Edição 1866 . 11 de agosto de 2004

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Holofote

Felipe Patury

A BRIGA, AGORA, É DENTRO DE CASA

Luiz Antonio


O secretário de Finanças do PT, Delúbio Soares, está sob ataque de seus colegas de partido. Eles acham que Soares é desinibido demais para ser tesoureiro. Na esteira do episódio Waldomiro, um grupo de deputados defendeu seu afastamento do cargo. Voltou à carga com o caso da compra de ingressos pelo Banco do Brasil para o show de Zezé Di Camargo e Luciano, cuja renda iria para a construção da sede do PT. José Dirceu, da Casa Civil, quer que Soares submerja, mas permaneça no cargo.

 

MILONGA NA EXPORTAÇÃO

Germano Luders


O dono da Semp Toshiba, Afonso Hennel, desativou no mês passado uma de suas linhas de produção de televisores na Zona Franca de Manaus. Ela fabricava aparelhos nas especificações argentinas e respondia por 25% das exportações da empresa. Na semana passada, Hennel revia mais uma vez seus planos por causa de mudanças na tributação da Zona Franca. Nas suas contas, os eletroeletrônicos ficarão até 16% mais caros, o suficiente para perder a competitividade no exterior.

 

A HORA DE ANGRA 3

Radiobras/divulgação


A usina Angra 3 voltará ao cronograma de obras do governo. Sua conclusão, orçada em 6,5 bilhões de reais, é a prioridade da nova política nuclear que está sendo preparada pelo ministro Eduardo Campos, da Ciência e Tecnologia. No documento, o governo engaveta o polêmico projeto de exportação de urânio, que causou alvoroço nos Estados Unidos. O Brasil não venderá o minério por, no mínimo, oito anos. O texto fica pronto no fim do mês.

 

FECHANDO AS PORTAS

Renata Ursaia


A Aster, a sexta maior distribuidora de combustível do país, foi a pique. Seu dono, Carlos Santiago, tinha um plano ousado para roubar mercado da Petrobras. Pretendia importar derivados de petróleo e fazer ele mesmo uma gasolina que concorresse com a da estatal. Teria lucro se o barril do petróleo custasse até 37 dólares. Quando a cotação bateu em 44 dólares, a Aster naufragou. Santiago tenta, agora, vender as concessões de seus 300 postos para pagar aos credores e salvar algum dinheiro.

 



Foto Eugenio Moraes

 

Foto: Nani Gois

 

Com reportagem de Camila Antunes e Juliana Linhares

 
 
 
 
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