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Cartas
Inflação Muito feliz a reportagem
"O despertar do dragão" (4 de junho), sobre
a volta da inflação no Brasil e no mundo. Ela
já causou muito estrago na economia mundial e, infelizmente,
desperta de um sono profundo. Espera-se que os governantes a
tratem com a seriedade que ela merece, pois, do contrário,
reviveremos um pesadelo que traz em si o mesmo gosto amargo
de outrora. Um país como
o Brasil, que se beneficia das riquezas naturais, que todos
os anos bate recordes na produção de grãos,
reúne todas as condições favoráveis
para afugentar o dragão da inflação. Para
isso, é imprescindível uma reforma tributária
que diminua os impostos cobrados sobre as commodities e contenha
os gastos irresponsáveis do governo. O olho voraz nos assombra.
O controle dos gastos públicos e o estímulo à
ampliação da oferta são ferramentas importantes
para que o temor volte a adormecer. É preciso ter
responsabilidade e cautela ao tentar abater o monstro da inflação,
pois o remédio para essa doença pode resultar
em ainda mais sofrimento, causando efeitos colaterais desastrosos,
como a desaceleração da economia. Apesar de o dragão
da inflação ter aberto os olhos, é preciso
ter consciência de que há esperanças de
que ele não cuspa fogo na emergente economia brasileira. Os governos adoram
conclamar a população para a luta contra a inflação.
Isso é apenas bravata política, que, infelizmente,
rende muitos frutos, pois as pessoas desconhecem o fato de que
são os governos, e somente eles, os causadores da inflação.
E isso vale para todos os países. É a inflação
já existente atualmente que está provocando o
aumento dos preços no mundo inteiro. Ela nada mais é
que o produto do aumento mundial da quantidade de moeda em circulação
em virtude da gastança desenfreada dos governos.
Células-tronco Polemizada por uma
questão de fé, a decisão do STF em favor
das pesquisas com células-tronco embrionárias
estabeleceu um curioso paradoxo, já que acabou por devolver
outro tipo de fé a milhões de pessoas que, apesar
de saberem que ainda há um longo caminho a ser percorrido,
e que para muitos os melhores resultados talvez não venham
a tempo, ainda assim já ganharam o direito de ter o que
esperar, de crer num futuro melhor para seus filhos e netos
("Nem ciência, nem religião", 4 de junho). O Supremo Tribunal
Federal preferiu resolver a questão da constitucionalidade
das pesquisas com células-tronco embrionárias
tecnicamente, atribuindo diferentes graus de intensidade de
direito à vida a embriões, a seres ainda não
nascidos e a seres já nascidos. Se a mesma decisão
fosse tomada com relação aos já nascidos,
não conforme a idade, mas de acordo com a condição
social, o estado de saúde mental, ou a opção
religiosa, por exemplo, seria arbítrio ou discriminação?
Concluímos então que, quando a vida deixa de ser
um valor absoluto, nada mais precisa de explicação.
Tanto assim, que logo teremos a clonagem supostamente terapêutica.
É só uma questão de tempo! Só é
contra essas pesquisas quem nunca perdeu um ente querido para
uma doença incurável. Meu pai morreu aos (prematuros)
64 anos, depois de mais de vinte lutando contra o diabetes e
vendo seu corpo praticamente "apodrecer". Rins funcionando
mal, pequenos arranhões que se transformavam em úlceras
imensas e incuráveis, coração dilatado,
dores crônicas devido à má circulação
sanguínea, início de cegueira, entre outros problemas
derivados dessa doença cruel, que destrói e mata
lentamente. Incrível como
as convicções fanático-religiosas ainda
influenciam pessoas, como há mais de 500 anos, sempre
com a mesma incoerência. A incoerência está
no fato de que, ao defenderem a vida que não existe,
aqueles fanáticos estão fazendo apologia da pena
de morte ou da mutilação de pessoas vivas. Diz a metáfora
bíblica que a fé remove montanhas. No caso dessa
ação direta de inconstitucionalidade perante o
STF, no entanto, ficou claro que a crença de alguns religiosos
tentou remover o avanço científico e a esperança
de muitos cristãos. Ainda bem que prevaleceram o direito
e o bom senso. "Esmagai a infâmia!"
era como Voltaire, filósofo francês do iluminismo,
se referia à necessidade de a humanidade livrar-se das
idéias obscurantistas do seu tempo. Mais de 200 anos
depois, essa necessidade continua viva, quando se considera
a oposição estúpida de pessoas de cultura
e inteligência acima da média a pesquisas científicas
que só poderão trazer como resultado a minoração
do sofrimento humano. O placar da votação no Supremo,
na semana passada, mostra que os fantasmas dos inquisidores
ainda andam à solta entre nós. O STF não decidiu
que o embrião não é o início da
vida. Isso não é consenso nem entre os geneticistas.
