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Salto
de obstáculo
Melhores
e Maiores revela que
empresas
crescem apesar das crises
Ricardo Benichio
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| Civita
e Maria Sílvia Bastos Marques, da CSN: eficiência |
Está
certo que a crise da energia elétrica e os problemas da Argentina
andam perturbando o ânimo dos brasileiros. Mas concretamente a economia
do país até que vai bem. Na semana passada, quando premiou
a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por seu desempenho no ano
2000, o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, revelou algumas descobertas
interessantes feitas pelos consultores que selecionam as 500 melhores
e maiores companhias brasileiras para a revista Exame. Elas cresceram,
tornaram-se mais produtivas e mais lucrativas. Em média, a cada
100 reais vendidos as empresas lucraram 4 reais. Um salto notável
diante do prejuízo de 2 reais em 100 registrado em 1999. "Enfrentar
e superar adversidades é o esporte preferido dos empresários
nacionais", disse Civita no discurso de abertura da solenidade de entrega
dos prêmios.
A escolha da CSN como destaque da 28ª edição de Melhores
e Maiores é emblemática. Demonstra os bons resultados
das reformas pelas quais o país passou e serve como sinalizador
do que ainda precisa ser feito. A CSN era uma estatal-modelo quando nasceu,
na década de 40. Mas chegou a perder mais de 2 milhões de
dólares por dia em 1990. Sob comando privado desde 1993, tornou-se
eficiente. No ano passado, a empresa presidida pela mão forte da
executiva Maria Sílvia Bastos Marques bateu recorde de lucro: foram
771 milhões de dólares. A privatização, portanto,
produziu dois efeitos positivos: eliminou um sorvedouro de dinheiro público
e criou uma companhia saudável, que exporta, emprega, agrega riqueza
ao país. No entanto, a siderúrgica e todas as empresas brasileiras
poderiam estar se saindo melhor.
Embora se tenha livrado de muitas estatais deficitárias, o governo
ainda não consegue manter suas contas em ordem sem onerar exageradamente
quem produz. A carga de impostos no país é alta e emperra
o crescimento econômico. "Não é possível diminuir
a carga tributária enquanto a demanda por gastos públicos
não cair", afirmou o ministro da Fazenda, Pedro Malan, em seu discurso
na noite da premiação. Em sua exposição, Malan
fez uma defesa vigorosa do governo Fernando Henrique Cardoso. Um raro
exemplo, aliás, de ministro que dá declarações
públicas a favor do governo que integra.

Veja também |
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Da
internet |
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O
brilho do aço |
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Reportagem
da revista Exame de 11/7/2001 sobre o sucesso da
CSN |
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