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11 de julho de 2007
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Radar

Lauro Jardim

ELEIÇÕES 2008

O problema é o Alckmin...
Melhorou nos últimos meses a aprovação ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A bordo dessa constatação, foi feita há duas semanas uma pesquisa de intenções de voto pelo instituto GPP. Por ela, Kassab teria 36% contra 42% de Marta Suplicy num eventual segundo turno – um empate técnico, dada a margem de erro de 3,5%. Como a pesquisa foi encomendada por Kassab, ele não incluiu o favorito Geraldo Alckmin entre as opções. Este é o problema de Kassab: se Alckmin entra na disputa, ele não emplaca.

 

A população quer
o enfrentamento

Silvia IzquierdoAP
Policiais no Alemão: pesquisa revela apoio esmagador

A despeito de algumas ONGs que gostariam de passar a mão na cabeça de criminosos, a população não quer combater o tráfico com pétalas de rosa, conforme disse Lula na semana passada. Uma pesquisa do Ibope, realizada na semana passada no Rio de Janeiro com 1 000 pessoas, revelou que é acachapante o apoio à ação da polícia contra o tráfico no Complexo do Alemão: 83% dos entrevistados são favoráveis a essas operações. Esquálidos 11% são contra. Mais: 87% dos entrevistados acham que a ação deve ser levada a outras favelas. A propósito do banditismo no Rio, Lula disse a Sérgio Cabral na segunda-feira: "Desiste, Sérgio, porque o Exército não vai ao Rio". Os militares não querem, e ponto final. Cabral vai parar de falar no assunto.

 

ECONOMIA

Meta sem centro
Guido Mantega ainda não admite publicamente. Mas decidiu acabar com o centro da meta de inflação, sistema que existe há oito anos e sempre funcionou muito bem. O Conselho Monetário Nacional fará, em breve, o anúncio oficial.

Chávez é isso aí
Sem alarde, acabou agora um dos maiores contenciosos comerciais que estavam em curso no país e tinha a Venezuela de Hugo Chávez como um dos protagonistas. O governo do coronel venezuelano vinha retendo sem mais nem menos um total de 15 milhões de dólares que os distribuidores locais de Coca deviam à Coca-Cola do Brasil pelo fornecimento do concentrado do refrigerante, produzido na fábrica da Coca em Manaus.

Um negócio a três?
A bola da vez no setor de telefonia é a tentativa de fusão entre Brasil Telecom e Oi/Telemar. O governo quer o negócio e não esconde. Mas há outras articulações em campo – essas ainda longe dos holofotes. Uma delas já chegou a Lula. E inclui os portugueses da Portugal Telecom. Eles já declararam a intenção de comprar a Oi/Telemar. Mas já avisaram ao presidente que topariam entrar num jogo a três com as duas teles brasileiras.

Só pensa nisso
Aliás, o presidente da Brasil Telecom, Ricardo K, articula 24 horas por dia para virar o executivo número 1 da empresa que resultar dessa fusão. Aposta nas suas boas relações com os fundos de pensão estatais e com Sérgio Andrade, um dos donos da Oi/Telemar, com quem já trabalhou.

 

BRASIL

Casamento de cassino
Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do mensaleiro Valdemar Costa Neto, acaba de contratar Erin Brockovich-Ellis, que foi vivida no cinema pela atriz Julia Roberts. Ela vai cuidar do divórcio de Maria Christina e Valdemar, que se casaram no Caesar Palace, em Las Vegas, na noite do réveillon de 2004. Pelas leis de Nevada, Maria Christina tem direito a 50% dos bens de Valdemar nos Estados Unidos (que bens ele teria nos EUA?). O ex-deputado diz que o casamento no cassino não passou de uma brincadeira. Que, pelo visto, e pelo talento de Erin, periga sair bem cara.

 

PAN

País do futebol?
Até agora, um dos grandes micos do Pan é a venda de ingressos para as partidas da Seleção Brasileira de Futebol. Nenhum jogo teve seus ingressos esgotados. Já o voleibol... só nos cambistas.

 

Milionários quase da noite para o dia

Fotos Wilton Junior/AE, Fernando Soutello/AGIF/AE
Anderson e Helton: até outro dia, salários magros e uma van para faturar uns extras

Na seleção brasileira há dois jogadores com trajetórias análogas que são clássicas no futebol: a vida deles passou por uma reviravolta milionária. É o caso do goleiro Helton e do atacante Anderson, de apenas 19 anos. Anderson acaba de ser vendido por 35 milhões de euros para o Manchester United. Passou a receber 3,7 milhões de euros por ano (o equivalente a 10 milhões de reais), fora a casa que ganhou na Inglaterra e os contratos publicitários. Aos 16 anos, ainda no Brasil, mas já como jogador, recebia 1 500 reais por mês. Há apenas dois anos, Helton jogava pelo Vasco da Gama. Para complementar o salário, sempre atrasado vários meses, dirigia uma van nas horas de folga. Hoje, ganha 700 000 euros por ano (2 milhões de reais) defendendo o time do Porto. O desafio, como sempre acontece nas ascensões fulminantes, é manter a cabeça no lugar.

 



Foto Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde/AE


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