Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 708 - 11 de julho de 2001
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Confira trechos de livros, filmes e CDs recomendados nesta seção

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

CINEMA

A Hora do Show (Bamboozled, Estados Unidos, 2000. Desde sexta-feira em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) – A nova incursão do diretor americano Spike Lee pelo campo dos conflitos raciais traz fartas doses de sarcasmo. Para desafiar seu chefe, o roteirista negro de televisão Delacroix bola um programa calhorda: ressuscita os "minstrel shows", espetáculos populares do século XIX em que atores brancos subiam ao palco com o rosto pintado e davam vida ao estereótipo do escravo burro, preguiçoso e bom cantor. No show de Delacroix, os atores são negros pintados de preto. Para sua surpresa, o programa vira um sucesso. Ninguém se salva da caçoada de Lee, sejam eles negros que se sujeitam ao preconceito ou brancos que faturam com a "cultura negra". O título original significa "macaqueado" e vem de um discurso do ativista Malcolm X.

 

LIVRO

A Terra do Fogo, de Sylvia Iparraguirre (tradução de Marcos Santarrita; Record, 237 páginas, 30 reais) – Ao sair na Argentina, em 1998, esse romance conquistou uma enxurrada de críticas positivas e o prêmio de livro do ano. Ele parte da história real de um índio do Cabo Horn, comprado no século XIX por um capitão inglês e levado à Europa para tornar-se um "cavalheiro". Anos mais tarde, ele retorna ao seu povo com a tarefa de educá-lo à maneira ocidental. O caso termina em tragédia. A autora compôs boas descrições de Londres e das paisagens argentinas, além de retratos curiosos de figuras como o naturalista inglês Charles Darwin. Criou também um narrador mestiço que elimina todo ranço politicamente correto (ou incorreto) desse enredo sobre o encontro de culturas. Vigoroso, movimentado e muito bem escrito, A Terra do Fogo merece os elogios que recebeu.

 

INFANTIL

Divulgação
Os Rugrats: estripulias em Paris


Rugrats em Paris – Os Anjinhos
(Rugrats in Paris, Estados Unidos, 2000. Estréia nos cinemas nesta sexta) – Perto de Shrek e Atlantis, esse desenho animado é um azarão na disputa pela garotada em férias. Mas o segundo longa-metragem da série Os Anjinhos – transmitida na TV pelo canal pago Nickelodeon e pelo SBT – oferece diversão de primeira para as crianças mais novas. Nem a tenebrosa dublagem estraga as aventuras da levadíssima turma. Numa atrapalhada viagem à França, uma megera tenta se casar com o pai de Chuckie, órfão de mãe medroso e carente. É para impedir isso que os anjinhos fazem suas estripulias.

 

DISCOS

Show, Ná Ozzetti (Som Livre) – Uma das principais intérpretes da atual MPB, a paulistana Ná Ozzetti desfia nesse CD pérolas do cancioneiro nacional. São músicas eternizadas por gente do quilate de Maysa, João Gilberto e Elis Regina. Com arranjos criativos, as novas versões não fazem feio na comparação com as antigas. Mensagem, por exemplo, ganhou ares de tango, graças ao acordeão de Toninho Ferragutti, enquanto Meu Mundo Caiu recebeu tratamento acústico. Além dos clássicos, uma faixa inédita: Show, samba-canção que rendeu a Ná o prêmio de melhor intérprete no Festival da Música Brasileira do ano passado.


Sony
The Black Crowes: inspiração retrô

Lions, The Black Crowes (Sum Records) – O grupo liderado pelos irmãos Chris e Rich Robinson (vocais e guitarra, respectivamente) é um estranho no ninho do novo rock americano. Enquanto as bandas atuais investem na mistura de pauleira com rap e ritmos eletrônicos, os Black Crowes portam-se como uma típica banda dos anos 70. Eles trajam roupas amarrotadas e tocam blues pesados, entrecortados por baladas com longos solos de guitarra. Não à toa, o grupo é um dos prediletos de Jimmy Page, ex-líder do Led Zeppelin. O passadismo tem dado bons resultados, como se pode conferir por Lions. Entre as canções do CD, destaque para Lickin' e Losing My Mind, que estão entre as melhores já feitas pelos Black Crowes.

 

VÍDEO

The Song Remains the Same, Led Zeppelin (Warner) – O Led Zeppelin foi a banda mais importante dos anos 70. Gravou discos antológicos e, ao vivo, tocava com tanta fúria que suas apresentações foram comparadas às pilhagens das hordas do bárbaro Gengis Kahn. Esse filme, lançado em 1976, reproduz trechos de uma grande temporada de shows realizada pelo grupo três anos antes, no Madison Square Garden, em Nova York. Às cenas de palco foram acrescentadas imagens psicodélicas – delírios dos quatro roqueiros, que aparecem como magos ou senhores feudais. Estão aqui alguns clássicos do Led Zeppelin, como a balada Stairway to Heaven e a imortal Rock'n'Roll. Quando lançado, o filme foi uma rara oportunidade para que fãs de países como o Brasil vissem a banda em ação. Hoje, é um documento precioso para quem deseja entender a cena roqueira daquela época.

 

OS MAIS VENDIDOS - CRÍTICA

O preparador Nuno Cobra, autor de A Semente da Vitória (Editora Senac, 224 páginas, 25 reais), é um profissional respeitado. Em quarenta anos de carreira, ele desenvolveu um método de aperfeiçoamento físico que conquistou atletas de primeira linha. Cobra defende que o caminho para a sagração de um vencedor passa não só pelo corpo, mas também pela mente sadia, e aponta os cuidados fundamentais para se chegar ao equilíbrio. Seu discurso seduziu uma extensa lista de "pupilos", como gosta de se referir a seus alunos e ex-alunos, incluindo a tenista Patrícia Medrado, os pilotos Mika Hakkinen e Rubens Barrichello e o empresário Abilio Diniz. Para não falar, é claro, do falecido Ayrton Senna. Com um cartaz desses, nada mais natural que encontrar seu livro de estréia em sexto lugar na lista dos mais vendidos de VEJA. Também não chega a ser surpreendente que, ao passar da prática para o papel, suas teorias tenham se encaixado tão perfeitamente na categoria de auto-ajuda.


Flavio Torres
O preparador físico Nuno Cobra: soterrado pelos lugares-comuns


No livro, as bases científicas de suas idéias são eclipsadas por uma quantidade cavalar de lugares-comuns. Em um trecho, ele chega a dizer que "a essência do método Nuno Cobra é o amor". Há momentos, ainda, de uma pretensão que nem mesmo um luminar como Sigmund Freud, o pai da psicanálise, ousou ter. Exemplo? Aí vai: "Ao analisar a maneira como meus pupilos lidavam com suas alegrias e tristezas, com seus acertos e erros, com suas vitórias e derrotas, criei uma teoria que explica o que regula a vida das pessoas". Pois é. Há que se dar um desconto, porém. Na hora de levantar o astral de um esportista desanimado, não parece existir nada melhor do que um treinador pronto para disparar pérolas do otimismo, como "cada um de nós carrega em si um deus dormente que pede para ser acordado". Deus dormente... Humm... Será que o Rubinho captou essa?


Marcelo Marthe

 

   
 



Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS