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Cartas
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"VEJA
abre as portas
do cérebro humano para que seus leitores mergulhem
nos mistérios que já intrigavam o filósofo
grego Aristóteles."
José
Wagner Cabral de Azevedo
Tambaú,
SP
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Cérebro
A evolução,
a genética e a neurociência são áreas
fundamentais para explicar a origem daquilo que nos faz humanos.
A descoberta da estrutura do DNA contribuiu de forma significativa
para comprovar como as alterações dos genes permitem
o mecanismo de seleção natural proposta por Charles
Darwin, além de ampliar os horizontes da genética.
Em seus últimos anos de vida, Francis Crick ("Ele decifrou
o código da vida", 4 de agosto) focou suas pesquisas no entendimento
do cérebro, em especial na criação de uma teoria
científica para explicar a consciência, um dos grandes
mistérios da biologia. Quem sabe, se dispusesse de mais alguns
anos de vida, Crick poderia nos presentear com mais algumas descobertas
que mudariam nossa forma de compreender o ser humano e encarar a
vida ("O cérebro devassado", 4 de agosto).
Emerson
Magno Fernandes de Andrade
João Pessoa, PB
O cérebro,
ao contrário das poderosíssimas máquinas de
última geração, é estimulado com o "erro".
O erro, capaz de imobilizar qualquer programação e
de desestruturar qualquer máquina, no cérebro humano
funciona como um desafio. Não há nada mais desafiador
que as múltiplas elaborações do universo cerebral.
Como sabemos de nossa finitude a angústia da morte
é o que nos impulsiona , vêm daí os eternos
desafios para os homens, aliás, os únicos seres que
sabem que erram. Errar é humano, portanto "o novo mapa do
cérebro", dentro em pouco, já estará obsoleto.
Novos paradigmas virão. Assim caminha a humanidade.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL
A reportagem
atualiza, instrui e informa na medida correta o grande público
sobre como as neurociências têm evoluído nos
últimos anos. A enorme velocidade do desenvolvimento das
técnicas de neuroimagem funcional não permite sua
concomitante assimilação pela prática neurológica
rotineira. Preocupa, como mostrado em matéria deste mesmo
exemplar, a inevitável escalada de custos provocada pelos
avanços tecnológicos. É excepcional contar
com todos esses avanços, mas é preciso salientar que
na profissão médica não haverá técnica
sofisticada, ressonância funcional nem prática laboratorial
que substituam o profissional atencioso e dedicado que oferece aos
doentes a atenção necessária à redução
do sofrimento.
Maurice Vincent
Professor adjunto, Faculdade de Medicina da UFRJ
Chefe do Serviço de Neurologia, HUCFF UFRJ
Rio de Janeiro, RJ
Tales Alvarenga
Belíssimo
o artigo "Heróis no túmulo" (Tales Alvarenga, 28 de
julho). É tão difícil definir os atributos
que conferem heroísmo a um ser humano. E Tales Alvarenga
o fez com tanta sutileza e sensibilidade! Seus heróis são
os meus, Tales.
Henry
I. Sobel
Presidente do Rabinato
Congregação Israelita Paulista
São Paulo, SP
André
Petry
Cumprimento
VEJA por abordar um assunto tão importante para o Brasil
a criação do Sistema Nacional Antidrogas
que está sendo discutido no Congresso Nacional sem que a
sociedade esteja alertada sobre suas nefastas conseqüências.
Na verdade, a pretensão do governo é a explícita
e irrestrita liberação do uso de todas as drogas ilícitas,
bem como seu plantio para uso próprio. Mas, para não
chocar o país, preferiu-se um subterfúgio a
descriminalização indireta. É necessário
discutir à exaustão que o usuário de drogas,
nem sempre delas dependente, é quem gera demanda e alimenta
o tráfico, sem contar que, quase na totalidade dos casos,
é o preceptor dos novos usuários ("Da vida e da morte",
4 de agosto).
Demóstenes
Torres
Senador (PFL-GO)
Brasília, DF
Yoram Yovell
O psicanalista
Yoram Yovell (Amarelas, 4 de agosto) deixa bastante claro, dentre
outras coisas, que na boa relação médico-paciente,
especificamente nos casos de psicoterapia ou psicanálise,
a empatia é o item mais importante para o bom andamento do
trabalho psicoterápico. Ou seja, o bom vínculo empático
existente entre o terapeuta e seu cliente, independentemente de
raça, cultura ou credo religioso.
Doutor
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP
Stephen Kanitz
Além
de refletir sobre um dos problemas que afligem a educação,
o artigo traz a lume novos paradigmas no que se refere ao modo de
ensino, despertando as autoridades políticas e a sociedade
em geral para o fato de que nossos estudantes não passam
de meros reprodutores de idéias. Ou seja, não observam,
não pensam, logo não criam, o que implica afirmar
que continuam na vereda da alienação (Ponto de vista,
4 de agosto).
Maurilio
Rodrigues de Mattos
Mirassol d'Oeste, MT
Homeopatia
Cromoterapia,
chás milagrosos, ímãs e cataplasmas também
têm seus adeptos famosos. Desde Hannemann, em fins do século
XVIII, até os dias de hoje, a homeopatia continua a mesma.
O que mudou foi a expectativa de vida das pessoas (de 30-40 para
70-80 anos), o índice de cura das doenças infecciosas,
a terapia do diabetes, das doenças alérgicas (asma,
bronquite, rinite), os altos índices de cura no tratamento
do câncer, dos diversos tipos de reumatismo, o controle do
colesterol e de doenças cardíacas, o controle medicamentoso
dos doentes de aids, entre outros. Isso se deve à alopatia
a verdadeira medicina holística , que trata
"tudo" o que vier pela frente ("Crer ou não: eis a questão
sobre a homeopatia", 4 de agosto).
