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Cartas
 | "Chávez,
exemplar pífio do socialismo, cheio de bravatas utópicas e idéias
ultrapassadas, representa um regime sedento por totalitarismo." João
MárdenRoberto Szabunia Belo Horizonte,
MG | Hugo
Chávez Espero que a reportagem
"O clone do totalitarismo" (4 de maio) de VEJA, o maior semanário do Brasil,
seja o começo do despertar da imprensa brasileira para esse caudilho que
quer ser Stalin, Simón Bolívar e Pinochet ao mesmo tempo. O discurso
de Chávez a favor dos pobres é pura demagogia, como os números
mostram, sempre lembrando que já estamos no sétimo ano de seu governo.
Ricardo da Cunha R. Valencia, Venezuela
Como venezuelano, é reconfortante ver que uma revista do prestígio
de VEJA tem a coragem e a sabedoria de soar o alarme sobre o perigo real que Chávez
representa para a América Latina. Paul Young Vancouver,
Canadá As sociedades sul-americanas
têm de enfrentar o desafio de construir instituições democráticas
estáveis, após três décadas de governos autoritários,
legatárias que são de uma herança política indesejável
que dá espaço a regimes de duvidosa legitimidade. A síntese
desses regimes é o atual governo da Venezuela, sendo Hugo Chávez
a mais perfeita tradução do caudilho esclarecido, cujas perspectivas
políticas representam um risco potencial para o projeto democrático
de toda a região. Hugo Chávez representa uma peculiar reedição
do populismo sul-americano das décadas de 50 e 60, associada a um discurso
esquerdista revolucionário de panfleto, desprovido de substância
política: pretendendo representar Vargas e Perón, Chávez
consegue apenas ser a versão mal-acabada de Fidel Castro, a quem admira
e procura associar sua imagem de estadista. Iwao Celso Tadakyio Mura Suzuki
São Paulo, SP Não sei
onde VEJA vê tanto perigo no governo de Hugo Chávez. Somente os americanófilos
utópicos procuram denegrir a imagem da Venezuela de hoje, cuja lição
de democracia foi dada pelo povo em referendo, acompanhado por instituições
internacionais, que manteve o presidente no poder. Lembrando ainda que os Estados
Unidos, sinônimo de democracia para o mundo, apoiaram o golpe de Estado
de 2002. Será que somente os Estados Unidos e Israel podem ter armas?
Geraldo Nardi São Gabriel da Palha, ES
É mais que oportuno que um órgão de imprensa
com a idoneidade e o trânsito internacional de VEJA informe ao resto do
mundo que é com constrangimento e vergonha que a maioria dos brasileiros
vê seu presidente identificar-se com alguém como Hugo Chávez.
Diga-me com quem andas... Cezar Zillig Blumenau, SC
Na edição de 4 de maio, numa sucessão de excelentes artigos
e reportagens, VEJA mostrou por que é a preferida dos brasileiros. No meu
entender, essa primorosa edição culminou com a reportagem sobre
o bufão Hugo Chávez, da Venezuela. Adilson M. Coelho
Curitiba, PR Ambiente
O uso sustentável dos crocodilianos amazônicos
baseia-se no seguinte modelo: conhecimento técnico-científico +
conhecimento tradicional dos amazônidas + política governamental.
No entanto, esse modelo aparentemente simples tem a premissa de que a "ordem dos
fatores afeta o resultado". Nesse sentido, temo que os atuais órgãos
ambientais estaduais, ao colocarem a "política" como o primeiro componente
do modelo supracitado, possam ameaçar a sua implementação.
