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VEJA
Edição 2016

11 de julho de 2007
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Cartas

"O importante é desenvolver uma auto-estima
adequada, reconhecendo nossas potencialidades
e limitações na medida certa."

Patricia Medrado
Belo Horizonte, MG


Auto-estima

VEJA é fascinante e positiva. A auto-estima é o exercício diário do bem-estar. Precisamos ter disciplina com o nosso eu, alimentá-lo com otimismo e armazenar o máximo de força e incentivo. Em certos momentos podemos até pensar que a vida não é justa, mas tudo é transitório. Teremos degraus altos e baixos, umas vezes subimos, outras descemos. Não permita que o sofrimento transforme a tristeza em depressão. Resguarde a sua saúde, renove os seus projetos, transforme as suas lágrimas em esperança, prolongue o seu viver bem ("Eu, meu melhor amigo", 4 de julho).
Rose Cristine Salomão Carvalho Amorim
Brasília, DF

VEJA colocou o dedo na ferida de todos nós: a violência, a destruição da natureza, a corrupção e tantos outros males que estamos cansados de ver são causados pela baixa auto-estima, que acaba se transformando em inveja e ganância. As pessoas não se valorizam e, conseqüentemente, não amam nem respeitam o próximo. O ser humano que não consegue reconhecer suas qualidades e amar a si próprio infelizmente nunca será capaz de amar ninguém. Espero que as pessoas que leram essa reportagem reflitam melhor sobre o título "Eu, meu melhor amigo". Parabéns a VEJA, que continua dando um show a cada semana.
Marcela Oliveira Cardoso
Goiatuba, GO

A mulher moderna ficou refém da beleza porque deixou de ser mãe, esposa, companheira e cúmplice. Virou só um corpo na vitrine. Se o perde, entra em desespero. É uma pena, porque a beleza acaba, e o pior é que os homens também estão entrando nessa. Perdemos tempo em academias, em clínicas estéticas e não temos tempo para amar e cuidar do nosso bem maior que é o amor familiar, fraterno, solidário e partilhado.
Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO

Nestes tempos de profunda despersonalização, a reportagem não poderia ser mais oportuna. É um alerta para quem sabota a auto-estima fazendo escolhas que não são suas, mas impostas pelo consumismo desenfreado, pelos modismos e pela compulsão de agradar a todos. Acrescento à matéria uma referência a Ayn Rand (1905-1982), pensadora e ficcionista russa naturalizada americana. Rand foi uma crítica feroz do establishment americano naquilo que ele tem de mais perverso: a prevalência do coletivo sobre a vontade individual. Um trecho do seu romance Anthem sintetiza com perfeição o seu ideal libertário: "Eu repudio o monstro 'Nós', palavra que significa servidão, pilhagem, infelicidade, falsidade e vergonha. E agora vejo a face do deus, e anuncio esse deus para todos, esse deus que os homens buscam desde os tempos primevos, esse deus que nos concede alegria, paz e orgulho. Este deus, esta palavra única: 'Eu'".
J.C. Ismael

São Paulo, SP

No meu entender, a mídia, de maneira geral, vende muito a idéia de que, para serem felizes e realizadas, as mulheres têm de ser lindas, magras, malhadas, ricas e ter namorado ou marido. Isso faz com que muitas tenham baixa auto-estima, por não se enquadrarem na regra. Se fosse verdade, as pessoas que possuem as qualidades acima citadas seriam felizes e completamente realizadas. Todos sabemos que essa afirmativa não corresponde à realidade.
Izolda Maria Rosas Lages
Recife, PE

Louvável VEJA tratar cuidadosamente de um tema tão importante quanto a auto-estima. Através das linhas que li, percebi o que estava acontecendo comigo e decidi finalmente tomar uma atitude para elevar a minha auto-estima e realizar os meus objetivos. Graças à reportagem, entendi toda a turbulência que me acomete e reconheci o caminho a seguir para solucionar o problema. Obrigada.
Magna Simone Albuquerque de Lima
Campina Grande, PB