Ele decidiu que a Lei de Biossegurança não entra
em conflito com a Constituição brasileira. É
possível que no futuro se chegue à conclusão
de que o embrião é o início da vida humana.
De qualquer modo, mais felizes com a liberação
das pesquisas com embriões que os cientistas e os portadores
de deficiência devem estar as indústrias farmacêutica
e cosmética. Caso não se chegue rápido
à cura de alguma doença, pelo menos um creminho
anticelulite ou anti-rugas deve sair logo.
Educação Sou professora de
língua portuguesa da Unidade Jardim (1º lugar no
Enem 2007 / Escolas Particulares de Santo André, no ABC).
Nosso corpo docente (ensino médio) é formado por
professores com pós-graduação, mestrado
e doutorado. Existem metas definidas quanto à remuneração;
a equipe gerencial destina uma verba para qualificação
e cursos de atualização. As avaliações
são semanais e os resultados analisados através
de dados estatísticos. Há plantões diários
e cursos de aprofundamento para os alunos que têm interesse.
O material didático é reconhecido e respeitável.
Os alunos e a equipe gerencial avaliam nosso trabalho: os acertos
são premiados e os erros revistos para que não
mais ocorram. Os objetivos são claros e os resultados
demonstram que estamos no caminho certo. Tudo isso revela que
não há receita milagrosa para educação:
basta competência ("100% lá X 48% aqui",
4 de junho). Sou professor e sempre
passei com notas superiores a 80% nos concursos públicos
que disputei. Leciono em Três Corações,
na rede municipal para alunos em fase de alfabetização
e na rede estadual (língua portuguesa) no ensino médio.
Procuro estar sempre atualizado, leio muito e vejo como grande
problema da educação a falta de leitura por parte
de muitos colegas que ainda dão aula como se estivessem
no século XIX; não se atualizam, adoram dar notas
vermelhas a seus alunos, reprová-los, e, como bem foi
colocado na reportagem, quando são cobrados em concursos
levam bomba! O governo do estado quer chegar ao absurdo de dar
cadeira cativa a professores que têm dez, doze anos de
escola mas nunca passaram em concurso. Não é
fácil trabalhar às vezes em três escolas
distantes, com um salário que mal paga as despesas, ficar
com trinta ou mais alunos numa sala de aula e não ter
amparo legal e físico, pois, ao contrário do que
muitos pensam, professores não ficam sentados atrás
de uma mesa. Existe a responsabilidade, o envolvimento psicológico,
que é muito mais complicado e cansativo do que dar aulas.
Muitos dizem que os professores nascem para ser professores.
Concordo. Na situação em que estão, realmente
só com muito amor à carreira. Essa reportagem veio
mostrar o que já se sabia desde o início dos anos
80, quando o ensino médio começou a apresentar
sinais de deficiência. Antes, era comum ver professor
de universidade ensinando, também, nos cursos ginasial
e científico das escolas públicas. Eu me lembro
de que na 1ª série do curso ginasial, em uma escola
pública, então com 11 anos de idade, tive um professor
de matemática que anos mais tarde foi meu professor de
cálculo no curso de engenharia. A mudança no sistema
educacional brasileiro, ocorrida no fim dos anos 70, que acabou
com os cursos primário, ginasial e científico,
transformando-os nos atuais fundamental e médio, aliada
à queda nos salários, desestimulou os bons professores
a dar aulas no ensino médio e o resultado está
mostrado na reportagem.
Yon Goicoechea O líder estudantil
venezuelano Yon Goicoechea (Amarelas, 4 de junho) é exemplo
de cidadania. Nos meus 52 anos de vida, fiquei abismado pela
naturalidade e coragem desse rapaz de 23 anos. Quisera ter essa
coragem para lutar contra os maus políticos que assombram
nosso país. Que esse rapaz seja um marco, um exemplo
para todos os estudantes do Brasil. Finalmente um líder
estudantil com discurso e ações dignos da posição
que ocupa. A entrevista desse jovem deveria estar afixada nos
murais de todas as universidades do Brasil, e, mais ainda, ser
matéria debatida em sala de aula, para que um dia não
tenhamos mais cenas patéticas de estudantes com discurso
ultrapassado invadindo reitorias, provocando badernas e destruição.
