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Parabéns a VEJA pela coragem e clareza ao abordar o tema "Até
onde prolongar a vida" (4 de setembro). A lentíssima Justiça
brasileira e seu Código Penal não conseguem avançar
no sentido da despenalização da eutanásia passiva,
que, em outras palavras, é também tema da matéria.
Se já possuímos tanta tecnologia para nascer e para viver,
por que não utilizá-la para morrer com menos sofrimento
e mais dignidade?
Foi uma surpresa receber a revista VEJA de 4 de setembro e ler o título
da reportagem especial. Essa surpresa deveu-se à coincidência
de que no próximo dia 11 estarei defendendo a minha tese de doutorado,
intitulada "O efeito da informação sobre a conduta dos profissionais
de saúde diante da morte". Trabalho em UTI há vinte anos
e tenho constatado quanto o desenvolvimento tecnológico vem permitindo
a prática da distanásia nessas unidades. Esse fato me levou
a desenvolver um projeto de pesquisa para verificar a conduta dos profissionais
da área da saúde diante da morte e da recusa ou suspensão
de tratamentos considerados inúteis. E, após um debate sobre
o tema, a analisar a eventual mudança dessa conduta. Tenho a certeza
de que somente a informação e uma discussão mais
abrangente poderão fazer com que o ser humano aceite sua finitude,
e, dessa maneira, os médicos possam vir a praticar a ortotanásia
em vez da distanásia. Cumprimento Diogo Schelp e VEJA pela abordagem
do tema.
Uma palavra de elogio e agradecimento pela brilhante entrevista com o
economista canadense John Helliwell, realizada pela repórter Monica
Weinberg e publicada na edição 1 767 de VEJA (Amarelas,
4 de setembro). É certo que a abrangente pesquisa desse importante
estudioso das democracias mundiais oferece dados relevantes para a reflexão
dos pesquisadores e líderes brasileiros, engajados no processo
de busca democrática para o país e para o hemisfério.
Se não for cassado em seu direito de ser novamente governador,
Jorge Viana será assassinado: a maneira singular e lógica
de o cartel do narcotráfico se livrar dele. O TRE do Acre envergonha
os acreanos e os brasileiros ("Atenção, Brasil: o Acre pede
socorro", 4 de setembro).
Lamento
que no Brasil de hoje ainda existam pessoas que, no afã de enriquecer
cada vez mais, revivam em suas fazendas a época da escravidão.
Não compreendo nem aceito que nossos eleitores continuem a votar
em candidatos sem ética e desumanos. ("Casa-grande e senzala",
4 de setembro).
Mesmo c>Lourival Gomes
Mesmo com a mídia nos esclarecendo sobre os fatos políticos,
isso não tem sido suficiente para parte da população
discernir entre o certo e o errado na linha do tempo. Conseqüentemente,
o meliante se torna herói e o povo, a vítima. Recorda, Brasil
("Por que eles vão tão bem?", 4 de setembro)!
Lendo o quadro "De olho na dislexia" (Cartas, 28 de agosto), deixei de
sentir-me uma idealista solitária na luta contra a discriminação
de disléxicos. Com experiência em reeducação
de disléxicos posso afirmar que esse problema tem solução.
Para democratizar informações e oferecer material às
escolas, criei a Cartilha para a Reeducação de Disléxicos,
que deve ser usada paralelamente ao ensino convencional, por alunos de
qualquer série. É necessário apenas que as escolas
abram um espaço aos disléxicos e dispensem a eles a mesma
atenção dada aos não-disléxicos. A cartilha,
que à primeira vista pode assustar os seguidores dos métodos
modernos de educação, tem a pretensão de ser somente
um recurso adequado àqueles que organicamente não estão
predispostos às formas globais de ensino.
Ao tomar conhecimento da opinião de Marianna Tamborindeguy de Oliveira
(Veja essa, 28 de agosto), pude constatar que eu, aos 55 anos, não
estou sendo conservador nem retrógrado ao repudiar a atual fase
da televisão brasileira, destaque para a Globo, que antes se fazia
notar pelos avanços em todos os sentidos e hoje se nivela por baixo
(e bota baixaria nisso).
Sou assinante de VEJA há muitos e muitos anos. Mas daqui, a 46
graus de latitude norte, é até mais interessante ler a revista,
com seus colaboradores de alto gabarito. Mas o que me diverte mesmo é
o senhor Diogo Mainardi, que faz, acima de tudo, grandes provocações
com suas colocações. Seu artigo "Diogo para presidente"
(28 de agosto) está extremamente inteligente, sobretudo quando
se posiciona com relação à reforma agrária.
Felizmente alguém teve a coragem de dizer que nossos políticos
estão no mínimo quarenta anos atrasados nessa discussão.
A nota "Novela animal" (Datas, 28 de agosto) noticiou o nascimento misterioso
de três filhotes de sucuri. A informação me causou
surpresa quando registra o nascimento por eclosão de ovos, uma
vez que a sucuri é um animal vivíparo, ou seja, seus filhotes
nascem já formados, não ocorrendo postura de ovos. Acredito
ser inviável a hipótese do cruzamento com uma jibóia,
e sim, bem provável, que o animal tenha guardado espermatozóides
para futuras fecundações, uma vez que as sucuris apresentam
estruturas em seu aparelho reprodutor com essa função. Sabemos
de uma fêmea de cascavel que fez o mesmo, guardando espermatozóides
por aproximadamente sete anos.
CORREÇÕES:
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