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Edição 1977 . 11 de outubro de 2006

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Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
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Gente

A loira má em toda a sua glória

Nana Moraes/Estilo
Carolina: nos xingamentos, a comprovação do sucesso


Depois de planejar a morte do tio e da prima, Leona, a maléfica personagem de Carolina Dieckmann em Cobras & Lagartos, dedica-se a infernizar a vida da outra beldade do mal, Ellen (Taís Araújo). Um exemplo: coloca em seu xampu uma substância que a deixa careca. Acostumada a ser mocinha, Carolina no início ficou com medo de não convencer o público como vilã. Agora que é hostilizada, acha o máximo: "Algumas pessoas até me xingam na rua. Eu caio na gargalhada", diverte-se a atriz, que aparece em todo o seu platinado esplendor, aos 28 anos, na capa da revista Estilo. Até o fim da trama, no mês que vem, Leona ainda vai aprontar muitas e más. No fim, evidentemente, receberá um belo castigo.

 

 

Do Rio para a mata


Divulgação/TV Globo
Mussunzinho e um colega de cena: bichos por todo lado

Há quase um mês isolado no Acre para as gravações da minissérie global Amazônia, Antônio Carlos de Santana, o Mussunzinho, 13 anos, filho do falecido trapalhão Mussum, está se adaptando à vida na selva. O mundo animal tornou-se muito próximo: ele contracena com macaco, já ficou ao lado de boto e chegou perto de preguiça, sem falar nas obrigatórias nuvens de mosquitos. "Minha mãe é a grande protetora do elenco. Leva repelente para todo mundo", conta Mussunzinho, que interpreta Tico, filho de um seringueiro. O calor também entra na lista dos pontos negativos, além do desmatamento. "Isto aqui está virando um deserto. Não sei como vai ser o futuro dos meus filhos", diz, com precoce preocupação.

 

Surfe e inglês na ilha


The Grosby Group
Santoro como o sobrevivente Paulo: novidade na praia de Lost

Fãs ansiosos, contenham a impaciência. A terceira temporada da viciante série Lost começou nos Estados Unidos na quarta-feira passada, quando se viu Jack, Kate e Sawyer em poder dos Outros (que por sinal vivem muito bem, numa cidade que é quase um subúrbio americano... o.k., mais não será dito aqui). Promete-se para o terceiro episódio a apresentação do novo perdido bonitão, o sobrevivente Paulo, interpretado por Rodrigo Santoro, que fará par com a também novata Nikki (Kiele Sanchez). No Havaí desde agosto, Santoro, entre uma gravação e outra, tem aproveitado para surfar todas as manhãs e tomar aulas de inglês, para não dar vexame nos diálogos de que (enfim) participará.

 

Tamanho extragrande nos desfiles de Paris

Jacques Brinon/AFP
Velvet ocupa a passarela de Gaultier: "Há beleza em tudo"


Na temporada de moda em que se esboçou uma cruzada (abortada, claro – quem mais entraria naquelas roupas?) contra as modelos muito magras, Jean Paul Gaultier convocou para seu desfile em Paris a americana Velvet, modelo (e dançarina, cantora e fotógrafa) tamanho GG. "Há beleza em tudo, não só nas magras", declarou o estilista, que comemorou seus trinta anos de moda. Com 1,73 metro de altura e 118 quilos, Velvet fez tremer a passarela e as colegas de desfile. "Ela é deslumbrante e muito confiante, mas quando nos cruzamos no meio da passarela eu confesso: morri de medo de cair", conta a brasileira Flavia de Oliveira, 1,80 metro, 52 quilos.

 

Betty cruza o Rio Grande

Depois de arrasar em setenta países, o Brasil inclusive, Betty, a Feia invade os Estados Unidos – em inglês, com artistas americanos. No papel de Ugly Betty, a atriz de origem hondurenha America Ferrera, 22 anos, cujo enfeiamento (ou "bettificação", como diz) inclui óculos de aro vermelho, peruca lambida, aparelho nos dentes e um guarda-roupa atroz – no primeiro capítulo, usou poncho com a inscrição "Guadalajara". Os quilinhos extras são genuínos, e assumidos. "Dizem que Jessica Alba tem curvas. Curvas tenho eu!", brinca. Aposta da produtora, a atriz Salma Hayek, num país que desconhece o formato tradicional das novelas, Ugly Betty teve, na estréia, a maior audiência entre as novas séries da TV americana.

 

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Marcelo Bortoloti

 

 
 
 
 
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