Auto-estima é uma conquista diária. Os contratempos ocorrem como se fossem testes para exercitar essa luta sem tréguas para sentir-se vitorioso.
Jorge Jossi Wagner

Ribeirão Preto, SP

Para ter auto-estima não basta confiar em si mesmo. É preciso confiança dos que estão à sua volta. Ame a si e ao próximo.
Bruno Tillmann
Rio de Janeiro, RJ

O amor-próprio fortalece o nosso coração, fazendo-nos mais amáveis com o próximo. Obrigado, VEJA, por nos fazer enxergá-lo.
Emilson de Azevedo Cruz

Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Jiang Shixue

Excelente a entrevista com o professor chinês Jiang Shixue (Amarelas, 4 de julho). Logo em sua primeira resposta ele deixa claro que somos um povo pouco inteligente e muito preguiçoso. Alguém duvida?
Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB

Já está na hora de o Brasil parar de reclamar e agir. Perde-se mais tempo aqui reclamando e fazendo reivindicações do que progredindo.
Antonio Soares
Recife, PE

O professor Jiang Shixue tem razão. O Brasil precisa fazer investimentos básicos em educação, saúde, segurança pública para poder crescer mais rápido. A China é um exemplo clássico disso.
Sérgio Henrique Silveira
Belo Horizonte, MG

Na China, não existe uma regra de mercado nem socialista nem comunista, muito menos capitalista. O que existe é um antijogo empresarial no qual os parceiros comerciais internacionais e nacionais são deixados para trás quando afetam os interesses do Partido Comunista Chinês.
Fredy Nilson Garcia Panduro
São Paulo, SP

Uma omissão do senhor Jiang Shixue sobre o Brasil: a altíssima carga tributária, sem retorno do estado parasita, obriga o contribuinte a pagar duas vezes para ter o serviço. E uma concordância: no Brasil, não se poupa. Optamos por ser cigarras em vez de formigas. Demoniza-se o poupador como pecador, como querem a Igreja Católica e a ideologia esquerdista.
Valdomiro Lopes Gonçalves
Curitiba, PR

 

Defensores da ética no Congresso

Parabéns aos jornalistas Otávio Cabral e Alexandre Oltramari pelo reconhecimento aos políticos que honram o Congresso Nacional ("Os mosqueteiros da ética", 4 de julho). Apenas cinco parlamentares foram citados: o deputado federal Fernando Gabeira, os senadores Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Jefferson Peres e o incansável goiano Demostenes Torres. Poucos, porém irredutíveis em defesa da ética e da moralidade no Congresso. Esse número deverá crescer se houver a tão esperada reforma política, pois motivará o ingresso de pessoas de bem no sistema, melhorando o nível dos políticos brasileiros.
Gilvan David
Goiânia, GO

Parabéns aos mosqueteiros da ética. O Brasil precisa de homens como vocês. Vocês honram a democracia. Mas acreditem: vocês não estão sós. Existe uma gigante parcela da população brasileira que está disposta a, efetivamente, dar um basta à terra sem lei que virou a política no nosso país. Podem contar conosco.
Michelle Helena Kovacs
Recife, PE

O medo do ser humano é o medo de ser humano. Não deve ser fácil para Renan imaginar que vai perder todas as benesses do cargo, do poder e da influência. Não deve ser fácil para ele reconhecer sua fraqueza, seu orgulho, sua arrogância e sua prepotência.
Antonio Carlos Matni
Brasília, DF

A brilhante reportagem deixa claro que ainda existem políticos do nosso país que lutam pela ética, pela seriedade e que sempre estão defendendo o aprofundamento das investigações, independentemente da cor partidária. Só gostaria de incluir mais um nome na lista dos mosqueteiros da ética. É o senador José Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, que considero um dos ícones da política brasileira, pois, além dos discursos maravilhosos, está sempre empenhado em exigir investigações sérias e profundas.
Murilo Augusto de Medeiros, 16 anos
Guará II, DF

Essa reportagem é um alento para a nossa consciência e a nossa auto-estima como brasileiros. Embora pequeno, esse alento deve ser destacado diante de tanto desgosto e tanta desgraça que assolam a nossa pátria.
Rosiléde Vale
Belém, PA

Será que a ética dos mosqueteiros vai vencer a impunidade das bestas apocalípticas do Senado? Ainda resta uma esperança.
Waldete Cestari
Jaú, SP

Ainda bem que o estado de Goiás tem um senador competente, sério e trabalhador. Obrigado, Demostenes. Pena que os goianos não o elegeram para governador do estado.
Lucia Macedo
Goiânia, GO

Pena que São Paulo não tenha um mosqueteiro da ética. São tão poucos, e ficamos de fora. Acorde, eleitor de São Paulo. Estamos fracos de representantes, se é que os temos. Cadê os senadores de São Paulo? Estão escondidos?
Jansen P. dos Santos

Osasco, SP

Senti falta na matéria de referências ao senador Cristovam Buarque, que não foi omisso em toda a questão ética que envolve o Senado Federal. Cristovam tem feito seguidos pronunciamentos cobrando dos seus pares um encontro com a verdade e com a preservação da imagem da Casa.
Fabio Augusto Andrade
Brasília, DF

 

Joaquim Roriz

A suposta religiosidade invocada pelo senador Roriz em sua defesa me remete àquela velha e surrada, mas sempre atual, anedota popular: a do político "católico" que, a cada obra que faz, bota um terço no bolso. Também o famoso facínora Virgulino Ferreira, o Lampião, era dado a arroubos de generosidade que contrastavam com sua ilimitada perversidade. Só que, a exemplo do senador em questão, com dinheiro alheio ("O dinheiro era para subornar", 4 de julho).
Elesbão Coelho Lima Filho
Brasília, DF

Brasília, ao que vemos, é uma das cidades mais seguras do mundo, pois lá se anda com dinheiro vivo (milhões) em sacos, envelopes, pastas e cuecas. Carro-forte não é aceito, mas 2 milhões e tanto são distribuídos sem chamar a atenção de ladrões. Talvez porque os chefes das quadrilhas morem lá. Além disso, dinheiro vivo não paga imposto e circula sem deixar rastro.
Antonio Mario Scalamandré
Natal, RN

Tenho curiosidade de saber como Joaquim Roriz e Renan Calheiros repreenderiam um filho pequeno que roubasse um lápis de um colega de escola.
Gilberto Pieruccini
Caxias do Sul, RS

 

Agressão à doméstica Sirlei Dias

Após ler a reportagem "Socos, pontapés..." (4 de julho), sobre os cinco jovens de classe média que agrediram cruelmente a empregada doméstica Sirlei Dias, eu, também de família de classe média, com 20 anos de idade, senti-me na obrigação de escrever para a revista. De fato, todos eles, com família estruturada, tinham tudo para seguir o caminho da civilidade. Porém, quem tem tudo de graça não luta por nada e acaba ocupando o tempo com futilidades. Apesar de eu também haver tido condições de conseguir tudo de "mão beijada" dos meus pais, eles nunca me deram nada sem que eu merecesse.
Ricardo Lobato dos Santos
Manaus, AM

Que lição o pai da vítima nos deu, com sua humildade, apesar de sua situação. Enquanto isso, o pai de um dos garotos diz "não ser justo que um jovem, estudante e trabalhando seja preso...". Concordo em parte com ele, dada a precariedade de nosso sistema prisional. Porém, ele é quem deveria cumprir a pena, ou parte dela, em lugar do filho, diante de sua incompetência em educá-lo, não obstante ter todos os recursos para fazê-lo, e bem.
José Irineu Teixeira Neto
Brasília, DF

