Sigilo
mantido
Juiz critica procuradores
no
caso Eduardo Jorge
Sérgio Lima/Folha Imagem
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| Eduardo
Jorge: uma sentença restabelece o sigilo quebrado |
Na
semana passada, o juiz Tourinho Neto, presidente do Tribunal Regional
Federal em Brasília, assinou uma decisão favorável
ao ex-secretário-geral da Presidência da República
Eduardo Jorge Caldas Pereira. Em despacho de quatro páginas e 138
linhas, Tourinho Neto suspendeu a quebra do sigilo bancário de
três empresas e de três pessoas com as quais Eduardo Jorge
se associou ao deixar o governo, há três anos. A quebra do
sigilo de nove empresas e de sete pessoas ligadas ao ex-secretário
havia sido decretada pela Justiça Federal para investigar suspeitas
de sonegação fiscal e de enriquecimento ilícito envolvendo
o ex-auxiliar do presidente Fernando Henrique Cardoso.
No despacho que revogou a decisão da Justiça Federal de
Brasília, o juiz Tourinho Neto criticou o pedido de quebra de sigilo
apresentado pelo Ministério Público. Ele comparou a petição
a uma "sentença condenatória dada por quem não tem
atribuição para tanto". Segundo o juiz, se os promotores
tivessem indícios suficientes contra Eduardo Jorge, como alegam
ter, que abrissem uma ação penal com base nesses indícios.
Conforme se conclui a partir de sua sentença, a tentativa de abrir
o sigilo das pessoas e empresas nada mais seria do que uma confissão
de falta de indícios contra o ex-secretário do presidente.
A reversão da quebra do sigilo bancário de Eduardo Jorge
e de sua mulher, Lídice Caldas, será analisada em outro
tribunal o Superior Tribunal de Justiça.
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