Aplausos a Yon Goicoechea. Esse "menino"
venezuelano deveria servir de exemplo para nossos estudantes,
que, em vez de ficar discutindo o "mal" do capitalismo
e o "bem" do socialismo, debate que a própria
história já encerrou há muito tempo, poderiam
tirar a venda dos olhos e se mobilizar contra toda a mazela
da corrupção (mensalão e outras, as quais
VEJA retratou com tanta precisão). O líder estudantil
venezuelano nos dá uma lição de princípios
e um exemplo de coragem e espírito público. São
tais exemplos que deveriam nos envergonhar, pela baixa qualidade,
moral e profissional, da grande maioria dos representantes que
elegemos. Lendo as opiniões de Goicoechea, podemos concluir
que ainda há esperanças... para a Venezuela. Lamento profundamente
que estudantes brasileiros, que como nossos sindicalistas vivem
à custa de verbas federais, ainda mantenham o discurso
ultrapassado do antiamericanismo. Há muito a UNE deixou
de representar o pensamento dos estudantes e de fazê-los
sentir orgulho dessa instituição; quem trabalha
no meio estudantil sabe que nossos jovens precisam é
de educação de qualidade, para que possam defender
suas idéias com o nível cultural e a maturidade
política que Goicoechea demonstrou. Liberdade eles já
têm, e deveriam saber defendê-la tanto aqui como
no exterior. Não somente
inteligente e adorável, mas corajosa, a entrevista de
Yon Goicoechea. Parabéns, VEJA! Um jovem sincero e com
visão global; serve não apenas para os nossos
jovens estudantes, mas também para os trabalhadores brasileiros
e, por que não?, para os políticos que nos envergonham
a cada dia.
Diogo Mainardi É inadmissível
que um país que se diz sério, com "governantes
sérios", "políticos sérios",
"presidente com a maior taxa de aprovação
popular", consiga contratar a esposa de um terrorista "cocaleiro"
colombiano para "trabalhar" no Ministério da
Pesca ("O nome é Angela Maria Slongo", 4 de
junho). Que ministro é esse? Que fundamento ele tem para
contratar uma senhora oriunda de um representante das Farc no
Brasil? O governo contrata
Angela Maria Slongo por critérios profissionais, assim
como os brasileiros elegem os políticos por probidade
e sensatez. A apaniguada Angela
Maria Slongo deve ter sido contratada sem concurso pelo senhor
ministro da Pesca, Altemir Gregolin, em decorrência de
seu profundo saber sobre lambaris pescados pelo "ministro"
nas barrancas do Rio Uruguai. Será que o Ministério
Público Federal tomará alguma providência? É difícil
acreditar que num país sério um ministério
ligado diretamente ao gabinete do presidente da República
contrate a mulher de um terrorista das Farc, preso no Brasil
a pedido da Colômbia. O Ministério da Pesca, cujo
titular é da corrente apontada pela Abin por receber
dinheiro das Farc, informou que a mulher mandou um currículo
e foi selecionada por critérios profissionais. Dá
bem para imaginar quais seriam esses critérios.
Cartões corporativos A cada semana, ao
menos uma reportagem (sempre de conteúdo esclarecedor)
de VEJA me deixa enojada pela corja de políticos que
"comanda" nosso país. Mas a reportagem "A
farsa confirmada" (4 de junho), sobre a CPI dos Cartões
Corporativos, me deixou especialmente decepcionada. Analisando
as quatro figuras principais retratadas, não pude deixar
de pensar com pesar: como essas pessoas se olham no espelho
todas as manhãs? De cartões
corporativos mesmo, nada se investigou. Pelo que se ouve e se
lê, nunca existiu a menor dúvida sobre a existência
do dossiê fabricado no Palácio do Planalto, tanto
que este não era o objeto da CPI. Mudar o foco da CPI
teve como objetivo mais uma vez ludibriar o povo, o que já
se tornou regra no governo petista.
