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Edição 1 708 - 11 de julho de 2001
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"Não temos um candidato à altura do povo brasileiro, um povo ordeiro, pacífico, cumpridor de seus deveres."
Sergio Di Pierro
São Paulo, SP

Lula

Na reportagem "A quarta tentativa" (4 de julho), ficou evidente que o PT vem evoluindo, mas sem contradizer seus ideais em momento algum. Pela primeira vez, o partido apresenta uma proposta de governo sólida, menos utópica, mais atual e com possibilidades reais de ser concretizada.
Lívia Matias
Belo Horizonte, MG

Apesar da mudança de estratégia do PT, não acredito que o senhor Lula tenha modificado seus conceitos do passado. Sua opinião sobre as economias cubana e chinesa mostra claramente seu despreparo para um cargo maior no país.
Anibal Desoz
Santos, SP

O Lula de hoje é uma pessoa sem radicalismo, mais madura. Ele sabe que para chegar à Presidência terá de fazer coligações. Espero que todos os brasileiros votem em um homem que demonstra honestidade e, principalmente, inteligência.
José Maria de Souza Luz Filho
Mossoró, RN

O grande problema para as próximas eleições são justamente os candidatos. Não temos um candidato à altura do povo brasileiro.
Sergio Di Pierro
São Paulo, SP

Lula amadureceu e se convenceu de que o Brasil é muito maior que o PT, FHC, Jader, EJ, ACM, Maluf, Sudam, Lalau, TRT etc. Com Lula presidente, o povo voltará a ter simpatia pela política.
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

 

Shimon Peres

Muito esclarecedora a entrevista com Shimon Peres (Amarelas, 4 de julho). Acredito que ainda podemos sonhar com dias melhores nas relações entre judeus e palestinos enquanto homens como ele estiverem em cena no conturbado processo de paz no Oriente Médio. Shimon Peres mostra que sabe separar muito bem a religião da política. Com isso, fica mais fácil alcançar a tão sonhada paz naquela região.
Edson Cláudio Lanzarini

Rio de Janeiro, RJ

São pessoas como Shimon Peres, ganhador do Prêmio Nobel, que dignificam a humanidade e apontam para o caminho correto. Peres é o exemplo claro da luta incessante do povo judeu e do Estado de Israel pela paz. Afinal de contas, um povo que sofreu tanto na História merece um pouco de tranqüilidade. Torcemos para que os palestinos se engajem definitivamente nesse processo e possamos ter a tão almejada convivência no Oriente Médio.
Ricardo Berkiensztat
São Paulo, SP

 

Luiz Felipe de Alencastro

Gostaria de externar minha admiração pelo texto de Luiz Felipe de Alencastro ("Papai e mamãe de proveta", Ponto de vista, 4 de julho), que demonstrou sua excelente performance intelectual. Concordo com as opiniões expostas no artigo. Extrapolei a idéia nele contida, pensando nos possíveis subtemas dele oriundos, tal como nosso instinto de perpetuação da linhagem. Ou seja, em pleno terceiro milênio, aquilo que o direito positivou ainda esbarra em nossa incapacidade de amar altruisticamente.
Cidnéia Azevedo
Betim, MG

 

Partidos

A respeito da reportagem "Sabe de que eles estão rindo?" (4 de julho), cumpre-me alinhar as seguintes considerações: o Sambódromo de Manaus não foi projeto desenvolvido em meu governo. Não promovi a licitação da obra nem contratei sua construção. Não estabeleci preços e outras condições para sua execução. Ao assumir o mandato, tudo já estava em curso, sob a responsabilidade do governador que me antecedeu. Apenas dei continuidade ao projeto, não permitindo que tivéssemos mais uma obra inacabada. No exercício da presidência da Comissão de Ética do Senado, observarei e farei cumprir com rigor seu regimento interno e demais normas legais aplicáveis.
Gilberto Mestrinho
de Medeiros Raposo
Senador
Brasília, DF

Gostaria de esclarecer que defender "assassino confesso" não faz parte de meu caráter nem de minha vida pública. Eu, na condição de presidente do PMDB em meu Estado, defendi o direito livre e democrático de um prefeito eleito, o senhor Zé Guia, de tomar posse na prefeitura de Juscimeira. Defendi a legalidade. Como presidente do PMDB, eu não tinha apenas o direito mas também o dever de me posicionar em defesa da posse de Zé Guia. Ele havia sido escolhido por 60% dos eleitores e seu mandato, assegurado pelo povo. O mesmo povo que já o havia feito vereador e de cujo seio saem os jurados que decidirão sobre o crime pelo qual ele responde.
Carlos Bezerra
Senador
Brasília, DF

 

Fundos de pensão

Gostaria de prestar minha solidariedade à ex-secretária de Previdência Complementar Solange Vieira de Paiva. O estilo e as atitudes da ex-secretária só incomodavam os maus administradores dos fundos, o próprio ministro Brant e o senhor Pedro Parente ("Uma questão de estilo", 4 de julho).
José Claudio de Aguiar
São Paulo, SP

A reportagem, ao se referir à Previ, afirma que o "fundo queria que o Banco do Brasil bancasse sozinho uma dívida antiga, de 3 bilhões de reais". Apesar de o texto não deixar claro quem é o credor e quem é o devedor, muito menos a que se refere tal "dívida", registramos que da diretoria da Previ jamais partiu proposta alguma nesse sentido.
Wellington Geraldo Silva
Gerente de comunicação e marketing
Rio de Janeiro, RJ

