"O importante
é desenvolver uma auto-estima
adequada, reconhecendo nossas potencialidades
e limitações na medida certa." Patricia Medrado Belo Horizonte,
MG
Auto-estima
VEJA é fascinante
e positiva. A auto-estima é o exercício diário
do bem-estar. Precisamos ter disciplina com o nosso eu, alimentá-lo
com otimismo e armazenar o máximo de força e
incentivo. Em certos momentos podemos até pensar que
a vida não é justa, mas tudo é transitório.
Teremos degraus altos e baixos, umas vezes subimos, outras
descemos. Não permita que o sofrimento transforme a
tristeza em depressão. Resguarde a sua saúde,
renove os seus projetos, transforme as suas lágrimas
em esperança, prolongue o seu viver bem ("Eu, meu melhor
amigo", 4 de julho). Rose Cristine Salomão
Carvalho Amorim Brasília, DF
VEJA colocou o dedo
na ferida de todos nós: a violência, a destruição
da natureza, a corrupção e tantos outros males
que estamos cansados de ver são causados pela baixa
auto-estima, que acaba se transformando em inveja e ganância.
As pessoas não se valorizam e, conseqüentemente,
não amam nem respeitam o próximo. O ser humano
que não consegue reconhecer suas qualidades e amar
a si próprio infelizmente nunca será capaz de
amar ninguém. Espero que as pessoas que leram essa
reportagem reflitam melhor sobre o título "Eu, meu
melhor amigo". Parabéns a VEJA, que continua dando
um show a cada semana. Marcela Oliveira Cardoso
Goiatuba, GO
A mulher moderna
ficou refém da beleza porque deixou de ser mãe,
esposa, companheira e cúmplice. Virou só um
corpo na vitrine. Se o perde, entra em desespero. É
uma pena, porque a beleza acaba, e o pior é que os
homens também estão entrando nessa. Perdemos
tempo em academias, em clínicas estéticas e
não temos tempo para amar e cuidar do nosso bem maior
que é o amor familiar, fraterno, solidário e
partilhado. Maria Isabel de Assis
Pereira Goiânia, GO
Nestes tempos de
profunda despersonalização, a reportagem não
poderia ser mais oportuna. É um alerta para quem sabota
a auto-estima fazendo escolhas que não são suas,
mas impostas pelo consumismo desenfreado, pelos modismos e
pela compulsão de agradar a todos. Acrescento à
matéria uma referência a Ayn Rand (1905-1982),
pensadora e ficcionista russa naturalizada americana. Rand
foi uma crítica feroz do establishment americano naquilo
que ele tem de mais perverso: a prevalência do coletivo
sobre a vontade individual. Um trecho do seu romance Anthem
sintetiza com perfeição o seu ideal libertário:
"Eu repudio o monstro 'Nós', palavra que significa
servidão, pilhagem, infelicidade, falsidade e vergonha.
E agora vejo a face do deus, e anuncio esse deus para todos,
esse deus que os homens buscam desde os tempos primevos, esse
deus que nos concede alegria, paz e orgulho. Este deus, esta
palavra única: 'Eu'".
J.C. Ismael São Paulo, SP
No meu entender,
a mídia, de maneira geral, vende muito a idéia
de que, para serem felizes e realizadas, as mulheres têm
de ser lindas, magras, malhadas, ricas e ter namorado ou marido.
Isso faz com que muitas tenham baixa auto-estima, por não
se enquadrarem na regra. Se fosse verdade, as pessoas que
possuem as qualidades acima citadas seriam felizes e completamente
realizadas. Todos sabemos que essa afirmativa não corresponde
à realidade. Izolda Maria Rosas Lages Recife, PE
Louvável
VEJA tratar cuidadosamente de um tema tão importante
quanto a auto-estima. Através das linhas que li, percebi
o que estava acontecendo comigo e decidi finalmente tomar
uma atitude para elevar a minha auto-estima e realizar os
meus objetivos. Graças à reportagem, entendi
toda a turbulência que me acomete e reconheci o caminho
a seguir para solucionar o problema. Obrigada. Magna Simone Albuquerque
de Lima Campina Grande, PB
Auto-estima é
uma conquista diária. Os contratempos ocorrem como
se fossem testes para exercitar essa luta sem tréguas
para sentir-se vitorioso. Jorge Jossi Wagner Ribeirão Preto, SP
Para ter auto-estima
não basta confiar em si mesmo. É preciso confiança
dos que estão à sua volta. Ame a si e ao próximo.
