom avisar que tal diagnóstico não significa necessariamente um tiro de morte nos planos de férias do brasileiro. Há boas saídas para driblar os preços altos e viajar neste verão. A pedido de VEJA, a equipe do Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, indicou seis regiões de praias lindas, do Rio Grande do Norte a Santa Catarina, em que os preços saem mais em conta na comparação com locais com atrações e conforto semelhantes (veja os detalhes nos quadros que acompanham as fotos desta reportagem). Não se trata daquele tipo de viagem em que se gasta pouco e, no fim, tem-se a impressão de que não valeu nem o pouco que se gastou. Ao contrário, as oportunidades de um turismo compensador estão em locais que combinam paisagens exuberantes e boa dose de conforto – mas são mais baratos por ser menos procurados ou devido à oferta hoteleira acima da demanda. A seleção foi feita com base no trabalho dos jornalistas que durante um ano percorreram o Brasil coletando informações para o guia Viajar Bem e Barato, lançado na semana passada. A existência de boas opções com preços variados tem muito a ver com a mudança positiva pela qual passou o litoral brasileiro nos últimos anos. De norte a sul, as praias foram submetidas a uma faxina generalizada no que diz respeito à infra-estrutura básica. Foram construídos sete novos aeroportos, 280 quilômetros de estradas em áreas turísticas e restaurados 22.000 metros quadrados de patrimônio histórico. O melhor de tudo foi a espetacular ampliação da rede hoteleira e a melhoria dos serviços prestados aos turistas.


Milton Sairata

PARAÍBA
João Pessoa

Por que vale a pena
O litoral da Paraíba tem 135 quilômetros e média anual de 108 dias de sol. João Pessoa, a capital, tem ótimas praias urbanas e boa infra-estrutura de serviços. Os hotéis não chegam a lotar e os preços são um pouco mais em conta do que no Recife e em Natal.

Serviços
Os pacotes para João Pessoa incluem hospedagem de sete noites em hotéis de três, quatro e cinco estrelas e custam a partir de 1 600 reais por pessoa, com café-da-manhã e traslado. Passeios ao Recife e a Natal são opcionais.

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Foram inaugurados vários resorts, como são chamados os grandes complexos de hotelaria, lazer e esportes. As pousadas estão mais confortáveis, há fartura de programas e passeios e o atendimento em hotéis e restaurantes ficou mais profissional. Sem essas mudanças teria sido impossível recomendar uma viagem a Imbassaí, na Bahia, que não faz muito tempo era um local remoto e sem recursos. Hoje, chega-se lá com facilidade pela Linha Verde, a rodovia que percorre o litoral norte do Estado. O lugar fica a meio caminho entre as badaladas Costa do Sauípe e Praia do Forte, com a vantagem de ter preços muito abaixo. As pousadas são confortáveis (diárias para casal em torno de 100 reais), dali se podem fazer passeios para praias semidesertas e para vilas de pescadores que vendem artesanato. O melhor de tudo é que, de carro, em quinze minutos se está no agito do Sauípe ou da Praia do Forte. Por 90 reais, pode-se passar o dia no resort SuperClubs Breezes, com direito a piscinas, quadras esportivas e restaurantes.

RIO GRANDE DO NORTE
Natal/Genipabu

Por que vale a pena
Natal tem a vantagem de proporcionar o conforto e a infra-estrutura de uma cidade grande sem a superlotação do Recife e de Salvador. As dunas de Genipabu, uma das principais atrações do Estado, ficam a 25 quilômetros da cidade e também oferecem hospedagem.

Serviços
Os pacotes em geral incluem hospedagem em Natal com passeios a Genipabu. A viagem de oito dias saindo de São Paulo, com hotel três e quatro-estrelas, custa 1 600 reais, em média.

