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Edição 2003

11 de abril de 2007
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DVDs

Bem-Vindo à Prisão (Let's Go to Prison, Estados Unidos, 2006. Universal) – John, ladrão pé-de-chinelo, vem sendo colocado regularmente na prisão desde a infância, e sempre pelo mesmo juiz. Aos 20 e poucos anos, decide se vingar – mas o juiz morre antes que ele tenha sua chance. John arma então uma cilada para o filho dele, Nelson, e faz o que pode para que a vida do mauricinho no xilindró seja um inferno. Claro que nem tudo vai correr conforme o programa. Nem o filme, aliás, já que as reviravoltas não são bem as habituais do gênero (elas incluem, por exemplo, um caso de amor verdadeiro nascido no chuveiro da prisão). Não é para quem gosta de finesse, e sim de escracho. Mas escracho inspirado, para o qual os dois atores principais, Dax Shepard e Will Arnett, têm ótimas qualificações. Veja cenas.

Stander (África do Sul/Inglaterra, 2003. Europa) – Policial branco na África do Sul do apartheid, Andre Stander (personagem verídico interpretado com garra por Thomas Jane) sofria de dois males comuns naquele tempo e lugar: a repugnância por si mesmo, pela violência que utilizava contra a população negra, e, ao mesmo tempo, a embriaguez do poder ilimitado. Essa fratura na personalidade de Stander chegou a tal ponto que, a certa altura, ele começou a assaltar bancos nas suas horas livres, testando seus limites (e o de seus colegas de corporação) com todo tipo de risco e ousadia. A história é em si um achado – e a diretora Bronwen Hughes tira dela uma sensação de turbulência e desespero que torna seu filme verdadeiramente singular. Veja cenas.

 

DISCO

On Tour, Yann Tiersen (EMI) – Conhecido pelas trilhas sonoras de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e Adeus, Lênin, o compositor e multiinstrumentista Yann Tiersen é um dos artistas mais criativos do pop francês. Seu segredo é não se prender a um único gênero. As criações de Tiersen vão da tradicional chanson – como se pôde notar em Amélie – aos flertes com o punk e a música erudita. On Tour, lançado na onda de uma breve passagem do francês por aqui, é um registro da sua mais recente turnê européia. A novidade está nas versões aceleradas de antigos sucessos do compositor. É o caso de La Terasse, uma valsa que ganhou um andamento próximo ao do punk. O disco conta ainda com a participação especial de Elizabeth Fraser, a moça de voz etérea que cantou nos grupos Cocteau Twins e Massive Attack.

 

LIVROS

 

Divulgação

Miles Davis: as razões pelas quais ele foi "essencial"

Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis, de Ashley Kahn (tradução de Marcelo Orozco e Patrícia de Cia; Barracuda; 256 páginas; 43 reais) – O disco Kind of Blue, do trompetista americano Miles Davis, é aquele tipo de trabalho que os críticos costumam definir como "essencial". São poucos, porém, os que realmente sabem precisar as razões pelas quais o álbum mudou os rumos do jazz. Kahn, crítico conceituado no meio, não se contentou em dissecar com competência as cinco faixas do disco. Há também muitas histórias de bastidor – boa parte delas dedicada ao vício de Davis em heroína e à obsessão de um de seus parceiros, o saxofonista John Coltrane, em alcançar uma sonoridade perfeita (tarefa, aliás, que ele cumpriu).

 

Lipnitzki/Roger Viollet/Getty Images

Marguerite: o amor como uma emoção brutal

O Homem Sentado no Corredor e A Doença da Morte (tradução de Vadim Nikitin; Cosac Naify; 112 páginas; 39,90 reais) – Os dois contos reunidos nesse livro são histórias de amor. Mas essa emoção, na obra da francesa Marguerite Duras – autora de O Amante, romance de fundo autobiográfico que conta a iniciação sexual de uma adolescente francesa com um adulto chinês –, é difícil e às vezes brutal. O Homem Sentado no Corredor narra um encontro sadomasoquista, com ambigüidades perturbadoras. A Doença da Morte trata do envolvimento de uma prostituta e seu cliente. As histórias são marcadas pela indeterminação: pouco ou nada se sabe sobre o passado de seus personagens. Nada mais parece importar, além do sexo e do amor. Leia trechos.

 

Questão de Sangue, de Ian Rankin (tradução de Celso Nogueira; Companhia das Letras; 480 páginas; 48,50 reais) – Ex-músico punk, o escocês Ian Rankin tornou-se um best-seller no Reino Unido com a série estrelada por John Rebus, investigador da polícia de Edimburgo que faz a linha "tira durão". É um sujeito solitário, que não gosta de regras, fuma e bebe muito e não se dá bem com os colegas – mas tem uma qualidade: resolve os casos que vão parar em suas mãos. Em Questão de Sangue, Rebus investiga o assassinato de dois adolescentes em um colégio particular. O caso tem um suspeito óbvio, um ex-militar enlouquecido que teria disparado sua arma a esmo na escola e depois se suicidado. Rebus desconfia que o perfil do acusado não se encaixa no crime. Leia trecho.

 

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Campinas: Fnac; Rio: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Saraiva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Natal: Laselva; Florianópolis: Livrarias Catarinense; Goiânia: Saraiva; Fortaleza: Laselva; Curitiba: Fnac, Livrarias Curitiba, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Leitura; Maceió: Laselva; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Nobel, Saraiva, Submarino.

 

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