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Home  »  Revistas  »  Edição 2138 / 11 de novembro de 2009


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Assuntos mais comentados
Assuntos mais comentados
Apocalipse (capa) - 67
Manual da civilidade - 35
Michael Jackson - 31
Marqueteiros de Dilma - 21
Lula e a imprensa - 13

Apocalipse em 2012

"As profecias são muitas e pouco convincentes, mas seguimos vivendo num planeta que sempre nos dá motivos para dizer: é o fim do mundo!"
Helaine P. Aires Rodrigues
Brasília, DF

Lúcida, esclarecedora e muitíssimo bem escrita a reportagem "O fim do mundo em 2012" (4 de novembro). É impressionante como o homem, ao longo da história, sempre buscou respostas no sobrenatural, tal como exposto na matéria. Entretanto, como estamos em pleno século XXI, parte dos atuais defensores de mais essa crença descabida está se baseando em pretensos fundamentos científicos, como a mudança no eixo de rotação da Terra, a reversão do campo magnético do planeta e seu deslocamento para o centro da galáxia, cujo diâmetro é de nada menos que 100.000 anos-luz. É no mínimo ridículo. Aguardemos a data, a fim de ver qual será a desculpa.
Dener Serafim Mattar
Passos, MG

Muito oportuna e bem-humorada a reportagem. Acredito no seguinte: o mundo que vai acabar é esse modelo arraigado no egoísmo e no orgulho que temos visto. O mundo vai mudar, será "regenerado" quando os homens se despirem desses vícios morais e passarem a cultivar as virtudes, como a honradez, a humildade e a tolerância - assuntos também tratados nesta rica edição de VEJA. Parabéns aos autores de ambos os trabalhos.
Raimundo Luís Assunção
São João del-Rei, MG

Espetacular a reportagem. Nem a grandiloquência cinematográfica dos melhores filmes do gênero se compara à profundidade analítica da matéria.
Helcio Cesar Hime
Rio de Janeiro, RJ

Muito esclarecedor o quadro "Os fins do mundo e seus fins". Que no dia 21 de dezembro de 2012 estejamos lendo as maravilhosas reportagens de VEJA, em paz e conscientes de que o apocalipse acontecerá um dia, mas somente um ser eternamente Divino sabe quando.
Walter Francisco Barros
Araçatuba, SP

A capa é de rara felicidade, não sei se intencional ou não. Uma capa que menciona o medo do apocalipse e vem ilustrada no alto com a foto de três figuras apocalípticas é realmente sensacional.
Carlos Krueger
Curitiba, PR

Duas figuras que podem realmente apressar essa realidade: Dilma Rousseff e Hugo Chávez. É esperar para ver essa previsão apocalíptica.
João Rabello Junior
Campinas, SP

O que mais assusta na reportagem é a frieza com que ela afirma que os seres humanos estão aqui porque, por acaso, um peixe sofreu uma mutação e foi se aventurar em terra firme. E que o espermatozoide que gerou Albert Einstein também foi obra do acaso, e que poderia ter sido outro, e então o gênio não teria habitado a Terra. Pergunto: qual é o papel de Deus nisso tudo?
Paola Sansão
São José do Rio Preto, SP

 

Divulgação

 

Feito para acreditar
Bruce Hood, psicólogo da Universidade de Bristol, na Inglaterra: "Nascemos com o cérebro desenhado para encontrar sentido no mundo. Esse desenho às vezes nos leva a acreditar em coisas que vão além de qualquer explicação natural"

 

Manual da civilidade

A reportagem "Pequeno manual da civilidade" (4 de novembro) é extremamente oportuna nesta época de tamanha inversão de valores. É um necessário puxão de orelhas em todas as pessoas, principalmente em nós, brasileiros, que, de algum tempo para cá, estamos vendo empalidecer cada vez mais a noção de ética, honestidade, honra, solidariedade e altruísmo. Estamos nos fechando em nosso mundinho, enxergando o próximo como um agressor ou concorrente, e não como uma pessoa semelhante a nós, com os mesmos direitos.
Leonor Locatelli
São Caetano do Sul, SP

Fiquei realmente feliz e impressionada com o nível e o conteúdo da reportagem "Pequeno manual da civilidade". Para mim, que trabalho exaustivamente semeando essas ideias em cursos abertos e treinamentos empresariais sob o manto da tradicional e moderna etiqueta, foi gratificante verificar que elas ainda são partilhadas e valorizadas por muitos.
Ligia Marques
Consultora em etiqueta e marketing pessoal
São Paulo, SP