E, se isso ocorrer, nós ambientalistas e cientistas amazônicos ficaremos
muito frustrados ao ver um dos poucos exemplos de uso sustentável de um
recurso natural na Amazônia brasileira fluir para o fracasso ("Caçada
ecológica", 4 de maio). Ronis da Silveira Professor doutor
do Departamento de Biologia Universidade Federal do Amazonas Manaus, AM Condoleezza
Rice O antiamericanismo é um comportamento
infantil. Os desenvolvidos o adotam por ciúme. E os subdesenvolvidos porque
não conseguem explicar o próprio fracasso. A trajetória da
secretária Condoleezza Rice (Amarelas, 4 de maio) é um ótimo
exemplo para quem deseja passar à fase adulta. Rodrigo da Cunha
Lima Freire São Paulo, SP
Diogo Mainardi O governo federal financia
atualmente 120 obras de presídios em todo o país, em parceria com
os governos estaduais, por meio de repasses do Fundo Penitenciário Nacional.
Entregará ainda cinco penitenciárias federais de segurança
máxima até o fim de 2006. Trata-se de exigência da lei desde
1984 e que nenhum governo havia cumprido até agora. Para esses presídios,
estão sendo selecionados, por concurso, 368 agentes penitenciários
federais. O incentivo à adoção de penas alternativas de caráter
educativo, nos casos previstos em lei e com intensa fiscalização,
é apenas uma das ações trabalhadas no âmbito do governo
federal. A medida tem resultados positivos comprovados em diversos países.
Do total de condenados no Reino Unido, por exemplo, 75.000 estão presos
e 206.000 cumprem algum tipo de pena alternativa. Esse tipo de pena amplia as
chances de recuperação do condenado e é menos dispendioso
para o Estado ("Vamos soltar os bandidos", 4 de maio). Léia Rabelo
Assessoria de Comunicação Social Ministério da Justiça
Brasília, DF Índios
Com relação à nota veiculada
sob o título "Estatísticas conflitantes II" (4 de maio), a Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) esclarece que não há conflito
entre os números utilizados pela Funasa e pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), mas sim uma diferença metodológica
para o levantamento de dados, a saber: a Funasa considera, para efeito de população
a ser atendida pelo Subsistema de Saúde Indígena do Sistema Único
de Saúde (SUS), indígenas os habitantes de aldeias (denominados
"aldeados"), enquanto o IBGE considera "indígenas" todos os que assim se
definem quando da realização do Censo. Rodrigo Oliveira
Assessoria de imprensa da Funasa Brasília, DF
II Guerra Mundial
Sobre a reportagem "Ética que nasceu do horror" (4 de maio), informo que
o primeiro grande genocídio da era moderna ocorreu na I Guerra Mundial,
com a invasão da Armênia pelos turcos. Os nazistas se inspiraram
nessa atrocidade, relatada em vários livros de conceituados historiadores.
Sônia Chinzarian Campo Grande, MS
Ao pé da página 136 da edição 1.903 ("Feitos para
guerra, úteis para a paz", 4 de maio), VEJA publicou uma pequena foto como
se ela representasse um radar aliado. A foto é de um aparelho de escuta
alemão chamado Ringtrichter-Richtungshorer, ou simplesmente RRH. Ele foi
criado em 1937 e aumentava a habilidade para ouvir sons a uma distância
de 12 quilômetros. Foi utilizado justamente em virtude da falta de equipamentos
de radar, que em alemão receberam a sigla FuMG. Ivan Alves de Barros
Surubim, PE Saúde
Que a indústria farmacêutica
lucra com os avanços da medicina é um fato reconhecido. Nada a acrescentar.
