Edição 1904 . 11 de maio de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Entrevista
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Gente
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Gente

Novelinha infantil, nunca mais

Fotos Cida Souza e Luis Crispino/Playboy
Flávia, agora e antes: sem saudade da professorinha


Desde que Chiquititas acabou, em 2001, a preocupação da professorinha Flávia Monteiro era desvincular sua imagem do público infantil. Agora, de contrato assinado com o SBT para estrelar Os Ricos Também Choram, enterrou de vez a antiga persona posando para a Playboy de maio. "Tirar a roupa não foi problema. Afinal, estreei pelada", relata a atriz, referindo-se ao filme A Menina do Lado, em que, aos 14 anos, protagonizou cenas tórridas com Reginaldo Faria. A título de preparação, Flavia, 32 anos, 1,60 metro, intensificou a alimentação. "Comi muito para ganhar mais corpo", conta. O esforço rendeu 2 quilos: passou para 46. Felizmente, no lugar certo.

 

A noitinha cai, e a Sandy vem

Andre Porto/Folha Imagem
Sandy no banquinho bossa-nova: nervosismo


Diante de uma platéia lotada de simpatizantes (família, namorado, amigos de infância), a cantora Sandy estreou em seara totalmente inédita: sozinha, numa casa de jazz, entoando bossa nova. Não fez feio, apesar do nervosismo – intervalo sim, intervalo não, pedia desculpas pela inexperiência. Foi sua a escolha das músicas, "coisas que costumo ouvir no meu quarto". Alguma ínfima intenção de se separar de Júnior? Não, nunca, jamais: "É só um projeto paralelo, um outro lado meu que estou conhecendo". Decepção, só mesmo das cinco fãs barradas na porta do camarim – "Gastamos 150 reais à toa". É que Sandy tinha aula cedinho no dia seguinte.

 

Te cuida, Paulo Coelho

Flavio Torres/Fotomidia
Gisele e Patrícia, com papai: romance com herói sociólogo


Pai da modelo Gisele, o consultor Valdir Bündchen está lançando seu segundo livro. O romance O Enigma da Mudança conta a história de um sociólogo que se mete em uma aventura filosófico-policial depois de arrematar em um leilão supostos documentos raros, usando parte da gorda indenização recebida do governo brasileiro pela perseguição que sofrera durante o regime militar. Parece complicado, e é mesmo. "Esse livro faz uma conexão entre um trabalho chamado estudo de perfil com planejamento estratégico pessoal e um outro sobre a importância da escolha de uma filosofia e dos nossos hábitos no resultado da vida", resume Bündchen. Na base de tudo, a experiência de quem é pai de seis meninas. "Pobrezinhas, acabaram sendo um laboratório para mim", diz.

 

Muito brilho, alguma briga – e pouco Chanel

Evan Agostini/AFP
Peter Kramer/AFP
As Versace, mãe e filha, e Elle com seu chinelinho de dedo: festa chique

Todo mundo que é alguém foi à inauguração da exposição sobre a maison Chanel no Metropolitan Museum de Nova York. Quer dizer, quase todo mundo – os convidados de Dolce&Gabanna, entre eles Gisele Bündchen, se escusaram. Ocorre que a mesa de 150 000 dólares ficava no fundo. Dolce não gostou, Gabbana tampouco, e pintou o boicote. E em noite de homenagem todo mundo tirou seu Chanel do armário? Nada disso. Donatella Versace foi de Donatella Versace: cabelão, muito brilho, seios de plástico e um ar algo mais saudável depois da propalada recuperação do vício da cocaína. Já a filha e herdeira Allegra, evidentemente anoréxica, não parece nada recuperada. Altas horas, cansaço geral, a modelo Elle MacPherson vangloriava-se: complementou seu Calvin Klein dourado com um confortável chinelinho de dedo.

 

Laura, a desesperada

Jim Watson/AFP


Normalmente entediante, o jantar anual que a Casa Branca oferece a jornalistas dessa vez deixou os americanos eletrizados. Responsável: Laura Bush, a quietinha mulher de George W., que disparou a contar piadas sobre a falta de, digamos, entusiasmo do marido, entre outras insinuações de duplo sentido. "Essa, de novo, não", interrompeu, ensaiadamente, quando W desfiava uma piada sem graça. As dela, obviamente escritas por um profissional, foram muito mais interessantes. Uma amostra:

"George diz que adora estes jantares. Mentira. A esta hora, geralmente está dormindo. Nossa noite típica é assim: 9 horas, o senhor Animação dorme profundamente e eu assisto a Desperate Housewives. Senhoras e senhores, eu sou uma dona-de-casa desesperada".

"As pessoas me perguntam como é ficar em Kennebunkport (onde o clã Bush tem casa). Vou resumir: primeiro prêmio – três dias com os Bush; segundo prêmio – dez dias."

"Tantas mães não ligam para os filhos. Barbara Bush não sofre desse mal. As pessoas acham que minha sogra é uma doce vovozinha. Ela está mais para... bem... Don Corleone."

"George aprendeu muito sobre fazendas desde que, no nosso primeiro ano lá (no Texas), tentou tirar leite do cavalo. Não égua – cavalo."

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone

 
 
 
 
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