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Edição 1 781 - 11 de dezembro de 2002
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Educar é crescer

Claudio Rossi
Cerimônia de formatura: a força do canudo

Há várias formas de medir o grau de desenvolvimento de uma sociedade. Uma das mais eficientes é o acesso de seu povo à educação. Em 1970, a Coréia do Sul tinha uma renda per capita equivalente à metade da dos brasileiros. Graças a um investimento pesado em ensino, sua população hoje possui renda per capita duas vezes e meia mais alta que a brasileira. Como o Brasil demorou a investir na área, acabou perdendo terreno até mesmo para alguns vizinhos da América Latina. A magra Bolívia, cuja economia não chega a representar 2% da brasileira, ostenta uma população universitária que em termos proporcionais equivale ao dobro da existente no Brasil. Na Argentina, essa taxa é quatro vezes maior do que a nossa.

Por tudo o que significa para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país, a educação sempre mereceu cobertura destacada de VEJA. Nos últimos anos, a revista registrou em diversas reportagens o esforço comandado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para o Brasil fugir do atraso nesse campo. Na gestão FHC, o índice de analfabetismo baixou mais de 20%. No ensino fundamental, a população em idade de estudar – e que está na escola – saltou de 89% para 97%. Outra mudança significativa se deu no ensino superior, em que a oferta de vagas aumentou de forma notável. No caso das universidades particulares, a notícia é espetacular. A cada semana uma faculdade nova é aberta no Brasil.

Na edição desta semana, a revista preparou uma reportagem sobre a queda na remuneração dos recém-formados nos cursos de MBA. O fenômeno pode ser encarado por seu lado financeiro, que é negativo, mas também pode ser visto como uma ótima notícia. Num momento em que o emprego para o pessoal sem qualificação está desaparecendo, a remuneração dos recém-formados só caiu porque aumentou de forma notável a oferta de alunos que conseguiram concluir um curso de pós-graduação. O Brasil tem vários desafios a vencer, e alguns deles tornam-se piores a cada ano, como a segurança pública, por exemplo. No campo da educação, pode-se dizer que, pouco a pouco, o Brasil está vencendo uma guerra contra o atraso.

 
 
   
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