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Edição 2064

11 de junho de 2008
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Que bicho é esse?

Quem são os Backyardigans, a nova paixão
das crianças. E por que eles intrigam os adultos

Divulgação
Backyardigans: um canguru, um pingüim, um alce, um hipopótamo e... o que mesmo?

Quem convive com crianças na faixa dos 2 aos 6 anos dificilmente passa imune a uma atração da TV paga: Os Backyardigans. Em exibição no Brasil desde 2005, esse desenho animado canadense tornou-se um dos carros-chefe da programação do canal Discovery Kids – e deu origem a mais de 300 produtos licenciados, como álbuns de figurinhas, chaveiros e mochilas (sem contar a enxurrada de bugigangas piratas vendidas em camelôs). As crianças (em especial as meninas) ficam fascinadas com os bichos dançantes que protagonizam a série musical. E todos os adultos se perguntam: o que vem a ser, afinal, a criatura lilás com o corpo coberto de bolotas cor-de-rosa que contracena com o alce, o pingüim, o canguru e o hipopótamo da história? A resposta: a personagem Uniqua não é nenhum animal de verdade – nem sequer uma formiga, como crêem muitos –, e sim uma "espécie" a que Janice Burgess, a principal criadora do desenho, deu vida inspirada nela mesma e em seus amigos (convenhamos: deve ser uma gente bem esquisita). Sem sair de casa, os Backyardigans – a palavra significa algo como "turma do quintal dos fundos" – embarcam em altas aventuras. Um episódio típico pode mostrá-los numa viagem imaginária à terra dos vikings e em coreografias moderninhas dignas do cantor Justin Timberlake. "Gostamos da idéia de misturar aventuras clássicas com músicas não convencionais", disse Janice Burgess a VEJA na semana passada.

Assim como o Teletubbies, que fez sucesso com crianças pequenas nos anos 90, Os Backyardigans é milimetricamente pensado para prender a atenção dessa faixa etária. Um elemento essencial, por exemplo, é a repetição. Nessa etapa de desenvolvimento, é esse o modo pelo qual as crianças pequenas aprendem conceitos e refinam sua linguagem. O que explica por que gostam tanto de ver e rever uma cena incontáveis vezes. "Só a partir dos 7 anos a repetição deixa de ser necessária e a criança sente mais autonomia para aprender sozinha", informa a pedagoga Maria Ângela Barbato Carneiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O colorido e as histórias que dão asas à imaginação também são importantes. Bem como a música e a dança, é claro. Para fazer os bichinhos dar aqueles passinhos, a produtora canadense Nelvana, criadora do desenho, conta com o apoio de bailarinos de carne e osso. "Filmamos as pessoas dançando e depois recriamos os movimentos no computador", diz a produtora Janice.

O desenho tem lá algum caráter educativo. Mas o que chama atenção é que segue a tendência multicultural que tomou conta das atrações infanto-juvenis nos últimos tempos. Em suas aventuras, os personagens usam trajes típicos de diversos povos ao redor do planeta, por exemplo. A paixão pelos Backyardigans deve chegar a seu ápice em julho, quando a turnê latino-americana de um musical com atores fantasiados como os bichos fará escalas no Rio de Janeiro e em São Paulo. "Há planos de levar o espetáculo também para Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte", afirma Marina Bertolozzi, porta-voz da empresa que promove o evento.



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