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Quem está
na mira das contratações
O profissional
que sabe como se valorizar está sendo cada vez mais disputado pelas
empresas no mundo todo. Essa é uma das conclusões que se
podem tirar da leitura de um levantamento recente da Universidade de Michigan,
nos Estados Unidos. Os pesquisadores pediram a cerca de 2.000
executivos da alta hierarquia de várias partes do planeta que classificassem
46 questões corporativas, em ordem de importância. Na soma
dos pontos, ficou em primeiro lugar o item "atrair, desenvolver e manter
bons talentos". Seguiram-se duas outras questões relacionadas à
capacidade profissional: "pensar e planejar estrategicamente" e "manter
um ritmo de alto desempenho". O antigo mandamento número 1 das
corporações, "satisfazer o cliente", apareceu apenas na
quarta posição.
Um nécessaire
para seus pés
Frederico Ferrite
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O executivo que viaja com freqüência pode preparar um nécessaire
só com produtos importados e abastecê-lo, regularmente, em
treze Estados. É a rede de franquia brasileira da marca americana
Heel Sew Quik, com mais de 1.000 lojas em 32
países. Aqui, leva o nome de Sapataria do Futuro. Com menos de
100 reais, você pode montar um kit-viagem. Para dar realce àquele
calçado com ar de cansado, há desde a velha dupla escova
e graxa até um líquido atenuante de marcas escuras em couro,
um amaciador para sapatos apertados ou placas antiderrapantes. Na lista,
encontram-se ainda impermeabilizante para nobuck e couro, antibactericidas
e uma esponja embebida em silicone para substituir a graxa. As filiais
oferecem serviços de coleta e entrega em condomínios residenciais.
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Embale
sem chacoalhar
João Delbucio
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As mães devem ter cuidado redobrado na hora de embalar no
colo um bebê de até 1 ano de idade. Pesquisa da Universidade
de Sheffield e do Royal London Hospital, da Inglaterra, revela que
o simples fato de balançar incessantemente um bebê
com as mãos pode provocar a chamada síndrome do bebê
sacudido, capaz de causar lesões e até levar a criança
à morte. Um ninar mais agitado, mesmo que não configure
necessariamente um ato violento, implica danos às fibras
nervosas na região do pescoço e da nuca, que controlam
a respiração do bebê com até 1 ano de
vida. "Descobrimos que não só os movimentos bruscos
provocam essa fatalidade, mas também aqueles mais brandos
e típicos de certas brincadeiras", diz a neuropatologista
inglesa Helen Whitwell. Contrariando o senso comum, o neuropediatra-chefe
do setor de neurologia infantil da Universidade Federal de São
Paulo, Luiz Celso Pereira Vilanova, explica que ser ninado não
garante nenhuma sensação agradável para o bebê.
"Apenas diminui a ansiedade de quem está embalando", diz
ele.
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Tecnologia
contra a
infertilidade
Está
chegando ao país uma nova geração de aparelhos
de ultra-sonografia, um deles instalado no recém-inaugurado
Centro de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade
Santa Joana, em São Paulo. "O equipamento tem maior capacidade
de resolução", explica o ginecologista Eduardo Motta.
Com imagem mais bem definida, é possível avaliar com
maior acuidade, por exemplo, a existência de miomas no útero,
tumores benignos que podem ser a causa da infertilidade. Entre as
aquisições tecnológicas do laboratório
de fertilização está um aparelho de "pressão
positiva", uma espécie de filtro e injetor de ar, com o qual
se restringe a probabilidade de contaminação de todos
os materiais e processos envolvidos na técnica de fertilização.
Insuficiência
cardíaca sob marcação
Antonio Milena
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Ganhou atestado de boa conduta no tratamento de insuficiência
cardíaca grave a substância carvedilol, presente em
quatro remédios disponíveis nas prateleiras das farmácias
brasileiras (o Coreg, da Roche, o Divelol, da Baldacci, o Dilatrend,
da Asta Medica, e o Cardilol, da Libbs). Os estudos que comprovam
a eficácia foram publicados em edições recentes
pelas revistas especializadas The Lancet e The New England
Journal of Medicine, ambas da Inglaterra. De acordo com o cardiologista
Edimar Bocchi, do Instituto do Coração de São
Paulo, a substância diminui em 35% a possibilidade de óbito
por insuficiência cardíaca. Mostrou-se benéfica
também em casos de infarto do miocárdio e transplante
de coração. "A doença já é considerada
problema de saúde pública", diz o cardiologista.
BOA
NOTÍCIA
Catarata
mais devagar
Não
se confirmou a previsão da Organização Mundial
de Saúde de 2 milhões de casos de cegueira no Brasil
no começo deste século. Dados recentes do Conselho
Brasileiro de Oftalmologia apontam para a metade dessa estimativa.
"Houve progressão do problema, mas num ritmo menor", explica
o oftalmologista Paulo Henrique Morales. Ele credita isso a campanhas
públicas de combate aos males da visão, como a catarata,
a principal causadora de cegueira no país. Mesmo assim, o
patamar ainda é preocupante.
MÁ
NOTÍCIA
Sexo
vulnerável
Enquanto
em todo o Brasil a tendência é de estabilização
dos casos de Aids, na Região Sul, que abrange Rio Grande
do Sul, Santa Catarina e Paraná, acontece o contrário:
há aumento das notificações da doença.
Segundo Paulo Roberto Teixeira, coordenador do Programa Nacional
de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério
da Saúde, o uso de drogas injetáveis seria o grande
responsável. O crescimento, embora atinja pessoas de menor
escolaridade, põe em risco toda a sociedade.


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Coordenado
por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Alexandra Martins,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br
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