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VEJA Recomenda DVDs Madame Bovary (França, 1991. Versátil) O diretor Claude Chabrol escalou sua atriz favorita, Isabelle Huppert, para dar sua versão do clássico romance de Gustave Flaubert sobre Emma Bovary, que, casada com um pacato e desinteressante médico do interior, trai o marido em busca de paixão e de um sentido para uma existência confinada aos mais sufocantes padrões pequeno-burgueses. Como sempre em se tratando de Chabrol, o cinismo é que dá o tom a essa adaptação do livro que causou escândalo no século XIX, muito embora se trate de um conto moral. E, como sempre é o caso com Isabelle Huppert, a agudeza e a inteligência é que norteiam sua interpretação da trágica personagem, fadada a nunca ter o que deseja. Duke: The Last Jam Session, Duke Ellington (ST2) Esse DVD duplo traz dois momentos importantes da carreira de Duke Ellington (1899-1974), um dos mestres do jazz americano. O primeiro é uma apresentação realizada em 1967, no sul da França, em que ele divide os holofotes com a cantora Ella Fitzgerald, com versões divinas para standards como Satin Doll e Jazz Samba (a popular Só Danço Samba, de Tom Jobim). O pintor espanhol Joan Miró faz uma ponta, passeando ao lado do maestro. O segundo DVD é ainda mais precioso. Gravado em 1973, é uma das últimas aparições de Ellington, ao lado de uma banda minúscula mas bem azeitada, formada pelo baixista Ray Brown, pelo guitarrista Joe Pass e pelo baterista Louis Bellson.
LIVROS
Os Brasileiros, de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão (Língua Geral; 216 páginas; 37 reais) O português Eça de Queiroz (1845-1900) era um consumado ironista. Essa característica avulta dessa seleção de textos sobre o Brasil (onde o autor nunca esteve), alguns deles escritos com o jornalista Ramalho Ortigão, seu parceiro na publicação mensal As Farpas. O autor de Os Maias tinha um olhar crítico para as precariedades do país. O descaso brasileiro com a educação é denunciado em uma crônica que comenta a verba que o governo destinou à compra de crucifixos para as salas de aula verba que seria mais bem aplicada, dizem Eça e Ortigão, na compra de palmatórias. Leia trecho.
DISCOS
Momofuku, Elvis Costello (Universal) Nos últimos anos, o cantor e compositor inglês lançou discos de jazz, uniu-se ao maestro americano Burt Bacharach e à meio-soprano sueca Anne Sofie von Otter e criou óperas e balés. Sua seara, contudo, é mesmo a do pop rock. Prova disso é Momofuku (o nome homenageia Momofuku Ando, criador dos noodles). Costello compôs e gravou o disco em uma semana, ao lado de seus colaboradores habituais o tecladista Stevie Nieve e o baterista Peter Thomas e dos jovens cantores Jonathan Rice e Jennifer Lewis. As doze canções de Momofuku se alternam entre baladas, rocks e música country caso da bela Song for Rose. As letras, como sempre, são inspiradas.
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