Não conheço dona Solange, mas depois de ler a reportagem só posso lamentar seu afastamento e a dificuldade de tentar consertar este país.
Paulo Roberto da Silva
Rio de Janeiro, RJ

 

Drogas no trabalho

No século XXI, as organizações devem ter em mente que o fator principal é o ser humano. Nada mais lógico que uma empresa investir em seus profissionais, até mesmo pagando o tratamento de dependência de entorpecentes. Afinal, o custo da terapia é investimento ("Droga no trabalho", 4 de julho).
Flávio Augusto Prazin de Barros
fprazin@yahoo.com.br

 

Show do Milhão

Quanto ao programa Show do Milhão, acredito que seria muito melhor se a equipe responsável por ele pesquisasse sobre as questões selecionadas. Vários participantes já foram "lesados" pelo programa, que apontava respostas erradas a algumas perguntas (Contexto, 4 de julho).
Gabriel Reina
São Paulo, SP

 

Gugu

Cada vez me assusto mais com a facilidade com que as pessoas decidem ter um filho. Está certo que Gugu terá as melhores condições para criar Joãozinho, mas não existirá base familiar alguma ("Gugu fez nenê", 4 de julho).
Diego Urbano Bessa
bebimbessa@uol.com.br

 

Arc

Concordo completamente com o Arc: a cultura televisiva dos americanos é tão ruim quanto a nossa, ou pior. Mas então por que os brasileiros criticam tanto nossos programas e elogiam os deles? Está na hora de os telespectadores selecionarem o que há de melhor, de mais instrutivo, na TV e no cinema, e começar a dar mais valor àquilo que merece (Arc, 4 de julho).
Milena de Almeida Costa
Belo Horizonte, MG

 

Baleias

Com relação à reportagem "De novo na mira dos caçadores" (4 de julho), gostaria de fazer os seguintes esclarecimentos: a extração dos recursos marinhos vivos é baseada no gerenciamento sustentável conduzido de acordo com critérios científicos. Esse princípio também se aplica às baleias. A Noruega se reservou o direito de ser contra a inclusão, em 1983, das baleias minkes no Apêndice I da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna (Cites) porque isso não foi justificado nas bases de critérios científicos, de acordo com as próprias regras da Cites.
Liv A. Kerr
Embaixadora da Noruega
Brasília, DF

 

CORREÇÃO: O nome correto do missionário paulista nomeado bispo na Guiné-Bissau é Pedro Carlos Zilli (Datas, 4 de julho).

 

 

OS EVANGÉLICOS EM VEJA

A reportagem "O garoto e o bicho-papão" (20 de junho), sobre a corrida presidencial, e uma nota da seção Sobe e desce sobre a dissolução da banda Raimundos depois da saída do vocalista Rodolfo, recém-convertido a uma seita evangélica, causaram desconforto em duas dezenas de leitores. Ronald Oliveira, de Salvador, escreveu: "Indignei-me pelo tom áspero com que nós, evangélicos, fomos tratados". Marilda da Silva Araújo, de Vitória, Espírito Santo, endossou: "Na minha opinião, a matéria discriminou os evangélicos". José Urias Lobo, de Monte Mor, no interior paulista, acredita que "seita evangélica não existe. Ou é uma seita, ou é uma igreja evangélica". Cristiane Avanci, da cidade de Sumaré, também em São Paulo, pergunta: "Só o catolicismo é considerado religião?" Ao se referir a um segmento ou a uma denominação evangélica como seita, VEJA não desmerece esses cristãos. Ao contrário, a revista preza muito o contingente expressivo de leitores que professam essa fé e tem estado atenta ao importante trabalho dos evangélicos na sociedade. A reportagem "Salvos pela palavra" (15 de julho de 1998), que destacou o papel deles na recuperação de presos nas cadeias de todo o país, mereceu 89 cartas elogiosas dos leitores. A publicação de "Soldados da fé e da prosperidade" (2 de julho de 1997) levou Cláudio Nogueira Martins, de Campos dos Goitacazes, Estado do Rio, a tecer o seguinte comentário: "Finalmente um veículo de comunicação faz uma reportagem séria sobre os evangélicos".

 

GRÊMIO COM ORGULHO, TCHÊ!

Mário Martins Costa, de Porto Alegre, estranhou não ter lido uma linha sequer sobre a vitória do Grêmio diante do Corinthians na final da Copa do Brasil de 2001 disputada, no último dia 17, em plena capital paulista. Seu conterrâneo Filipe Lindau também lamentou: "Imagino que o repórter esportivo de VEJA seja corintiano", escreveu. Não é. No ano passado, o mesmo chororô aconteceu pela falta de notícias sobre a conquista pelo Corinthians do primeiro Campeonato Mundial de Clubes organizado pela Fifa ("Salve o Corinthians!", Cartas, 2 de fevereiro de 2000). O jogo final aconteceu quando VEJA já estava nas bancas. Dar a notícia com uma semana de atraso, depois de rádios, TVs, jornais e revistas especializados terem esgotado o assunto, seria supérfluo. Em todo caso: viva o Grêmio! Quatro vezes campeão da Copa do Brasil.

 

 
 
   
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