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Cartas
 | "Estamos
sob as patas pesadas de um elefante chamado Estado e somos obrigados
a trabalhar quatro meses por ano para sustentá-lo." Maria
Isabel de Assis Pereira Goiânia, GO
| Para voltar
a crescer Esta eleição
presidencial vai mostrar nitidamente o nível de tolerância ou ignorância
dos eleitores brasileiros quanto aos problemas da corrupção que
afloraram neste governo ("O massacre dos impostos", 4 de outubro). João
Afonso Lima Montes Claros, MG
Mais do que situar o leitor leigo em economia e administração pública
nos meandros do nosso Estado paquidérmico, a reportagem permite que qualquer
um de nós, meros joguetes em uma estrutura viciada, entenda quem fez o
que pelo nosso país. Matérias como essa devem ser repetidas, pois
ajudam o cidadão comum a melhor diferenciar o que é mera retórica
do que é verdade na propaganda política. Eduardo Weltman
São Paulo, SP Que imagem
assustadora aquela do paquiderme sobre o brasileiro que se vê angustiado
com tantos impostos para pagar. A cena retrata fielmente a realidade, mas isso
tem de acabar. André Ricardo Gravatá Embu das Artes,
SP É uma pena que o presidente
Lula não seja afeito a uma boa leitura. Seria ótimo que ele (e todos
os seus eleitores) lesse e relesse a reportagem. Jairo Len São
Paulo, SP Excelente a exposição
no artigo "O peso do Estado". Mas não deviam ter utilizado um elefante
para expor o assunto, um animal na maioria das vezes muito dócil, e sim
um tiranossauro rex. Richard Fontana Londrina, PR
O próximo presidente tem a obrigação de reativar o Ministério
da Desburocratização e fechar vários sem utilidade, que apenas
abrigam correligionários. Com isso poderemos nos livrar da máxima
dos burocratas que criam dificuldades para vender facilidades. Fernando
Ventura Recife, PE A burocracia
é a pedra angular do controle do Estado sobre os cidadãos e, não
nos enganemos, opõe-se por natureza à liberdade. O bom senso deveria
pautar o limite e o equilíbrio da burocracia. Afinal, aprendemos que administrar
é apenas uma questão de ética e sensatez. Nós, brasileiros,
sabemos que esses dois elementos básicos têm faltado sistematicamente
ao Estado, esse grande Leviatã descrito por Thomas Hobbes. Marlon
Pereira São Paulo, SP
O xis da educação brasileira é tão visível:
investimento maciço e responsável no ensino fundamental e médio
("O X da educação", 4 de outubro). Maria das Graças
Targino Teresina, PI Uma
forma democrática seria transformar o Enem no critério básico
para admissão nas universidades públicas e privadas. A aprovação
no exame indicaria que o aluno tem os conhecimentos exigidos para quem conclui
o 2º grau, estando, portanto, capacitado para fazer qualquer curso superior
no país. Mas, aí, já seria querer demais. Simon Podolsky
Sala Araraquara, SP
Eleições 2006 Eu gostaria
de expressar minha satisfação com a ótima reportagem "Tensão
e dinheiro na chegada" (4 de outubro). A estrela do PT ainda brilha, mas, infelizmente,
distanciando-se a cada dia da verdade dos fatos. O uso político de um órgão
público, no caso a Polícia Federal, a favor de interesses partidários
só depõe contra o governo, que luta com todas as suas armas para
se manter no poder. Flávio Boechat Poubel Niterói,
RJ A corrida presidencial parece
que será muito acirrada. Lula vai ter de suar a camisa, pois terá
pela frente dois adversários de peso. O primeiro é seu opositor
Alckmin, que vem obtendo menores índices de rejeição. O segundo
adversário parece ser mais forte: seus assessores, que ultimamente só
têm contribuído para a sua queda. É a velha história:
dependendo dos amigos, não precisamos de inimigos. François
Karizio Fernandes Leite Cavalcante Natal, RN
Ainda bem que o eleitor não vem se contentando com desculpas desconexas
por parte do presidente e mostrou que, se no passado a esperança venceu
o medo, agora a tolerância acendeu uma luz amarela bem forte para um possível
novo mandato. Eduardo Rocha Fortaleza, CE
Com imensa alegria li a notícia de que haverá um segundo turno nas
eleições presidenciais. O resultado do primeiro mostra que o começo
do fim da era Lula já está em andamento. Agora é só
esperar que o povo brasileiro tenha coragem e lucidez para acabar com a podridão
que domina o governo daquele que não sabia de nada. Ana Caspari
Frankfurt, Alemanha Depois do susto
inicial, e do suspiro de alívio após o término das apurações,
fui dormir tranqüila. Devemos cumprimentar os brasileiros por se darem mais
uma chance. Nós nos recusamos a continuar sendo um povo ignorante, conivente,
sem moral, que vive de esmolas do governo. Olga Maria Negreiros Lyrio Sessa
Vitória, ES O rei está
nu, sua soberba e arrogância fizeram com que caísse do seu trono
e, por fim, humilhado, reconhecesse que o brasileiro não é palhaço,
não atura desmandos, seja de quem for, de esquerda ou de direita, e dá
valor ao que temos de mais sagrado, que é a democracia. Rodrigo
Borges Gonçalves Joinville, SC
Eu queria muito que o presidente Lula dissesse: "Errei, me arrependi e estou renunciando
a minha candidatura". Ele estaria dando exemplo. Daí, sim, eu passaria
a acreditar no que meus pais dizem. Tenho 19 anos e leio VEJA todos os domingos,
assim que ela chega a minha casa. Eu me orgulho de saber que jornalismo ainda
é uma das poucas coisas que funcionam neste país. Bruna Brigatti
Valentin Campo Grande, MS Ceia
nada santa Genial a representação
de "Uma ceia nada santa" (4 de outubro). Antes de se comparar com Cristo, Lula
deve lembrar-se de que em sua mesa, entre os doze apóstolos, havia um único
traidor. Os outros onze se encarregaram de promover sua reabilitação
e reintegração na história, testemunhando sua mensagem. Os
participantes da mesa de Lula são todos traidores não sobra
ninguém com credibilidade para promover sua reabilitação.
Elizio Nilo Caliman Brasília, DF
Caberia perguntar ao presidente se ele, ao longo de trinta anos de convivência
com seus "meninos", não teria sido capaz de escolher os seus amigos.
Sinvaldo do Nascimento Souza Rio de Janeiro, RJ
Quem se compara com Tiradentes e com Cristo diante da verdade eleitoral brasileira,
pensando que o povo não sabe distinguir gato de rato, está equivocado,
como equivocado estava quando só escolheu Judas para compor sua equipe
nada santa. José Mendonça de Morais Patos de Minas,
MG A imagem de Lula na mesa da "Ceia
nada santa" foi genial. Olhei para ela, comparei-a com a da Santa Ceia e pensei
comigo: "Se Lula fosse Jesus, eu seria ateu". Guilherme Augusto Zampieri
Alfenas, MG As obcecadas comparações
de Lula com figuras heróicas ou divinas é uma última fantasia
para o baque da dura realidade. Ao se comparar a Jesus Cristo, ele se esquece
de que na mesa com Cristo havia doze apóstolos e somente um o traiu, enquanto
na sua mesa o número é bem superior a esse. Mas com certeza ele
pode se comparar ao apóstolo Pedro, pois, antes de o dia raiar, ele nega
tudo três vezes. Waldir Rosenberger Por e-mail
Parabéns a VEJA pela bela coletânea dos improvisos do presidente.
Dignos do troféu Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País).
Ufa! Haja asneira. Onofre Correa Imperatriz, MA
Cartas
A edição 1776 de VEJA (6 de novembro de 2002) publicou minha manifestação
sobre a eleição de Lula, nestes termos: "1990, 1994, 1998, 2002.
Água mole em pedra dura tanto bate até que Lula". Agora, em 2006,
minha manifestação se resume em duas palavras: "Basta, Bastos".