Discordo da classificação de "estruturadas" dada às famílias dos jovens envolvidos no espancamento da empregada doméstica. Se a intenção era indicar a condição sociocultural, tudo bem. Mas, em se tratando de famílias equilibradas emocionalmente para criar seus rebentos, impondo-lhes limites, são um retumbante fracasso.
Doutor Henrique Verçoza
Psicanalista
Brasília, DF

A pergunta mais freqüente no caso da agressão à doméstica por garotões de classe média alta do Rio é: por que jovens saudáveis, bem-vestidos, ricos e universitários cometeriam tal barbárie? Creio que a resposta esteja nas declarações do pai de um deles, dizendo que são "crianças", estudantes e por isso não deveriam ser presos com bandidos. Ou seja, foram mal criados, mal educados e contavam com a impunidade para cometer suas selvagerias.
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

 

André Petry

Bastante sensato o artigo abordando os aspectos que envolvem o crime praticado pelos jovens contra a empregada doméstica Sirlei ("Você entregaria seu filho?", 4 de julho). O autor foi muito seguro ao abordar o tema, remetendo-nos a um grave – e atual – problema do Brasil: a impunidade. Concordo que os jovens merecem ser punidos exemplarmente, até pelo alcance que o caso teve. Mas não é justo só eles serem penalizados, em detrimento de tantos políticos que, diariamente, também agridem a sociedade em geral.
Carlos Magno Macedo
Campina Grande, PB

Gostaria de dizer que sim, eu entregaria meu filho, e provavelmente morreria de vergonha, de desespero por não ter conseguido dar a ele educação, decência ou pelo menos limites. O assassino de Sônia Gomide está solto, mas os de João Hélio, até onde sei, não. E naquele caso havia também um pai perplexo, consternado com a violência cometida pelo próprio filho, mas que provavelmente não entende o significado da expressão "coisificar-se na barbárie das prisões brasileiras". Ele simplesmente reconheceu que perdeu seu filho para o crime e, decentemente, fez a coisa certa.
Benilson Souza, pai
Por e-mail

A impunidade causa outra distorção, além das citadas no texto. A meu ver, a maior e a pior é aquela na qual a classe média fica indignada com os larápios que elege a cada pleito ou aquela em que o pai de um delinqüente lamenta a prisão do filho. Como se deputados e senadores surgissem por "geração espontânea" e o comportamento de um jovem não estivesse diretamente ligado à educação que recebe em casa. Com as "crianças que estão na faculdade, estudando, trabalhando", deveriam ser punidos também os pais, que não tiveram competência para criar seres humanos dignos dessa denominação. E isso vale também para os pais de senadores e deputados. O que falta neste país, ao contrário do que pregam os psicólogos modernosos, é palmada.
Laelya Longo
São Paulo, SP

A cadeia é ruim, sim; então não faça nada de errado para ir parar lá. Além disso, é meio desconexa a relação feita pelo colunista comparando esses bandidos agressores com senadores corruptos. A violência contra o ser humano deve ser punida mais severamente do que um ato de corrupção.
Luiz Ribeiro
Florianópolis, SC

 

Combate ao crime

Excelente a reportagem "A guerra necessária para a reconstrução do Rio" (4 de julho), sobre a batalha travada no Complexo do Alemão. Mais uma vez, a revista mostrou-se a favor do povo brasileiro, dizendo sem medo o que deve ser dito, que a polícia cumpriu seu papel, e alertando para as dúbias intenções das "ONGs" que defendem apenas os bandidos, nunca os cidadãos de bem. O estado deve retomar o controle dessas áreas, sufocar o tráfico de drogas e acabar com a corja de "facínoras" que nunca respeitou e nunca respeitará os direitos humanos e civis de ninguém.
Felipe Penna Moreira
Milão, Itália

