| |
Onda cabeça
Escolas
baianas adotam o surfe para estimular alunos
 |
No
mar: boletim
conta pontos |
Quando
o surfista sente o frio na barriga provocado por uma
manobra feita na crista da onda, a última coisa que
passa por sua cabeça é aquela terrível prova de
matemática, certo? Pelo menos para 800 estudantes de
Salvador, a resposta é não. Eles participam de um
torneio de surfe em que é preciso ter mais do que
equilíbrio sobre as ondas para vencer. O circuito,
disputado todo ano, desde 1991, reúne estudantes de 1º
e 2º grau de dezesseis escolas. Dos 19.400 pontos que
cada aluno tenta alcançar, 6.000 correspondem às notas
em matemática, português, inglês e geografia do
boletim escolar. Outros 3.400 são concedidos para quem
comparece a palestras sobre ecologia, nutrição,
educação física, salvamento aquático e primeiros
socorros. Os 10.000 pontos restantes são disputados nas
ondas. A final do campeonato de 1998, chamada de
Intercâmbio Cultural de Surfe Escolar, foi realizada há
duas semanas na Praia de Vilas do Atlântico, a norte de
Salvador. "Os alunos ficam mais disciplinados e
interessados nas aulas", afirma Edna Sandin,
diretora do colégio Drummond. "Já que tenho de
estudar, pelo menos penso nos pontos que vou
ganhar", diz Leonardo Hereda, de 13 anos, atual
campeão na categoria iniciante.

|
|