Edição 1806 . 11 de junho de 2003

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Sol muito forte?


Reginaldo Teixeira
Ellen: semelhança confirmada pelas duas interessadas


A perfeição pode se repetir? Cara e corpo de Gisele Bündchen, fora um ou outro detalhezinho (uma vez, conta, precisou fugir de um grupo de japoneses em Paris), a também modelo Ellen Jabour, 23 anos, enfim conheceu seu espelho: serviu de dublê da quase sósia na gravação de um comercial. "Gisellen", como agora é chamada, não aparece em nenhuma cena – só fez os ensaios de luz e câmera sob sol quente, enquanto a gaúcha poupava a pele de pêssego. "Nós mesmas, quando nos vimos de perto, nos achamos parecidas", conta a substituta, que faz faculdade de moda e curso de gestão empresarial e só posa nas horas vagas.

 

O que é que a mexicana tem


Paulo Domingos
Fátima, como Frida: abaixo o preconceito

Conhecida pela veia festeira, a baiana Fátima Mendonça, mulher do ministro do Trabalho, Jaques Wagner, encheu-se de balangandãs, engrossou as sobrancelhas, arrumou um coque e, encarnando a artista mexicana Frida Kahlo, divertiu-se na parada do Orgulho Gay em Salvador. "Não perco oportunidade de me manifestar contra o preconceito", diz Fátima, que enfrentou com galhardia duas horas em um conversível, às vezes sob chuva. Por que Frida? Porque é fã da pintora e "meus amigos dizem que sou parecidíssima com ela". Fátima faz planos para a parada do ano que vem: "Acho que vou ficar muito bem de Maria Quitéria, a heroína da Bahia". Aguardem.

 

O doutor Kildare sai do armário


Chamberlain: no fim da carreira, a revelação em um livro autobiográfico

Médico bonitão do seriado Dr. Kildare, na década de 60, padre apaixonado na minissérie Pássaros Feridos, nos anos 80, o galã Richard Chamberlain passou décadas arrancando suspiros de fãs apaixonadas – e distraídas. Pois todo mundo sabia, ou desconfiava, do segredo que agora, aos 69 anos, assumiu: ele é gay. E casado – há quase trinta anos mora com Martin, 50, no Havaí. Na autobiografia Amor Partido, ele conta com sensibilidade que desde a adolescência tinha pavor de ser estigmatizado – e depois teve medo dos "grandes problemas que isso traria para minha carreira". Com a idade e o passar do tempo, começou a rever o pânico da revelação, até chegar à confissão pública. "Confiar em mim como eu sou e no mundo como ele é foi como me achar de repente no meio do paraíso", comemora.

 

Terninho pra lá, terninho pra cá

Na abertura de uma feira no interior fluminense, a governadora Rosinha Garotinho (de branco com listras pretas) e a ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef (de preto com listras brancas), viram-se lado a lado como um par de vasos, ambas de terninho risca de giz – o de Rosinha, diga-se, comprado em uma butique carioca, mais bem talhado que o da ministra. "Estamos em sintonia", brincou a governadora, que no desempenho da função vive batendo de frente com o governo federal. E ainda se gabou: "Conosco é assim, tudo preto no branco".

 

Acima de todos os males


Fotos Wagner Santos
antos

Deborah na festa: foco no vestido e na nova tatuagem (acima)

Certeza, ninguém tem. Mas pode ter vindo da Transilvânia a inspiração do modelo (tecido vaporoso, cinto-espartilho dourado, pingentes de cortina) usado pela atriz Deborah Secco na festa de casamento do pai – afinal, o autor é Edson Galvão, figurinista de O Beijo do Vampiro. Galvão nega o vínculo. "Era um vestido bem discreto, para uma cerimônia íntima", diz. Como Deborah fica linda de qualquer maneira, acabou por prevalecer a mensagem da nova tatuagem que ela, cumprindo "uma promessa", mandou gravar nas costas: "Livrai-me de todo o mal. Amém".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui,
Diogo Schelp e Silvia Rogar

 
 
 
 
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