A segurança é uma das áreas em que o governador Sérgio Cabral vem atuando firmemente. Esse bando de hipócritas que atende pelo nome de defensores dos direitos humanos gosta mesmo é de aparecer. Morreu um facínora, lá estão eles botando a cara na TV para protestar contra o que eles chamam de "violação de direitos da pessoa". Entretanto, não os vemos confortando a família de uma doméstica que é brutalmente espancada por um grupo de mauricinhos que prefere se divertir machucando pessoas.
Alberto G. Farias
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns ao governador do Rio de Janeiro pela coragem necessária para enfrentar os bandidos daquele estado. Até que enfim apareceu alguém para retomar o controle dos morros e da cidade. O Brasil inteiro espera que ele não esmoreça e não perca a coragem, para que o Rio de Janeiro volte a ser uma cidade dos cariocas, dos brasileiros e do mundo. Contamos com ele!
Daniel dos Santos
Paraibuna, SP

 

Educação

A reportagem "Receita mineira" (4 de julho) me fez sentir honrada em ser mineira. Como sou vestibulanda, consegui elevar minha confiança, sabendo da eficiência dessas grandes campeãs do ensino. Pretendo fazer parte desse quadro e colaborar para que Minas continue se destacando.
Lorena Mariani Santos Cunha
Coronel Fabriciano, MG

Não é de hoje que as instituições de ensino de Minas Gerais, em especial as universidades federais, têm dado bons exemplos ao país. Isso é fruto de um trabalho sistemático de valorização da educação, dos recursos humanos, do ensino, da pesquisa e da extensão. Como mineiro e ex-aluno da UFMG, fiquei duplamente feliz ao vê-la classificada como a melhor universidade do país, de acordo com o Enade. Igualmente honrosas são as colocações da Unimontes, da UFJF, da UFV e da Funrei. Parabéns a todos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a excelente qualidade das nossas instituições.
Deputado federal Jaime Martins (PR/MG)
Brasília, DF

Orgulho! Essa é a sensação ao ler a matéria de educação. Nós, todos os ex-alunos e alunos da Universidade Federal de Viçosa, sempre tivemos a certeza de que estudávamos em uma das melhores universidades do país, que na área de ciências agrárias sempre foi a melhor.
Fabiola Frasson de Toledo
Vitória, ES

Muito importante o destaque de VEJA sobre a educação em Minas Gerais. O que não foi ressaltado em nenhum veículo de comunicação é o resultado da pequena Faculdade de Ciências Jurídicas de Diamantina, instituição de ensino superior localizada no Vale do Jequitinhonha, a região mais pobre do estado de Minas, marcada por profundas desigualdades econômicas e sociais. Destaque do Enade entre as faculdades de direito de Minas Gerais, a FCJ, que ficou na quinta colocação geral e em primeiro lugar entre as faculdades de direito privadas de Minas Gerais, mostrou um desempenho superior ao de instituições já consagradas como PUC, Milton Campos, Newton Paiva, entre outras.
Marcia Angela de Souza
Professora da FCJ
Diamantina, MG

 

A casa do bispo

Gostaríamos de cumprimentar o invencível Edir Macedo pelo bom emprego do dinheiro arrecadado dos fiéis. A casa que ele está construindo é realmente linda. É o nosso sonho de consumo. Pena que uma conhecida minha não tenha podido contribuir com tão maravilhoso projeto, pois foi expulsa da Igreja Universal do Reino de Deus por não possuir recursos financeiros para dar o "dízimo" ("Normando, barroco e neoclássico", 4 de julho).
Antônio Dirceu e Angélica S. Moreira
Belo Horizonte, MG

Fiquei estarrecido com a casa em construção do senhor Edir Macedo. Enquanto milhões de adeptos pagam, na esperança de ter o paraíso, ele constrói o paraíso aqui na Terra.
Cleodon Cordeiro Morais
São Paulo, SP