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A ampliação da oferta de hospedagem fez de Florianópolis outro lugar de preços mais suaves. A região dispõe de infra-estrutura para receber os 800.000 argentinos que costumavam aparecer a cada verão. Mas o fluxo diminuiu drasticamente por causa da crise econômica no país vizinho. Para fugir do prejuízo, os hotéis catarinenses baixaram os preços. Há também muitas casas para alugar nas praias dos Ingleses e Canasvieiras, no norte da ilha. As diárias custam 80 reais em média e a reserva pode ser feita nas imobiliárias da região. Alugar casa na praia é o recurso mais utilizado pelos brasileiros para baratear as férias (confira outras dicas para uma viagem econômica no quadro). Santa Catarina também é um destino mais em conta por estar próxima ao Sudeste. Dos 45 milhões de pessoas que viajam dentro do Brasil a cada ano, 12,5 milhões saem do Estado de São Paulo e 6 milhões do Estado do Rio. Para o turismo no Nordeste, especialmente para os resorts caríssimos e para os hotéis de luxo, os hóspedes paulistas e cariocas são uma questão de vida ou morte. Quanto mais longe for o local escolhido para as férias, maior o preço da passagem aérea, que corresponde a cerca de 40% do custo total de um pacote. Por isso, um passeio de sete noites em um hotel quatro-estrelas em Florianópolis custa em média 1.500 reais para o paulista, enquanto uma viagem similar para Fortaleza ou Maceió sobe para 2.000 reais.


Artur Ikishima

BAHIA
Imbassaí e região

Por que vale a pena
O lugarejo rústico Imbassaí fica a 10 quilômetros dos resorts da Costa do Sauípe e a 16 quilômetros da Praia do Forte. A vantagem são as praias sossegadas e os bons preços das pousadas. Vans fretadas levam os turistas para passar o dia nos resorts vizinhos, que cobram uma taxa dos visitantes.

Serviços
Não há vôos nem pacotes diretos. Vans contratadas pelas pousadas pegam os hóspedes no aeroporto de Salvador por 100 reais o casal. Há um ônibus de linha, que sai da rodoviária ligando Salvador a Imbassaí.

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Há várias outras coisas que influem no custo. O horário do vôo, por exemplo. Viajar à noite é sempre mais barato. O tipo de avião fretado também influencia no preço. "Paga-se menos num vôo charter feito em aeronave de 150 lugares do que num avião menor, para 100 pessoas. É bom estar atento a tudo", aconselha Guilherme Paulus, dono da CVC Turismo, operadora responsável por 60% de todos os pacotes turísticos vendidos no Brasil. Outra forma de reduzir despesas é optar por hotéis econômicos nas capitais do Nordeste. Estes são hotéis de redes internacionais, como a Accor e a Blue Tree, que oferecem quartos confortáveis, serviços exíguos e preços mais baixos que a média – a diária gira em torno de 60 a 100 reais por casal. Nos últimos dez anos, o número de hotéis desse tipo saltou de 42 para 208, elevando a oferta de quartos de 8.000 para 34.000. Só a Accor, a maior das redes, tem nove estabelecimentos em capitais litorâneas. "Esse tipo de hotel é a melhor opção para a família de classe média que não quer gastar rios de dinheiro num resort", diz o ministro de Esporte e Turismo, Caio de Carvalho.

Uma forma de economizar é ficar atento às peculiaridades do calendário turístico. A maioria dos brasileiros viaja para a praia em janeiro. Não é só porque o sol brilha mais forte. Em dezembro, a maioria das viagens são para aqueles que vão passar o Natal com a família. Em fevereiro, as crianças voltam às aulas na maioria dos Estados e os hotéis dependem dos hóspedes sem filhos, que são minoritários entre os viajantes de verão. A alta temporada começa em 15 de dezembro. Na semana do Natal, as diárias sobem em média 20%. O Ano-Novo tem o pico do preço e da lotação. Alguns resorts ficam 50% mais caros em relação à semana anterior. Nos primeiros dias de janeiro, os preços caem, mas ainda são 10% maiores que os cobrados na semana de Natal. Baixam na quarta semana do mês, quando as diárias ficam só um pouco acima das praticadas no início da temporada. Os valores diminuem em fevereiro e voltam a disparar durante o Carnaval.


