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Edição 1 781 - 11 de dezembro de 2002
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Mostrador em pulseira, colar e cinto, pulseira de aço, ouro e pele: uns disfarçados, outros enormes
No tempo das nossas avós, moça fina não ia a festa de relógio. Os tempos mudaram, os relógios também, e a regra evoluiu. Agora, moça fina pode, sim, usar relógio em festas, desde que ele seja de ouro e brilhantes e, importante, que pouca gente perceba do que se trata. Melhor ainda é ir a cada recepção com um diferente: uma noite ele é de ouro disfarçado em bracelete; outra, tem pele de chinchila na pulseira; outra, ainda, se encaixa como fivela de cinto. O troca-troca também vale para o dia – bacana é ter uma série de modelos à disposição na cômoda, para combinar com o compromisso (e a roupa, claro). A idéia de possuir uma coleção de relógios, um para cada ocasião, naturalmente é o sonho dos fabricantes, que a alimentam com uma torrente contínua de novos modelos. Em alguns, de tão inusitados, quase não se consegue ver as horas. Mas quem disse que relógio fashion serve para isso?

"Os relógios-jóias e os relógios-acessórios são uma tendência que as brasileiras adotaram plenamente. Os modelos mais caros, para a noite, podem custar 100.000 reais. Para quem paga tanto por um relógio, ver as horas não é o mais importante", diz Etienne Dutoit, presidente do Swatch Group Brasil, responsável por inovações como o recém-lançado Daring, da Calvin Klein. Pendurado em um cordão de couro, o mostrador fica em uma esfera de cristal, e o arranjo pode ser usado no pescoço, na cintura e até no pulso. Custa quase 700 reais, o que nem é muito se comparado ao Chanta, da suíça Ebel, de ouro maciço, que sai a mais de 35.000 reais. Mais informal, um dos sucessos do momento é o Bubble, da Corum, cujo mostrador imita uma bolha. Os quinze exemplares da edição especial Joker – com um curinga ao fundo – trazidos pela Natan foram vendidos em menos de três meses, pelo equivalente a 3.500 dólares cada um. Além de ser diferente, o Bubble agrega outra tendência no mundo dos tic-tacs: é grandão (45 milímetros de diâmetro). Relógios enormes têm entre seus adeptos celebridades como a atriz Carolina Ferraz e a apresentadora Adriane Galisteu. "Sempre usei relógio grande. Meu pulso é muito pequeno, e acho que fica interessante colocar uma coisa de outra dimensão", diz Carolina, usuária do modelo Satsuma, da Swatch, que tem 44 milímetros de diâmetro.

   
 
   
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