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O jornalista de VEJA Diogo Schelp, que quando criança morou com os pais na Alemanha, lembra-se de um colega de escola apontando com temor as torres dos guardas armados na fronteira entre a Alemanha Ocidental e a Oriental. Schelp voltou diversas vezes à Alemanha. Sua última viagem foi a trabalho. Ele embarcou com a missão jornalística de entender o que mudou no país desde a unificação. A reportagem de Schelp começa na página 126. Ela rememora o mais extraordinário evento político da segunda metade do século XX, a queda do Muro de Berlim e o subsequente desmoronamento do que parecia ser o vigoroso império soviético e que acabou se revelando um colossal fracasso político, econômico e social. Para o mundo, o muro em escombros trouxe alívio com o fim da Guerra Fria - a hostilidade entre os campos capitalista e comunista, cada um deles com capacidade de destruir o outro com ogivas nucleares. Esse empate de forças militares ficou conhecido pela sigla MAD, louco, em inglês, e acrônimo de "destruição mútua assegurada". Erguido pelos comunistas em 1961, o muro foi símbolo da servidão imposta às pessoas atrás da Cortina de Ferro. O comunismo sobreviveu à queda do muro como utopia de desavisados e como farsa em Cuba e na Coreia do Norte, onde ainda se processam degeneradas experiências de empobrecimento das populações. |