Bruno Tillmann Rio de Janeiro, RJ
O amor-próprio
fortalece o nosso coração, fazendo-nos mais
amáveis com o próximo. Obrigado, VEJA, por nos
fazer enxergá-lo.
Emilson de Azevedo Cruz Cachoeiro de Itapemirim, ES
Jiang Shixue
Excelente a entrevista
com o professor chinês Jiang Shixue (Amarelas, 4 de
julho). Logo em sua primeira resposta ele deixa claro que
somos um povo pouco inteligente e muito preguiçoso.
Alguém duvida? Paulo Gilberto Morais
dos Santos João Pessoa, PB
Já está
na hora de o Brasil parar de reclamar e agir. Perde-se mais
tempo aqui reclamando e fazendo reivindicações
do que progredindo. Antonio Soares Recife, PE
O professor Jiang
Shixue tem razão. O Brasil precisa fazer investimentos
básicos em educação, saúde, segurança
pública para poder crescer mais rápido. A China
é um exemplo clássico disso. Sérgio Henrique
Silveira Belo Horizonte, MG
Na China, não
existe uma regra de mercado nem socialista nem comunista,
muito menos capitalista. O que existe é um antijogo
empresarial no qual os parceiros comerciais internacionais
e nacionais são deixados para trás quando afetam
os interesses do Partido Comunista Chinês. Fredy Nilson Garcia Panduro São Paulo, SP
Uma omissão
do senhor Jiang Shixue sobre o Brasil: a altíssima
carga tributária, sem retorno do estado parasita, obriga
o contribuinte a pagar duas vezes para ter o serviço.
E uma concordância: no Brasil, não se poupa.
Optamos por ser cigarras em vez de formigas. Demoniza-se o
poupador como pecador, como querem a Igreja Católica
e a ideologia esquerdista. Valdomiro Lopes Gonçalves Curitiba, PR
Defensores
da ética no Congresso
Parabéns
aos jornalistas Otávio Cabral e Alexandre Oltramari
pelo reconhecimento aos políticos que honram o Congresso
Nacional ("Os mosqueteiros da ética", 4 de julho).
Apenas cinco parlamentares foram citados: o deputado federal
Fernando Gabeira, os senadores Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos,
Jefferson Peres e o incansável goiano Demostenes Torres.
Poucos, porém irredutíveis em defesa da ética
e da moralidade no Congresso. Esse número deverá
crescer se houver a tão esperada reforma política,
pois motivará o ingresso de pessoas de bem no sistema,
melhorando o nível dos políticos brasileiros.
Gilvan David Goiânia, GO
Parabéns
aos mosqueteiros da ética. O Brasil precisa de homens
como vocês. Vocês honram a democracia. Mas acreditem:
vocês não estão sós. Existe uma
gigante parcela da população brasileira que
está disposta a, efetivamente, dar um basta à
terra sem lei que virou a política no nosso país.
Podem contar conosco. Michelle Helena Kovacs
Recife, PE
O medo do ser humano
é o medo de ser humano. Não deve ser fácil
para Renan imaginar que vai perder todas as benesses do cargo,
do poder e da influência. Não deve ser fácil
para ele reconhecer sua fraqueza, seu orgulho, sua arrogância
e sua prepotência. Antonio Carlos Matni Brasília, DF
A brilhante reportagem
deixa claro que ainda existem políticos do nosso país
que lutam pela ética, pela seriedade e que sempre estão
defendendo o aprofundamento das investigações,
independentemente da cor partidária. Só gostaria
de incluir mais um nome na lista dos mosqueteiros da ética.
