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Na reportagem
"A quarta tentativa" (4 de julho), ficou evidente que o PT vem evoluindo,
mas sem contradizer seus ideais em momento algum. Pela primeira vez, o
partido apresenta uma proposta de governo sólida, menos utópica,
mais atual e com possibilidades reais de ser concretizada. Apesar da
mudança de estratégia do PT, não acredito que o senhor
Lula tenha modificado seus conceitos do passado. Sua opinião sobre
as economias cubana e chinesa mostra claramente seu despreparo para um
cargo maior no país. O Lula de
hoje é uma pessoa sem radicalismo, mais madura. Ele sabe que para
chegar à Presidência terá de fazer coligações.
Espero que todos os brasileiros votem em um homem que demonstra honestidade
e, principalmente, inteligência. O grande
problema para as próximas eleições são justamente
os candidatos. Não temos um candidato à altura do povo brasileiro.
Lula amadureceu
e se convenceu de que o Brasil é muito maior que o PT, FHC, Jader,
EJ, ACM, Maluf, Sudam, Lalau, TRT etc. Com Lula presidente, o povo voltará
a ter simpatia pela política.
Muito esclarecedora
a entrevista com Shimon Peres (Amarelas, 4 de julho). Acredito que ainda
podemos sonhar com dias melhores nas relações entre judeus
e palestinos enquanto homens como ele estiverem em cena no conturbado
processo de paz no Oriente Médio. Shimon Peres mostra que sabe
separar muito bem a religião da política. Com isso, fica
mais fácil alcançar a tão sonhada paz naquela região.
São
pessoas como Shimon Peres, ganhador do Prêmio Nobel, que dignificam
a humanidade e apontam para o caminho correto. Peres é o exemplo
claro da luta incessante do povo judeu e do Estado de Israel pela paz.
Afinal de contas, um povo que sofreu tanto na História merece um
pouco de tranqüilidade. Torcemos para que os palestinos se engajem
definitivamente nesse processo e possamos ter a tão almejada convivência
no Oriente Médio.
Gostaria
de externar minha admiração pelo texto de Luiz Felipe de
Alencastro ("Papai e mamãe de proveta", Ponto de vista, 4 de julho),
que demonstrou sua excelente performance intelectual. Concordo com as
opiniões expostas no artigo. Extrapolei a idéia nele contida,
pensando nos possíveis subtemas dele oriundos, tal como nosso instinto
de perpetuação da linhagem. Ou seja, em pleno terceiro milênio,
aquilo que o direito positivou ainda esbarra em nossa incapacidade de
amar altruisticamente.
A respeito da reportagem "Sabe de que eles estão rindo?" (4 de
julho), cumpre-me alinhar as seguintes considerações: o
Sambódromo de Manaus não foi projeto desenvolvido em meu
governo. Não promovi a licitação da obra nem contratei
sua construção. Não estabeleci preços e outras
condições para sua execução. Ao assumir o
mandato, tudo já estava em curso, sob a responsabilidade do governador
que me antecedeu. Apenas dei continuidade ao projeto, não permitindo
que tivéssemos mais uma obra inacabada. No exercício da
presidência da Comissão de Ética do Senado, observarei
e farei cumprir com rigor seu regimento interno e demais normas legais
aplicáveis.
Gostaria de esclarecer que defender "assassino confesso" não faz
parte de meu caráter nem de minha vida pública. Eu, na condição
de presidente do PMDB em meu Estado, defendi o direito livre e democrático
de um prefeito eleito, o senhor Zé Guia, de tomar posse na prefeitura
de Juscimeira. Defendi a legalidade. Como presidente do PMDB, eu não
tinha apenas o direito mas também o dever de me posicionar em defesa
da posse de Zé Guia. Ele havia sido escolhido por 60% dos eleitores
e seu mandato, assegurado pelo povo. O mesmo povo que já o havia
feito vereador e de cujo seio saem os jurados que decidirão sobre
o crime pelo qual ele responde.
Gostaria de prestar minha solidariedade à ex-secretária
de Previdência Complementar Solange Vieira de Paiva. O estilo e
as atitudes da ex-secretária só incomodavam os maus administradores
dos fundos, o próprio ministro Brant e o senhor Pedro Parente ("Uma
questão de estilo", 4 de julho). A
reportagem, ao se referir à Previ, afirma que o "fundo queria que
o Banco do Brasil bancasse sozinho uma dívida antiga, de 3 bilhões
de reais". Apesar de o texto não deixar claro quem é o credor
e quem é o devedor, muito menos a que se refere tal "dívida",
registramos que da diretoria da Previ jamais partiu proposta alguma nesse
sentido.
Não conheço dona Solange, mas depois de ler a reportagem
só posso lamentar seu afastamento e a dificuldade de tentar consertar
este país.
No século XXI, as organizações devem ter em mente
que o fator principal é o ser humano. Nada mais lógico que
uma empresa investir em seus profissionais, até mesmo pagando o
tratamento de dependência de entorpecentes. Afinal, o custo da terapia
é investimento ("Droga no trabalho", 4 de julho).
Quanto ao programa Show do Milhão, acredito que seria muito
melhor se a equipe responsável por ele pesquisasse sobre as questões
selecionadas. Vários participantes já foram "lesados" pelo
programa, que apontava respostas erradas a algumas perguntas (Contexto,
4 de julho).
Cada vez me assusto mais com a facilidade com que as pessoas decidem ter
um filho. Está certo que Gugu terá as melhores condições
para criar Joãozinho, mas não existirá base familiar
alguma ("Gugu fez nenê", 4 de julho).
Concordo completamente com o Arc: a cultura televisiva dos americanos
é tão ruim quanto a nossa, ou pior. Mas então por
que os brasileiros criticam tanto nossos programas e elogiam os deles?
Está na hora de os telespectadores selecionarem o que há
de melhor, de mais instrutivo, na TV e no cinema, e começar a dar
mais valor àquilo que merece (Arc, 4 de julho).
Com relação à reportagem "De novo na mira dos caçadores"
(4 de julho), gostaria de fazer os seguintes esclarecimentos: a extração
dos recursos marinhos vivos é baseada no gerenciamento sustentável
conduzido de acordo com critérios científicos. Esse princípio
também se aplica às baleias. A Noruega se reservou o direito
de ser contra a inclusão, em 1983, das baleias minkes no Apêndice
I da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies
Ameaçadas da Flora e da Fauna (Cites) porque isso não foi
justificado nas bases de critérios científicos, de acordo
com as próprias regras da Cites.
CORREÇÃO: O nome correto do missionário paulista nomeado bispo na Guiné-Bissau é Pedro Carlos Zilli (Datas, 4 de julho).
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