Quadrilha armada A deterioração
política do Rio de Janeiro está chegando a um
nível perigoso e insuportável. Desde a Assembléia
Legislativa, na qual grande parte de seus membros está
envolvida em ilícitos, em um escandaloso capítulo
à parte, até o ex-governador e seu ex-chefe de
polícia. Qual será o fundo do poço? Em relação
à reportagem sobre a Operação Segurança
Pública S.A., devemos fazer a seguinte correção:
o doutor Sergio Mazzillo, mencionado em sua reportagem, não
é advogado criminalista.
O legados dos japoneses Muito interessante
a reportagem "De A a Z 100 legados japoneses"
(4 de junho). Não sou descendente de japoneses, porém
tenho o privilégio de abraçar a cultura desse
povo querido e nunca antes tão próximo de nós.
Estudante da cultura e também da língua japonesa,
gostaria de adicionar novos itens da minha geração
à lista, ícones da minha infância como o
Tamagoshi, Nintendo e Pokémon. Espero que esse intercâmbio
que deu tão certo continue produzindo frutos por muito
mais de 100 anos. A cultura japonesa
é fascinante e vasta. A reportagem é muito criativa
e a forma de organização por letras foi muito
legal. Na letra "J"
poderia constar também o nome do nikkei Brigadeiro Juniti
Saito, que neste ano, nas comemorações do centenário
da imigração japonesa para o Brasil, recebeu do
governo japonês justa homenagem por ter galgado o maior
posto na Força Aérea Brasileira. Adorei a matéria
"100 coisas que os imigrantes japoneses nos legaram",
mas, quando cheguei à letra S, cadê o sudoku? Eu,
como "viciada" no jogo, senti falta. Só a título
de colaboração à bonita reportagem, bem
que poderiam ter incluído a Siderúrgica Usiminas
e a cidade mineira de Ipatinga, como legados do povo japonês.
Afinal, em 1958, ainda no governo de JK, surgiu a primeira parceria
entre os governos de Minas Gerais, do Brasil e do Japão,
através da Nippon Steel, que resultou na Usiminas, hoje
transformada no Grupo Sistema Usiminas, dona da Cosipa.
Simon Schwartzman Contrariamente à
afirmação de Simon Schwartzman (Amarelas, 7 de
maio), há centenas de trabalhos em física de partículas
feitos com a colaboração de brasileiros. Alguns
deles, pela sua importância, ficaram na história
da física. Por exemplo, um grupo de físicos da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Centro Brasileiro
de Pesquisas Físicas contribuiu para a descoberta do
"quark top". Sabemos que a maioria das partículas
é composta de seis partículas chamadas "quarks".
O "top", por ser o mais pesado, foi o de detecção
mais difícil. Foi descoberto numa experiência realizada
no Fermilab, nos Estados Unidos, da qual participou o grupo
brasileiro. Uma parte da análise dos eventos que prova
que se tratava realmente do "quark top" foi inteiramente
realizada no Rio. O anúncio dessa descoberta foi feito
com uma declaração à imprensa no mesmo
dia e na mesma hora, levando-se em consideração
os fusos horários, em Nova York, em Paris e no Rio. Em
novembro passado, os jornais de todo o mundo publicaram a notícia
de que a colaboração internacional conhecida como
"Projeto Auger" descobriu origens de raios cósmicos
de altíssimas energias, um dos grandes desafios da física
deste século. A colaboração Auger tem forte
participação de grupos brasileiros de várias
de nossas universidades. Em física de partículas
elementares o Brasil gasta muito menos do que em outras áreas
da física e da pesquisa científica. A astronomia,
ciência importante que deve ser apoiada e cada vez mais
exige trabalhos em colaborações internacionais,
tem orçamento anual fixado por lei, maior do que a verba
total de todas as experiências de partículas elementares,
incluindo viagens e estadas no exterior. Roberto Salmeron
Holofote Escrevo apenas para
fazer um pequeno esclarecimento sobre a nota "Pegaria mal,
Lula", publicada na seção Holofote (4 de
junho). O presidente Lula estava agendado para visitar a Agrishow
no dia 2 de maio, sexta-feira, às 17 horas. Em audiência
com seu chefe-de-gabinete, o senhor Gilberto Carvalho, procurei
demonstrar que, como a Agrishow encerra suas atividades diariamente
às 18 horas, qualquer atraso na agenda do presidente
acarretaria sua chegada após o término da feira,
o que seria desagradável para ele. Concordando com o
argumento, o senhor chefe-de-gabinete tentou agendar outra ocasião
para a visita, o que não foi possível.
