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Edição 1977 . 11 de outubro de 2006

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Holofote

Felipe Patury

A BATALHA PELO PP

Alaor Filho/AE


Eleito senador pelo Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, que defendia uma aliança com o PSDB, agora lidera a banda pró-Lula. Metade do PP está do seu lado. O resto do partido segue o deputado Ciro Nogueira, do Piauí, que chegou a ser indicado para um ministério no governo petista, mas, a pedido do governador de Minas, Aécio Neves, aderiu a Geraldo Alckmin. A aposta está feita: quem tiver apoiado o próximo presidente comandará o PP.

 

O NOME DO PFL PARA O SENADO

Beto Barata/AE


O candidato do PFL à presidência do Senado deve ser José Agripino Maia, que perdeu a disputa pela vaga de vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin. Seu nome foi lançado pelo único governador eleito pelo partido em primeiro turno, José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Com isso, o PFL compensaria Agripino pela perda da candidatura a vice. O Senado é fundamental para a oposição, que já dá como certo que a Câmara será controlada pelos aliados do presidente Lula.

 

SEGURA A LÍNGUA, ACM

Joedson Alves/AE


Em público, o presidente Lula desafia a oposição para debater ética. Em encontros privados, a conversa é outra. Na semana passada, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pediu ao senador pefelista Antonio Carlos Magalhães que maneire os ataques a Lula. Em seguida, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador José Sarney foram à casa de ACM e fizeram um apelo idêntico. Todos alertaram o cacique baiano de que Lula lhe fechará todas as portas do governo se ele insistir nas acusações de corrupção.

 

MADEIRA É OURO

Alvaro Motta/AE


Ex-chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin, o deputado Arnaldo Madeira assumiu uma função na campanha presidencial do ex-governador paulista. Na semana passada, começou a pedir contribuições pecuniárias para a campanha do antigo chefe. Ficou muito impressionado com o próprio sucesso. Madeira passou o chapéu por três grandes empresários paulistas e, em todos os casos, encontrou uma abnegada disposição de abrir as carteiras. Segundo turno é mesmo outra eleição.

 

 

Foto divulgação

 

 

Com reportagem de Heloisa Joly, Veridiana Sedeh e Victor Martino

 
 
 
 
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