Tão grande e magnífico como as construções do bispo Edir Macedo com absoluta certeza é o Deus em que ele acredita. Parabéns a VEJA pela reportagem.
Cleide Marques
Jundiaí, SP

Deus pode até ser brasileiro, mas não podemos acusá-lo de sonegador fiscal nem de estelionatário. Ele não faz apologia de fraude ideológica. É inacreditável que tantas pessoas sejam iludidas por "religiões" ou igrejas cujo interesse é somente enriquecer seus líderes.
Renato Mendes Prestes
Águas Claras, DF

Edir Macedo erra porque seu pressuposto de interpretação bíblica em si já é errôneo. Jesus não veio à terra para nos tornar ricos materialmente, como prega a Teologia da Prosperidade, que tanto sucesso faz no Brasil, mas para nos dar seu reino celeste. As parábolas prevenindo contra o enorme perigo das riquezas são muitas, e, no começo de seu ministério, Ele já advertia: "Não podeis servir a Deus e a Mamon", que é o nome aramaico para riqueza.
Ed Taylor Meneses de Sousa
Manaus, AM

 

Patrimônio

Complementando a excelente reportagem "Descaso milionário" (4 de julho), que descreve as perdas ocorridas com obras de arte no país, informamos que, durante a nossa gestão na Secretaria de Cultura do governo Aécio Neves em 2003 e 2004, conseguimos reaver mais de 217 peças. Várias delas foram devolvidas às comunidades, às igrejas e aos museus de onde haviam sido furtadas. Acreditamos que tenha sido o maior programa de recuperação de obras de arte realizado nos últimos anos no país. Isso só foi possível com uma montagem de uma estrutura articulada entre os órgãos de patrimônio, os órgãos de segurança pública, a Igreja Católica, a sociedade civil e a colaboração, sempre fundamental, da imprensa.
Luiz Roberto Nascimento Silva
Ex-ministro de estado da Cultura e ex-secretário de Cultura de Minas Gerais
Por e-mail

O lamento maior em relação aos furtos de obras de arte não é pelo valor econômico delas. É saber que, além dos ladrões, há pessoas piores que eles. São aquelas, supostamente pertencentes a uma elite intelectual, que têm a coragem de adquiri-las para ornamentar suas salas e quartos.
Dener Serafim Mattar
Passos, MG

 

Carta ao leitor

Achei oportuníssima a Carta ao leitor "Não deixe a vida te levar" (4 de julho). Abri um trabalho científico de conclusão de um MBA com um pensamento de minha autoria, que diz: "A vida faz os caminhos da gente, ou a gente faz os caminhos da vida?" Fica a reflexão, para que todos possam fazer um balanço de seus rumos pessoais.
Haroldo Kalleder
Bertioga, SP

 

Pedro Agrizzi

Para nós, iguaçuenses, foi uma surpresa tomar conhecimento da saga do senhor Pedro Agrizzi. Depois da reportagem fomos descobrir que ele tem participação em algumas empresas da cidade, como postos de gasolina e escolas de idiomas, que ajudam a justificar sua fortuna. Além da tristeza de ver o nome de Foz do Iguaçu ser associado ao ilícito mais uma vez, lamentamos que o grande capital do "Mr. Peter" esteja sendo canalizado para o exterior ("O muambeiro que foi para o espaço", 4 de julho).
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

 

Brasília

Com relação ao quadro "Caos no Plano Piloto" (Cartas, 4 de julho), as asas do Plano Piloto não são habitadas pelo terceiro escalão do governo. Moram nelas os funcionários de carreira, que geralmente ocupam escalões bem mais inferiores, funcionários do governo local, comerciantes e profissionais liberais. São todos cidadãos tão responsáveis ou tão vítimas quanto os cidadãos de todo o Brasil. VEJA contribui para a eterna associação dos habitantes da capital com os desmandos e trapalhadas dos ocupantes do poder, para cá enviados pela vontade dos eleitores de outras paragens.
Luís Ricardo Figueirôa
Brasília, DF

