
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
Crie
seu grupo

|
|
O circunstancial
e o permanente
AFP
 |
| De
la Rúa: um motivo a mais para intranqüilidade |
Nos últimos
meses, o Brasil não tem dado motivos para muitas alegrias. De um
lado, denúncias de corrupção atingem em cheio políticos
nos mais altos cargos da República. De outro, uma série
de fatores trava o crescimento do país. Há a crise da Argentina,
que já deixou de ser simplesmente econômica para se transformar
numa questão institucional. Está aí a ameaça
de apagão. Assiste-se ainda à subida vertiginosa do dólar,
provocada por um clima de nervosismo poucas vezes visto no mercado financeiro
nacional. Desde janeiro, observa-se a maior desvalorização
do real em dois anos. Na semana passada, esses fatores todos somados entraram
em processo de recrudescimento, uns realimentando os outros, tendo ao
fundo mais um elemento de intranqüilidade no terreno político:
as candidaturas de oposição à Presidência da
República estão sendo brindadas com a grande maioria da
intenção de voto dos brasileiros em 2002.
É
provável que esses fatores mantenham o Brasil com os nervos à
flor da pele por muito tempo ainda. Não terá sido a primeira
vez que isso acontece. Nesses momentos, as pessoas tendem a perder a perspectiva
e a tomar o circunstancial pelo permanente. O Brasil está mergulhado
numa crise, e das grandes, mas por baixo dessa crise há um país
em transformação e muita coisa positiva em marcha. O brasileiro
aprendeu a ser mais empreendedor do que nunca. Jamais uma parcela tão
grande de crianças e adolescentes esteve na escola. O atendimento
à saúde, ainda precário, está progredindo.
Boa parcela do Brasil cartorial, fechado e estatizado foi demolida na
última década. A privatização da telefonia,
promovida há apenas três anos, entregou mais telefones aos
brasileiros do que o modelo estatal conseguiu fornecer em trinta anos.
Tudo isso num ambiente de inflação baixa e sob controle,
que completou sete anos na semana passada. Os brasileiros têm toda
a razão de andar preocupados com os rumos do país. Mas,
em momentos como o atual, é aconselhável não perder
de vista a perspectiva geral de tudo o que está acontecendo. Sob
pena de não enxergar o essencial. Veja
reportagem.

Veja também |
|
|
|
|
|
 |