É o senador José Agripino Maia, do DEM do Rio
Grande do Norte, que considero um dos ícones da política
brasileira, pois, além dos discursos maravilhosos,
está sempre empenhado em exigir investigações
sérias e profundas. Murilo Augusto de Medeiros,
16 anos Guará II, DF
Essa reportagem
é um alento para a nossa consciência e a nossa
auto-estima como brasileiros. Embora pequeno, esse alento
deve ser destacado diante de tanto desgosto e tanta desgraça
que assolam a nossa pátria. Rosiléde Vale Belém, PA
Será que
a ética dos mosqueteiros vai vencer a impunidade das
bestas apocalípticas do Senado? Ainda resta uma esperança.
Waldete Cestari Jaú, SP
Ainda bem que o
estado de Goiás tem um senador competente, sério
e trabalhador. Obrigado, Demostenes. Pena que os goianos não
o elegeram para governador do estado. Lucia Macedo Goiânia, GO
Pena que São
Paulo não tenha um mosqueteiro da ética. São
tão poucos, e ficamos de fora. Acorde, eleitor de São
Paulo. Estamos fracos de representantes, se é que os
temos. Cadê os senadores de São Paulo? Estão
escondidos? Jansen P. dos Santos Osasco, SP
Senti falta na
matéria de referências ao senador Cristovam Buarque,
que não foi omisso em toda a questão ética
que envolve o Senado Federal. Cristovam tem feito seguidos
pronunciamentos cobrando dos seus pares um encontro com a
verdade e com a preservação da imagem da Casa.
Fabio Augusto Andrade Brasília, DF
Joaquim Roriz
A suposta religiosidade
invocada pelo senador Roriz em sua defesa me remete àquela
velha e surrada, mas sempre atual, anedota popular: a do político
"católico" que, a cada obra que faz, bota um terço
no bolso. Também o famoso facínora Virgulino
Ferreira, o Lampião, era dado a arroubos de generosidade
que contrastavam com sua ilimitada perversidade. Só
que, a exemplo do senador em questão, com dinheiro
alheio ("O dinheiro era para subornar", 4 de julho). Elesbão Coelho
Lima Filho Brasília, DF
Brasília,
ao que vemos, é uma das cidades mais seguras do mundo,
pois lá se anda com dinheiro vivo (milhões)
em sacos, envelopes, pastas e cuecas. Carro-forte não
é aceito, mas 2 milhões e tanto são distribuídos
sem chamar a atenção de ladrões. Talvez
porque os chefes das quadrilhas morem lá. Além
disso, dinheiro vivo não paga imposto e circula sem
deixar rastro. Antonio Mario Scalamandré Natal, RN
Tenho curiosidade
de saber como Joaquim Roriz e Renan Calheiros repreenderiam
um filho pequeno que roubasse um lápis de um colega
de escola. Gilberto Pieruccini Caxias do Sul, RS
Agressão
à doméstica Sirlei Dias
Após ler
a reportagem "Socos, pontapés..." (4 de julho), sobre
os cinco jovens de classe média que agrediram cruelmente
a empregada doméstica Sirlei Dias, eu, também
de família de classe média, com 20 anos de idade,
senti-me na obrigação de escrever para a revista.
De fato, todos eles, com família estruturada, tinham
tudo para seguir o caminho da civilidade. Porém, quem
tem tudo de graça não luta por nada e acaba
ocupando o tempo com futilidades. Apesar de eu também
haver tido condições de conseguir tudo de "mão
beijada" dos meus pais, eles nunca me deram nada sem que eu
merecesse. Ricardo Lobato dos Santos Manaus, AM
Que lição
o pai da vítima nos deu, com sua humildade, apesar
de sua situação. Enquanto isso, o pai de um
dos garotos diz "não ser justo que um jovem, estudante
e trabalhando seja preso...". Concordo em parte com ele, dada
a precariedade de nosso sistema prisional. Porém, ele
é quem deveria cumprir a pena, ou parte dela, em lugar
do filho, diante de sua incompetência em educá-lo,
não obstante ter todos os recursos para fazê-lo,
e bem. José Irineu Teixeira
Neto Brasília, DF
Discordo da classificação
de "estruturadas" dada às famílias dos jovens
envolvidos no espancamento da empregada doméstica.