José Vicente Dias Leme Barretos, SP
Há tempos leitora de VEJA, tenho percebido que a revista vem dedicando
cada vez mais espaço à seção Cartas. Isso muito me
agrada, porque é um espaço justo e democrático. Na última
edição (1976), li com muito fervor as opiniões tão
distintas sobre os mais variados assuntos publicados e constatei que vivemos num
país rico em pensamento e crítica, que vão desde jovens assinantes
de 10 anos de idade até o próprio candidato à Presidência
Geraldo Alckmin. Anne Louize Marins Machado São Gonçalo,
RJ Veja essa
A triste declaração
do ministro da Cultura, Gilberto Gil ("A corrupção não impede
a cidadania. Ela é inerente à condição humana", 4
de outubro), revela a dimensão de duas graves misérias: a falta
de dignidade e o desconhecimento da carga valorativa inserta na Carta Magna de
1988. Quando se trata de autoridade e de pessoa reprodutora de opiniões,
o fato resulta em desesperança para aqueles que acreditam na histórica
evolução da espécie humana. Clayton Reis Curitiba,
PR Greg Behrendt
Como sempre, as páginas amarelas
trazem entrevistas surpreendentes. Mas Greg Behrendt (4 de outubro) foi espetacular.
É ótimo ver a opinião de um homem sobre o comportamento das
mulheres em relação aos desafetos amorosos. Vou seguir seus conselhos.
Parabéns pela entrevista. Ionne Nunes Rocha Santos Imperatriz,
MA Impressionantes as idéias
de Greg Behrendt. É triste pensar que as pessoas, independentemente do
sexo, têm passado tanto tempo tentando entender a cabeça do parceiro.
As mulheres passam cada vez mais tempo tentando entender a cabeça dos homens,
quando deveriam estar desfrutando os momentos prazerosos que vivem com alguém.
Zilene Vieira da Silva Barros Guanambi, BA
Claro, preciso, tanto na matéria como no livro, Ele Simplesmente Não
Está a Fim de Você. Ele nos faz sair fortalecidas quando as fichas
caem e nos leva a tomar uma decisão. Alzia Freitas Por e-mail
Achei muito simplista a opinião
de Greg Behrendt a respeito da condução dos relacionamentos entre
homens e mulheres. Do modo como foi colocada, fica a impressão de que os
homens estão no comando, numa relação quase maquinal, e o
sucesso desta depende exclusivamente de sua vontade. Que homem chato esse, que
busca apenas um troféu ao final de uma disputa e não se importa
muito em conhecer melhor a mulher a seu lado. Nádia Lardo Sanchez
Botucatu, SP
Lya Luft Impressionantes o direcionamento
oportuno e a exatidão com que Lya Luft brinda seus leitores semanalmente.
O artigo "Perfil de um líder" (Ponto de vista, 4 de outubro), além
de reproduzir a imagem do comportamento insólito e irresponsável
do presidente da República desta nossa sofrida nação, conseguiu
alertar os milhares de eleitores para o fato de que nem tudo está perdido.
