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Educar
é crescer
Claudio Rossi
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| Cerimônia
de formatura: a força do canudo |
Há
várias formas de medir o grau de desenvolvimento de uma sociedade.
Uma das mais eficientes é o acesso de seu povo à educação.
Em 1970, a Coréia do Sul tinha uma renda per capita equivalente
à metade da dos brasileiros. Graças a um investimento pesado
em ensino, sua população hoje possui renda per capita duas
vezes e meia mais alta que a brasileira. Como o Brasil demorou a investir
na área, acabou perdendo terreno até mesmo para alguns vizinhos
da América Latina. A magra Bolívia, cuja economia não
chega a representar 2% da brasileira, ostenta uma população
universitária que em termos proporcionais equivale ao dobro da
existente no Brasil. Na Argentina, essa taxa é quatro vezes maior
do que a nossa.
Por tudo o que significa para a vida de cada um e para o desenvolvimento
do país, a educação sempre mereceu cobertura destacada
de VEJA. Nos últimos anos, a revista registrou em diversas reportagens
o esforço comandado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para
o Brasil fugir do atraso nesse campo. Na gestão FHC, o índice
de analfabetismo baixou mais de 20%. No ensino fundamental, a população
em idade de estudar e que está na escola saltou de
89% para 97%. Outra mudança significativa se deu no ensino superior,
em que a oferta de vagas aumentou de forma notável. No caso das
universidades particulares, a notícia é espetacular. A cada
semana uma faculdade nova é aberta no Brasil.
Na edição desta semana, a revista preparou uma reportagem
sobre a queda na remuneração dos recém-formados nos
cursos de MBA. O fenômeno pode ser encarado por seu lado financeiro,
que é negativo, mas também pode ser visto como uma ótima
notícia. Num momento em que o emprego para o pessoal sem qualificação
está desaparecendo, a remuneração dos recém-formados
só caiu porque aumentou de forma notável a oferta de alunos
que conseguiram concluir um curso de pós-graduação.
O Brasil tem vários desafios a vencer, e alguns deles tornam-se
piores a cada ano, como a segurança pública, por exemplo.
No campo da educação, pode-se dizer que, pouco a pouco,
o Brasil está vencendo uma guerra contra o atraso.
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