 

Claudio de Moura Castro

O Ponto de vista ("Política e educação", 27 de junho) chamou minha atenção. Reli, recortei a folha e fiz questão de divulgá-lo onde trabalho. Sou servente de escola e questiono muito o sistema que aí está, bato na tecla sobre o que devo dizer: educação ou politização? As três sugestões que Castro dá aos empresários fazem sentido, é só executar.
José Aparecido Santos
Por e-mail

 

Juliana Volpini

Ótima a entrevista de Heloisa Joly com a miss São Paulo de 2003, Juliana Volpini ("A miss que teve a beleza roubada", 27 de junho). Ela mostrou que as agências são as grandes vilãs, as modelos estão cada vez mais doentes e esse mundo fashion está cada vez menos glamouroso aos olhos da população, finalmente!
Lidiany Teotonio Ricarte
Osasco, SP

 

Integração comercial

É no mínimo ingenuidade de nossas representações comerciais internacionais pensar que os países desenvolvidos vão reduzir os subsídios agrícolas. Os produtores rurais desses países compõem uma comunidade direta de mais de 100 milhões de pessoas ativas, econômica, social e politicamente, e com voto de quem tem consciência concreta e historicamente construída. Nos países subdesenvolvidos há o subsídio ao populismo e ao imobilismo socioeconômico de curto, médio e longo prazo. Não existe outra saída a não ser os acordos bilaterais e mais subsídios para a formação do conhecimento e para a produtividade ("O paradoxo da prosperidade", 27 de junho).
Sergio Bulgacov
Curitiba, PR

 

Auxílio-doença

Na reportagem "O que afasta o brasileiro do trabalho" (Contexto, 4 de julho), há uma informação incorreta. O benefício (auxílio-doença acidentário) é dado a quem necessita se afastar por mais de quinze dias, e não por no máximo quinze. O artigo 75 do Decreto nº 3265/99 diz: "Durante os primeiros 15 dias consecutivos de afastamento de atividade, por motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao funcionário segurado. Inciso 2: Quando a incapacidade ultrapassar 15 dias é que o segurado será encaminhado à perícia médica do INSS para o auxílio-doença".
Alexandre A.A. de Andrade
Médico do trabalho
São Paulo, SP

 

 

 

UMA QUESTÃO POLÊMICA

O artigo de André Petry "Você entregaria seu filho?", publicado em sua coluna na edição passada de VEJA, provocou uma vigorosa reação dos leitores. Perto de uma centena de e-mails chegou à redação com respostas à pergunta-título de Petry. Isso fez de seu texto o mais comentado da semana. Dalva Manfrinatti Onohara, de Araçatuba, no interior de São Paulo, respondeu assim à indagação de Petry: "O próprio pai de Sirlei Dias, a vítima, já deu a resposta: 'Eu criei quatro filhos e nunca tive condições de dar uma bicicleta para eles, mas soube dar limites'".

À tese de que há muita impunidade no país, exemplificada com o caso dos senadores escandalosos, o carioca Marcello Cerqueira extrapola o argumento: "A conclusão do autor é que, em face da impunidade geral, qualquer crime é justificável. De qualquer forma, Ludovico não entregou seu filho; ele foi preso pela polícia". Boa parte dos leitores observou que a reação absurda do pai ("Sirlei é frágil por ser mulher, fica roxa com apenas uma encostada") contém a irracionalidade de quem não soube impor limites e se desespera diante do fato consumado. "Tenho um filho de 18 anos. Temos mostrado a ele os caminhos corretos e os incorretos à exaustão. Para nós, a educação dos filhos é prioridade. Não esquecemos deles em nome de carreira, trabalho ou dinheiro. Se, não obstante, nosso filho resolver delinqüir, ele já está ciente das conseqüências e com elas deverá arcar", escreveu Haroldo Kalleder, de Bertioga, São Paulo.