Marcelo Cerqueira Brasília, DF
Aqui em casa nosso coração vermelho-desbotado se colocou, mais uma
vez no domingo, diante das urnas eleitorais, esperando agora ter acertado na escolha
do novo líder. Artigos da revista VEJA como esse deveriam ser tema nas
escolas, pelo menos em períodos pré-eleitorais. Marisa Dias
Leite Osasco, SP Quando meu
filho nasceu, ganhei um daqueles álbuns nos quais podemos colocar as lembranças
desse período e deixar também mensagens. Quando li o artigo de Lya,
neste domingo, eu me lembrei da mensagem que havia escrito oito anos atrás:
"Que você seja um homem honrado". Mari Viana São Bernardo
do Campo, SP Roberto Pompeu de
Toledo Realmente, não dá para
acreditar. Jamais imaginei que tão cedo seria aprovada uma lei contra a
poluição visual, tema que só acreditava ser discutido e regulado
em países desenvolvidos, ainda mais quando se trata de uma capital como
São Paulo. Isso é uma verdadeira revolução, um salto
de progresso, principalmente por privilegiar o interesse público sobre
o particular ("Nem dá para acreditar", 4 de outubro). Éder
Daniel Riffel Brusque, SC
Somos alunas do Liceu Albert Sabin, de Ribeirão Preto (SP). Lemos o ensaio
de Roberto Pompeu de Toledo e concordamos plenamente com essa nova lei. Foi uma
rara vitória do interesse público sobre o privado, da ordem sobre
a desordem, da estética sobre a feiúra. Nicole Gonzales e
Larissa Sette Ribeirão Preto, SP
A prefeitura declara sua incapacidade de executar a lei e decide exterminar todo
um segmento econômico, colocando em um mesmo saco os legais e os que agem
à margem da lei. Dannie Dubin Porto Alegre, RS
Não temos dúvida de que a situação da cidade de São
Paulo está à beira do caos em termos de poluição visual,
mas daí a encerrar a atividade que gera no mínimo 20.000 empregos
formais, e colocar tudo no mesmo saco, é como cortar todas as luzes da
cidade porque existem muitos "gatos". Jorge Brandão Santa
Maria, RS Diogo Mainardi
Sei que você, Mainardi, se decepcionou
com a ausência de Lula no debate do primeiro turno, mas, por favor, não
deixe de comparecer ao debate do segundo. Com certeza, a este Lula vai e acredito
que sentirá sua falta se você não estiver lá ("Um golpista
sem farda", 4 de outubro). Leonardo Rufino de Souza Rio de Janeiro,
RJ O Podcast de Diogo Mainardi (em
www.veja.com.br) foi muito bom para aproximá-lo dos leitores. Uma pena
que a conversa tenha sido tão curta. Ainda assim, agradeço a VEJA
o novo recurso que nos aproxima de um colunista como o Mainardi. Briza
Rocha Bueno Netto, 17 anos Curitiba, PR 
| MÍDIA EXTERIOR
No ensaio
"Nem dá para acreditar" (4 de outubro), Roberto Pompeu de Toledo comentou
a lei municipal que proíbe a propaganda nas ruas da cidade: "Uma rara vitória
do bem comum sobre o interesse privado". O presidente do Sindicato dos Publicitários
do Estado de São Paulo, Benedito Antonio Marcello, e alguns profissionais
da área escreveram para criticar o artigo. "Protestamos pelo fato de jogar
na vala comum uma categoria profissional respeitada, comparando-a a criminosos
que agem no narcotráfico e no lenocínio", disse Marcello. Pompeu
esclarece: "Em nenhum momento comparei a classe dos publicitários à
dos operadores do narcotráfico ou do lenocínio. O que disse é
que, em diversas ocasiões em que o bem comum se defronta com o interesse
particular, há lugar para o argumento da perda de empregos seja
num caso como o da proibição dos anúncios nas ruas de São
Paulo, seja no do combate a organizações criminosas. A interpretação
fraudulenta do meu argumento é uma tentativa de desviar a questão
de seu ponto central, que é a oposição entre o interesse
público e interesses particulares". | |
| PAUL VANCE NÃO MORREU
Na
edição passada, VEJA publicou na seção Datas uma nota
na qual informava que o músico americano Paul Vance teria morrido. Na verdade,
Vance, que compôs a canção Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow
Polka Dot Bikini, popularizada no Brasil como Biquíni de Bolinha
Amarelinha, está vivo e goza de boa saúde. O erro de VEJA
e de muitas agências de notícias teve origem em uma mentira
contada pelo comerciante Paul van Valkenburgh à própria família.
Ele dizia ser o autor da canção famosa e que não recebia
royalties da música porque vendera seus direitos autorais. Em 26 de setembro,
Rose Leroux divulgou que Valkenburgh, seu marido, era o compositor Paul Vance
e tinha morrido de câncer aos 68 anos. Em seguida, o verdadeiro Paul Vance
apareceu para dizer que o morto era outro. Rose ficou desolada por ter sido enganada
pelo marido por quase quarenta anos. Vance, o legítimo, mora na Flórida,
tem 76 anos e recebe regularmente os royalties de sua música. |
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