Se a intenção era indicar a condição
sociocultural, tudo bem. Mas, em se tratando de famílias
equilibradas emocionalmente para criar seus rebentos, impondo-lhes
limites, são um retumbante fracasso. Doutor Henrique Verçoza Psicanalista Brasília, DF
A pergunta mais
freqüente no caso da agressão à doméstica
por garotões de classe média alta do Rio é:
por que jovens saudáveis, bem-vestidos, ricos e universitários
cometeriam tal barbárie? Creio que a resposta esteja
nas declarações do pai de um deles, dizendo
que são "crianças", estudantes e por isso não
deveriam ser presos com bandidos. Ou seja, foram mal criados,
mal educados e contavam com a impunidade para cometer suas
selvagerias. Josué Luiz Hentz São João da Boa
Vista, SP
André
Petry
Bastante sensato
o artigo abordando os aspectos que envolvem o crime praticado
pelos jovens contra a empregada doméstica Sirlei ("Você
entregaria seu filho?", 4 de julho). O autor foi muito seguro
ao abordar o tema, remetendo-nos a um grave e atual
problema do Brasil: a impunidade. Concordo que os jovens
merecem ser punidos exemplarmente, até pelo alcance
que o caso teve. Mas não é justo só eles
serem penalizados, em detrimento de tantos políticos
que, diariamente, também agridem a sociedade em geral.
Carlos Magno Macedo Campina Grande, PB
Gostaria de dizer
que sim, eu entregaria meu filho, e provavelmente morreria
de vergonha, de desespero por não ter conseguido dar
a ele educação, decência ou pelo menos
limites. O assassino de Sônia Gomide está solto,
mas os de João Hélio, até onde sei, não.
E naquele caso havia também um pai perplexo, consternado
com a violência cometida pelo próprio filho,
mas que provavelmente não entende o significado da
expressão "coisificar-se na barbárie das prisões
brasileiras". Ele simplesmente reconheceu que perdeu seu filho
para o crime e, decentemente, fez a coisa certa. Benilson Souza, pai Por e-mail
A impunidade causa
outra distorção, além das citadas no
texto. A meu ver, a maior e a pior é aquela na qual
a classe média fica indignada com os larápios
que elege a cada pleito ou aquela em que o pai de um delinqüente
lamenta a prisão do filho. Como se deputados e senadores
surgissem por "geração espontânea" e o
comportamento de um jovem não estivesse diretamente
ligado à educação que recebe em casa.
Com as "crianças que estão na faculdade, estudando,
trabalhando", deveriam ser punidos também os pais,
que não tiveram competência para criar seres
humanos dignos dessa denominação. E isso vale
também para os pais de senadores e deputados. O que
falta neste país, ao contrário do que pregam
os psicólogos modernosos, é palmada. Laelya Longo São Paulo, SP
A cadeia é
ruim, sim; então não faça nada de errado
para ir parar lá. Além disso, é meio
desconexa a relação feita pelo colunista comparando
esses bandidos agressores com senadores corruptos. A violência
contra o ser humano deve ser punida mais severamente do que
um ato de corrupção. Luiz Ribeiro Florianópolis, SC
Combate ao
crime
Excelente a reportagem
"A guerra necessária para a reconstrução
do Rio" (4 de julho), sobre a batalha travada no Complexo
do Alemão. Mais uma vez, a revista mostrou-se a favor
do povo brasileiro, dizendo sem medo o que deve ser dito,
que a polícia cumpriu seu papel, e alertando para as
dúbias intenções das "ONGs" que defendem
apenas os bandidos, nunca os cidadãos de bem. O estado
deve retomar o controle dessas áreas, sufocar o tráfico
de drogas e acabar com a corja de "facínoras" que nunca
respeitou e nunca respeitará os direitos humanos e
civis de ninguém. Felipe Penna Moreira Milão, Itália
A segurança
é uma das áreas em que o governador Sérgio
Cabral vem atuando firmemente. Esse bando de hipócritas
que atende pelo nome de defensores dos direitos humanos gosta
mesmo é de aparecer. Morreu um facínora, lá
estão eles botando a cara na TV para protestar contra
o que eles chamam de "violação de direitos da
pessoa". Entretanto, não os vemos confortando a família
de uma doméstica que é brutalmente espancada
por um grupo de mauricinhos que prefere se divertir machucando
pessoas. Alberto G. Farias Rio de Janeiro, RJ
Parabéns
ao governador do Rio de Janeiro pela coragem necessária
para enfrentar os bandidos daquele estado. Até que
enfim apareceu alguém para retomar o controle dos morros
e da cidade. O Brasil inteiro espera que ele não esmoreça
e não perca a coragem, para que o Rio de Janeiro volte
a ser uma cidade dos cariocas, dos brasileiros e do mundo.