André Petry Cumprimento o jornalista
André Petry pela brilhante reportagem "Vai ter para
todo mundo?" (28 de maio), sobre a crise mundial de alimentos,
cujas informações e considerações
contribuem para o debate acerca da segurança alimentar
no mundo.
Esquizofrenia Clara, objetiva e
oportuna a reportagem de Adriana Dias Lopes ("Mentes divididas",
4 de junho). Havia tempo esperava por algo assim. Parabéns
aos psiquiatras Mário Louzan e Wagner Gattaz. Meu filho
é portador desse transtorno há mais de dez anos.
Com a leitura da matéria, ele conseguiu se localizar
e se auto-ajudar. É por essa e outras que minha família
não deixa de ler semanalmente a revista das revistas. Excelente a reportagem
"Mentes divididas", sobre a esquizofrenia. Tenho um
caso em minha família e foi um alento saber que a medicina
se preocupa com essa doença, que hoje atinge tantos brasileiros
e não escolhe hora nem local para se manifestar. Minha
família a cada dia se fortalece na fé para enfrentar
o problema. O preconceito existe, sim, mas não nos desanima.
Cartas Einstein era tido
como ateu, mas na nota "O Deus de Einstein" (Cartas,
4 de junho) ele emite um conceito que contradiz essa concepção.
Concordo plenamente com o grande cientista, pois Deus é
a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode
descobrir em cada um dos processos do universo estampados na
natureza. Processos exatos, ciência pura, perfeita, na
qual se inspira o homem para criar a "sua" ciência.
É a causa primeira, criador de tudo o que existe. Pode-se
então perguntar: Einstein era ateu ou ateu é o
que acredita em um falso Deus criado pelo homem?
Petano Ao contrário
do que diz a reportagem "Uma nova espécie"
(28 de maio), Minas Gerais não é o primeiro caso
de uma coligação entre PSDB e PT. Aqui no Piauí,
nas eleições de 1998, os dois partidos formaram
uma chapa para disputar o governo do estado naquele ano, tendo
como candidato a governador o ex-prefeito de Teresina Francisco
Gerardo (PSDB) e a vice o atual deputado federal licenciado
Antônio José Medeiros (PT). No Piauí, atualmente,
como também ocorre em Minas, só que de forma inversa,
o governador Wellington Dias é do PT e o prefeito da
capital, Sílvio Mendes, é do PSDB. Eles convivem
muito bem administrativamente, realizando obras em parceria
que beneficiam a população. Ambos também
gozam de mais de 70% de aprovação.
Paulo Coelho O que a reportagem
chama de "meros tropeços", referindo-se às
atitudes reveladas na biografia de Paulo Coelho como
atropelar uma criança e fugir, usar drogas e fazer um
pacto com o demônio com um só objetivo: "o
sucesso" , eu classifico de atrocidades sobrenaturais
desumanas e degradantes. Os fins nunca justificaram os meios.
Talvez seja por essas e outras afirmações
que distorcem os valores morais, éticos e religiosos
que nossos jovens estão cultuando Cazuza, Tim
Maia, Raul Seixas, Paulo Coelho. Basta dessa apologia luciferiana
("Perdoado pelo sucesso", 4 de junho).
Foro de São Paulo Acredito que VEJA
desempenha um extraordinário papel na sociedade ao divulgar
eventos e acontecimentos muitas vezes desconhecidos por grande
parte da população, como o Foro de São
Paulo ("O foro dos dinossauros", 4 de junho). Esse
encontro dos partidos de esquerda do continente se torna relevante
uma vez que tem como fundador o PT, partido do presidente da
República. São totalmente repudiáveis as
idéias apresentadas pelos petistas no encontro. Os governantes
brasileiros têm de se curar do câncer do socialismo
utópico, para que possamos apresentar ao mundo real todo
o potencial de nossa nação.
Veja essa Em vez de cobrir os
dois rios com essa grandiosa laje, que ele limpe os rios e coloque
balsas para transportar turistas e passageiros. Se ele fizer
essa caridade (contra a poluição), vou transferir
o meu título, de João Pessoa para São Paulo,
para votar nele (Veja essa, 4 de junho). Paulo Maluf disse
que vai construir uma laje sobre os rios Pinheiros e Tietê
com pistas para o trânsito. Seria bom mesmo que ele o
fizesse, se enfiasse embaixo e lá ficasse pelo resto
da vida.
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