As opiniões majoritariamente contrárias à opinião do colunista são variadas, mas a paulistana Perola Soares Zambrana resumiu-as em um parágrafo: "Ninguém espera que o pai de um marginal ache justo ele ser preso, principalmente porque esse marginal é o resultado da formação que recebeu em casa. O fato de haver impunidade no país e de as prisões serem desumanas não justifica que eles não permaneçam presos. Ou alguém acha que devemos soltar todos os presos porque nem todos os que deveriam estar lá estão ou porque as condições carcerárias são ruins?". Mas houve uma parcela que, como Izabel Harwood, que vive em Oslo, na Noruega, atribuiu a situação toda a uma degeneração do sistema: "Não, Petry, eu não entregaria meu filho nem à Justiça nem à sociedade nem aos valores (correntes e recentes) brasileiros". Dener Serafim Mattar, de Passos, Minas Gerais, juntou-se aos que concordam inteiramente com Petry: "Realmente, nosso sistema penitenciário está longe de servir de local de punição. Como bem informa a matéria, trata-se de verdadeira sucursal do inferno".



COMO DIZIA O GENERAL MOURÃO

O leitor Andrea Givigi, fã de Diogo Mainardi, desenterrou, para enviar ao colunista, um texto bastante atual do general Olímpio Mourão Filho, o precipitoso comandante da 4ª Região Militar que, para espanto geral até de seus pares, partiu com suas tropas na madrugada de 31 de março de 1964 de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro, detonando o golpe que derrubaria João Goulart da Presidência da República. Disse o velho general golpista, no início dos anos 70, conforme registro no livro Memórias: a Verdade de um Revolucionário (Porto Alegre, L&PM, 1978): "Ponha-se na Presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".



A ÉTICA BATE À PORTA

O potiguar Antonio Amancio de Oliveira Filho, de Natal, é leitor de VEJA e chargista. Ele registrou o exato momento em que os membros do Conselho de Ética do Senado recebiam uma visita inusitada – e estranha ao grupo.



HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE

Denise Angelo, do Complexo Pequeno Príncipe, de Curitiba, leu a reportagem "Mães de UTI" (27 de junho) e resolveu contar a experiência da instituição. "Toda a equipe do Hospital Pequeno Príncipe ficou sensibilizada ao ler a matéria, especialmente porque convivemos com várias mães e crianças na mesma condição. O Pequeno Príncipe é hoje o maior hospital geral exclusivamente pediátrico do Brasil (345 leitos), destinando cerca de 70% de sua capacidade de atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Anualmente atendemos mais de 260 000 crianças e adolescentes, em mais de trinta especialidades. Há em nosso hospital quatro pacientes em situação semelhante à de Alice (com doença neuromuscular degenerativa) e tivemos o privilégio de conviver por quase nove anos com o paciente que mais sobreviveu com essa doença (segundo a literatura médica internacional): o menino Fernando Lopes. Ele morreu em 2005, mas nos deixou importantes lições. A principal delas diz respeito à força do amor, capaz de transformar um prognóstico difícil em importantes momentos de crescimento que até mesmo contrariam as estimativas de vida convencionalmente apresentadas pela medicina. Por isso, investimos fortemente na humanização do atendimento. Desde 1982 estimulamos a presença de uma referência emocional junto à criança internada, e a partir de 1998 esse procedimento chegou às UTIs. A participação da família facilita a cura e traz qualidade de vida no transcurso do tratamento. O aprendizado com pacientes como Alice e nosso Fernando nos propiciou uma parceria com a Fundação Desembargador Paulo Feitoza, voltada para a inclusão digital, que nos possibilitou o uso de um mouse ocular. Levar emoções positivas e experiências novas às famílias que se encontram nessa difícil situação nos motiva sempre."

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