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VEJA Recomenda
DVDs
O Tesouro de Sierra Madre (The
Treasure of the Sierra Madre, Estados
Unidos, 1948. Warner) O acaso junta três homens muito
diferentes numa busca por ouro no deserto mexicano. Um feliz acaso,
é o que parece: aquilo que nenhum deles poderia fazer sozinho
resulta, em grupo, numa empreitada de sucesso a fortuna é
encontrada. E aí, na hora de transportá-la em lombo
de burro para a civilização, a ganância começa
a operar as suas tragédias. Este filmaço é
o ápice de várias carreiras já muito respeitáveis:
a do diretor John Huston, a de seu pai, Walter Huston encantador
no papel do mais velho e filosófico dos três garimpeiros
, e a de Humphrey Bogart, como o homem cujos fantasmas põem
o grupo a perder. O disco duplo traz excelentes documentários
e curiosidades da época.
Divulgação
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| Ver-te-ei no Inferno: um filmaço a
descobrir |
Ver-te-ei no Inferno (The Molly Maguires, Estados Unidos,
1970. Paramount) No fim do século XIX, nas minas de
carvão da Pensilvânia, os operários irlandeses
sabotam o regime de tirania em que vivem mandando para os ares,
com uma bomba aqui e outra ali, os lucros da companhia. A missão
do detetive James McKenna (Richard Harris, sensacional) é
fazer-se passar por mineiro e ganhar a amizade dos colegas, para
então delatá-los à polícia. O problema
é que McKenna passa a gostar genuinamente do líder
do movimento clandestino (Sean Connery). Se ele vai preferir proteger
o amigo a ganhar uma promoção, já é
outra história. As atuações vívidas
e o humor que o diretor Martin Ritt extrai do enredo tornam um prazer
descobrir ou redescobrir esse filme meio esquecido.
LIVROS
O
Caso Elgin, de Theodore Vrettos
(tradução de Roberto Leal Ferreira; Odysseus; 258
páginas; 42 reais) Se você deseja conhecer a
civilização grega antiga, Londres é uma parada
obrigatória. É no Museu Britânico que se encontram
expostas algumas das peças gregas mais preciosas, com destaque
para o frontão e os frisos do Partenon, de Atenas. Disputadas
até hoje pelo governo grego, essas peças de mármore
foram retiradas do prédio original no início do século
XIX por Tomas Bruce, sétimo conde de Elgin, que servia em
Istambul como embaixador da coroa britânica no Império
Otomano. Com um trabalho exaustivo de pesquisa, o historiador americano
Theodore Vrettos reconstitui todas as fascinantes intrigas que cercaram
esse famoso caso de expropriação artística.
Larousse
do Vinho (tradução de Antonio de Pádua
Danesi, Celeste Marcondes, Maria Alice Sampaio Doria e Mary Amazonas
Leite de Barros; Larousse do Brasil; 384 páginas; 119 reais)
Quem aprecia um bom vinho vai encontrar nesse livro um guia
abrangente e claro para sua degustação. A edição
brasileira não é somente uma tradução
do original francês, mas foi adaptada para atender às
necessidades do consumidor daqui, incluindo capítulos sobre
o vinho no Brasil, no Chile e na Argentina. O guia ainda ensina
a combinar os diversos tipos de vinho com os mais variados pratos
inclusive da culinária brasileira. Leia
trechos.
Praga,
de Arthur Phillips (tradução de Fábio Fernandes;
José Olympio Editora; 420 páginas; 52 reais)
Aos olhos de alguns aventureiros ocidentais, o fim do comunismo
cobriu os antigos países da Cortina de Ferro com uma sedutora
aura de decadência e renovação simultâneas.
Arthur Phillips foi um dos estrangeiros que se mudaram para a região
no início dos anos 90. A experiência foi fundamental
para compor esse elogiado romance de estréia, que acompanha
a vida de cinco americanos no Leste Europeu. Detalhe: apesar do
título, a ação se dá quase toda em Budapeste,
que foi, para Phillips, a cidade festiva que Ernest Hemingway, outro
escritor americano expatriado, encontrou na Paris dos anos 20.
DISCOS
As
Próximas Horas Serão Muito Boas,
Cachorro Grande (Independente) O Analista de Bagé,
tipo criado pelo escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo,
diria que o Cachorro Grande "é mais ortodoxo do que reclame
de xarope". De fato, o grupo gaúcho é muito cioso
das tradições do rock. Todos trajam terninhos, à
moda dos roqueiros da década de 60, e suas músicas
remetem às produções daquela época.
As Próximas Horas Serão Muito Boas tem guitarras,
baixo e bateria no volume máximo e canções
que narram farras e aventuras do quinteto. O Cachorro Grande fez
questão de gravar o disco ao vivo no estúdio, para
tentar reproduzir o astral de suas apresentações.
Você Não Sabe Nada e Que Loucura! são
boas amostras da energia do grupo.
Divulgação
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| Scissor Sisters: extravagância |
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Scissor Sisters (Universal)
Imagine a extravagância de um Elton John multiplicada por
cinco. Em seguida, adicione alguns trinados agudos ao estilo dos
Bee Gees e uma variedade de ritmos dançantes. Isso lhe dará
uma idéia do que seja a música do Scissor Sisters,
uma das bandas mais malucas da atualidade. Suas letras não
têm nada de politicamente correto. Take Your Mamma,
primeiro hit do quinteto, narra a história de um adolescente
que embebeda a mãe de champanhe barato para fazer uma festinha
de arromba com os amigos. E por aí vai. Mais do que romper
tabus, contudo, a banda quer divertir. Uma boa prova disso é
a versão racha-assoalho para Comfortably Numb, do
Pink Floyd.
Ouça o disco.
CINEMA
Divulgação
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| Garotas: inglesas
excêntricas |
Garotas do Calendário (Calendar
Girls, Inglaterra/Estados Unidos,
2003. Em cartaz desde sexta-feira) Numa cidadezinha da Inglaterra,
palestras sobre os milagres dos brócolis são o que
há de mais palpitante nas reuniões do Instituto das
Mulheres. Também o calendário beneficente que o clube
produz, com paisagens bucólicas, não angaria mais
do que uns trocados. Daí uma das sócias (Helen Mirren)
ter a idéia de apimentar as coisas: a solução,
diz ela, é imitar os calendários de oficinas mecânicas
ou seja, apelar para a nudez. As modelos, claro, serão
as próprias mulheres do instituto, todas já bem entradas
nos 50 anos (ou passadas deles). Inspirado num episódio real,
o filme retrata os ingleses como excêntricos incorrigíveis.
Mas compensa o estereótipo com o bom humor e as excelentes
atrizes. Veja
cenas.
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