Marcos Issa/Argos

ALAGOAS
Maceió

Por que vale a pena
É uma das capitais mais baratas do Nordeste. Tem belas praias urbanas, com águas verdes e limpas. São 109 dias de sol por ano. Quase não chove no verão. As atrações incluem passeios de jangada e as praias próximas, como a Praia do Francês e Sonho Verde.

Serviços
As agências de viagem oferecem vários pacotes de sete noites, que incluem café-da-manhã e passagem aérea. Preços a partir de 1 400 reais por pessoa, saindo de São Paulo.

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Apesar dos preços altos, o setor de turismo aposta que fará bons negócios neste verão. Isso porque o dólar nas alturas realmente torna uma viagem internacional impraticável para a maioria. Em 2000, 2,9 milhões de brasileiros viajaram para o exterior. No ano seguinte, o número caiu para 2,3 milhões. Neste ano, estima-se que não passe de 2,1 milhões. Uma leitura possível dessa estatística é que 800 000 brasileiros que no passado iriam para o exterior vão gastar seus reais em viagens domésticas. Numa pesquisa recente realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe), 37% dos entrevistados disseram que vão trocar uma viagem internacional por outra nacional para reduzir as despesas ou por causa da alta do dólar. Essa gente faz uma diferença enorme para o turismo doméstico, pois é quem tem dinheiro para programas mais caros. "Estima-se que existam 4 milhões de brasileiros com poder aquisitivo suficiente para viajar com pacotes que custam mais de 1 800 reais por semana. São essas pessoas que se hospedam em resorts e eventualmente viajam para o exterior", diz José Ernesto Marino Neto, da BSH International, uma consultoria especializada em turismo.

O número de turistas estrangeiros diminuiu no Brasil, em boa parte, devido ao sumiço dos argentinos. Até novembro, o Departamento de Aviação Civil registrou a chegada de 800 vôos internacionais. No mesmo período em 2001 foram 1.900. A lei da oferta e da procura está funcionando com os pacotes internacionais, que em dólar estão 15% mais baratos em comparação com a temporada anterior. Para quem compra um cruzeiro marítimo, o dólar custa apenas 3,30 reais. Os descontos deixam de ser atraentes quando o viajante estima os gastos que terá com alimentação, passeios e compras feitas em moeda americana. A CVC, a maior operadora do país, vendeu menos da metade das viagens para Miami e Cancún, destinos que costumavam ser muito procurados neste período. Apesar de as viagens nacionais também estarem caras, ainda são a melhor saída para o brasileiro.

Com reportagem de Natasha Madov e Marcelo Ventura

 

DE OLHO NO BOLSO

Dicas para uma viagem econômica

AGÊNCIAS DE VIAGENS

O turista que viaja com auxílio de agências desembolsa 30% menos, em média. Isso porque as empresas negociam passagem, hospedagem e passeios no atacado e conseguem acesso a promoções que não chegam ao varejo. Também é mais fácil obter descontos e financiamento das agências do que diretamente dos hotéis.

COMO ESCOLHER O HOTEL

A regra de ouro é pesquisar. O valor das diárias de hotéis da mesma categoria varia muito de um para outro. Reservar com antecedência não barateia o custo da diária, mas pode garantir quartos melhores, como os que ficam de frente para o mar. Um boa opção são os flats e hotéis de negócios de grandes redes. Eles geralmente oferecem serviços a preços muito mais baixos.

PACOTES

Os pacotes que incluem hospedagem, transporte e traslado aeroporto–hotel podem diminuir em 40% o custo da viagem. A diferença pode ser ainda maior se o avião for fretado. O inconveniente é que não há opções de horário de vôo nem de escolha do dia de ida nem de volta. Se a intenção é economizar, escolha cidades mais próximas e opte por viajar à noite.