Contamos com ele! Daniel dos Santos Paraibuna, SP
Educação
A reportagem "Receita
mineira" (4 de julho) me fez sentir honrada em ser mineira.
Como sou vestibulanda, consegui elevar minha confiança,
sabendo da eficiência dessas grandes campeãs
do ensino. Pretendo fazer parte desse quadro e colaborar para
que Minas continue se destacando. Lorena Mariani Santos
Cunha Coronel Fabriciano, MG
Não é
de hoje que as instituições de ensino de Minas
Gerais, em especial as universidades federais, têm dado
bons exemplos ao país. Isso é fruto de um trabalho
sistemático de valorização da educação,
dos recursos humanos, do ensino, da pesquisa e da extensão.
Como mineiro e ex-aluno da UFMG, fiquei duplamente feliz ao
vê-la classificada como a melhor universidade do país,
de acordo com o Enade. Igualmente honrosas são as colocações
da Unimontes, da UFJF, da UFV e da Funrei. Parabéns
a todos que, de uma forma ou de outra, contribuíram
para a excelente qualidade das nossas instituições.
Deputado federal Jaime
Martins (PR/MG) Brasília, DF
Orgulho! Essa é
a sensação ao ler a matéria de educação.
Nós, todos os ex-alunos e alunos da Universidade Federal
de Viçosa, sempre tivemos a certeza de que estudávamos
em uma das melhores universidades do país, que na área
de ciências agrárias sempre foi a melhor. Fabiola Frasson de Toledo Vitória, ES
Muito importante
o destaque de VEJA sobre a educação em Minas
Gerais. O que não foi ressaltado em nenhum veículo
de comunicação é o resultado da pequena
Faculdade de Ciências Jurídicas de Diamantina,
instituição de ensino superior localizada no
Vale do Jequitinhonha, a região mais pobre do estado
de Minas, marcada por profundas desigualdades econômicas
e sociais. Destaque do Enade entre as faculdades de direito
de Minas Gerais, a FCJ, que ficou na quinta colocação
geral e em primeiro lugar entre as faculdades de direito privadas
de Minas Gerais, mostrou um desempenho superior ao de instituições
já consagradas como PUC, Milton Campos, Newton Paiva,
entre outras. Marcia Angela de Souza Professora da FCJ Diamantina, MG
A casa do bispo
Gostaríamos
de cumprimentar o invencível Edir Macedo pelo bom emprego
do dinheiro arrecadado dos fiéis. A casa que ele está
construindo é realmente linda. É o nosso sonho
de consumo. Pena que uma conhecida minha não tenha
podido contribuir com tão maravilhoso projeto, pois
foi expulsa da Igreja Universal do Reino de Deus por não
possuir recursos financeiros para dar o "dízimo" ("Normando,
barroco e neoclássico", 4 de julho). Antônio Dirceu
e Angélica S. Moreira Belo Horizonte, MG
Fiquei estarrecido
com a casa em construção do senhor Edir Macedo.
Enquanto milhões de adeptos pagam, na esperança
de ter o paraíso, ele constrói o paraíso
aqui na Terra. Cleodon Cordeiro Morais São Paulo, SP
Tão grande
e magnífico como as construções do bispo
Edir Macedo com absoluta certeza é o Deus em que ele
acredita. Parabéns a VEJA pela reportagem. Cleide Marques Jundiaí, SP
Deus pode até
ser brasileiro, mas não podemos acusá-lo de
sonegador fiscal nem de estelionatário. Ele não
faz apologia de fraude ideológica. É inacreditável
que tantas pessoas sejam iludidas por "religiões" ou
igrejas cujo interesse é somente enriquecer seus líderes.