Jairo Len,
médico
pediatra
Por e-mail
Planos de
saúde
Se em vez
de bravata, governo e ANS adotassem uma postura ponderada e reflexiva,
seriam muito maiores as chances de encontrar soluções
inteligentes para o sistema suplementar, garantindo serviços
de qualidade a 38 milhões de brasileiros. Enquanto prevalecer
a demagogia, o impasse permanecerá, com prejuízo para
o paciente, justamente aquele que mais deve ser preservado. Ao ameaçar
o setor privado, o governo esquece-se de que a obrigação
de prestar saúde gratuita é do Estado, na forma da
Constituição ("E quem paga a conta?", 4 de agosto).
Adriano Londres
Presidente
do Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Casas de Saúde
do Município do Rio de Janeiro
Vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais
Privados (Anahp)
Rio de Janeiro, RJ
Neste contexto
ganham relevância os planos de saúde de autogestão,
administrados diretamente pelas empresas, pelas associações
de classe e pelos sindicatos. Operam sem objetivo de lucro, por
isso conseguem viabilizar uma assistência médica integral
a menor custo para seus beneficiários, atendendo às
expectativas de seus prestadores de serviços médicos.
Inexplicavelmente, a ANS, em vez de fomentar esse segmento, impõe-lhe
as mesmas exigências feitas aos planos comerciais disponíveis
no mercado, criando sérias dificuldades para essa importante
iniciativa da sociedade brasileira.
Luiz Gonzaga Alves de Souza
Salvador, BA
Diplomacia
Lula Brancaleone
e a nata das miseráveis repúblicas africanas estão
a formar um bloco. Nosso estadista de faz-de-conta devia entender
que é melhor ser o último dos melhores que o primeiro
dos piores ("Uma cena triste", 4 de agosto).
Valiomar Rolim
João
Pessoa, PB
Reforma agrária
Sobre a
reportagem "Radicalzinho x radicalzão" (4 de agosto), a respeito
do papel do MLST e do MST, senti a necessidade de esclarecer duas
questões fundamentais: é verdade que VEJA não
cometeu o equívoco de outros órgãos da mídia
brasileira de nos colocar como uma dissidência do MST, mas
a tônica da matéria busca acentuar as contradições
entre esses dois movimentos, ao contrário de nossa opinião
de que os pontos de unidade entre o MLST e MST são muito
mais poderosos que as eventuais divergências. A segunda questão
é que, ao acusar o agronegócio de "sinônimo
de atraso e inimigo número 1 dos sem-terra", o faço
com base em dados oficiais do IBGE, em que no conjunto da produção
agropecuária do país a grande propriedade representa
apenas 13,6%; a média propriedade, 29,7%, enquanto a agricultura
familiar entra com 56,7% da produção nacional.
Bruno
Maranhão
Coordenação Nacional do MLST
Recife, PE
CORREÇÃO:
Paulo Salvador é diretor executivo de marketing,
vendas e distribuição da Accor Hotels, e não
gerente-geral do Sofitel, como informou a reportagem "Milionários
por um dia" (4 de agosto).
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De VEJA para
as telas
A
escritora e roteirista Laura Malin estava lendo a reportagem
"Não admito" (VEJA, 23 de outubro de 2002) quando
pensou: "Isso daria um filme". Passou os últimos
dezoito meses pesquisando e escrevendo o roteiro, que
conta a história de Odete Moschen em sua luta
para conter o processo de cegueira do filho. Aos 14
anos, o rapaz fora diagnosticado com neuropatia óptica
hereditária de Leber, (NOHL), mal genético
que leva à cegueira e que já havia feito
muitas vítimas em sua família. "Fiquei
sensibilizada com a luta daquela mulher", diz Laura.
A fita, que tem como título provisório
O Fio de Ariadne, começará a ser
rodada no próximo ano, com direção
de Allan Fiterman e Marília Pêra no papel
de Odete.
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Gato por lebre
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| A moça da foto: lábios
grossos |
Halle Berry: traços
delicados |
Alguns
leitores escreveram para a redação de
VEJA levantando dúvidas sobre a Mulher-Gato que
aparece na seção Veja essa da semana passada.
"Gostaria de avisá-los que a foto que se diz
ser da atriz Halle Berry não é dela",
escreveu Daniela Cuba do Nascimento, de São Paulo.
"Acho que a foto é de seu dublê (um homem)
em cenas de luta", escreveu Luiz Fabiano Costa, de Jundiaí,
São Paulo. Os lábios grossos e o corpo
musculoso que contrastam com as curvas e os traços
delicados de Halle dão razão às
desconfianças dos leitores. Em maio, houve uma
polêmica a respeito das fotos promocionais do
filme, que teriam sido estreladas não pela atriz,
mas por uma dublê, Ruthie. A Warner negou, garantindo
que Ruthie teria substituído a estrela do filme
apenas em algumas cenas. A agência Gamma, que
distribuiu a foto publicada na revista, diz que recebeu
do estúdio a garantia de que se trata mesmo da
atriz. O homem a que Luciano se refere é o havaiano
Nito, que dublou a Mulher-Gato em uma cena de escalada.
O leitor pode conferir nas fotos deste quadro se tudo
não passa de uma suspeita infundada ou se o estúdio
está enrolando a todos.
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