Adorei a reportagem sobre civilidade. Ela nos faz pensar em quantas vezes devemos ter tolerância, por nós e pelos outros, sem perder a honradez.
Aurora R. Pacheco
Macaé, RJ

Como consultora de etiqueta, percebo que atitudes de gentileza, consideração e respeito estão cada vez mais valorizadas. São recursos que possuímos e que podemos melhorar para tornar nossa vida e a vida do outro mais agradáveis.
Elisabeth Farina Guirao
São Paulo, SP

 

Marqueteiros de Dilma

O Partido dos Trabalhadores foi apressado ao engolir crua a decisão do presidente Lula de indicar para sua sucessão a ministra Dilma Rousseff. O que veremos a seguir nos palanques e na mídia será uma mulher-monstro, criada das visões surrealistas de marqueteiros ou de brain storms regados a uísque de procedência duvidosa. Sinceramente, o povo brasileiro, pela sua índole, merece muito mais que aventureiros a conduzi-lo. Estamos cansados de Frankensteins ("A reconstrução da ministra", 4 de novembro).
Carlos Alberto Lima
Florianópolis, SC

Dilma Rousseff é insuportável, e não haverá marqueteiro de Obama capaz de transformá-la numa mineira simpática, afável e de discurso simples. Ainda que tenha nascido em Minas, ela nunca será alternativa de Minas para o poder. Não tem mineiridade. É autoritária e inflexível. Minas só voltará ao poder com Aécio Neves, um dia, talvez.
Aparecida Duque
Belo Horizonte, MG

 

Lula e a imprensa

Na reportagem "Más notícias, presidente" (4 de novembro), VEJA nos mostra com brilhantismo a relação conflituosa de Lula com a imprensa. Lula a cada dia demonstra mais seu desconforto com os meios de comunicação, provando com cada palavra sua vocação autoritária. A imprensa livre realmente atrapalha o governante que deseja agir sem nenhum tipo de fiscalização.
Therezinha de Jesus Lima e Oliveira
São José dos Campos, SP

O texto é uma obra-prima de defesa, não só da liberdade de imprensa, mas, em âmbito muito maior, de toda a democracia. A convivência do Brasil com os párias Evo, Chávez, Rafael, Cuba, Coreia do Norte, Irã e os Kirchner é um atraso total. Continuem denunciando e fiscalizando. Por isso leio VEJA.
Geraldo Antonio Caetano
Belo Horizonte, MG

 

SobeDesce

Com o apoio de Chico Buarque ao MST (SobeDesce, 4 de novembro) e de Oliver Stone e Sean Penn a Chávez, fica claro que ser artista cult não significa necessariamente ser inteligente ou culto.
Roberto Blatt
São Paulo, SP

 

Estados Unidos

A economia americana dá sinais de recuperação. Seu PIB cresceu 3,5% no terceiro trimestre, pondo fim à recessão. No Brasil, país que tem as condições econômicas para aumentar seu PIB, há tecnocratas preocupados em arrecadar e gastar o dinheiro público a torto e a direito. Os bancos, ao primeiro sinal de recuperação, sinalizam com aumento de juros. O governo, com a criação de mais impostos e a taxação dos investimentos, não conseguiu que o PIB crescesse mais de 2%. Enquanto isso, as exportações caem, pois com o dólar baixo não existe incentivo para exportar. Por esse motivo, o preço dos alimentos deveria cair, mas não é o que acontece nos supermercados. Basta ver o porcentual de aumento nas cestas básicas. A economia americana, tão criticada pelo presidente Lula, vai dar de goleada na brasileira.
Izabel Avallone
São Paulo, SP

 

Cordão umbilical

A matéria sobre a propaganda, muitas vezes enganosa, dos bancos privados de sangue de cordão umbilical traz fatos que já ocorrem há alguns anos. Eu, como personagem da matéria, confirmo o assédio que sofri durante minhas duas gestações. Entretanto, como bióloga e pesquisadora, gostaria de esclarecer que o sangue do cordão umbilical e o tecido do cordão umbilical dos meus dois filhos foram aproveitados para pesquisa científica. Não foram descartados. Mas isso só foi possível devido ao fato de eu conhecer pesquisadores que trabalham com esse material e que foram pessoalmente buscar a doação. Infelizmente, a maioria das gestantes não consegue doar. É uma pena.
Tatiana da Costa Silva
Cotia, SP

 