Mas não é de agora que os médicos dedicados à área
sabem que, quanto mais baixas as taxas sanguíneas de colesterol e glicose
e os níveis da pressão arterial, menor o risco cardiovascular. Esse
conhecimento advém, como VEJA bem mostrou, de dezenas de estudos epidemiológicos
e clínicos realizados nas duas últimas décadas. Aprendemos
que pessoas com qualquer dessas três variáveis, mesmo em níveis
inferiores ao que consideramos normal, ainda apresentam risco de morte a elas
relacionado. Para ficarmos apenas em uma análise, pela limitação
de espaço, já no ano de 1990 The Lancet, a mais prestigiosa
revista médica, publicava um estudo da Universidade de Oxford, envolvendo
420.000 indivíduos, que demonstrava que na população o risco
de derrame e infarto (duas das principais complicações da hipertensão)
se relacionava com o nível da pressão arterial medida. Aqueles com
pressão inferior ao considerado normal tinham menor probabilidade de vir
a ter essas complicações. Daí ser difícil estabelecer
o limite normal aceitável e este variar com o tempo. Valores abaixo do
normal ainda apresentam algum grau de risco, e com o progresso e os recursos da
medicina moderna queremos torná-lo o menor possível ("Entre a saúde
e a doença", 4 de maio). Doutor Leopoldo S. Piegas Diretor
do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia São Paulo, SP
Sou da opinião que faremos mais bem à população promover
a saúde em vez de prevenir doenças: qual a relação
entre perceber e estar com saúde? Principalmente porque, quanto mais exposta
aos modernos sistemas de saúde (incluindo a retórica da medicina
preventiva), mais doente a população se sente pelo hiperdiagnóstico
dominado pelo sentimento do medo e da doença. As informações
sobre o risco de doenças são divulgadas na presunção
de aumentar o sentimento de controle da população sobre sua qualidade
de vida: a necessidade de criar uma imagem de controle em face do risco. Fica
clara a importância da parceria com a população: negar informações
é uma forma de abusar do paciente. Querem transformar fator de risco em
doença. Muitos fatores de risco são variáveis contínuas
(hipertensão, colesterolemia etc.) e por motivos outros são transformados
em variáveis dicotômicas (normal ou anormal). Nunca saberemos o que
acontecerá amanhã, independentemente de termos tomado aspirina ou
estatinas. Fernando Cavalcanti Presidente da Sociedade Brasileira
de Reumatologia www.reumatologia.com.br
Recife, PE André
Petry Não tenho dúvida de que
o senhor André Petry receberá uma chuva de e-mails iracundos e sarcásticos
como a originada pela crônica da semana anterior ("Isso é que é
racismo"). Ao que parece, quando se trata de assuntos que são abordados
sob a clausura da fé, a opinião das pessoas é meramente o
corolário de seu sectarismo caso dos missivistas da semana e dos
deputados que inocentaram o colega. Parabéns, André Petry, pela
pontualidade das críticas e pela coragem de fazê-las. Ricardo
Moraes-Pinto Rio de Janeiro, RJ
Juros Excelente a matéria "É
o peso do Estado que dispara os juros" (4 de maio). Sua leitura nos mostra que
cabe ao governo agir assim, de forma eficaz, para a redução dos
juros para o consumidor final. Vale lembrar que, ao contrário do que disse
o presidente Lula, a sociedade civil não está nem um pouco acomodada,
visto que já vem se organizando e recorrendo ao Poder Judiciário
para coibir a cobrança de juros extorsivos por bancos, administradoras
de cartões de crédito etc. Kássia Correa Presidente
da Associação Nacional dos Usuários de Cartões
de Crédito (Anucc) São Paulo, SP
Educação Antes de condenar
os brasileiros que tentam realizar seu sonho de obter um curso superior fora do
país, precisamos entender o porquê dessa escolha. Apesar de termos
centenas de cursos superiores (muitos bem-conceituados, outros nem tanto), sabemos
que a oferta de vagas cresce aritmeticamente, enquanto a população
cresce geometricamente. Esses estudantes não devem ser excluídos
por fazer um curso fora, mas sim exaltados por ter tido coragem de sair de casa