NA HORA DE PAGAR A CONTA

Muitas vezes a pousada, ou o hotel, anuncia promoções atraentes, mas na hora de pagar a conta o hóspede descobre uma dívida extra em decorrência de serviços, atividades de lazer e até uso de frigobar, dos quais não fora avisado com antecedência. Para evitar dor de cabeça, ao fazer a reserva exija, por escrito, a descrição dos serviços incluídos. Assim, você só terá de pagar o que estiver discriminado no contrato.

ALUGUEL DE TEMPORADA

Fica muito mais barato que um hotel, sobretudo para grupos ou famílias grandes. Reservar uma casa ou um apartamento em local desconhecido é loteria. O ideal é fechar contrato por escrito. Deve-se incluir uma cláusula de cancelamento de reserva. Assim, é possível recuperar o dinheiro em caso de emergência. Quem aluga o imóvel com antecedência de pelo menos noventa dias consegue desconto em torno de 20%.

AVIÃO

O segredo é pesquisar. Ao primeiro sinal de queda de movimento, as tarifas caem – podem chegar até a 60% do valor normal. Elas costumam ser mais caras às sextas-feiras e aos sábados e mais baratas de segunda a quarta-feira. As companhias oferecem descontos de 10% a 40% para a garotada com até 12 anos incompletos.

BILHETE VIRTUAL

A Gol, a TAM, a Rio Sul e a Varig trabalham com e-tickets ou passagens eletrônicas, em geral mais baratas. Isso porque a compra é feita on-line, com cartão de crédito, o que reduz os custos operacionais. A Gol só trabalha com bilhetes eletrônicos, um dos motivos de suas tarifas 30% menores que a média. A BRA e a Fly oferecem preços até 50% mais baixos. Mas operam poucas rotas, entre São Paulo, Rio de Janeiro e algumas capitais nordestinas.

MULTIPLICAÇÃO DA VIAGEM

Com a mesma passagem aérea, é possível viajar por vários trechos sem custo adicional. O viajante deve verificar se a companhia tem escalas nas cidades que planeja visitar e comunicar os desdobramentos à empresa. O setor de reservas programa as paradas de acordo com os vôos disponíveis e os únicos custos adicionais são as taxas de embarque dos aeroportos.

MILHAGEM

A melhor forma de voar de graça é por meio de um programa de milhagem. Ao viajar pela companhia aérea ou usar os serviços conveniados, como o cartão de crédito, o cliente acumula pontos. Dependendo da quantidade obtida, segue para destinos nacionais ou internacionais pagando apenas a taxa de embarque. De modo geral, a cada dez vôos domésticos de ida e volta, consegue-se uma passagem de graça.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

O ideal é fazer a reserva com um mês de antecedência para garantir desconto de 10%. Famílias ou grupos de amigos conseguem desconto na passagem para o terceiro e o quarto passageiros. Cabines internas e deques inferiores também custam menos. Durante a viagem é preciso refrear o consumo: os preços a bordo são salgados e a gorjeta é compulsória.

LIGANDO PARA CASA

Dá para economizar nas chamadas interurbanas ligando na hora certa. A maioria das operadoras possui várias tarifas. O horário comercial é o mais caro. O mais barato é da meia-noite às 6 horas, de segunda-feira a sábado. No domingo, as ligações são um pouco mais caras que de madrugada, mas ainda assim custam menos que no horário comercial. É mais barato ligar do orelhão, pois os hotéis cobram taxas por ligação.

LOCAÇÃO DE AUTOMÓVEIS

É comum os locatários de primeira viagem descobrirem na última hora que vão pagar até 30% a mais na diária prevista. Muitas agências não divulgam que, além da locação, o freguês arca com o seguro. As mordomias também podem custar caro. Pense bem antes de pedir qualquer serviço especial, como retirar o carro no hotel ou no aeroporto. Você vai pagar quase uma diária a mais para receber o veículo fora da loja.

Crédito: Viajar Bem e Barato do Guia Quatro Rodas 2003

Ilustrações Attílio



   
 
Foto Mario Rodrigues

Foto Germano Luders

   
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