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Home  »  Revistas  »  Edição 2138 / 11 de novembro de 2009


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Gente

 

Alexandre Vieira/Ag. O Dia

Cheia de som e de fúria

Quem vê CLAUDIA LEITTE, 29, linda e poderosa desse jeito, na gravação de um clipe, nem desconfia que ela estava literalmente apavorada. A 4 metros do chão, em cima de um trampolim de piscina, a cantora, que se pela de medo de altura ("No trio elétrico tem uma grade que me protege"), teve de pedir uma salvadora mãozinha a um bombeiro. "Ele segurava meus calcanhares enquanto eu fazia carão", conta. Além da acrofobia, Claudia teve de enfrentar um inesperado levante. Durante entrevista coletiva, brigou com um jornalista que, entre outras ofensas de lesa-baianidade, escreveu que ela tem "perninhas de sabiá" e quer ser melhor que Ivete Sangalo. Nem Acarajette Lovve merece tantos absurdos.



Ele não é a cara do dono?

O homem mais desumanamente rápido do mundo, USAIN BOLT, 23, adotou o animal terrestre mais felinamente rápido do mundo, um guepardo, e deu a ele o único nome possível: Relâmpago (bolt, em inglês). E fez isso no Quênia, o país dos grandes velocistas. A adoção fez parte de um programa de preservação dos belos e ameaçados bichanos. Bolt chegou ao parque onde vive o guepardo de 3 meses fazendo graça – estava com medo, disse, porque era o único que poderia vencê-lo –, mas logo pegou o bichinho no colo e até lhe deu mamadeira. E será que o Bolt felino passaria no doping? "Vai levar muito
tempo para que os céticos se convençam de que eu não tomo nada", disse o jamaicano voador.

Karel Prinsloo/AP


Peter Kramer/AP

Vestida para matar. Mesmo

Ela é o maior fenômeno pop dos últimos tempos e emplaca um sucesso atrás do outro – em um ano, quatro músicas catapultadas ao primeiro lugar na famosa lista da revista Billboard. A receita
de sucesso de LADY GAGA, 23, seria fácil se não houvesse muitos milhares de outras cantoras tentando fazer a mesma coisa: uma musiquinha irresistível, que cola no hipotálamo, e visual escandaloso na mistura turbinada de Marylin Manson com Madonna – esta, evidentemente, seu maior ídolo. Usar a roupa de baixo por cima, peruca de Maria Antonieta e véu sobre o rosto, como fez na semana passada, é coisa absolutamente esperada no planeta Gaga. Mas não deixou de assustar quando chegou a notícia de que um dos fotógrafos escalados para cobrir a festa morrera de infarto minutos depois de clicar a figura. Sim, todos pensaram a mesma coisa.



Só faltou o Rembrandt

BEATRIX da Holanda, 71, cumpre à risca o esperado de uma rainha: faz visitas de estado, usa aquelas roupas que só cabeças coroadas podem se permitir e fornece assunto permanente aos súditos. "Viram o chapéu?" é provavelmente a frase mais repetida, acompanhada de uma risadinha situada entre o orgulho e a tolerância. Os chapéus, naturalmente, são obrigatórios em qualquer guarda-roupa real, em geral de abas curtas e cores vivas para identificar sua portadora em qualquer multidão. Em visita ao México, Beatrix usou um modelo amarelão digno de ser pintado por um Rembrandt e fez um discurso digno de ser cantado por mariachis: "Passei minha lua de mel aqui. Além disso, meu pai era apaixonado por este país e eu cresci ouvindo música mexicana".

Claudio Cruz/AP

 

Editado por Juliana Linhares
Colaborou Suzana Villaverde

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