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Tecnologia
É de bolso mesmo
A versão digital e portátil do Aurélio escaneia
as palavras e dá seu significado em segundos  Jerônimo
Teixeira
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Aurélio Digital em ação: um aparelho prático,
mas com preço salgado |
No mercado editorial, o setor mais influenciado pela tecnologia é o dos
livros de referência. Cada vez mais, enciclopédias e dicionários
são apresentados em formatos digitais. O mais tradicional dicionário
brasileiro, o Aurélio, está levando essa tendência
para um campo novo no país: o dos dicionários e tradutores instantâneos
e portáteis. Recém-lançado pelo grupo Positivo, que
adquiriu seus direitos em 2003, o Aurélio Digital é uma espécie
de caneta com scanner embutido e permite que o usuário, ao passar o aparelho
sobre uma palavra impressa, obtenha sua definição em segundos. É
o lance mais recente na guerra mercadológica que se trava nas livrarias
brasileiras desde que o Dicionário Houaiss surgiu, em 2001, quebrando
a hegemonia de 26 anos do "Aurelião" no setor. O conteúdo do Aurélio
Digital é praticamente o mesmo do dicionário em papel, mas o
aparelho também reconhece algumas flexões de verbos e adjetivos
que não constam do dicionário original. Além disso, a maquininha
oferece um tradutor inglês-português.
A primeira geração de dicionários digitais apareceu em CD-ROM.
Hoje, essas ferramentas estão migrando para a internet, na qual se encontram
várias opções de tradutores e dicionários instantâneos,
como o Ultralingua que fornece mecanismos de tradução
rápida para o site do jornal International Herald Tribune
e o Answers, cujos serviços são gratuitos. O mais conhecido
é o israelense Babylon, que congrega 25 dicionários em treze
idiomas. Começou como um serviço gratuito na rede, mas hoje funciona
com assinatura paga. Dos 27 milhões de usuários em todo o mundo,
2,5 milhões a maior fatia num único país estão
no Brasil. Em geral, basta selecionar uma palavra na tela do computador e apertar
uma ou duas teclas para obter definições e equivalentes em várias
línguas. Aparelhos como o Aurélio
Digital atendem a uma demanda distinta. A tecnologia portátil já
se encontra difundida em muitos países, com dicionários em várias
línguas. A WizCom, companhia com sede em Israel que produz o aparelho,
começou a fabricar as primeiras versões dele em 1997. Hoje, são
comercializadas cerca de 100.000 unidades por ano metade delas destina-se
ao mercado americano, em dezenas de versões. A ferramenta é útil
principalmente para profissionais que viajam a negócios e precisam de um
instrumento para tradução de uso e transporte práticos. Isso
sem falar, claro, nos viciados em engenhocas eletrônicas. Com seu scanner,
o Aurélio Digital poupa o trabalho da digitação. Sua
operação, porém, exige um certo traquejo: basta entortar
a mão ou passar a caneta muito rapidamente sobre o texto para que a palavra
seja lida de forma truncada. Mas a maior dificuldade operacional é outra:
o preço um tanto salgado, de 700 reais. 
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