
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
DVD
Century Fox

A
Fúria: tensão à
la De Palma |
A Fúria (The Fury, Estados Unidos, 1978. Fox)
Amy Irving (a senhora Bruno Barreto) tinha 25 anos e cara de criança
quando fez a adolescente Gillian, que tem um imenso poder paranormal,
mas vê seu dom como uma praga. Durante seus transes, ela é
capaz de fazer outras pessoas sangrarem até quase a morte
e também de ter visões sobre o passado e o futuro. Por isso
uma agência sinistra do governo quer pôr as mãos nela,
e por isso também Kirk Douglas precisa encontrá-la
para que ela o ajude a resgatar seu filho, raptado por essa mesma agência.
O diretor Brian De Palma acabara de inscrever seu nome no mapa com Carrie,
a Estranha quando fez A Fúria, e se superou (embora
não em popularidade). Atenção, por exemplo, à
cena magistral da fuga de Gillian. Alfred Hitchcock teria tido orgulho
de rodá-la.
LIVRO
Amor,
Etc., de Julian Barnes (tradução de Léa Viveiros
de Castro; Rocco; 204 páginas; 25 reais) Um dos expoentes
da geração de autores ingleses hoje na faixa dos 50 e tantos
anos, ao lado de Martin Amis e Ian McEwan, Julian Barnes hesitou durante
algum tempo para escrever esse livro. Tratava-se de uma seqüência
de um de seus maiores sucessos, Em Tom de Conversa, e o autor temia
cair na mesmice. O resultado foi bem o contrário disso. No romance
anterior, os amigos do peito Stuart e Oliver rompem relações
quando o segundo rouba a mulher do primeiro, Gillian. Amor, Etc. retoma
a vida do trio décadas depois. Enquanto Gillian e Oliver amargam
um casamento frio, Stuart ressurge no pedaço rico e se propõe
a dar uma força aos velhos conhecidos ou será que,
no fundo, ele só pretende vingar-se? Leia
trechos do livro.
DISCOS
Divulgação

Bruford:
dotes jazzísticos |
 |
Footloose
and Fancy Free, Bill Bruford's Earthworks (Voiceprint)
O baterista Bill Bruford é admirado entre os fãs de rock
progressivo por seus trabalhos à frente do Yes e King Crimson.
Esse disco mostra uma faceta mais refinada do instrumentista. Bruford
testa seus dotes jazzísticos ao lado do saxofonista Patrick Clahar,
do pianista Steve Hamilton e do baixista Mark Hodgson. Abandona a percussão
eletrônica, que ditou o seu trabalho nos anos 80 e 90, e se esmera
na bateria acústica. Gravado durante duas apresentações
do quarteto em junho do ano passado em Londres, o álbum traz grandes
improvisações de Bruford (Triplicity), do saxofonista
Clahar (No Truce with the Furies) e um solo primoroso de Hamilton
(Come to Dust). Trata-se de uma introdução e tanto
ao trabalho do quarteto, que faz show no final deste mês em São
Paulo.
Divulgação

|
 |
| Los
Lobos: muito além de La Bamba |
Good
Morning Aztlán, Los Lobos (Warner) Para muita gente,
o nome Los Lobos remete unicamente àquela versão do clássico
latino La Bamba, de Ritchie Valens, que fez grande sucesso no início
dos anos 90. Nada mais injusto, no entanto, do que lembrar deles apenas
por causa daquele hit. Formado em Los Angeles no início dos anos
70, o Los Lobos é o mais respeitado grupo de rock hispano-americano
surgido até hoje. Aplicado à música do conjunto,
o adjetivo "eclético" reveste-se do melhor sentido. Os rapazes
têm um jeito peculiar de combinar folk, blues, country, música
tradicional mexicana e outros estilos. Em Good Morning Aztlán,
eles provam que ainda têm muito gás. O disco oferece
rock pesado (Done Gone Blue), soul music (The
Word), música latina (Luz de Mi Vida) e até
uma faixa com batucada brasileira (Malaqué).
A
Música em Pessoa, vários intérpretes (Biscoito
Fino) Lançado em vinil em 1985 e apenas agora em CD, esse
disco-tributo traz compositores, cantores e atores brasileiros dando interpretação
a textos de Fernando Pessoa e seus heterônimos Ricardo Reis, Alberto
Caeiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. As cantoras Nana Caymmi
e Vânia Bastos destacam-se em Segue o Teu Destino e Quem
Bate à Minha Porta, respectivamente, enquanto Marília
Pêra e Marco Nanini recitam O Menino da Sua Mãe e
Passagem das Horas. As músicas ficaram a cargo de compositores
como Edu Lobo, Francis Hime e Tom Jobim. Desse último há
no CD uma versão inédita para Autopsicografia,
um dos poemas mais famosos de Pessoa, que não constava do disco
original.
TELEVISÃO
11
de Setembro (quarta-feira, às 22h, no GNT, e às
2h10, na Globo; sábado, dia 14, à 0h05, no Globonews)
Durante vários meses do ano passado, os irmãos franceses
Jules e Gedeon Naudet filmaram a rotina de um quartel do corpo de bombeiros
de Nova York para fazer um documentário. No dia 11 de setembro,
eles acompanhavam uma operação corriqueira dos bombeiros,
a poucas quadras do World Trade Center, quando o primeiro avião
atingiu uma das torres gêmeas. Jules e Gedeon foram os únicos
a filmar o choque. Depois, enquanto Gedeon captava a reação
das pessoas nas ruas, Jules registrava momentos de pavor no interior do
edifício. Os cinegrafistas escaparam por pouco de morrer soterrados
e fizeram o mais contundente registro dos atentados terroristas
que chocaram o mundo. Confira
imagens do documentário.
|
CRÍTICA
OS MAIS VENDIDOS
Em
1919, um grupo de rapazes de Petrópolis promoveu um concurso
para premiar aquele que pintasse e bordasse a mais linda almofada.
O evento chamou a atenção da imprensa e mereceu um
comentário ácido do escritor Lima Barreto: "Foi à
custa da abnegação dos pais que esses petroniozinhos
obtiveram ócio para bordar almofadinhas em Petrópolis".
Futilidades à parte, o tal concurso repercutiu no vocabulário
nacional: o termo "almofadinha" virou sinônimo de "homem que
se veste com excessivo apuro", na definição do Aurélio.
Essa
é uma das várias curiosidades sobre palavras e expressões
contidas em A Casa da Mãe Joana (Campus; 250
páginas; 29,90 reais), quarto colocado na lista de não-ficção
de VEJA. Sim, é mais um manual que contribui apenas para
a cultura inútil. Mas, diante do tratamento divertido dispensado
ao tema pelo professor de português Reinaldo Pimenta, ele
está longe de ser um livro de meia-tigela. Aliás,
"meia-tigela" remonta aos tempos do absolutismo em Portugal. Enquanto
os altos funcionários da corte tinham direito a uma porção
inteira de alimento, a plebe empregada no palácio real ganhava
bem menos. Era a turma da meia tigela.
Pimenta
demonstra como alguns termos adquiriram sentido muito diferente
do original. A interjeição "puxa!", por exemplo, vem
de uma palavra espanhola cujo conteúdo chulo não se
pode revelar aqui. Por último: o manual explica de onde vem
"a casa-da-mãe-joana" do seu título. Trata-se, segundo
Pimenta, de uma referência a Joana I, rainha que regulamentou
os bordéis de Nápoles no século XIV. Com isso,
esses lugares começaram a ser chamados popularmente daquela
forma.
Marcelo
Marthe
|
|
|
 |
|
 |

|
 |