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Conectados,
mas sem fio
Conhecida
pelo termo em inglês
wireless, tecnologia permite interligar
celulares e computadores
AFP
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Novo
equipamento da Toshiba: com um fone de ouvido sem fio, usuária
controla o pequeno computador
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Por
mais que o desenvolvimento tecnológico tenha quebrado barreiras
nos últimos anos, ainda há uma incômoda fronteira
a ser superada: eliminar os fios que conectam os aparelhos. Além
de limitar a atuação do usuário, a existência
de cabos é uma contradição num mundo cada vez mais
virtual. Recém-chegada ao Brasil, a tecnologia wireless
deverá acabar de vez com o excesso de cabos e conexões entre
os equipamentos. Com ela, será possível interligar os computadores
do escritório sem um fio sequer ou fazer o notebook conectar-se
à internet usando apenas celular. Para fazer isso, são utilizados
sistemas de comunicação a distância conhecidos como
WiFi e Bluetooth, que fazem a transmissão de dados por intermédio
de uma freqüência de rádio. Terminar com a confusão
de fios não é a única vantagem do wireless.
A Toshiba pretende lançar até o final de 2003 um computador
que se pode "vestir". Com um fone de ouvido (sem fio, é claro),
o usuário controla, apenas com voz, um pequeno computador que fica
preso na cintura. Apesar de não estarem ligados fisicamente, o
fone de ouvido e o computador "conversarão" entre si.
Fotos divulgação
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OS
APARELHOS QUE UTILIZAM O NOVO SISTEMA
Impressora, fone de ouvido, celular e notebook: a conexão entre os
aparelhos é feita por intermédio de ondas de rádio |
As
mudanças provocadas pelo sistema wireless deverão
se estender para vários setores. A possibilidade de comunicação
entre chips utilizando ondas de rádio torna perfeitamente viáveis
conceitos como o do lar virtual. Será possível controlar
tudo o que acontece dentro de casa, como a temperatura do ar, mesmo estando
a quilômetros de distância. Bastará emitir as ondas
de rádio para o local desejado. Outra possibilidade de aplicação
da nova tecnologia será nas chamadas estradas inteligentes. Já
está sendo idealizado um sistema em que a própria estrada
comandaria o fluxo dos automóveis, o que dispensaria até
o motorista. A idéia é instalar ao longo da rodovia sensores
que se comunicariam com o computador de bordo dos carros, controlando
direção e velocidade. Apenas a comunicação
sem fio permite que se leve a sério projetos como esses. "Só
a nossa imaginação vai limitar o surgimento de aplicações
para as tecnologias wireless", diz João Antonio Zuffo, coordenador
do Laboratório de Sistemas Integrados da Universidade de São
Paulo.
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