e realizar seu sonho a todo custo ("Diploma muy amigo", 4 de maio). Mário
Luiz Farias Cavalcanti Biólogo pela UEPB e doutorando em engenharia
agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Campina
Grande, PB Filme Cruzada
Motivado para obter informações
sobre o filme Cruzada, vejo-me, de repente, no túnel da história
das civilizações, numa incursão reveladora pelas tenebrosas
veredas da religião. É difícil entender como religiões
que têm um "pai" comum podem se enfrentar como inimigos mortais. VEJA brindou
seus leitores com um artigo de grande profundidade ("Choque de civilizações",
4 de maio). Um exemplo para muitas editoras de livros universitários, carentes
de recursos visuais e intertextualidade. Para o leitor de VEJA, acostumado com
esse tipo de matéria, resta torcer para que a revista continue trazendo
informação, cultura e entretenimento de forma surpreendente. Eloy
Melonio São Luís, MA
Globês Deve ser interessante ser fluente
em globês, uma "ferramenta de comunicação" na qual é
possível falar sobre plumas, pregos, cinzas e espirros (feather, nail,
ash e sneeze na lista das 1.500 palavras "essenciais" de Jean-Paul Nerrière),
mas não se pode comprar um ingresso ou passagem aérea (falta a palavra
ticket), convidar alguém para almoçar (não consta a palavra
lunch) ou pedir uma cerveja ou um cardápio (beer e menu também não
estão na lista). Sou totalmente a favor de alternativas aos cursos "the
book is on the table", mas receio que a versão de globês de Nerrière
esteja fadada a juntar-se ao esperanto, outra tentativa de criar uma língua
franca que acabou em língua morta ("Entendeu, valeu", 4 de maio). Ron
Martinez Autor do livro Como Dizer Tudo em Inglês (Editora
Campus) Jaboatão dos Guararapes, PE
CORREÇÕES: No quadro
"A geopolítica do coronel Chávez", da reportagem "O clone do totalitarismo"
(4 de maio), estão invertidas as fotos de Daniel Ortega (Nicarágua)
e Shafik Handal (El Salvador). • Em "Diploma muy amigo" (4 de maio), as
legendas das fotos de Buenos Aires e Santa Cruz de la Sierra estão trocadas.
• Na reportagem "40 idéias para ocupar bem o tempo" (VEJA Fortaleza,
abril de 2005), o telefone correto do curso de ikebana oferecido pela Igreja Messiânica
é
(85) 3131-1193.
Uma polêmica entre os leitores
Ao
comentar a reportagem "A longa noite do Rio e seu passado ensolarado" (20 de abril)
na seção Cartas, a leitora capixaba Adriana Schneider criticou "a
cultura do carioca em querer levar vantagem sempre" e abriu uma polêmica.
Bárbara Fernandes Schmitt, de Porto Alegre (RS), e outros quatro leitores
ficaram inconformados com as críticas de Adriana. "Sou carioca e tenho
muito orgulho disso. Em Porto Alegre fui bem recebida e, sempre que me perguntam
de que cidade sou, elogiam muito o Rio de Janeiro e especialmente o povo carioca",
escreveu Bárbara. Apoiando a capixaba Adriana, a leitora Rosana Reichert,
de Joinville, em Santa Catarina, disse: "Morei dois anos no Rio e perdi a conta
de quantas vezes tentaram me passar a perna quando percebiam que eu era de fora.
Acredito que a cidade seja muito maltratada por cariocas e moradores. Espero que
todo esse quadro seja reversível, já que o Rio é a porta
de entrada do Brasil". | |
São Pedro e as verbas públicas
A
foto recente de uma praça da cidade de São Pedro, no interior de
São Paulo, ilustrou a nota "O mercado da calamidade" (20 de abril), que
destacou um levantamento da Defesa Civil sobre desvios de verbas públicas
repassadas a municípios em situação difícil. Eduardo
Speranza Modesto, prefeito do município paulista, escreveu a VEJA: "A atual
administração de São Pedro não compactua com os desvios
de verbas citados na referida matéria e, apesar da recente visita do senhor
governador para verificar os danos provocados pelas fortes chuvas que castigaram
a cidade no mês de fevereiro e que destruíram boa parte da infra-estrutura
urbana, estamos aguardando o repasse de verbas do estado", esclareceu Modesto.
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