Bárbara Paz

Bárbara Paz mostra a que veio quando de forma estupenda interpreta Renata, uma vítima de drunkorexia, ou anorexia alcoólica, infelizmente tão comum nos nossos jovens de hoje, mormente entre as meninas. Mais uma vez, Manoel Carlos em sua novela demonstra que a arte imita a vida, e vice-versa. Bárbara estreou na TV Globo pela porta da frente ("Brinde de boas-vindas", 4 de novembro).
Ruvin Ber José Singal
São Paulo, SP

 

Paulo Renato Souza

Ao tentar defender a política meritocrática para a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, o senhor secretário da Educação Paulo Renato Souza atribui grande responsabilidade pelos problemas da escola aos professores e à sua formação, apontando as faculdades de educação, nominalmente a Unicamp e a USP, pelos males da educação do estado de São Paulo. Afirma o senhor secretário que a formação nesses cursos é muito teórica e ideológica, em que se defende a ausência de método e não se provê o professor de técnicas adequadas de ensino. No caso do curso de pedagogia da Unicamp, há mais de uma década temos defendido e trabalhado, como princípios norteadores de nosso currículo, a formação teórica sólida (já que formamos educadores, e não técnicos), a pesquisa como eixo de formação, e a unidade teoria-prática, sendo o nosso compromisso com a educação pública de qualidade.
Sérgio Antonio da Silva Leite
Diretor da FE/Unicamp
Pela Congregação da FE
Campinas, SP

 

Venezuela no Mercosul

É preocupante saber que Hugo Chávez, sinônimo de tirania e retrocesso, está prestes a ser convidado a ingressar no Mercosul ("Nosso sócio é um desastre", 4 de novembro). O que será que essa Comissão de Relações Exteriores do Senado tem na cabeça?
Erick Ledesma Galindo
São Paulo, SP

A entrada da Venezuela no Mercosul é um fato importante. O que se lamenta é que alguns setores no Brasil misturem as coisas. O que está em jogo não são questões políticas, mas comerciais. E não consta que a Venezuela, a exemplo do Brasil e de outras nações sul-americanas, seja uma ditadura. Precisamos crescer no campo político. E, por consequência, no desenvolvimento de que precisamos.
Uriel Villas Boas
Santos, SP

 

Robert Aumann

Excelente a entrevista com Robert Aumann ("O Irã não nos atacaria", Amarelas, 4 de novembro). Pena que o economista não tenha sido interpelado sobre como suas teses poderiam ser aplicadas em conflitos armados nacionais como as disputas pelo tráfico de drogas nas grandes cidades brasileiras.
Adriana Coelho
Sinop, MT

O prêmio Nobel de Economia de 2005, em sua entrevista nas Páginas Amarelas, parece que foi um discípulo do Doutor Pangloss, o filósofo criado por Voltaire que acreditava na inocência humana. Aumann imagina que o Irã, possuindo um arsenal nuclear, não oferecerá perigo à humanidade. Deixa de considerar o exacerbado fanatismo fundamentalista, o ódio latente dos aiatolás contra a civilização ocidental. Não dá grande importância a uma nação cujo presidente chega ao ponto de negar a existência do holocausto judeu.
Jair Gomes Coelho
Vassouras, RJ

 

Crack

Em 4 de maio de 1994, VEJA publicou uma das primeiras grandes reportagens a respeito do crack. Com o título "As perversas pedras de pó", VEJA produziu um excelente retrato da situação vivida pelas pessoas que usavam aquela droga. O resumo da reportagem dizia: "Em São Paulo, o crack alucina quem o fuma, quem o vê e quem o combate pensando em guerra às drogas". Passados mais de quinze anos da publicação, VEJA nos brinda com nova matéria sobre o assunto. Em "Uma droga brutal" (4 de novembro), tomamos conhecimento de mais uma tragédia provocada pelo uso de crack. Depois de tudo isso, o presidente da República Federativa do Brasil ainda tem a coragem de dizer publicamente que a imprensa não deve comentar os fatos, somente informar.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

Perdi um irmão adotivo na semana passada com apenas 28 anos devido à combinação de álcool com crack. Minha família sentiu na pele por vários anos o sofrimento que é estar na companhia constante de um dependente químico com alucinações e todo tipo de alteração em exames corriqueiros decorrente dessa droga, que devasta a pessoa e, consequentemente, a família toda. Espero que o Ministério da Saúde libere logo esses 117 milhões de reais para melhorias nesse tipo de tratamento, pois só quem passou pela situação sabe quanto ele é difícil e caro.
Alessandro Mazzo
Itapuí, SP

 