Renato Mendes Prestes Águas Claras, DF
Edir Macedo erra
porque seu pressuposto de interpretação bíblica
em si já é errôneo. Jesus não veio
à terra para nos tornar ricos materialmente, como prega
a Teologia da Prosperidade, que tanto sucesso faz no Brasil,
mas para nos dar seu reino celeste. As parábolas prevenindo
contra o enorme perigo das riquezas são muitas, e,
no começo de seu ministério, Ele já advertia:
"Não podeis servir a Deus e a Mamon", que é
o nome aramaico para riqueza. Ed Taylor Meneses de
Sousa Manaus, AM
Patrimônio
Complementando
a excelente reportagem "Descaso milionário" (4 de julho),
que descreve as perdas ocorridas com obras de arte no país,
informamos que, durante a nossa gestão na Secretaria
de Cultura do governo Aécio Neves em 2003 e 2004, conseguimos
reaver mais de 217 peças. Várias delas foram
devolvidas às comunidades, às igrejas e aos
museus de onde haviam sido furtadas. Acreditamos que tenha
sido o maior programa de recuperação de obras
de arte realizado nos últimos anos no país.
Isso só foi possível com uma montagem de uma
estrutura articulada entre os órgãos de patrimônio,
os órgãos de segurança pública,
a Igreja Católica, a sociedade civil e a colaboração,
sempre fundamental, da imprensa. Luiz Roberto Nascimento
Silva Ex-ministro de estado da Cultura
e ex-secretário de Cultura de Minas Gerais Por e-mail
O lamento maior
em relação aos furtos de obras de arte não
é pelo valor econômico delas. É saber
que, além dos ladrões, há pessoas piores
que eles. São aquelas, supostamente pertencentes a
uma elite intelectual, que têm a coragem de adquiri-las
para ornamentar suas salas e quartos. Dener Serafim Mattar Passos, MG
Carta ao leitor
Achei oportuníssima
a Carta ao leitor "Não deixe a vida te levar" (4 de
julho). Abri um trabalho científico de conclusão
de um MBA com um pensamento de minha autoria, que diz: "A
vida faz os caminhos da gente, ou a gente faz os caminhos
da vida?" Fica a reflexão, para que todos possam fazer
um balanço de seus rumos pessoais. Haroldo Kalleder Bertioga, SP
Pedro Agrizzi
Para nós,
iguaçuenses, foi uma surpresa tomar conhecimento da
saga do senhor Pedro Agrizzi. Depois da reportagem fomos descobrir
que ele tem participação em algumas empresas
da cidade, como postos de gasolina e escolas de idiomas, que
ajudam a justificar sua fortuna. Além da tristeza de
ver o nome de Foz do Iguaçu ser associado ao ilícito
mais uma vez, lamentamos que o grande capital do "Mr. Peter"
esteja sendo canalizado para o exterior ("O muambeiro que
foi para o espaço", 4 de julho). José Elias Aiex
Neto Foz do Iguaçu, PR
Brasília
Com relação
ao quadro "Caos no Plano Piloto" (Cartas, 4 de julho), as
asas do Plano Piloto não são habitadas pelo
terceiro escalão do governo. Moram nelas os funcionários
de carreira, que geralmente ocupam escalões bem mais
inferiores, funcionários do governo local, comerciantes
e profissionais liberais. São todos cidadãos
tão responsáveis ou tão vítimas
quanto os cidadãos de todo o Brasil. VEJA contribui
para a eterna associação dos habitantes da capital
com os desmandos e trapalhadas dos ocupantes do poder, para
cá enviados pela vontade dos eleitores de outras paragens.
