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Molas nos pés

A Nike lança tênis com novo sistema
de amortecedores

 
Shox: duas colunas que agem como trampolim

Preocupada em não deixar a peteca cair num ramo de competição acirrada, a Nike acaba de apresentar ao mundo seu mais novo modelo de tênis, o Shox. Em versões próprias para corrida, para basquete e para o chamado cross-training, uma espécie de pau para toda obra, o Shox levou dezesseis anos para ser desenvolvido e vem com duas coluninhas de "molas" no lugar dos colchões de ar que servem de amortecedores de choque. As molas, feitas de fibra de carbono e espuma – mesmo material usado nos pára-choques dos carros de Fórmula 1 –, variam de diâmetro e de posição de acordo com o tamanho do pé. A novidade é que elas ficam à mostra, bem como o espaço entre elas. No momento do impacto, primeiro amortecem a parte de trás do pé; depois, como um trampolim, devolvem para cima a energia acumulada. Segundo os jogadores da seleção americana de basquete, que usaram o Shox nas Olimpíadas de Sydney, a sensação é de "ter um foguete nos pés".

Os primeiros protótipos levavam molas mesmo, de aço. "Eram grandes e feios. Só atletas teriam motivação para usar", conta Kátia Gianone, gerente de comunicação da Nike do Brasil. Como a chave do sucesso da Nike é desenvolver artigos de alta tecnologia para em seguida transformá-los em moda obrigatória, daquela que preguiçosos convictos compram e usam, a empresa empenhou-se em caprichar no design. Pronto para abafar, o Shox começa a ser vendido nos Estados Unidos em dezembro e, em fevereiro, chega ao Brasil. Preço previsto: 349 reais.

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