Edição 1904 . 11 de maio de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (e-mail: ljardim@abril.com.br)

• TELEFONIA

Olho vivo
Roberto Lima, atual presidente do Credicard, caminha a passos largos para virar o número 1 da Vivo, em substituição a Francisco Padinha. Os sócios espanhóis da Vivo já bateram o martelo. E os sócios portugueses estão perto de dar o.k.

 

• GOVERNO

Dirceu e o seu mestre
Sem alarde, José Dirceu recebeu um amigo fraterno para almoçar na semana passada. Mais que um amigo – um mestre. Trata-se do nicaragüense Daniel Herrera, que foi o instrutor de guerrilha de Dirceu em sua temporada em Cuba, no início dos anos 70. Aliás, o codinome de Dirceu na ocasião – Daniel – é uma homenagem ao instrutor. Fumaram um charuto e relembraram os bons tempos. Deve ter servido também para Dirceu como um processo de "desintoxicação" dos encontros que teve com Condoleezza Rice quinze dias atrás....

 

• PARTIDOS

Racha no PP
Severino Cavalcanti e José Janene, líder do PP, estão num clima de guerra. O motivo, como não poderia deixar de ser entre pepistas de boa cepa, são as nomeações para o governo.

 

• ELEIÇÕES 2006

Soberba tucana
A cúpula tucana afinou o discurso para as próximas eleições. O mote principal não será a "gastança pública" do governo Lula nem as incoerências entre o PT do passado e o do governo. Os tucanos decidiram centrar a campanha sobretudo no lema "nós somos melhores e mais eficientes". E vão usar os desempenhos dos governos de Geraldo Alckmin e Aécio Neves como estandartes.

Ainda falta
O discurso está decidido, portanto, mas candidato tucano para valer só no fim do ano.

Disputa antecipada
O encontro entre Lula e Geraldo Alckmin na semana passada, durante um evento na Volkswagen, não foi tão amistoso como podem fazer supor as fotos publicadas. Pelo menos no cerimonial da Presidência da República, havia preocupações em torno do destaque que cada um teria na ocasião. Afinal, um disputará a reeleição e o outro quer muito enfrentá-lo.

 

Em campos opostos

Fotos Beto Barata/AE
Palocci e Dirceu: visões diferentes sobre o destino da Vale

Os dois ministros mais poderosos do governo Lula, Antonio Palocci e José Dirceu, têm posições divergentes sobre as operações da maior empresa privada brasileira – a Vale do Rio Doce. As secretarias de Direito Econômico e de Acompanhamento Econômico (SDE e Seae), dos ministérios da Justiça e da Fazenda, querem colocar limites ao "gigantismo" da Vale em alguns setores. Palocci é a favor. Dirceu, contra.

• MINAS GERAIS

Nota alta
A agência de classificação de risco de crédito Moody's elevou a nota de Minas Gerais na semana passada de B3 para B2. O relatório distribuiu elogios à gestão de Aécio Neves. A melhoria é fruto do desempenho financeiro de Minas nos últimos anos e da expectativa de prosseguimento das ações de controle de gastos.

 

• BRASIL

Segurança máxima
A preocupação com a segurança da Cúpula da América do Sul e dos Países Árabes, que começa na terça-feira em Brasília, atingiu dimensões nunca vistas pelas autoridades brasileiras. Alguns países estão trazendo poderosos arsenais de segurança para proteger seus chefes de Estado. Um desses queria aterrissar no Aeroporto de Brasília com oito aviões de escolta. Foi vetado.

Ida e volta
O Brasil pode voltar a ter esperança de, em breve, ver a cor dos 40 milhões de dólares desviados pela turma do Silveirinha, aquele fiscal do ICMS do Rio de Janeiro que comandava um caudaloso esquema de transposição de dinheiro do contribuinte para contas secretas na Suíça. O corregedor da Receita Federal, Moacir Leão, viajou na semana passada para Genebra com a intenção de dar um empurrão no processo de repatriação do dinheiro.

 

• ECONOMIA

Quem manda
No finzinho da negociação entre Abilio Diniz e o Casino, em que os franceses passaram a dividir o controle do Pão de Açúcar, houve um pequeno impasse. Faltando duas semanas para a assinatura do acordo, Abilio quis que estivesse mais explícito no contrato que a gestão da rede ficaria com ele, e com ninguém mais. Foi tudo refeito.

Ladeira abaixo
O Credit Suisse First Boston soltou um relatório estimando um piso de 2,20 reais para o dólar.

Varig, Varig, Varig
A diretoria da Varig que assume nesta semana diz que tem várias propostas de compra da empresa na mesa. Entre elas, a dos portugueses dos grupos Pestana e Funditec, cujos dirigentes desembarcam no Brasil neste fim de semana justamente para tentar o difícil negócio.

 

• GENTE

Cocoricó
Duas semanas atrás, quando Duda Mendonça ia começar uma palestra para estudantes de publicidade em São Paulo, um gaiato na platéia não perdoou: imitou galhofeiramente o canto de um galo, lembrando a todos o episódio em que o publicitário foi preso numa rinha. A audiência veio abaixo, mas Duda não perdeu o rebolado. "Se for estudante de publicidade e quiser um estágio, procure minha agência." E o rapaz ganhou o emprego.

 

Parece obra de igreja

 

Pedro Rubens
Alvorada: a reforma atrasou cinco meses

Lula e dona Marisa não vão virar o ano instalados no Palácio da Alvorada. Permanecem na Granja do Torto. As obras de recuperação do Palácio atrasaram. Programada para terminar em novembro, a reforma deve ficar pronta, segundo a previsão, só em abril. Isso significa que, ao fim de seu mandato, Lula terá passado dezoito meses longe do Alvorada.

Colaborou Ronaldo França

 

 

 

 
 
 
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