Luís Ricardo
Figueirôa Brasília, DF
Claudio de
Moura Castro
O Ponto de vista
("Política e educação", 27 de junho)
chamou minha atenção. Reli, recortei a folha
e fiz questão de divulgá-lo onde trabalho. Sou
servente de escola e questiono muito o sistema que aí
está, bato na tecla sobre o que devo dizer: educação
ou politização? As três sugestões
que Castro dá aos empresários fazem sentido,
é só executar. José Aparecido
Santos Por e-mail
Juliana Volpini
Ótima a
entrevista de Heloisa Joly com a miss São Paulo de
2003, Juliana Volpini ("A miss que teve a beleza roubada",
27 de junho). Ela mostrou que as agências são
as grandes vilãs, as modelos estão cada vez
mais doentes e esse mundo fashion está cada vez menos
glamouroso aos olhos da população, finalmente!
Lidiany Teotonio Ricarte Osasco, SP
Integração
comercial
É no mínimo
ingenuidade de nossas representações comerciais
internacionais pensar que os países desenvolvidos vão
reduzir os subsídios agrícolas. Os produtores
rurais desses países compõem uma comunidade
direta de mais de 100 milhões de pessoas ativas, econômica,
social e politicamente, e com voto de quem tem consciência
concreta e historicamente construída. Nos países
subdesenvolvidos há o subsídio ao populismo
e ao imobilismo socioeconômico de curto, médio
e longo prazo. Não existe outra saída a não
ser os acordos bilaterais e mais subsídios para a formação
do conhecimento e para a produtividade ("O paradoxo da prosperidade",
27 de junho). Sergio Bulgacov Curitiba, PR
Auxílio-doença
Na reportagem "O
que afasta o brasileiro do trabalho" (Contexto, 4 de julho),
há uma informação incorreta. O benefício
(auxílio-doença acidentário) é
dado a quem necessita se afastar por mais de quinze dias,
e não por no máximo quinze. O artigo 75 do Decreto
nº 3265/99 diz: "Durante os primeiros 15 dias
consecutivos de afastamento de atividade, por motivo de doença,
incumbe à empresa pagar ao funcionário segurado.
Inciso 2: Quando a incapacidade ultrapassar 15 dias é
que o segurado será encaminhado à perícia
médica do INSS para o auxílio-doença".
Alexandre A.A. de Andrade Médico do trabalho São Paulo, SP
UMA QUESTÃO
POLÊMICA
O
artigo de André Petry "Você entregaria
seu filho?", publicado em sua coluna na edição
passada de VEJA, provocou uma vigorosa reação
dos leitores. Perto de uma centena de e-mails chegou
à redação com respostas à
pergunta-título de Petry. Isso fez de seu texto
o mais comentado da semana. Dalva Manfrinatti Onohara,
de Araçatuba, no interior de São Paulo,
respondeu assim à indagação de
Petry: "O próprio pai de Sirlei Dias, a vítima,
já deu a resposta: 'Eu criei quatro filhos e
nunca tive condições de dar uma bicicleta
para eles, mas soube dar limites'".
À
tese de que há muita impunidade no país,
exemplificada com o caso dos senadores escandalosos,
o carioca Marcello Cerqueira extrapola o argumento:
"A conclusão do autor é que, em face da
impunidade geral, qualquer crime é justificável.
De qualquer forma, Ludovico não entregou seu
filho; ele foi preso pela polícia". Boa parte
dos leitores observou que a reação absurda
do pai ("Sirlei é frágil por ser mulher,
fica roxa com apenas uma encostada") contém a
irracionalidade de quem não soube impor limites
e se desespera diante do fato consumado. "Tenho um filho
de 18 anos. Temos mostrado a ele os caminhos corretos
e os incorretos à exaustão. Para nós,
a educação dos filhos é prioridade.
Não esquecemos deles em nome de carreira, trabalho
ou dinheiro. Se, não obstante, nosso filho resolver
delinqüir, ele já está ciente das
conseqüências e com elas deverá arcar",
escreveu Haroldo Kalleder, de Bertioga, São Paulo.
