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Viagem & Turismo

Até agora, a carreira internacional
rendeu mais passeios do que
dividendos a Sandy & Junior

Sérgio Martins

 
Divulgação
Sandy & Junior: 1,5 milhão de dólares gastos
e apenas 650 cópias vendidas nos EUA


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Para ouvir: músicas da dupla

Um dos maiores fenômenos da música pop brasileira na atualidade, a dupla juvenil Sandy & Junior encontra problemas para emplacar lá fora. A carreira internacional dos irmãos é uma das prioridades de sua gravadora, a Universal Music. O selo gastou 1,5 milhão de dólares na produção de um disco com canções em português, inglês e espanhol, na gravação de videoclipes em Miami e Málaga, e num monte de viagens promocionais para os Estados Unidos, o México e a Europa. O resultado não foi nem de perto o que se esperava. Um número constrangedor vem dos Estados Unidos. Há três meses nas prateleiras, o disco de Sandy & Junior vendeu 650 cópias. Você não leu errado: foram apenas 650 cópias. Isso significa que nem mesmo o imigrante brazuca deu atenção ao lançamento. "As vendas não são nosso foco. Nosso interesse está voltado para as rádios", diz Luciana Camargo, gerente de expansão internacional da Universal Music.

Por enquanto, o esforço da gravadora rendeu execuções nas rádios de países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela, e da Europa, como Alemanha e Portugal. Nesse último, a dupla conseguiu vender 20 000 discos – quantidade inferior, no entanto, à alcançada por outros artistas nacionais, como Adriana Calcanhotto e Marisa Monte. O melhor momento português de Sandy & Junior foi durante um show com entrada franca numa loja de discos de Lisboa. Eles encheram boa parte do auditório. Na semana seguinte, o grupo Canta Bahia, formado por expatriados brasileiros, reuniu o dobro de público ao tocar músicas de Carnaval e uma versão "ora pois" de Morango do Nordeste – aquela canção dançante que fez sucesso no Brasil com o cantor brega Lairton dos Teclados e com os pagodeiros do Karametade.

Apesar desses reveses, a Universal ainda aposta em Sandy & Junior. Até porque eles continuam a fazer sucesso no Brasil, onde seu CD bilíngüe vendeu 700.000 cópias. "A carreira deles no exterior demanda dois anos de investimento", diz Luciana Camargo. Ainda neste mês, o disco será lançado na Espanha, na Itália e na Tailândia. Na semana passada, a dupla embarcou para a Europa, a fim de fazer outra bateria de entrevistas de divulgação. Se nada mais der certo, o turismo terá sido bom.

   
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