Kesiah Visioli

Em tempos em que um academicismo bolorento e improdutivo insiste em sustentar teses alienadas e chatésimas acerca do comportamento, é digna de comemoração a pequena e riquíssima entrevista com a paranaense Kesiah Visioli, eleita "a dona de casa mais bonita do Brasil" (Conversa, 4 de novembro). Com objetividade e simplicidade, ela devolveu o valor esquecido à opção da mulher, mesmo bonita, mesmo inteligente, mesmo culta, de ser dona de casa – cozinhar, lavar, passar e varrer, sozinha – e, ainda, levantou a suposição de que assim mantém a grande forma física. Desculpem-me os eruditos, mas não encontrei nos compêndios melhor ilustração do que se pode chamar de sabedoria.
Stalimir Vieira
São Paulo, SP

Desejo cumprimentar VEJA pela conversa com Kesiah Visioli. Espero que a mídia não desvirtue essa criatura, pois com certeza o mundo seria diferente sem filhos abandonados, sem crise financeira, sem tantas amarguras e desgraças. Esses bons exemplos deveriam ocupar a capa com a palavra coerência.
José Luiz Guimarães de Figueiredo
Campo Grande, MS

 

Gerdau

Gostaria de esclarecer que, como empresário, não sou contrário a investimentos no setor siderúrgico, conforme mencionado na nota "Gerdau contra a Vale na siderurgia" (Radar, 28 de outubro). A existência de excesso de capacidade de aço no mundo é uma constatação da World Steel Association, que recentemente divulgou que, em 2009, o consumo de aço será de 1,1 bilhão de toneladas no mundo diante de uma capacidade instalada de aproximadamente 1,8 bilhão de toneladas. Logo, há um excesso de capacidade instalada de 700 milhões de toneladas de aço no mercado mundial, segundo a entidade. A maior parte dessa capacidade excedente, mais de 400 milhões de toneladas, está localizada no mundo ocidental. A China, o maior mercado siderúrgico mundial, consome toda a sua produção interna de aço. Os demais mercados, que são atendidos pela siderurgia brasileira, têm em conjunto uma capacidade instalada cerca de 100% maior do que o seu nível de consumo. No Brasil, a situação não é diferente. Em 2009, a demanda interna no país atendida pela produção local de aço deverá ser de 19 milhões de toneladas contra uma capacidade instalada de 42 milhões de toneladas. Por isso, as empresas precisam comercializar excedentes de produção no mercado internacional, cada vez mais restrito por medidas protecionistas de distintos países. A produção adicional de aço que vier a ser feita no Brasil, como consequência, deverá ser exportada, em um cenário de adversidades crescentes.
Jorge Gerdau Johannpeter
Por e-mail
Ana Cerqueira Cesar Corbisier

Com relação à reportagem "O esquema do Bolsa Guerrilha" (14 de outubro), na qual é citada Ana Cerqueira Cesar Corbisier, tenho a informar que a ação por ela movida contra a Fundação Padre Anchieta é de sua exclusiva responsabilidade. As famílias Corbisier e Cerqueira Cesar não têm absolutamente nada a ver com isso. Contamos com parentes ilustres, de notória respeitabilidade, como Manuel Ferraz de Campos Salles, tio-bisavô, presidente da República; José Alves de Cerqueira César, bisavô, governador do estado de São Paulo e que deu nome a uma cidade bem como a um bairro da capital; Roberto Cerqueira Cesar, tio, arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, presidente da Emurb na gestão Paulo Egydio Martins; e Roland Cavalcanti de Albuquerque Corbisier, pai, bacharel em direito e filosofia, jornalista, deputado estadual pela Constituinte da Guanabara, deputado federal, escritor, autor de vinte livros, entre os quais Reforma ou Revolução, no qual condena a guerrilha armada no Brasil.
José Eduardo Cerqueira Cesar Corbisier
Ubatuba, SP

 

Michael Jackson

Sobre a reportagem "Crepúsculo do astro" (4 de novembro), não é preciso ser fã para reconhecer o talento e a genialidade de um artista. Não sou uma superfã de Michael Jackson. Gosto de suas músicas, admiro seu talento plural. O filme citado pretende mostrar o show que seria por ele realizado. Não há por que se prender às bizarrices do cantor.
Rita de Cassia C. S. Mendes
Por e-mail

A "esquisitice" de Michael Jackson é a singularidade e dádiva que nós, meros mortais, nunca conseguiremos alcançar. Há os que criticam, mas há os que sabem reconhecê-lo e assim o admiram.
Marcelo Ronzani
Juiz de Fora, MG

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