As opiniões
majoritariamente contrárias à opinião
do colunista são variadas, mas a paulistana Perola
Soares Zambrana resumiu-as em um parágrafo: "Ninguém
espera que o pai de um marginal ache justo ele ser preso,
principalmente porque esse marginal é o resultado
da formação que recebeu em casa. O fato
de haver impunidade no país e de as prisões
serem desumanas não justifica que eles não
permaneçam presos. Ou alguém acha que
devemos soltar todos os presos porque nem todos os que
deveriam estar lá estão ou porque as condições
carcerárias são ruins?". Mas houve uma
parcela que, como Izabel Harwood, que vive em Oslo,
na Noruega, atribuiu a situação toda a
uma degeneração do sistema: "Não,
Petry, eu não entregaria meu filho nem à
Justiça nem à sociedade nem aos valores
(correntes e recentes) brasileiros". Dener Serafim Mattar,
de Passos, Minas Gerais, juntou-se aos que concordam
inteiramente com Petry: "Realmente, nosso sistema penitenciário
está longe de servir de local de punição.
Como bem informa a matéria, trata-se de verdadeira
sucursal do inferno".
COMO DIZIA O
GENERAL MOURÃO
O
leitor Andrea Givigi, fã de Diogo Mainardi, desenterrou,
para enviar ao colunista, um texto bastante atual do
general Olímpio Mourão Filho, o precipitoso
comandante da 4ª Região Militar que, para
espanto geral até de seus pares, partiu com suas
tropas na madrugada de 31 de março de 1964 de
Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro,
detonando o golpe que derrubaria João Goulart
da Presidência da República. Disse o velho
general golpista, no início dos anos 70, conforme
registro no livro Memórias: a Verdade de um
Revolucionário (Porto Alegre, L&PM, 1978):
"Ponha-se na Presidência qualquer medíocre,
louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois
a horda de aduladores estará à sua volta,
brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é
um gênio político e um grande homem, e
de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo
transforma-se um ignorante em um sábio, um louco
em um gênio equilibrado, um primário em
um estadista. E um homem nessa posição,
empunhando as rédeas de um poder praticamente
sem limites, embriagado pela bajulação,
transforma-se num monstro perigoso".
A ÉTICA
BATE À PORTA
O potiguar
Antonio Amancio de Oliveira Filho, de Natal, é
leitor de VEJA e chargista. Ele registrou o exato momento
em que os membros do Conselho de Ética do Senado
recebiam uma visita inusitada e estranha ao grupo.
HUMANIZAÇÃO
NA SAÚDE
Denise
Angelo, do Complexo Pequeno Príncipe, de Curitiba,
leu a reportagem "Mães de UTI" (27 de junho)
e resolveu contar a experiência da instituição.
"Toda a equipe do Hospital Pequeno Príncipe ficou
sensibilizada ao ler a matéria, especialmente
porque convivemos com várias mães e crianças
na mesma condição. O Pequeno Príncipe
é hoje o maior hospital geral exclusivamente
pediátrico do Brasil (345 leitos), destinando
cerca de 70% de sua capacidade de atendimento aos pacientes
do Sistema Único de Saúde (SUS). Anualmente
atendemos mais de 260 000 crianças e adolescentes,
em mais de trinta especialidades. Há em nosso
hospital quatro pacientes em situação
semelhante à de Alice (com doença neuromuscular
degenerativa) e tivemos o privilégio de conviver
por quase nove anos com o paciente que mais sobreviveu
com essa doença (segundo a literatura médica
internacional): o menino Fernando Lopes. Ele morreu
em 2005, mas nos deixou importantes lições.
A principal delas diz respeito à força
do amor, capaz de transformar um prognóstico
difícil em importantes momentos de crescimento
que até mesmo contrariam as estimativas de vida
convencionalmente apresentadas pela medicina. Por isso,
investimos fortemente na humanização do
atendimento. Desde 1982 estimulamos a presença
de uma referência emocional junto à criança
internada, e a partir de 1998 esse procedimento chegou
às UTIs. A participação da família
facilita a cura e traz qualidade de vida no transcurso
do tratamento. O aprendizado com pacientes como Alice
e nosso Fernando nos propiciou uma parceria com a Fundação
Desembargador Paulo Feitoza, voltada para a inclusão
digital, que nos possibilitou o uso de um mouse ocular.
Levar emoções positivas e experiências
novas às famílias que se encontram nessa
difícil situação nos motiva sempre."